APÓS 30 ANOS, GESTÃO DE PAULINHO FREIRE LANÇA LICITAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO

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A Prefeitura do Natal deu início formal ao processo de concessão do transporte público urbano com o lançamento do aguardado edital de licitação do sistema. Durante a apresentação, o prefeito Paulinho Freire ressaltou que a prioridade da gestão foi elaborar um documento sólido e juridicamente seguro, em vez de acelerar sua publicação. “Nosso compromisso nunca foi lançar um edital rapidamente. Nosso compromisso sempre foi lançar um edital consistente, moderno, juridicamente seguro e preparado para atender a cidade que Natal é hoje”, afirmou.

Paulinho destacou que o edital, esperado há 30 anos, foi elaborado ao longo de quatro anos, com apoio de consultorias especializadas e acompanhamento de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

“Diferente das outras, essa licitação foi discutida por mais de quatro, cinco anos. Contratamos a maior consultoria do Brasil, teve a participação do Tribunal de Contas, Ministério Público e foi feita por técnicos especializados para que não venhamos a sofrer sanções ou questionamentos jurídicos. Eu acho que é uma das licitações mais modernas do país”, declarou.

O prefeito também afirmou que a expectativa é que as mudanças comecem a ser implementadas no segundo semestre de 2027, após a conclusão do processo licitatório. Segundo ele, a tarifa atual deverá ser mantida até a entrada em funcionamento do novo modelo, enquanto a administração acompanha discussões nacionais sobre mecanismos de financiamento do transporte coletivo.

Na apresentação, Paulinho Freire fez um resgate histórico da elaboração do edital, destacando que a construção do novo modelo atravessou diferentes administrações municipais e foi marcada por sucessivas revisões técnicas e jurídicas.

Segundo o prefeito, as permissões que originaram o sistema atual remontam à década de 1980. Após o vencimento desses contratos, o Ministério Público levou o tema ao Judiciário em 1999, consolidando a necessidade da licitação. Desde então, três consultorias especializadas foram contratadas para estruturar e aperfeiçoar o projeto, que também passou por mudanças legislativas e enfrentou questionamentos judiciais.

Paulinho lembrou ainda que um edital chegou a ser publicado entre 2016 e 2017, mas acabou não prosperando. Posteriormente, em 2019, um novo lançamento estava previsto, porém a pandemia da Covid-19 alterou completamente a dinâmica da mobilidade urbana, exigindo a reformulação dos estudos de demanda e da modelagem operacional.

“Era preciso reconstruir praticamente toda a modelagem técnica do sistema”, afirmou, destacando que uma nova consultoria foi contratada para desenvolver estudos sobre demanda, equilíbrio econômico-financeiro, desenho da rede e planejamento da transição. O trabalho também incluiu 17 reuniões nos bairros e uma consulta pública que recebeu mais de 1.800 contribuições da população.

Modelo prevê renovação e ampliação da frota e aumento das viagens

Entre as mudanças previstas no edital está a ampliação da rede de transporte coletivo. O sistema passará de 54 para 85 linhas, com a criação de 31 novos itinerários. O número diário de viagens deverá aumentar de 1.820 para 3.167, crescimento de 74%.

O projeto também prevê intervalos médios de 12 minutos nas linhas de maior demanda, limite máximo de 30 minutos entre viagens, ampliação da cobertura territorial e renovação da frota. A idade média dos veículos cairá para seis anos e todos os ônibus deverão contar com ar-condicionado, além de acessibilidade, Wi-Fi, monitoramento por GPS e padrões ambientais mais rigorosos.

Outro ponto destacado pelo prefeito é a implantação de um sistema permanente de monitoramento da qualidade do serviço. Indicadores como pontualidade, cumprimento das viagens, estado da frota e reclamações dos usuários serão avaliados mensalmente. Empresas que atingirem as metas serão remuneradas conforme o desempenho, enquanto aquelas que descumprirem as obrigações estarão sujeitas a penalidades financeiras.

Apesar das mudanças previstas, Paulinho ponderou que o edital, sozinho, não solucionará todos os problemas da mobilidade urbana.

“Seria um erro dizer que esse edital resolve sozinho todos os problemas do transporte público. Nenhum edital faz isso. O que ele faz é criar as condições para que a cidade possa melhorar o transporte de forma permanente, com planejamento, fiscalização, investimentos e responsabilidade”, afirmou.

A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, classificou o lançamento como um momento histórico para Natal e afirmou que o edital representa um compromisso da gestão em colocar a população no centro das políticas públicas de mobilidade.

“A construção desse edital exigiu diálogo, responsabilidade e muito trabalho técnico, e agora entregamos à cidade um instrumento que cria as condições para transformar o transporte público e melhorar a mobilidade urbana”, disse.

O Presidente da comissão de transportes da Câmara Municipal, o vereador Leo Souza, destacou o desafio de conduzir os passageiros de volta ao transporte público em Natal.

“O maior desafio é a gente trazer o passageiro de volta para querer andar de ônibus. Hoje, só anda de ônibus em Natal, infelizmente, quem não tem outro meio. E a Prefeitura hoje cumpre um papel muito importante para que as próximas gerações possam dizer que teve um prefeito ali atrás que quis ousar, que quis enfrentar o óbvio e que quis fazer o que era mais difícil naquele momento”, classificou o vereador.

Conforme o cronograma apresentado pela Prefeitura, a assinatura dos contratos deverá ocorrer entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Em seguida, será iniciado um período de mobilização de até 180 dias para aquisição da nova frota, contratação de equipes, adequação das garagens e implantação gradual da nova rede de transporte.


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FÁTIMA REFORÇA ESPAÇO NO PT EM CONVENÇÃO QUE OFICIALIZA LULA

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A participação da governadora Fátima Bezerra (PT) na convenção nacional que homologou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste fim de semana, reforçou as especulações de que poderá integrar um eventual novo governo do PT. Ao lado de Cadu de Lula (PT), Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT), Fátima participou do ato realizado em São Paulo, que também confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.

Após a convenção, a governadora publicou uma postagem em colaboração com a primeira-dama Janja da Silva e perfis nacionais ligados ao PT, evidenciando sua sintonia com o projeto nacional liderado por Lula. O gesto foi interpretado, nos bastidores, como mais um sinal do prestígio político de Fátima junto ao núcleo do governo federal.

No vídeo compartilhado nas redes sociais, Janja destacou a atuação do presidente em defesa das mulheres e afirmou que elas terão papel decisivo na campanha pela reeleição.

“Tenho muito orgulho de você ter abraçado uma causa pela qual nós mulheres lutamos há tanto tempo, que é o combate à violência contra as mulheres. Tenho certeza absoluta de que somos nós mulheres que vamos eleger você novamente”, afirmou a primeira-dama.

A possibilidade de a governadora assumir um ministério já havia sido sinalizada durante a convenção estadual do PT, realizada no mês passado, quando integrantes do grupo governista chegaram a mencionar publicamente seu nome como um dos cotados para compor a equipe de um eventual novo mandato de Lula.

“Time de Lula” em São Paulo
Além da presença de Fátima, a convenção reuniu lideranças petistas de todo o país e marcou a oficialização da chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial de 2026. A participação da comitiva potiguar reforçou a estratégia do PT de nacionalizar a campanha no Rio Grande do Norte, vinculando os candidatos locais à imagem do presidente, principal cabo eleitoral da legenda no Estado.

Durante o ato, Cadu de Lula e Samanda de Lula publicaram um vídeo conjunto comentando a homologação da candidatura presidencial. Ao destacar o momento, Cadu afirmou que Lula chega à disputa respaldado pelas realizações do atual mandato.

“Oficialmente, o presidente Lula é candidato à reeleição. Não tem outra opção. O presidente prestou contas do que fez e mostrou que ainda tem muito mais para fazer”, declarou.

Samanda também destacou a expectativa para a campanha e associou a reeleição à continuidade das políticas públicas defendidas pelo governo federal.

“É uma emoção muito grande. A gente tem vontade de fazer muito mais, principalmente pela educação, pela defesa da nossa esquerda e pelo nosso empoderamento”, afirmou.

Na legenda da publicação compartilhada em colaboração entre Cadu, Samanda e o diretório estadual do PT, o grupo classificou a convenção como um momento de reafirmação do projeto político.

“Mais do que um ato político, foi um momento de reafirmar o compromisso com quem acredita que é possível construir um país mais justo, com oportunidades, respeito e desenvolvimento para todos”, registrou a postagem.

A participação da comitiva potiguar em São Paulo consolida a estratégia eleitoral do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, aproximando as candidaturas de Cadu de Lula e Samanda de Lula da imagem do presidente e reforçando o protagonismo de Fátima Bezerra no cenário nacional do Partido dos Trabalhadores.


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CARROS ELÉTRICOS DEIXAM DE SER NICHO E AVANÇAM COM ECONOMIA E TECNOLOGIA

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A decisão de trocar um carro a combustão por um modelo elétrico deixou de ser motivada apenas pela preocupação ambiental. Para muitos consumidores, a escolha tem sido guiada principalmente pela economia e pelo avanço tecnológico dos veículos. É o caso do advogado Rodolfo Braz, que há nove meses utiliza um carro elétrico e afirma que a mudança trouxe benefícios financeiros e de praticidade no dia a dia.

A escolha por um veículo elétrico é resultado de vários fatores: economia com combustível, menor custo de manutenção, vantagens tributárias e, principalmente, o preço cada vez mais competitivo das montadoras”, afirma.

Na avaliação dele, a entrada de novas fabricantes, especialmente as chinesas, também contribuiu para ampliar a concorrência e tornar os veículos eletrificados mais acessíveis ao consumidor.

“Também é difícil ignorar a diferença entre as montadoras tradicionais e as novas fabricantes, em sua maioria chinesas. Hoje, é comum encontrar veículos que, nas marcas tradicionais, custam mais de R$ 150 mil, enquanto as montadoras chinesas oferecem modelos com ainda mais tecnologia, conforto e itens de série por cerca de R$ 120 mil. A tecnologia já supre as necessidades”, comenta.

A percepção do advogado acompanha um movimento registrado em todo o país. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que o Brasil emplacou 215.023 veículos leves eletrificados — entre modelos 100% elétricos e híbridos — no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 125% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da série histórica para os seis primeiros meses do ano.

