GRAFITH CELEBRA 38 ANOS DE UMA HISTÓRIA QUE VIROU PATRIMÔNIO

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O sonho de todo artista, sem dúvidas, é ver seu trabalho sendo reconhecido. Imagina você juntar a família, começar a cantar em bailes e, mais de 30 anos depois, ver esse trabalho ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte! A Banda Grafith atravessou gerações, conquistou uma legião de fãs e se tornou um dos maiores símbolos da cultura potiguar.

A banda comemora 38 anos de uma trajetória marcada por música, conexão com o público e histórias construídas dentro e fora dos palcos.

Para Júnior Grafith, o reconhecimento é resultado de uma caminhada construída com dedicação e proximidade com os fãs.

“Para ser sincero, a gente nunca imaginou chegar tão longe! Tudo foi sendo construído dia após dia, com muito trabalho, dedicação e amor pela música. Sempre acreditamos no nosso talento, mas não tínhamos ideia da dimensão que isso tomaria”, relembra.

Segundo ele, ao longo dos anos, a relação com o público mostrou que o Grafith havia criado algo maior do que uma banda. A chamada Nação Grafitheira passou a representar uma identidade compartilhada por milhares de pessoas.

“Com o tempo, fomos percebendo que existia uma ligação muito especial com o público. E hoje, depois de 38 anos, receber esse reconhecimento do nosso Estado é uma alegria e um orgulho enorme”, afirma.

A história do Grafith também é marcada pela capacidade de se renovar sem perder suas características. Para Júnior, a principal mudança entre o início da banda e os dias atuais está justamente no alcance conquistado.

“Desde o começo, graças a Deus, a gente já tocava para casas cheias. Mas hoje temos algo muito especial: várias gerações curtindo o Grafith. Tem gente que começou acompanhando a banda lá atrás, hoje já é avô, avó, e continua curtindo junto com os filhos e netos”, destaca.

Apesar das transformações no repertório e no público, o músico afirma que a essência permanece a mesma: levar alegria e criar momentos de conexão com quem acompanha a banda.

Uma trajetória marcada por grandes momentos

Ao longo de quase quatro décadas, Grafith coleciona apresentações que ficaram marcadas na memória dos fãs. Entre elas, Júnior cita o Carnaval de Macau, quando a banda reuniu cerca de 200 mil pessoas, a participação na Copa do Mundo em Natal, o FIFA Fan Fest, os momentos históricos do Carnatal e a repercussão internacional após a entrada do lutador potiguar Renan Barão no UFC ao som da banda.

“É difícil escolher um só momento! Tivemos muitos momentos especiais, principalmente porque boa parte deles aconteceu aqui, junto do nosso povo”, afirma.

Nos últimos anos, a banda também mantém a tradição de grandes apresentações. No último Carnaval, foram 21 shows realizados.

Incansáveis, Grafith segue trazendo novidades para os fãs e traz mais um lançamento: “Grafith, Meu Mozão”, uma homenagem à relação construída com o público ao longo desses 38 anos.

Mesmo após tantos anos de estrada, Júnior afirma que os principais sonhos da banda continuam ligados à continuidade do projeto e à união da família.

“Um dos primeiros sonhos era mostrar ao nosso pai que aquela paixão pela música poderia se tornar nossa profissão e trazer coisas boas para a família. Hoje, nosso maior sonho é continuar! Ter saúde, manter a família unida e seguir levando alegria ao público”, conta.

Para ele, o carinho recebido ao longo dos anos é o principal combustível para que a banda siga ativa.

“A Nação Grafitheira é nosso maior combustível. Sem esse carinho, o Grafith não seria o que é hoje. É impressionante chegar a uma cidade e encontrar grafitheiros que divulgam nosso trabalho, mobilizam as pessoas e fazem de tudo para levar a banda até lá”, afirma.

Mesmo com décadas de experiência, a expectativa antes de cada apresentação permanece. E sabe o friozinho na barriga? Segundo Júnior, ele não desaparece com o tempo.

“Com certeza! Mesmo depois de 38 anos, esse friozinho na barriga continua. O aniversário é uma festa que preparamos praticamente o ano inteiro, pensando em cada detalhe para surpreender os grafitheiros”, revela.

A celebração dos 38 anos representa, para o grupo, mais do que uma festa de aniversário. É a oportunidade de reencontrar um público que acompanhou diferentes fases da banda e ajudou a construir uma das maiores histórias da música potiguar.