Além da redução dos preços, o aumento da oferta de modelos e a ampliação da infraestrutura de recarga têm contribuído para a expansão desse mercado, que já começa a alterar a rotina de condomínios residenciais.

Instalação de carregadores em condomínios exige planejamento
Embora a procura por veículos elétricos cresça, a instalação de carregadores em condomínios ainda exige planejamento e adequações técnicas. Segundo a administradora de condomínios Andressa Costa, a prioridade é garantir que qualquer intervenção ocorra de forma segura e dentro das normas vigentes.

“A principal preocupação da gestão é garantir que qualquer instalação seja realizada com total segurança e em conformidade com as normas técnicas. Não podemos autorizar a instalação de carregadores para veículos elétricos sem a certeza de que a infraestrutura elétrica do condomínio suporta essa demanda”, explica.

Ela destaca que a primeira etapa é a realização de um estudo de carga para verificar a capacidade da rede elétrica do empreendimento. Nos condomínios onde a análise aponta viabilidade, a proposta é levada para deliberação em assembleia, que define o modelo de implantação, o número de carregadores que poderão ser instalados e a forma de utilização do sistema.

Somente após a aprovação são exigidos documentos como projeto elétrico, ART ou RRT do responsável técnico, além da execução do serviço por empresa especializada.

Para Andressa, a adaptação dos condomínios deve ocorrer de forma gradual e responsável, sobretudo nos empreendimentos mais antigos.

“Muitos condomínios, principalmente os mais antigos, não foram projetados para suportar a demanda de carregamento de veículos elétricos. Por isso, todo o processo deve ser conduzido com planejamento, responsabilidade e respaldo técnico, sempre priorizando a segurança dos moradores e a preservação da infraestrutura do condomínio”, ressalta.

Nos empreendimentos onde os carregadores já foram instalados, ela explica que os moradores seguem as orientações fornecidas pelos fabricantes dos equipamentos, uma vez que todas as exigências técnicas e de segurança são verificadas ainda durante o processo de aprovação pelo condomínio.

O crescimento da frota eletrificada indica que a tendência deve se consolidar nos próximos anos. Ao mesmo tempo, o avanço desse mercado impõe novos desafios para a infraestrutura urbana e residencial, exigindo adaptações que acompanhem a mudança no perfil da mobilidade brasileira.


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ÁLVARO DIAS LIDERA PATRIMÔNIO ENTRE CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN EM 2026

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As declarações de bens apresentadas pelos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte à Justiça Eleitoral revelam diferenças significativas no patrimônio dos três principais concorrentes ao Executivo estadual. Conforme os registros do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Álvaro Dias (PL) lidera a lista, com patrimônio declarado de R$ 2.917.179,51, seguido por Allyson (União Brasil), com R$ 748.869,84. Em sua primeira disputa eleitoral, Cadu de Lula (PT) informou possuir patrimônio de R$ 100 mil.

Além dos valores absolutos, as declarações permitem comparar a evolução patrimonial de Álvaro e Allyson em relação às eleições municipais de 2020. No caso de Cadu, por se tratar da estreia em uma disputa eleitoral, não há base para comparação.

Álvaro lidera patrimônio declarado
Candidato ao Governo pelo PL, na coligação Endireita RN, Álvaro Dias é quem declarou o maior patrimônio entre os concorrentes ao Executivo estadual. O ex-prefeito de Natal registrou bens que somam R$ 2.917.179,51, valor cerca de 48% superior ao informado nas eleições municipais de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal pelo PSDB.

Há seis anos, Álvaro declarou patrimônio de R$ 1.971.017,01. Na candidatura ao Governo do Estado, o montante aumentou R$ 946.162,50.

Grande parte dos bens permanece na declaração, com atualização de valores, como a propriedade Poço da Pedra, localizada entre Caicó e São João do Sabugi, além de um apartamento em Petrópolis, a Fazenda Refúgio, no Maranhão, e os veículos D20 e Toyota Hilux. A declaração de 2026 também inclui novos imóveis rurais em Jacaraú e Jardim de Piranhas, além de aplicações financeiras no Banco do Brasil.

Allyson amplia patrimônio em cerca de 10%
Pela coligação Esperança e Trabalho, liderada pelo União Brasil, Allyson declarou patrimônio de R$ 748.869,84, o segundo maior entre os candidatos ao Governo. O valor representa um crescimento de R$ 69.783,48, ou aproximadamente 10,3%, em relação aos R$ 679.086,36 declarados quando disputou a Prefeitura de Mossoró, em 2020, pelo Solidariedade.

O apartamento financiado declarado na eleição anterior permanece na relação de bens, assim como um veículo Gol 2012. Em contrapartida, deixaram de constar aplicações em previdência privada, fundos de investimento e um veículo utilitário informados na campanha municipal.

Na nova declaração aparecem um trator agrícola adquirido por financiamento, uma casa em Tibau, quotas em pessoa jurídica, participação em cooperativa de crédito, títulos públicos e metade de um lote localizado em Mossoró.

Cadu estreia com patrimônio de R$ 100 mil
Candidato pela coligação Time que Cuida, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT e PSB, Cadu de Lula declarou patrimônio de R$ 100 mil em sua primeira disputa eleitoral.

Segundo o registro apresentado ao TSE, o único bem informado é um veículo utilitário esportivo (SUV) avaliado nesse valor. Na declaração não constam imóveis, aplicações financeiras, participações societárias, depósitos bancários ou outros bens patrimoniais.

Gastos são iguais para os três candidatos
Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas de campanha fixado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo do Estado. O teto é de R$ 7.115.522,46 para o primeiro turno e de R$ 3.557.761,23 em caso de segundo turno.


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PATRIMÔNIO DE STYVENSON VAI DE APENAS R$ 73 MIL PARA QUASE R$ 3 MILHÕES

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O patrimônio declarado pelo senador Stvenson Valentim à Justiça Eleitoral registrou um crescimento expressivo desde sua primeira disputa nas urnas. Em 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Senado, Styenson informou possuir bens no valor de R$ 73 mil. Oito anos depois, ao registrar candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 2.754.814,75.

Para 2026, candidato à reeleição, declarou mais de R$ 2,75 milhões em bens, incluindo imóveis, investimentos e créditos imobiliários – Foto: Reprodução

Em valores absolutos, o aumento foi de R$ 2.681.814,75. Em termos percentuais, o crescimento chega a aproximadamente 3.673%, fazendo com que o patrimônio declarado fique cerca de 37,7 vezes maior do que o informado na estreia política.

Na declaração apresentada em 2018, os bens resumiam-se a um veículo avaliado em R$ 9 mil, R$ 60 mil depositados em uma poupança destinada à aquisição de imóvel e R$ 4 mil em conta corrente.

Já em 2022, quando disputou a reeleição ao Senado, o patrimônio passou para R$ 137.912,72. A declaração era composta praticamente apenas por aplicações financeiras e poupança. Entre os itens constavam R$ 83.023,70 em caderneta de poupança, R$ 39.426,56 em aplicações de renda fixa, além de outros investimentos financeiros de menor valor. Naquele momento, não havia imóveis registrados na declaração.

A mudança mais significativa aparece no registro da candidatura de 2026. O senador declarou um apartamento no empreendimento AALTO, avaliado em R$ 1.071.703,58, um terreno em Pium (RN) no valor de R$ 269.999,92, aplicações financeiras que somam R$ 1.008.111,25 entre renda fixa, CRIs, CRAs e outros investimentos, além de dois créditos de R$ 155 mil cada decorrentes da venda de apartamentos, totalizando R$ 310 mil. Também declarou R$ 95 mil em dinheiro em espécie, mantidos em um cofre.

A composição patrimonial mudou completamente ao longo dos anos. Se em 2018 os bens eram formados por um automóvel, poupança e saldo bancário, em 2026 o patrimônio passou a ser concentrado em imóveis, investimentos financeiros, créditos imobiliários e dinheiro em espécie.

Desde que assumiu o mandato, em fevereiro de 2019, a remuneração dos senadores também foi reajustada. Na época da posse, o subsídio mensal era de R$ 33.763,00. Atualmente, o salário bruto de um senador é de R$ 46.366,19, um aumento nominal de aproximadamente 37,3% no período. No mesmo intervalo, o patrimônio declarado por Styenson cresceu cerca de 3.673%, percentual muito superior ao reajuste do subsídio parlamentar. As declarações de bens, entretanto, não detalham a origem dos recursos utilizados para a formação do patrimônio, que pode decorrer de salários, investimentos, valorização de ativos, operações imobiliárias ou outras fontes de renda lícitas.

Evolução patrimonial declarada à Justiça Eleitoral:

  • 2018 – R$ 73.000,00
  • 2022 – R$ 137.912,72
  • 2026 – R$ 2.754.814,75
    Os dados são públicos e constam nas declarações de bens apresentadas pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro de candidatura em cada eleição.

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CADU REBATE ALLYSON E CITA ROBINSON: “CALOTEIRO ESTÁ NO SEU PALANQUE”

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Um novo embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte marcou o debate político nesta segunda-feira (3). Após Allyson (União Brasil) criticar a gestão estadual, Cadu de Lula (PT) reagiu associando o adversário ao ex-governador Robinson Faria, que encerrou a gestão com quatro folhas em atraso. A troca de críticas ocorreu após o atraso no pagamento de parte dos aposentados e pensionistas do Estado. O Governo informou que 80% da folha já foi quitada e que o restante será pago até quarta-feira.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu afirmou que Allyson não teria legitimidade para criticar a situação por contar com o apoio político do deputado federal Robinson Faria, aliado da chapa do União Brasil.

“Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque. Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados nos tempos de Robinson Faria, que está no seu projeto. São as velhas elites querendo voltar ao comando do Rio Grande do Norte com uma roupa nova”, declarou.

O candidato petista também procurou tranquilizar os servidores estaduais, afirmando que o Governo já dialogou com entidades representativas da categoria e que a situação será normalizada nos próximos dias.

“Quero falar para os servidores e servidoras que o Governo do Estado já esteve reunido com os presidentes de associações e sindicatos e que, no máximo, até sexta-feira, os salários estarão rigorosamente em dia. Isso é compromisso, isso é trabalho de um governo que valoriza e prioriza o servidor público estadual”, afirmou.

A manifestação foi uma resposta ao vídeo divulgado por Allyson Bezerra, que criticou o atraso no pagamento dos aposentados e pensionistas e classificou a situação como um “calote” do Governo do Estado.

“O Governo do Estado dá um calote nos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte. Hoje, dia 3 de agosto, esses servidores ainda não receberam de forma completa os seus salários”, afirmou.

Ao comentar o protesto realizado por sindicatos em frente à Governadoria, Allyson disse que a reivindicação trata de um direito básico dos servidores.

“Não é um extra, não é um benefício a mais, não é um favor. É o salário de quem contribuiu durante décadas para o Estado, de quem precisa comprar remédio, pagar aluguel, colocar comida dentro de casa”, declarou.

Estado diz que 80% da folha de aposentados foi quitada
Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), o Governo do Estado informou que realizou o pagamento dos aposentados vinculados à área da Saúde e que a quitação dos demais aposentados e pensionistas ocorrerá até quarta-feira. Segundo a administração estadual, 80% da folha de pagamento já foi quitada.

Ainda conforme o comunicado, o atraso decorre da frustração de receitas, especialmente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que impactou o fluxo financeiro do Estado.

“O Governo do Estado reafirma seu compromisso com os servidores públicos, aposentados e pensionistas, e segue adotando medidas de gestão fiscal responsáveis para assegurar a regularidade dos pagamentos e a sustentabilidade das contas públicas”, informou a Secretaria de Estado da Administração (Sead).


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“MANTER VIVA A CULTURA É GARANTIR NOSSAS TRADIÇÕES”, DIZ PAULINHO SOBRE FESTIVAL DE QUADRILHAS

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O colorido dos figurinos, a música nordestina e a tradição das quadrilhas juninas voltam a tomar conta do Palácio dos Esportes a partir desta sexta-feira (31), com a realização da 36ª edição do Festival de Quadrilhas Juninas da Cidade do Natal. Promovido pela Prefeitura do Natal, o evento segue até o dia 2 de agosto, sempre a partir das 18h, com entrada gratuita, encerrando a programação oficial do São João da capital.

A competição reunirá quadrilhas das categorias Tradicional e Estilizada, reunindo grupos de diversos bairros de Natal e de municípios do interior do Rio Grande do Norte.

“Manter viva a nossa cultura é também garantir que as nossas tradições continuem sendo vivenciadas e transmitidas para as novas gerações”, destacou o prefeito Paulinho Freire.

Neste ano, segundo o prefeito, a gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), assumiu integralmente os custos da realização do festival.

O investimento, de aproximadamente R$ 1 milhão, contempla estrutura, operação, premiação, ajuda de custo para as 12 quadrilhas habilitadas em edital, além de despesas com licenciamento, taxas, ambulâncias, comissão julgadora e demais serviços necessários para a realização do evento.

“A Prefeitura de Natal abraçou o Festival de Quadrilhas Juninas e assumiu o compromisso de custear integralmente o evento, garantindo que ele aconteça e continue crescendo”, explicou.

A secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, destaca que o festival vai além do espetáculo apresentado ao público, movimentando também o setor cultural e a economia criativa da cidade.

“É um investimento na nossa cultura, na nossa história, nos grupos e quadrilheiros que mantêm viva essa tradição e também na economia criativa da cidade.”

Programação

Quinta-feira (31/07)
Encanto, Junina Arroxa Nó, Semeando Amor, Junina Sertão, Rei do Baião e Dança Nordeste.

Sexta-feira (01/08)
Sonho Junino, Arraiá Esplendor, Pisa na Fulô, Brilho da Lua, Coração Matuto, Encanta São João, Matutos da Paixão e Balão Dourado.

Sábado (02/08)
Arraiá da Roça, Arraiá Zé Matuto, Junino São João, Padre Pina, Brilho Matuto, Brejo de Ouro e Sangue Matuto.

São João de Natal

São João de Natal movimentou mais de R$ 200 milhões na economia – Foto: Reprodução

O São João de Natal movimentou R$ 210,5 milhões na economia da capital em 2026 e reuniu 945 mil pessoas. Os dados são da pesquisa do Instituto Fecomércio RN (IFC RN), divulgada nesta quinta-feira (30).

Os moradores de Natal representaram 62,9% do público. Já visitantes e turistas responderam por 37,1% dos participantes, percentual superior ao registrado em 2025.

O gasto médio diário por pessoa foi de R$ 222,70, alta de 10,8% em relação ao ano passado. Entre os moradores da capital, a média foi de R$ 182,43; entre turistas e visitantes, R$ 291,06.

Paulinho Freire afirmou que os resultados reforçam a importância de investir em grandes eventos. “É um investimento que beneficia quem empreende, quem trabalha e toda a cadeia produtiv


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FEIRINHA DE SANT’ANA REÚNE ALLYSON, ÁLVARO E CADU E MOVIMENTA DISPUTA

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A tradicional Feirinha de Sant’Ana, realizada nesta quinta-feira (30), em Caicó, reuniu milhares de pessoas no largo da Catedral de Sant’Ana e voltou a servir de vitrine para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Os três principais candidatos ao Executivo estadual, Cadu de Lula (PT), Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União Brasil), circularam pelo evento ao lado de aliados políticos, cumprimentaram moradores, comerciantes e visitantes e disputaram a atenção do público em uma das principais celebrações religiosas e culturais do Estado.

O candidato do PT, Cadu de Lula, participou da programação acompanhado da governadora Fátima Bezerra, dos candidatos ao Senado Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), além de lideranças políticas do Seridó, como o vereador Artur Maynard, e candidatos às eleições proporcionais. Durante a caminhada, conversou com participantes da festa e destacou o reencontro com o eleitorado da região.

Cadu de Lula circulou ao lado de Fátima e dos companheiros de chapa, Samanda e Rafael – Foto: Reprodução

“A gente está aqui na Feirinha para celebrar Sant’Ana e também reencontrar o povo do Seridó, de Caicó, dessa terra muito acolhedora, muito querida, onde tenho muitos amigos”, afirmou.

O petista ressaltou ainda que a festa ganha um significado especial por ocorrer em ano eleitoral e reforçou a importância do contato direto com a população.

“Este ano é mais especial ainda, é um ano de eleição, em que a gente vai decidir os rumos do Rio Grande do Norte e do Brasil, e nós temos que estar aqui na Feirinha de Sant’Ana conversando com o povo, ouvindo suas demandas e falando do nosso projeto”, declarou.

Natural de Caicó, o candidato do PL, Álvaro Dias, também marcou presença na Feirinha de Sant’Ana.

Ao lado do candidato a vice-governador, Babá Pereira, e de lideranças políticas da região, o ex-prefeito de Natal percorreu o evento cumprimentando participantes da festa e reencontrando apoiadores. A presença faz parte da agenda que Álvaro tradicionalmente mantém durante os festejos da padroeira de Caicó, uma das celebrações mais tradicionais do Rio Grande do Norte.

Filho de Caicó, o candidato Álvaro Dias participou da Feirinha de Sant’ana com o vice Babá – Foto: Reprodução

Para Álvaro, a Feirinha de Sant’Ana representa um momento de reencontro e valorização das tradições seridoenses.

“A Feirinha de Sant’Ana faz parte da nossa história, da nossa vida. Faz parte do cotidiano da cidade de Caicó, principalmente durante a Festa de Sant’Ana, quando renovamos a nossa fé, revemos amigos, reencontramos pessoas queridas que há muito tempo não víamos, reencontramos familiares e participamos de uma grande confraternização nesse momento tão especial para todos nós”, afirmou.

Também presente ao evento, Allyson Bezerra percorreu a Feirinha ao lado do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, uma das principais lideranças políticas do Seridó e coordenador de sua campanha na região. O candidato caminhou entre os estandes, cumprimentou comerciantes e visitantes e conversou com o público durante a programação.

Ao lado da esposa, que concorre à Assembleia, Allyson Bezerra foi recepcionado pelo prefeito de Caicó, Dr. Tadeu – Foto: Reprodução

Para Allyson, a participação em um dos eventos mais tradicionais do calendário potiguar representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo com os potiguares.

“É uma alegria imensa participar de uma festa tão tradicional e importante para o Rio Grande do Norte. A Feirinha de Sant’Ana representa a fé, a cultura e a força do povo seridoense. Ao lado do prefeito Dr. Tadeu, fui recebido com muito carinho pela população. Esse acolhimento aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de construir um Rio Grande do Norte presente em todas as regiões e que valorize as suas tradições”, afirmou.

A Feirinha de Sant’Ana é considerada um dos principais momentos da programação religiosa e cultural do município e, em anos eleitorais, torna-se também um importante espaço de visibilidade política. A grande concentração de público transforma o evento em ponto de encontro entre candidatos, lideranças e eleitores, fazendo da festa um dos primeiros grandes palcos da campanha ao Governo do Estado no interior potiguar.


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FÁTIMA: “O RIO GRANDE DO NORTE VOLTOU A PLANEJAR, INVESTIR E ENTREGAR RESULTADOS”

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O cumprimento dos compromissos de campanha da governadora Fátima Bezerra (PT) aponta avanços da segunda gestão do Governo do Rio Grande do Norte principalmente nas áreas de educação, infraestrutura rodoviária, segurança hídrica e segurança pública. A análise, que considera o período entre janeiro de 2023 e junho de 2026, mostra que cinco dos 17 compromissos avaliados foram integralmente cumpridos, nove estão parcialmente executados e três ainda não foram atendidos, segundo balanço divulgado recentemente pelo G1.

Entre os avanços identificados estão a expansão da educação em tempo integral, a implantação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), a recuperação da malha rodoviária estadual, o avanço de obras estruturantes para ampliar a segurança hídrica e a melhora dos indicadores da segurança pública.

Em entrevista ao Diário do RN, a governadora afirmou que os dados demonstram uma gestão que conseguiu recuperar a capacidade de investimento e transformar compromissos assumidos em ações concretas.

“Esse levantamento demonstra que o Rio Grande do Norte voltou a planejar, investir e entregar resultados para a população. Recuperamos a capacidade de investimento do Estado e estamos transformando compromissos em ações concretas”, afirmou.