“É emocionante reunir fãs de várias partes do Brasil, ver todo mundo cantando e celebrando com a gente. A emoção de subir ao palco continua sendo a mesma”, diz.

Se há algo que explica a permanência do Grafith ao longo de quase quatro décadas, além da música, é a capacidade de transformar cada apresentação em um encontro. A relação construída nos bastidores se reflete no palco e ajuda a manter viva a conexão com a Nação Grafitheira.

Mais do que uma banda, o Grafith se consolidou como uma história de família, amizade e pertencimento. Uma trajetória construída com o apoio de quem acompanha o grupo desde os primeiros anos e que continua celebrando cada nova fase.

“A gente costuma se reunir, conversar sobre o show, o repertório, mas também tem muita brincadeira e descontração. Nossa equipe está com a gente há muitos anos, e todo mundo acaba fazendo parte da família Grafith. É esse clima de união e alegria que a gente procura levar dos bastidores para o palco e compartilhar com a Nação Grafitheira”, conclui Júnior.


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AULÃO DO MEC REÚNE 3 MIL ESTUDANTES NO RN E REFORÇA PREPARAÇÃO PARA ENEM

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A poucos dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, cerca de 3 mil estudantes participaram, nesta quinta-feira (5), de um aulão promovido pelo Ministério da Educação (MEC), no Rio Grande do Norte. A iniciativa integra uma série de encontros realizados pelo país para reforçar a preparação dos candidatos e estimular o ingresso no ensino superior. O estado potiguar foi o primeiro a integrar estudantes da rede estadual à programação nacional, que tem concentrado atividades nas instituições federais de ensino.

De acordo com o secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, o Enem 2026 registra aproximadamente 5 milhões de inscritos no Brasil, sendo mais de 113 mil no Rio Grande do Norte. O representante do ministério destacou um crescimento de cerca de 46% nas inscrições em relação a 2022, resultado que, segundo ele, demonstra a retomada do interesse dos brasileiros pela educação superior.

“Isso mostra um país que voltou a acreditar na educação. Estudantes que voltaram a ter esperança de melhorar de vida por meio da educação”, afirmou Rodolfo.

O secretário destacou ainda as possibilidades oferecidas pelo exame, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo ele, os aulões buscam reunir estudantes de diferentes redes de ensino para fortalecer a preparação e apresentar os caminhos disponíveis após a prova.

Para a secretária estadual de Educação, Socorro Batista, a participação do Rio Grande do Norte representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela rede pública. Ela ressaltou que a mobilização envolveu principalmente escolas de Natal e municípios próximos, considerando as condições de deslocamento.

“Entendemos como um momento muito especial para que possamos contribuir, não só na aprendizagem, mas, sobretudo, na motivação, no crescimento da confiança e na convicção que esses estudantes precisam ter de que o acesso à universidade é o caminho realmente possível para que as classes populares possam ascender do ponto de vista social, econômico e político”, declarou.

Entre os participantes estava Nidia Cristina, de 18 anos, estudante da Escola Estadual Ferreira Itajubá, em Neópolis, Natal. Prestes a realizar o Enem pela primeira vez, ela contou que a preparação tem sido acompanhada de ansiedade, especialmente pela expectativa de conquistar uma vaga em Fisioterapia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Estudante do ensino integral, Nidia passa o dia na escola e ainda reserva parte da noite para revisar conteúdos. Apesar da pressão, destacou a importância de compartilhar a experiência com outros jovens.

“Está todo mundo no mesmo barco. Eu não estou sozinha. Fico tranquila porque sei que outros adolescentes, outros jovens estão no mesmo caminho que o meu”, afirmou.

A experiência da estudante representa a realidade de milhares de jovens que enxergam no Enem uma oportunidade de transformação social. Entretanto, para muitos candidatos, a preparação também exige enfrentar obstáculos financeiros e desigualdades educacionais. Nesse cenário, iniciativas de educação popular desempenham um papel importante na democratização do ensino superior.

Cursinhos gratuitos democratizam ensino
Criado em 2021, o Cursinho Popular Dona Militana surgiu da iniciativa de jovens militantes da Democracia Socialista (DS), corrente política do Partido dos Trabalhadores (PT), com o objetivo de ampliar as oportunidades educacionais para a juventude da classe trabalhadora. Atualmente, o projeto oferece preparação gratuita para o Enem em Natal e São Gonçalo do Amarante.