Estado saltou de 90 para 248 escolas de tempo integral
Na área da educação, os dados mostram alguns dos principais avanços da gestão. Embora a meta de transformar metade da rede estadual em escolas de tempo integral ainda não tenha sido alcançada, o Estado ampliou significativamente a oferta dessa modalidade de ensino.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 248 escolas estaduais em tempo integral, o equivalente a cerca de 42% das 585 unidades da rede. Em 2023, eram 148 escolas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (SEEC), o número de escolas em tempo integral cresceu 227,5% durante a gestão da governadora, atendendo mais de 34 mil estudantes. Quando Fátima Bezerra assumiu o governo, em 2019, o Estado contava com apenas 90 escolas nesse formato.

Outro destaque é a implantação dos IERNs. Das 12 unidades previstas inicialmente, sete já estão em funcionamento, distribuídas entre Natal, Campo Grande, Jardim de Piranhas, Alexandria, Tangará, Santana do Matos e Areia Branca. Três unidades passaram para a rede federal de ensino e outras duas seguem em fase de conclusão.

Ao comentar os avanços da educação ao Diário do RN, Fátima destacou a expansão da rede de tempo integral e a criação dos institutos de educação profissional.

“Avançamos fortemente na educação, com a expansão das escolas de tempo integral e a criação dos IERNs, que representam um novo modelo de ensino profissional para a juventude potiguar”, destacou.

Estradas recuperadas e segurança hídrica
Na infraestrutura, um dos principais resultados é a execução do Programa de Restauração de Rodovias, responsável pela recuperação de importantes trechos da malha viária estadual, representando um investimento de R$ 1 bilhão em recursos próprios do Estado. Entre as estradas restauradas estão a RN-063, entre Nísia Floresta e Barra de Tabatinga; a RN-177, ligando municípios do Alto Oeste ao Ceará; a RN-003, entre Goianinha e Pipa; além das RNs 093, 269, 263 e 288.

“Estamos recuperando mais de 2 mil quilômetros de rodovias, melhorando a infraestrutura e integrando regiões”, afirmou Fátima.

Na área de recursos hídricos, o balanço inclui a entrega da nova adutora de Dix-Sept Rosado, a renovação da adutora que abastece Nova Cruz e Montanhas, além das obras em andamento para implantação do Sistema Adutor Apodi-Mossoró e da perfuração de poços em Mossoró e Dix-Sept Rosado.

Outro marco citado é a inauguração, em 2025, da Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório hídrico do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 300 mil pessoas em 22 municípios. O governo também firmou contrato para construção da Adutora do Agreste, enquanto o Sistema Adutor Seridó Norte está em fase final de execução e a Adutora Costa Branca encontra-se em processo de licitação.

Segurança coloca RN em destaque nacional
A segurança pública também aparece entre as áreas de maior evolução da gestão. Entre os resultados apresentados estão os investimentos em efetivo, equipamentos, inteligência, tecnologia e valorização dos profissionais, refletidos nos indicadores recentes do setor.

Em 2025, o Rio Grande do Norte alcançou o primeiro lugar entre os estados do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No cenário nacional, passou a ocupar a quarta colocação.

“Esse reconhecimento confirma que o Rio Grande do Norte está no caminho certo ao tratar a segurança pública como uma prioridade permanente de governo. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para a população”, afirmou a governadora.

Ao comentar o balanço publicado pelo G1, Fátima Bezerra afirmou que os dados refletem a mudança na capacidade de investimento do Estado desde o início da gestão.

“Quando assumimos o Governo, o Rio Grande do Norte enfrentava enormes dificuldades financeiras e tinha sua capacidade de investimento praticamente comprometida. Hoje estamos entregando obras, ampliando políticas públicas e executando projetos estruturantes em todas as regiões do Estado. Ver que mais de 80% dos compromissos já foram concluídos ou estão em execução confirma que estamos no caminho certo, trabalhando com responsabilidade fiscal, planejamento e compromisso para melhorar a vida do povo potiguar”, concluiu.


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RELATÓRIO NO TCE REVELA DÉFICIT DE R$ 17 MILHÕES NA EDUCAÇÃO EM MOSSORÓ

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A execução orçamentária da Prefeitura de Mossoró na área da educação começou 2026 em ritmo inferior ao observado nos últimos anos. Dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do primeiro semestre apontam que o município aplicou 20,92% da receita de impostos em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), percentual abaixo dos 25% exigidos pelo artigo 212 da Constituição Federal.

Pelos cálculos do demonstrativo fiscal, a administração municipal deveria ter destinado R$ 104.378.909,82 à educação até o encerramento do semestre. No entanto, o valor efetivamente considerado para o índice constitucional foi de R$ 87.326.982,81, uma diferença de R$ 17.051.927,01 em relação ao patamar mínimo.

O indicador representa o pior desempenho da gestão nos últimos anos. Em 2025, Mossoró fechou o exercício aplicando 25,17% das receitas de impostos na educação. Em 2024, o percentual foi de 25,13%.

No ano de 2023, a aplicação chegou a 30,26%, o melhor resultado da série recente, enquanto em 2022 o índice atingiu 27,86%. Apenas em 2021, quando o município registrou 19,16%, o percentual foi inferior ao observado agora no balanço semestral.

Os dados revelam uma mudança de trajetória. Depois de quatro exercícios consecutivos encerrados acima do mínimo constitucional, o primeiro semestre de 2026 mostra a administração municipal distante da meta exigida pela Constituição, aumentando a necessidade de acelerar os investimentos na segunda metade do ano.

Outro dado que chama atenção é a execução do orçamento da própria Secretaria Municipal de Educação. Para 2026, a dotação atualizada da pasta alcança R$ 311.939.822,26. Apesar do volume expressivo de recursos previstos, até junho haviam sido liquidados R$ 122.395.994,69, o equivalente a apenas 39,24% do orçamento autorizado.

Na prática, isso significa que R$ 189.543.827,57, ou 60,76% dos recursos destinados à educação, permaneciam sem execução ao final do primeiro semestre, indicando que a maior parte dos investimentos planejados ainda dependerá da execução orçamentária dos últimos seis meses do ano.

Embora a despesa liquidada da função Educação seja superior ao valor considerado para o cálculo constitucional, já que nem todos os gastos da área podem ser contabilizados como MDE, o RREO evidencia que o município ainda terá de ampliar significativamente os investimentos para alcançar o percentual mínimo de 25% até o encerramento do exercício financeiro.

O relatório fiscal transforma a educação em um dos principais pontos de atenção da gestão municipal.

Além de revelar uma execução orçamentária abaixo da metade do orçamento disponível, o documento mostra que Mossoró inicia 2026 com o menor índice de aplicação em ensino desde 2021, interrompendo a sequência de resultados acima do mínimo constitucional registrada entre 2022 e 2025.

Caso o ritmo de execução não seja intensificado no segundo semestre, a administração terá de fazer um esforço concentrado para cumprir a exigência constitucional e evitar encerrar o exercício abaixo do piso destinado ao financiamento da educação pública.


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APÓS MESES NA UTI, MENINO REALIZA SONHO DE CONHECER O MAR EM NATAL

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As eleições estaduais de 1986 produziram um dos capítulos mais emocionantes da política do Rio Grande do Norte. De um lado estava João Faustino Ferreira Neto (PFL), apoiado pelo então governador José Agripino Maia, pela maioria dos prefeitos potiguares e por uma estrutura política que o colocava como favorito. Do outro, Geraldo Melo (PMDB), que começou a campanha desacreditado, percorreu o interior e venceu por apenas 14.071 votos.

O pleito, realizado em 15 de novembro, ocorreu em meio ao processo de redemocratização do país e à ascensão nacional do PMDB, impulsionada pelo Plano Cruzado. No Rio Grande do Norte, os eleitores escolheram governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.

Relatos de pesquisas da época apontam que João Faustino chegou a reunir cerca de 62% das intenções de voto, enquanto Geraldo Melo aparecia com apenas 2% ou 3%. Além de liderar as pesquisas, o candidato do PFL contava com o apoio da maioria dos prefeitos. A vitória parecia encaminhada, mas a campanha tomou outro rumo.

Geraldo ganhou força à medida que ampliava sua presença nos municípios. Com uma oratória marcante e forte aproximação com o eleitor, transformou uma candidatura desacreditada em uma onda política que surpreendeu até lideranças experientes.

Nas urnas, Geraldo Melo e o vice Garibaldi Alves obtiveram 464.559 votos (50,11%). João Faustino, que teve Antônio Florêncio como vice, recebeu 450.488 votos (48,60%). A diferença de pouco mais de 14 mil votos tornou a disputa uma das mais apertadas da história do estado.

A vitória marcou o retorno do grupo liderado por Aluízio Alves ao Executivo estadual. Geraldo tomou posse em março de 1987 e governou o Rio Grande do Norte até 1991.

Senadores eleitos pela chapa derrotada
Um dos fatos mais curiosos daquela eleição foi que, embora Geraldo Melo tenha sido eleito governador, nenhum dos candidatos ao Senado de sua coligação conseguiu vencer.

As duas vagas ficaram com a Aliança Popular (PDS/PFL/PTB), justamente a chapa derrotada para o Executivo. José Agripino Maia (PFL) foi o mais votado, com 426.869 votos (25,24%), seguido por Lavoisier Maia (PDS), com 408.510 votos (24,16%).

Pela Aliança Democrática (PMDB/PCB/PCdoB), Martins Filho terminou em terceiro lugar, com 395.449 votos (23,38%), e Wanderley Mariz ficou em quarto, com 393.754 (23,28%). A diferença entre os quatro primeiros evidenciou o equilíbrio do eleitorado também na disputa pelo Senado.

“A marca dessa campanha é que, normalmente, o governador e os senadores que o acompanham se elegem juntos, ou pelo menos um dos senadores. Naquela eleição, o governador ganhou sem nenhum dos senadores, e os dois senadores, eu e Lavoisier, ganhamos com a chapa que perdeu a eleição de governador”, afirmou o ex-senador José Agripino ao Diário do RN.

Para disputar o Senado, José Agripino deixou o Governo do Estado antes do fim do mandato. O vice-governador Radir Pereira assumiu interinamente o Executivo até a posse de Geraldo Melo.

No Legislativo, o PMDB conquistou quatro das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, contra três do PFL e uma do PDS. Wilma Maia foi a deputada federal mais votada, seguida por Henrique Eduardo Alves.

Na Assembleia Legislativa, o PMDB também conquistou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PFL, com nove, e pelo PDS, com cinco. Laíre Rosado foi o deputado estadual mais votado, à frente de Valério Mesquita e Carlos Eduardo Alves, em uma legislatura que revelou diversos nomes que marcariam a política potiguar nas décadas seguintes.

“O homem chamado Geraldo Melo”
Reeleito deputado federal naquele mesmo ano, Henrique Eduardo Alves acompanhou de perto a campanha de Geraldo. Mais do que um aliado, tornou-se testemunha da transformação de uma candidatura improvável em uma vitória histórica.

Segundo Henrique, o avanço de Geraldo não foi produzido apenas pela estrutura partidária ou pelas lideranças que o apoiavam, mas principalmente pelo desempenho pessoal do candidato.

“Foi uma campanha em que a vitória foi praticamente feita por ele. Não foi liderança, não foi partido. Foi o homem chamado Geraldo Melo, o seu talento para convencer e a sua palavra para emocionar”, afirmou, em entrevista ao Diário do RN.

Henrique recorda que sua própria campanha para a Câmara estava em situação confortável, o que lhe permitia acompanhar Geraldo em viagens pelo estado. “Eu não ficava preocupado com a minha eleição, que era tranquila. Ficava ao lado dele, encantado com o que ele produzia, com a maneira como falava e emocionava”, relatou.

“Novos ventos, novos tempos”
A identidade da campanha foi construída com elementos que atravessaram o tempo. O slogan “Novos ventos, novos tempos” sintetizava a proposta de mudança defendida por Geraldo Melo e acabou se tornando uma das marcas daquele pleito.

Ao lado dele, o jingle iniciado pelos versos “Sopra o vento forte no Rio Grande do Norte…” reforçou a identificação da candidatura com o eleitor e permanece, décadas depois, como uma das músicas eleitorais mais marcantes da história do estado.

“A música do candidato é o que gera a identificação com o eleitor, e Geraldo conseguiu eternizar muito bem isso. A música de Geraldo se tornou imortal”, resumiu Henrique.

O tamborete que virou símbolo
Outro símbolo nasceu de forma improvisada durante uma passagem por Macau. Henrique conta que acompanhava Geraldo em uma agenda que começou com poucas pessoas, mas ganhou público durante o percurso pela zona rural.

“Era pouca gente no começo. Depois, a multidão foi aumentando. Geraldo era pequenininho, e quem estava atrás já não conseguia vê-lo”, recordou.

Foi então que Henrique avistou um pequeno tamborete e pediu que o entregassem ao candidato.

“Ninguém entendeu, mas pegaram o tamborete e deram a ele. Geraldo subiu, começou a falar e todo mundo conseguiu vê-lo e ouvi-lo. A partir daí, o tamborete virou símbolo. Onde Geraldo chegava, havia um tamborete para ele subir e falar à multidão”, contou.

A imagem de Geraldo discursando sobre o pequeno banco acabou incorporada à campanha e ao próprio personagem político. Para Henrique, o adversário João Faustino era respeitado, tinha trajetória ligada à educação e não despertava rejeição pessoal. A diferença estaria na capacidade de Geraldo de ultrapassar o respeito e produzir uma conexão emocional.

“João Faustino era um homem respeitado, de bom coração, um homem da educação, que não tinha inimigos. Eu mesmo era admirador dele. Mas Geraldo encantava. João tinha o respeito, e Geraldo fazia além. Era o respeito e o encanto”, avaliou.

“Criava o contraste e emocionava”

Santinho da campanha vitoriosa e um dos comícios de Geraldo, que contou com a presença de Ulysses Guimarães, ao lado de Henrique Alves – Foto: Reprodução

Henrique também guarda na memória um comício realizado na Avenida Deodoro, em Natal, com a presença de Ulysses Guimarães. Durante o discurso, Geraldo pediu um minuto de silêncio e conseguiu fazer a multidão permanecer completamente calada. Em seguida, pediu um minuto de aplausos.

“Doutor Ulysses ficou surpreso. De repente, houve um silêncio absoluto. Depois, Geraldo pediu um minuto de aplausos. Ele fazia essas coisas, criava o contraste e emocionava”, relembrou Henrique, com a voz embargada.

“Eu fui um apaixonado por Geraldo. É difícil aparecer de novo alguém perto do que ele fazia”, completou.

A campanha de 1986 entrou para a história não apenas pela diferença mínima nas urnas, mas pela virada construída com presença, palavra, música e símbolos que atravessaram gerações. Geraldo Melo, que morreu em 2022, aos 86 anos, ainda seria senador da República (1995-2002) e vice-presidente do Senado (1995-1997).


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SOPRA O VENTO FORTE NO RIO GRANDE DO NORTE… A HISTÓRICA VITÓRIA DE GERALDO MELO GOVERNADOR DO RN

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As eleições estaduais de 1986 produziram um dos capítulos mais emocionantes da política do Rio Grande do Norte. De um lado estava João Faustino Ferreira Neto (PFL), apoiado pelo então governador José Agripino Maia, pela maioria dos prefeitos potiguares e por uma estrutura política que o colocava como favorito. Do outro, Geraldo Melo (PMDB), que começou a campanha desacreditado, percorreu o interior e venceu por apenas 14.071 votos.

O pleito, realizado em 15 de novembro, ocorreu em meio ao processo de redemocratização do país e à ascensão nacional do PMDB, impulsionada pelo Plano Cruzado. No Rio Grande do Norte, os eleitores escolheram governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.

Relatos de pesquisas da época apontam que João Faustino chegou a reunir cerca de 62% das intenções de voto, enquanto Geraldo Melo aparecia com apenas 2% ou 3%. Além de liderar as pesquisas, o candidato do PFL contava com o apoio da maioria dos prefeitos. A vitória parecia encaminhada, mas a campanha tomou outro rumo.

Geraldo ganhou força à medida que ampliava sua presença nos municípios. Com uma oratória marcante e forte aproximação com o eleitor, transformou uma candidatura desacreditada em uma onda política que surpreendeu até lideranças experientes.

Nas urnas, Geraldo Melo e o vice Garibaldi Alves obtiveram 464.559 votos (50,11%). João Faustino, que teve Antônio Florêncio como vice, recebeu 450.488 votos (48,60%). A diferença de pouco mais de 14 mil votos tornou a disputa uma das mais apertadas da história do estado.

A vitória marcou o retorno do grupo liderado por Aluízio Alves ao Executivo estadual. Geraldo tomou posse em março de 1987 e governou o Rio Grande do Norte até 1991.

Senadores eleitos pela chapa derrotada
Um dos fatos mais curiosos daquela eleição foi que, embora Geraldo Melo tenha sido eleito governador, nenhum dos candidatos ao Senado de sua coligação conseguiu vencer.

As duas vagas ficaram com a Aliança Popular (PDS/PFL/PTB), justamente a chapa derrotada para o Executivo. José Agripino Maia (PFL) foi o mais votado, com 426.869 votos (25,24%), seguido por Lavoisier Maia (PDS), com 408.510 votos (24,16%).

Pela Aliança Democrática (PMDB/PCB/PCdoB), Martins Filho terminou em terceiro lugar, com 395.449 votos (23,38%), e Wanderley Mariz ficou em quarto, com 393.754 (23,28%). A diferença entre os quatro primeiros evidenciou o equilíbrio do eleitorado também na disputa pelo Senado.

“A marca dessa campanha é que, normalmente, o governador e os senadores que o acompanham se elegem juntos, ou pelo menos um dos senadores. Naquela eleição, o governador ganhou sem nenhum dos senadores, e os dois senadores, eu e Lavoisier, ganhamos com a chapa que perdeu a eleição de governador”, afirmou o ex-senador José Agripino ao Diário do RN.

Para disputar o Senado, José Agripino deixou o Governo do Estado antes do fim do mandato. O vice-governador Radir Pereira assumiu interinamente o Executivo até a posse de Geraldo Melo.

No Legislativo, o PMDB conquistou quatro das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, contra três do PFL e uma do PDS. Wilma Maia foi a deputada federal mais votada, seguida por Henrique Eduardo Alves.

Na Assembleia Legislativa, o PMDB também conquistou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PFL, com nove, e pelo PDS, com cinco. Laíre Rosado foi o deputado estadual mais votado, à frente de Valério Mesquita e Carlos Eduardo Alves, em uma legislatura que revelou diversos nomes que marcariam a política potiguar nas décadas seguintes.

“O homem chamado Geraldo Melo”
Reeleito deputado federal naquele mesmo ano, Henrique Eduardo Alves acompanhou de perto a campanha de Geraldo. Mais do que um aliado, tornou-se testemunha da transformação de uma candidatura improvável em uma vitória histórica.

Segundo Henrique, o avanço de Geraldo não foi produzido apenas pela estrutura partidária ou pelas lideranças que o apoiavam, mas principalmente pelo desempenho pessoal do candidato.

“Foi uma campanha em que a vitória foi praticamente feita por ele. Não foi liderança, não foi partido. Foi o homem chamado Geraldo Melo, o seu talento para convencer e a sua palavra para emocionar”, afirmou, em entrevista ao Diário do RN.

Henrique recorda que sua própria campanha para a Câmara estava em situação confortável, o que lhe permitia acompanhar Geraldo em viagens pelo estado. “Eu não ficava preocupado com a minha eleição, que era tranquila. Ficava ao lado dele, encantado com o que ele produzia, com a maneira como falava e emocionava”, relatou.

“Novos ventos, novos tempos”
A identidade da campanha foi construída com elementos que atravessaram o tempo. O slogan “Novos ventos, novos tempos” sintetizava a proposta de mudança defendida por Geraldo Melo e acabou se tornando uma das marcas daquele pleito.

Ao lado dele, o jingle iniciado pelos versos “Sopra o vento forte no Rio Grande do Norte…” reforçou a identificação da candidatura com o eleitor e permanece, décadas depois, como uma das músicas eleitorais mais marcantes da história do estado.

“A música do candidato é o que gera a identificação com o eleitor, e Geraldo conseguiu eternizar muito bem isso. A música de Geraldo se tornou imortal”, resumiu Henrique.

O tamborete que virou símbolo
Outro símbolo nasceu de forma improvisada durante uma passagem por Macau. Henrique conta que acompanhava Geraldo em uma agenda que começou com poucas pessoas, mas ganhou público durante o percurso pela zona rural.

“Era pouca gente no começo. Depois, a multidão foi aumentando. Geraldo era pequenininho, e quem estava atrás já não conseguia vê-lo”, recordou.