A iniciativa contou, entre 2021 e 2024, com apoio dos mandatos da deputada estadual Isolda Dantas e da vereadora Brisa Bracchi. Desde 2025, também integra a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), política do MEC que oferece apoio técnico, pedagógico e financeiro.

Em entrevista ao Diário do RN, a coordenação do cursinho, formada por Júlia Almeida, Eloísa Arruda e Margarida Dias, explicou que o projeto nasceu da necessidade de enfrentar as desigualdades no acesso à universidade pública.

“O Dona Militana nasce e se fortalece como uma iniciativa de educação popular, comprometida com a democratização do conhecimento e com a defesa da educação como um direito, e não como um privilégio”, destacou a coordenação.

Ao longo de cinco anos, o cursinho contabiliza quase 50 aprovações em universidades públicas.

Atualmente, quatro educadores do projeto são ex-alunos que retornaram para compartilhar conhecimentos com novos estudantes.

Apesar dos resultados, a permanência estudantil continua sendo um desafio. Muitos alunos precisam conciliar trabalho, estudos e responsabilidades familiares, o que pode comprometer a frequência.

“É importante compreender que a ausência de um estudante nem sempre representa falta de interesse. Muitas vezes, representa uma realidade social que coloca a sobrevivência imediata em conflito com o direito de estudar”, explicaram.

Inspirado nos princípios de Paulo Freire, o projeto também desenvolve atividades sobre cidadania, desigualdades sociais, questões raciais e direitos das mulheres, defendendo uma formação que ultrapasse os conteúdos cobrados no Enem.

Educação e consciência racial transformam vidas no Nordeste

Em Salvador, na Bahia, o Instituto Beneficente Cultural Steve Biko desenvolve, há 34 anos, uma experiência de educação popular voltada à formação de estudantes negros. Fundado em 1992 por jovens militantes do movimento negro, é reconhecido como o primeiro quilombo educacional do Brasil.

Em entrevista ao Diário do RN, a professora e diretora de Projetos do instituto, Jucy Silva, explicou que a proposta da instituição ultrapassa a preparação para o vestibular, articulando formação acadêmica, consciência racial e participação política.

“A Biko, quando surge, pensa que não seria suficiente colocar uma pessoa negra na universidade. Essa pessoa precisava conhecer a sua história, a história da África, a condição do negro no Brasil”, afirmou.

Um dos pilares dessa formação é a disciplina Cidadania e Consciência Negra (CCN), presente desde a fundação do instituto. Segundo Jucy, a proposta é preparar estudantes para ocupar espaços historicamente marcados pela exclusão racial.

A instituição também inspirou outras iniciativas de educação popular e contribuiu para a formação de estudantes que hoje ocupam posições estratégicas e atuam na promoção da igualdade racial.

“A gente sempre defendeu que o estudante que passa pela Biko também tem que pensar em quem não entrou na universidade, tem que pensar nessa formação de rede”, destacou.

Entre as perspectivas de expansão está a inauguração da sede própria no Campo Grande, em Salvador, que deverá ampliar as atividades do pré-vestibular e fortalecer novos projetos.

Assim como o Dona Militana, o Steve Biko demonstra que democratizar o ensino superior exige mais do que preparar estudantes para uma prova. As duas experiências associam educação, pertencimento e formação crítica, ampliando as possibilidades de acesso à universidade para populações historicamente excluídas.


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FÁTIMA E CADU ENCERRAM AGENDA EM BRASÍLIA APÓS REUNIÃO COM LULA

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governadora Fátima Bezerra (PT) e o governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), encerraram nesta quinta-feira (5) uma série de compromissos em Brasília com uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agenda na capital federal reuniu encontros com ministros do Governo Federal para tratar de investimentos e projetos estratégicos nas áreas de saúde, infraestrutura hídrica e desenvolvimento regional, além de articulações para a próxima gestão estadual.

O encontro com Lula marcou o encerramento da programação conjunta, realizada durante o processo de transição entre os governos. Nas redes sociais, Fátima e Cadu compartilharam um registro da reunião, destacando a proximidade política com o presidente. “Junto com nosso governador eleito, Cadu Xavier, finalizando com chave de ouro a agenda em Brasília, levando o abraço e o carinho do povo potiguar ao querido presidente Lula”, publicou a governadora.

Ao longo da passagem pela capital federal, Fátima e Cadu buscaram encaminhar demandas consideradas prioritárias para o Estado. A presença conjunta nos ministérios também sinalizou a intenção de manter a articulação com o Governo Federal durante a transição e após a posse do governador eleito, prevista para janeiro de 2027.