Foi então que Henrique avistou um pequeno tamborete e pediu que o entregassem ao candidato.

“Ninguém entendeu, mas pegaram o tamborete e deram a ele. Geraldo subiu, começou a falar e todo mundo conseguiu vê-lo e ouvi-lo. A partir daí, o tamborete virou símbolo. Onde Geraldo chegava, havia um tamborete para ele subir e falar à multidão”, contou.

A imagem de Geraldo discursando sobre o pequeno banco acabou incorporada à campanha e ao próprio personagem político. Para Henrique, o adversário João Faustino era respeitado, tinha trajetória ligada à educação e não despertava rejeição pessoal. A diferença estaria na capacidade de Geraldo de ultrapassar o respeito e produzir uma conexão emocional.

“João Faustino era um homem respeitado, de bom coração, um homem da educação, que não tinha inimigos. Eu mesmo era admirador dele. Mas Geraldo encantava. João tinha o respeito, e Geraldo fazia além. Era o respeito e o encanto”, avaliou.

“Criava o contraste e emocionava”

Santinho da campanha vitoriosa e um dos comícios de Geraldo, que contou com a presença de Ulysses Guimarães, ao lado de Henrique Alves – Foto: Reprodução

Henrique também guarda na memória um comício realizado na Avenida Deodoro, em Natal, com a presença de Ulysses Guimarães. Durante o discurso, Geraldo pediu um minuto de silêncio e conseguiu fazer a multidão permanecer completamente calada. Em seguida, pediu um minuto de aplausos.

“Doutor Ulysses ficou surpreso. De repente, houve um silêncio absoluto. Depois, Geraldo pediu um minuto de aplausos. Ele fazia essas coisas, criava o contraste e emocionava”, relembrou Henrique, com a voz embargada.

“Eu fui um apaixonado por Geraldo. É difícil aparecer de novo alguém perto do que ele fazia”, completou.

A campanha de 1986 entrou para a história não apenas pela diferença mínima nas urnas, mas pela virada construída com presença, palavra, música e símbolos que atravessaram gerações. Geraldo Melo, que morreu em 2022, aos 86 anos, ainda seria senador da República (1995-2002) e vice-presidente do Senado (1995-1997).


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“ESTAMOS COM 40 PREFEITOS E MAIS DE 150 VEREADORES”, AFIRMA CORONEL HÉLIO

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Com a candidatura homologada em convenção, o Coronel Hélio (PL) acredita ter iniciado uma nova fase da corrida pelo Senado. Em entrevista ao Diário do RN, o candidato afirmou que a oficialização amplia sua visibilidade na disputa e cria um ambiente favorável para o crescimento da campanha.

Na avaliação de Hélio, a caminhada iniciada ainda na pré-campanha alcançou um novo patamar após a convenção do PL e dos partidos aliados, realizada no último fim de semana.

“Essa minha caminhada me deu musculatura e me deu credibilidade junto ao povo potiguar. Ela veio numa crescente e possibilitou que eu tivesse viabilidade para ser candidato. Agora, com a candidatura homologada, a direita potiguar enxerga o Coronel Hélio como um verdadeiro candidato da direita do Estado”, afirmou.

O otimismo, segundo ele, também é reforçado pelo aumento das adesões políticas. Hélio afirma contar atualmente com o apoio de cerca de 40 prefeitos e mais de 150 vereadores em diferentes regiões do Estado, estrutura que considera importante para ampliar sua presença durante a campanha eleitoral.

“Hoje já estamos com 40 prefeitos e mais de 150 vereadores. Esse crescimento acontece porque o campo da direita hoje se apresenta com apenas dois candidatos. Isso faz com que muitas lideranças se aproximem do nosso projeto”, avaliou.

Para o candidato, outro fator que fortaleceu sua candidatura foi a consolidação da chapa majoritária, liderada por Rogério Marinho (PL) e composta por nomes como Álvaro Dias (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), além do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

“Essa legitimidade foi dada primeiro pelo povo e agora pelo partido, pelo senador Rogério e pela chapa majoritária. O povo olhou para essa chapa homologada e disse: realmente o Coronel Hélio é o candidato da direita, é o candidato de Bolsonaro, de Flávio, do PL, de Rogério, de Álvaro, de Babá e de Styvenson”, declarou.

Na avaliação de Hélio, esse conjunto de fatores amplia o potencial de crescimento da candidatura e fortalece sua apresentação ao eleitorado.

“Essa etapa nos consolida e nos apresenta como candidato ao povo do Rio Grande do Norte. Ela me dá musculatura e me credencia para que o povo possa conhecer melhor quem é o Coronel Hélio e o que ele representa”, disse.

Crescimento e debates
Ao comentar o avanço de seu nome nas pesquisas de intenção de voto, Coronel Hélio classificou o movimento como consequência natural da trajetória construída nos últimos meses.

“Foi uma crescente natural. A caminhada foi dando viabilidade à candidatura e agora a homologação fortalece ainda mais esse projeto”, afirmou.

Com a candidatura oficializada, Hélio afirma que a próxima etapa será intensificar o contato com o eleitorado por meio das caminhadas e dos debates, espaços que considera fundamentais para apresentar suas propostas.

“Tenho uma expectativa muito grande para os debates e para as caminhadas que começam a partir do dia dezesseis de agosto. Vamos discutir aquilo que realmente interessa ao povo: saúde, educação, segurança e infraestrutura. O Coronel Hélio tem conteúdo para apresentar e tem história. É isso que queremos mostrar durante a campanha”, afirmou.

Na avaliação do candidato, uma parcela significativa do eleitorado ainda aguarda o início efetivo da campanha para conhecer melhor os concorrentes antes de definir o voto. “Há uma parcela importante da população esperando ouvir as propostas e os debates para decidir quem realmente representa seus valores e tem condições de ajudar o Rio Grande do Norte”, concluiu.


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“A BANDEIRA DO BRASIL É DE QUEM DEFENDE O BRASIL”, AFIRMA MINEIRO

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O deputado federal Fernando Mineiro (PT), candidato à reeleição, classificou como “cinismo político” a crítica feita pelo deputado federal General Girão (PL) ao uso da bandeira do Brasil pela governadora Fátima Bezerra (PT). Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro reagiu à polêmica que ganhou as redes sociais e afirmou que o símbolo nacional pertence a todos os brasileiros, independentemente de posição política.

“É de um cinismo político que o povo já não cai nesse tipo de ideia, o povo já não cai nesse tipo de cinismo político. A bandeira do Brasil é de quem defende o Brasil”, afirmou.

Mineiro ampliou a reação e criticou o bolsonarismo, contrapondo a fala de Girão à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos.

“Ao contrário dos bolsonaristas, dessa raça que bate continência para a bandeira americana, que se subordina aos interesses dos Estados Unidos. Na verdade, quem não deveria usar e abusar da bandeira do Brasil é essa turma”, disparou.

O deputado também associou seu argumento às articulações políticas feitas nos Estados Unidos e às medidas comerciais contra o Brasil. “É essa turma que vai lá nos Estados Unidos, que articulou a taxação contra o Brasil, que está prejudicando a economia, que quis dar o golpe, que o único programa de governo é livrar a cara do chefe maior”, afirmou.

Ao defender a utilização do símbolo nacional por Fátima, Mineiro resumiu: “Quem põe a bandeira brasileira são os brasileiros e as brasileiras que valorizam o Brasil”. E voltou a provocar os adversários: “Eles é que deveriam parar de usar a bandeira brasileira, porque eles batem continência para a bandeira americana”.

Girão questiona bandeira e web reage
A declaração de Mineiro repercute um comentário feito por General Girão em uma publicação do Diário do RN. O vídeo mostra um trecho do discurso de Cadu Xavier (PT), durante a convenção que homologou sua candidatura ao Governo do Estado, no último sábado (25), em Natal. Ao lado do candidato, Fátima aparece com a bandeira brasileira sobre o corpo, como uma espécie de capa.

A imagem chamou a atenção de Girão. “Eu não posso acreditar no que eu estou vendo e ouvindo: o PT usando a Bandeira do Brasil enrolada no corpo?”, escreveu.

O questionamento rapidamente provocou uma sequência de respostas. “E qual é o problema? A bandeira é de todos os brasileiros. Nunca foi nem será de nenhum partido político”, rebateu um internauta. Outra usuária ironizou: “E a NOSSA bandeira agora foi patenteada por vocês?”. Um terceiro foi mais direto: “Ué, e o Brasil é teu?”.

Houve ainda quem relacionasse o episódio à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos, assim como fez o deputado Fernando Mineiro: “A bandeira do país é de todos nós, se enrolem na bandeira dos EUA, já que vocês fazem tanta questão de entregar nosso país pra eles!”, escreveu uma internauta.

Bandeira desvia foco da publicação
A discussão em torno da bandeira acabou desviando o foco original da publicação. O vídeo destacava uma declaração de Cadu sobre sua passagem pela equipe econômica do Governo Fátima e sua relação com os recursos públicos.

“Eu cuidei, ao longo desses sete anos e quatro meses, do dinheiro do povo do Rio Grande do Norte. E nunca tirei um centavo para mim ou para minha família. Porque o que nos move é o compromisso com o povo do nosso Estado”, declarou o candidato.

A presença de Fátima com a bandeira, no entanto, levou o debate para outro terreno: a disputa política em torno do verde e amarelo, primeiro com a crítica de Girão, depois com a reação dos internautas e, agora, com a resposta de Mineiro.


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CENTENÁRIO DE DOM HEITOR CELEBRA VIDA DEDICADA À IGREJA E SERVIÇO AO PRÓXIMO

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Neste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.

Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.

Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.

“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.

Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.

“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.

O despertar da vocação
As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.

“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.

Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.

“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.

A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.

“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.

Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.

Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.

Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.

“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.

Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução

Fé e longevidade
Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.

“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.

A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.

“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.

O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.

Livro e documentário preservam legado

Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução

Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.

Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de NatalNeste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.

Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.

Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.

“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.

Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.

“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.

O despertar da vocação
As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.

“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.

Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.

“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.

A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.

“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.

Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.

Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.

Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.

“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.

Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução

Fé e longevidade
Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.

“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.

A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.

“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.

O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.

Livro e documentário preservam legado

Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução

Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.

Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de Natal


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CADU OFICIALIZA “DE LULA” NO NOME DE URNA PARA DISPUTA AO GOVERNO DO RN

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Após ter a candidatura ao Governo do Estado homologada na convenção do último sábado (25), Cadu Xavier (PT) avançou na estratégia de associar seu projeto eleitoral ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista deu entrada no pedido de registro junto à Justiça Eleitoral com “Cadu de Lula” como nome de urna, oficializando uma identificação que já vinha sendo utilizada ao longo da pré-campanha.

Em entrevista ao Diário do RN, o coordenador da campanha majoritária, Raimundo Alves, explicou que a escolha busca apresentar Cadu ao eleitor a partir de uma das principais referências políticas do petista e da força que o presidente mantém no Estado.

“É uma caracterização que a gente está fazendo da candidatura, porque é uma situação que nos remete à referência do principal eleitor desse Estado. A principal referência política que eu acho que o Rio Grande do Norte tem, entre as figuras nacionais, é a figura do presidente Lula”, afirmou.

Para Raimundo, a associação também é natural pela própria trajetória partidária de Cadu. “É o partido de Lula, é o partido que Lula fundou, é o candidato do PT, é o candidato de Lula”, resumiu.

A coordenação acredita que essa identificação deverá ganhar ainda mais peso quando a campanha chegar efetivamente às ruas e Cadu ampliar o contato com o eleitorado. Segundo Raimundo, levantamentos internos já permitem ao grupo acompanhar esse movimento.

“Estamos fazendo um monitoramento interno da campanha, então isso já é visível para a gente”, afirmou.

Fátima terá destaque
Raimundo também rejeitou a interpretação da oposição de que a adoção de “Cadu de Lula” represente um distanciamento de Fátima Bezerra. Para ele, a relação do candidato com a governadora já é conhecida e vai além da identidade escolhida para as urnas.

“O nome de Fátima também é um nome muito forte, mas essa ligação com Fátima já é mais natural e eu acho que o povo do Rio Grande do Norte já entende isso como natural”, avaliou.

O coordenador ressaltou que Cadu representa politicamente os dois governos e afirmou que essa ligação envolve também compromissos com o projeto defendido pelo grupo.

“O Cadu não está só representando Lula nessa eleição, mas também Fátima. Então, é uma representação política que, para além do nome de campanha, é uma representação de compromisso também”, declarou.

Segundo Raimundo, a presença da governadora ficará mais evidente com o avanço da campanha. “As pessoas vão se surpreender quando a campanha começar com a importância e com a presença de Fátima”, antecipou.

Vínculos impulsionam Cadu
O efeito da associação com Lula e Fátima já apareceu na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada neste mês. No cenário estimulado sem a apresentação dos apoios políticos, Cadu tinha 10,8% das intenções de voto. Quando identificado como candidato apoiado pelo presidente e pela governadora, alcançou 19,6%.

O salto foi de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando o desempenho do petista. Cadu permaneceu na terceira colocação, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL), mas o resultado indicou o potencial eleitoral da vinculação às duas principais lideranças do PT.


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DEYVISON REAGE A ALLYSON: “SE FAZ DE VÍTIMA, MAS É ALGOZ EM MOSSORÓ”

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O candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) publicou nesta terça-feira (28) um vídeo em que acusa Álvaro Dias (PL) de tentar censurá-lo e retirar seu perfil do Instagram do ar. Na gravação, chamou o adversário de “truculento”, “coronel” e “antidemocrata”. A manifestação provocou reação do vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), que contestou o discurso de Allyson sobre censura.

A reação de Cabo Deyvison veio após a publicação do vídeo. Líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador afirmou que Allyson tenta se apresentar como vítima, mas, segundo ele, adota postura diferente diante dos adversários políticos no município.

“Ele é um impostor. Porque seus atos não condizem com o que ele vem falando nas redes sociais. Ele prega isso daí, se faz de vítima, mas, na verdade, ele é algoz aqui em Mossoró, ele é coronel”, disparou.

Deyvison também classificou a manifestação como uma estratégia eleitoral que, segundo ele, Allyson já teria utilizado anteriormente. “O que ele está fazendo aí, ele já fez na primeira eleição que ganhou aqui para prefeito. Ele está achando que pode fazer novamente, mas o povo não é bobo, não. O povo já sabe dessa estratégia”, afirmou.

O parlamentar relacionou ainda o vídeo ao cenário da disputa estadual e à mobilização demonstrada nas convenções do último fim de semana. “É até uma tentativa desesperadora por parte dele. É mais sobre desespero do que sobre falar a verdade, o vídeo dele”, declarou.

Ataques a Álvaro
No vídeo publicado nas redes sociais, Allyson atribuiu a Álvaro a iniciativa da ação judicial que pede a retirada de seu perfil do Instagram. Ao fazer a acusação, associou o adversário a problemas ocorridos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Natal.

“O candidato das obras inacabadas, o candidato que acabou com Ponta Negra, o candidato que entregou um hospital há quase dois anos e nunca funcionou de verdade, o candidato que deu um calote nos artistas de Natal, entrou com ação na Justiça contra mim para retirar o meu perfil do Instagram do ar”, afirmou.

Na sequência, Allyson sustentou que a medida teria como objetivo impedir sua atuação política nas redes sociais. “Ele quer que o meu perfil deixe de existir. […] Ele quer que eu pare de fazer qualquer tipo de postagem. Ele quer me calar. Ele quer me amordaçar”, declarou.

O candidato também partiu para ataques diretos ao perfil político de Álvaro. “Você é conhecido por ser um truculento. Você é conhecido por ser um cara que age como um coronel, bate na mesa, humilha as pessoas”, disparou. Em outro momento, acrescentou: “Você é conhecido pela forma mais mesquinha e nojenta de fazer política. Você representa o atraso da política do nosso Estado”.

Allyson ainda classificou o adversário como “antidemocrata” e voltou a usar a expressão “coronel” ao criticar a iniciativa judicial. “Uma vergonha para você, que usou um partido seu, usou o seu advogado para entrar contra mim num processo como esse, totalmente arbitrário e agindo como coronel, de quem está querendo mandar acima de tudo”, afirmou.

A representação mencionada por Allyson, entretanto, foi apresentada pelo Partido Novo, que deverá integrar a mesma coligação de Álvaro Dias. O presidente estadual da legenda, Renato Cunha Lima, afirmou anteriormente ao Diário do RN que a iniciativa partiu do próprio Novo e tem como fundamento supostas irregularidades eleitorais que ainda serão analisadas pela Justiça.

Deyvison relata ações e tentativa de silenciamento
A reação ocorre em meio a um histórico de embates judiciais relatado pelo próprio Deyvison. Ao Diário do RN, ele afirmou ter sido alvo de três ações somente em 2026 envolvendo conteúdos sobre pessoas ou empresas que associa ao grupo político de Allyson, com pedidos de retirada de publicações, indenizações e segredo de Justiça.

Em um dos casos, relacionado a uma publicação após a Operação Mederi, da Polícia Federal, Deyvison afirma que teve um vídeo retirado das redes e foi acionado por supostos crimes contra a honra. “A Justiça pediu para derrubar e entraram com ação contra a gente por calúnia, difamação e injúria. Na Justiça, pediram segredo de Justiça, para que eu não pudesse falar”, relatou. Outros processos citados envolvem o empresário Diego Dantas, conhecido como Diego da Sama, e uma empresa ligada aos enfeites natalinos de Mossoró.

Líder da oposição na Câmara Municipal, Deyvison mantém atuação crítica à administração e ao grupo político de Allyson, tanto na tribuna quanto nas redes sociais. O vereador usa esse histórico para contestar agora o discurso de censura apresentado pelo ex-prefeito e afirma também ser alvo de medidas que considera tentativas de restringir sua atuação política.


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NOVO ACUSA ALLYSON DE PROPAGANDA ANTECIPADA E PEDE SUSPENSÃO DE PERFIL

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O Partido Novo ingressou no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) com uma nova representação contra o candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil), por suposta propaganda eleitoral antecipada. Na ação, protocolada no último dia 27, a legenda questiona a realização de dois eventos apresentados como convenções partidárias e aponta uma possível atuação coordenada de perfis nas redes sociais para ampliar a exposição do candidato antes do período permitido para a propaganda eleitoral.

A Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000 pede, em caráter liminar, a suspensão do perfil oficial de Allyson no Instagram, @allysonbezerra.rn, até 15 de agosto. Caso o pedido não seja acolhido, o Novo solicita, alternativamente, a retirada das publicações relacionadas ao evento realizado no último domingo (26), no Palácio dos Esportes, em Natal.

Um dos principais argumentos do Novo é a realização de dois eventos apresentados como convenções.

O primeiro ocorreu em 20 de julho, na sede estadual do União Brasil, quando foram formalizadas a candidatura de Allyson ao Governo, a composição da coligação e outras definições eleitorais. Seis dias depois, o grupo promoveu a “Grande Convenção da Esperança e do Trabalho”, no Palácio dos Esportes, reunindo candidatos, lideranças e apoiadores.

Em entrevista ao Diário do RN, o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, afirmou que é justamente a realização do segundo ato, após a formalização da candidatura, que sustenta o questionamento levado à Justiça Eleitoral. Na avaliação dele, o evento do dia 26 teria ultrapassado os limites de uma convenção partidária.

“O que caracteriza cabalmente, sem nenhuma dúvida, é comício antecipado, porque a legislação não permite”, afirmou.

Renato argumentou que a homologação de Allyson caberia à convenção do próprio União Brasil e já havia ocorrido no primeiro encontro. “Ele só pode ser aprovado pela convenção do União Brasil, porque ele é do União Brasil”, explicou.

O dirigente diferenciou o caso das convenções realizadas pelos demais partidos da aliança, destacando que cada legenda pode promover seu próprio ato e registrar apoio às candidaturas da coligação. “No dia 30 eu vou fazer a minha convenção e vou dizer lá que o Partido Novo está coligado com os demais partidos. Isso é de praxe, isso é normal”, exemplificou.

A caracterização do segundo evento como propaganda eleitoral antecipada, entretanto, é uma tese apresentada pelo Novo e ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. “O juiz ainda não analisou.

Esperamos que o juiz analise”, ponderou Renato.

“Não tem nada a ver com censura”
O presidente do Novo também rejeitou a interpretação de que o pedido para suspender o perfil oficial de Allyson represente tentativa de censura. Segundo ele, a iniciativa busca fazer cumprir as mesmas regras eleitorais aplicáveis a todos os candidatos.

“Não tem nada a ver com censura. Tem a ver com cumprir a regra do jogo, a legislação que está posta, que é para mim, para ele, para qualquer pessoa”, afirmou.

Renato acrescentou que a nova representação faz parte de uma sequência de medidas adotadas pelo partido ao longo da pré-campanha envolvendo páginas que o Novo aponta como ligadas ao projeto político de Allyson.

“Isso não é do dia para a noite. Primeiro foram perfis apócrifos, anônimos. A gente pediu à Justiça Eleitoral para dizer quem são os donos desses perfis. Depois disso, em diversos momentos, a gente pediu a retirada dessas postagens e também a aplicação de multa”, relatou.

O dirigente ressaltou que o partido não questiona o direito de manifestação do adversário, mas sustenta que existem limites antes do início oficial da propaganda. “Ele pode falar o que quiser, pode criticar quem quiser, a liberdade de expressão precisa ser mantida, mas a gente precisa cumprir a legislação”, declarou.

Astroturfing também é apontado
Outr a frente da representação envolve a suspeita de astroturfing, estratégia de comunicação em que uma atuação coordenada busca produzir a aparência de apoio espontâneo nas redes sociais. Na ação, o Novo cita perfis que teriam atuado de forma articulada na divulgação de conteúdos favoráveis ao candidato.

Ao Diário do RN, Renato Cunha Lima afirmou que uma investigação eleitoral poderá verificar “se houve conduta vedada, abuso de poder econômico e político, se essa coordenação houve impulsionamento de rede social, se houve emprego de dinheiro, o alcance, a capacidade de influir no resultado das eleições”.

O presidente do Novo relacionou a situação ao caso de Pablo Marçal, então candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, cuja campanha também foi marcada por discussões judiciais envolvendo estratégias de divulgação nas redes sociais. Renato, no entanto, condicionou a comparação à eventual confirmação das suspeitas levantadas contra o grupo de Allyson. “Se tudo se corroborar nesse sentido, o caso dele vai se semelhar ao de Pablo Marçal”, afirmou.


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FECOMÉRCIO PROMOVE DEBATE SOBRE IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA: “EXIGE ATUALIZAÇÃO”

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A implementação da Reforma Tributária começará a exigir mudanças operacionais das empresas já a partir de agosto. Os prazos e os impactos das novas regras foram debatidos nesta terça-feira (28), durante mais uma edição do RN em Foco, promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN).

Na abertura do evento, o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, ressaltou a importância de preparar o setor produtivo para a transição ao novo modelo tributário.

“O Sistema Fecomércio RN acompanha esse processo com atenção, mas nossa missão não se limita à representação institucional. Ela também passa por preparar empresários, gestores e profissionais para compreender as mudanças em curso, avaliar seus impactos e identificar caminhos para uma adaptação segura e sustentável”, afirmou.

Entre as mudanças que passam a valer está o preenchimento obrigatório dos campos relativos ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos emitidos por empresas do regime regular. Em setembro, empresas optantes pelo Simples Nacional também deverão decidir se recolherão os novos tributos por meio da guia única ou pelo regime regular durante o primeiro semestre de 2027.

Segundo Thiago Diniz, o momento exige planejamento e adequação dos sistemas para evitar problemas na emissão de documentos fiscais e impactos financeiros nos próximos meses.

“Um empresário que ainda não fez as contas, não buscou compreender a Reforma Tributária e não tomou essa decisão com base em dados pode enfrentar grandes problemas no próximo ano. É importante contar com uma assessoria atualizada e uma contabilidade estratégica, capazes de apoiar as decisões”, alertou.

O especialista destacou ainda que os efeitos da reforma vão além das obrigações fiscais e atingem diretamente a gestão financeira das empresas.

“A reforma fala sobre caixa. Por isso, é muito importante que as empresas tenham equipes e assessorias preparadas, acompanhando diariamente as mudanças”, acrescentou.

Durante o painel, Vanildo Fausto reforçou a necessidade de revisão dos contratos com fornecedores, da análise dos créditos tributários e da atualização das equipes responsáveis pelas áreas fiscal e contábil.

“A Reforma Tributária não é mais um futuro distante. Os empresários precisam se preparar agora, revisando contratos, avaliando a tomada de créditos e garantindo que os créditos de PIS e Cofins estejam devidamente levantados e registrados na escrituração fiscal. São muitas regras e especificidades, o que exige atualização das equipes contábeis”, afirmou.

O debate permitiu ainda que empresários e representantes do setor produtivo esclarecessem dúvidas sobre a implementação da reforma e os desafios que as empresas deverão enfrentar durante o período de transição para o novo sistema tributário.

Empresários tiraram dúvidas sobre a reforma e os desafios da transição – Foto: Reprodução

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GINGA MODA RN APOSTA EM CONEXÕES PARA AMPLIAR MERCADO DA INDÚSTRIA

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Mais do que uma vitrine para coleções, o Ginga Moda RN nasceu com a proposta de conectar empresas, compradores e especialistas para impulsionar a indústria da moda do Rio Grande do Norte. Realizado pelo Sebrae-RN em parceria com o Senai-RN, o Governo do Estado e o Governo Federal, o primeiro showroom da indústria da moda potiguar acontece no Hotel Praiamar Arena, em Natal, reunindo 40 empresas expositoras e cerca de 200 compradores do Brasil e do exterior.

Voltado aos empreendedores da cadeia produtiva da moda, o evento reúne expositores dos segmentos de moda feminina, praia, infantil, uniformes, modelagem e bordados. Durante a manhã, o público pode visitar os estandes, enquanto, a partir das 13h, a programação inclui palestras, talks e painéis sobre criatividade, branding, sustentabilidade, inteligência artificial e tendências de mercado. Também estão previstos desfiles de marcas potiguares voltados à valorização da identidade cultural e da criatividade local.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-RN, João Hélio, o principal diferencial do Ginga Moda RN é promover conexões comerciais capazes de ampliar a presença das empresas potiguares em novos mercados.

“Quando recebemos aproximadamente 200 compradores de todo o país, inclusive compradores de fora do Brasil, e apresentamos uma vitrine com 40 empresas, criamos conexões que geram negócios. É um impulso para que essas empresas cresçam, ampliem mercados, gerem emprego, renda e muito trabalho para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

De acordo com o dirigente, o evento já contabiliza mais de dois mil inscritos e oferece espaços voltados tanto para rodadas de negócios entre empresários quanto para o público em geral. A programação aborda ainda temas como inteligência artificial aplicada ao setor, mostrando que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para ampliar a competitividade das empresas, sem substituir as relações comerciais construídas presencialmente.

Destaque para a moda sustentável

Além da geração de negócios, o Ginga Moda RN também abre espaço para discussões sobre sustentabilidade e moda circular. A fundadora e diretora criativa da Villa Dharma, Vanessa Stadtlober, destacou que a marca desenvolve peças utilizando linho, algodão orgânico, tingimentos naturais e aviamentos biodegradáveis, buscando reduzir os impactos ambientais da indústria da moda.


Para Vanessa, o conceito vai além da escolha dos tecidos e envolve todo o ciclo de vida da peça, desde a produção até o descarte. A proposta, explica, é mostrar que uma moda sustentável também pode ser sofisticada, autoral e comercialmente competitiva.

“A gente entende que deve pensar na peça desde o início até o final da sua vida útil. É possível desenvolver produtos com responsabilidade ambiental, design e qualidade, desconstruindo a ideia de que moda sustentável precisa ser sem beleza ou sem valor agregado”, ressaltou

A Villa Dharma participou da programação da segunda-feira com palestra sobre negócios na moda e desfile da coleção “Encantarias do Nordeste”, apresentada na Semana de Moda de Milão em 2025. A marca também foi selecionada para representar o Rio Grande do Norte novamente na edição de 2026 do evento italiano.

Outro exemplo do potencial da moda autoral potiguar é a marca Arrocho, comandada pela artesã Rejane Nicolau. Selecionada pelo programa RN Mais Exportações, a empresa realizou recentemente sua primeira venda internacional.

Segundo Rejane, uma cliente residente em Londres entrou em contato para importar as bolsas produzidas artesanalmente pela marca. O primeiro lote, com 24 peças, já foi enviado para a Inglaterra.

“O Sebrae entrou muito cedo na história da Arrocho, por meio de consultorias, e o programa RN Mais Exportações abriu novas possibilidades. Esperamos que essa seja a primeira de muitas exportações. Nosso processo é totalmente manual, feita com tempo, cuidado e valorizando o trabalho artesanal”, destacou.

Além das rodadas de negócios, o Ginga Moda RN reúne uma programação voltada à capacitação e à inovação. Ao longo dos dois dias, o público acompanha palestras, desfiles, exposição de marcas autorais e ativações promovidas pelos parceiros do evento.

Segundo a designer de moda, professora do Senai-RN e pesquisadora na área de processos da moda, Jéssica Cerejeira, o showroom marca um novo momento para a cadeia produtiva da moda no estado.

“É realmente um momento de celebração. Temos palestras, desfiles, exposição das marcas autorais do nosso estado, ativações em todos os estandes e um espaço voltado às rodadas de negócios com compradores de todo o Brasil. É um marco, um divisor de águas para a moda do Rio Grande do Norte e para a integração de toda a cadeia produtiva”, afirmou.

No estande do Senai, os visitantes encontram estúdio para produção de fotografias profissionais, podcasts ao vivo e demonstrações de tecnologia aplicada ao setor. A programação também apresenta equipamentos industriais e robôs utilizados nas ações de formação da instituição, aproximando empresários e estudantes das inovações disponíveis para a indústria.

Para Jéssica, a tecnologia já faz parte da formação oferecida pelo Senai e deve ser incorporada ao cotidiano das empresas do setor.

“O Senai trabalha esse alinhamento com a tecnologia por meio dos cursos, consultorias e formações.

Trouxemos para o evento um pouco dessa realidade, com maquinários, robôs e outras ferramentas para mostrar como a inovação está presente na qualificação dos profissionais e no desenvolvimento da indústria da moda”, destacou.

O Ginga Moda RN segue até esta terça-feira (28), às 21h, no Hotel Praiamar Arena, em Natal, consolidando-se como um espaço voltado ao fortalecimento da indústria da moda potiguar, à geração de negócios e à projeção das marcas do estado no mercado nacional e internacional.


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