Saúde e obras estratégicas

Na quarta-feira (4), uma das principais reuniões ocorreu com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando foram discutidos dois projetos considerados importantes para ampliar a assistência hospitalar no Rio Grande do Norte: o Hospital Metropolitano e o Hospital Universitário do Seridó, previsto para Caicó.

Na ocasião, Cadu destacou a necessidade de acelerar o primeiro empreendimento e avançar na implantação da unidade do Seridó. “Conversamos sobre duas obras muito importantes pro nosso RN: o Hospital Metropolitano, que queremos acelerar, e o Hospital Universitário do Seridó, em Caicó, que queremos tirar do papel”, publicou.

O governador eleito também ressaltou que as articulações já fazem parte da preparação para o próximo mandato. “Ainda estamos na transição, mas, ao lado da governadora e com o apoio do presidente Lula, seguimos trabalhando pra cuidar do nosso povo”, afirmou.

A comitiva também cumpriu agenda com a ministra Miriam Belchior, da Casa Civil da Presidência da República. Embora os assuntos discutidos não tenham sido detalhados, Fátima e Cadu avaliaram positivamente o encontro em publicação nas redes sociais. “Foi uma conversa muito boa, daquelas que deixam a gente animado com o que vem pela frente”, destacaram.

Segurança hídrica no Seridó
A situação do abastecimento de água no interior também esteve entre as prioridades da agenda.

Acompanhados pelo deputado estadual Francisco do PT, Fátima e Cadu participaram de reunião com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para discutir a conclusão do Eixo Norte da Adutora do Seridó e medidas emergenciais diante do risco de desabastecimento.

Em publicação conjunta com Cadu, Francisco destacou a preocupação com a possibilidade de ausência de chuvas nos próximos meses, especialmente nos municípios que dependem de reservatórios com baixo volume de água.

“Tratamos como exemplo a situação da barragem Boqueirão, que abastece Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Jardim do Seridó. O reservatório está com apenas 5% de sua capacidade”, informou o parlamentar.

A reunião buscou discutir alternativas para garantir o fornecimento de água à população e avançar na conclusão das obras estruturantes destinadas à região, diante das dificuldades enfrentadas pelos municípios do Seridó.

Cadu projeta nova gestão
Além dos compromissos institucionais na capital federal, Cadu Xavier apresentou as prioridades de seu futuro governo em entrevista à GloboNews, na terça-feira (03). O governador eleito destacou a intenção de fortalecer os municípios, atrair investimentos e ampliar a geração de emprego e renda, defendendo uma administração voltada ao desenvolvimento econômico.

Ao comentar as diferenças entre sua trajetória política e a da governadora Fátima Bezerra, Cadu ressaltou que pretende imprimir características próprias à próxima gestão, mantendo a continuidade dos projetos em andamento.

“Tenho um DNA próprio. Fátima tem uma história linda, ligada ao movimento sindical, e eu tive participação no movimento sindical, mas a minha trajetória não é toda dentro desse movimento.

A minha pegada é mais voltada para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda. O meu governo vai ser um governo de avanço”, afirmou.


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ALERTA DE CRISE DA FEMURN CONTRASTA COM ALTA DAS RECEITAS DOS MUNICÍPIOS

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O alerta da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) sobre o agravamento das dificuldades financeiras das prefeituras potiguares provocou questionamentos sobre a situação fiscal dos municípios. Em entrevista ao Diário do RN, o deputado estadual Francisco do PT defendeu que o cenário seja analisado individualmente, considerando as particularidades de cada administração e os dados efetivos das contas públicas.

“Tem sido comum, após cada resultado de eleições, a CNM e as federações estaduais de municípios fazerem este tipo de alerta”, afirmou o parlamentar, ao comentar a manifestação da entidade municipalista.

Francisco disse, ainda, não ter acesso aos números que fundamentaram o posicionamento da Femurn, mas ponderou que as recomendações precisam considerar a realidade financeira de cada prefeitura. “Entendo que essas cautelas sugeridas pela Federação devem ser avaliadas por cada ente federado, levando em conta a situação fiscal e financeira de cada município”, declarou.

Alerta sobre as finanças municipais
Na manifestação, a Femurn aponta preocupação com a redução de receitas, o crescimento das despesas e o aumento das responsabilidades dos municípios na prestação de serviços públicos. A entidade também faz referência a alertas da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e recomenda prudência aos gestores diante das dificuldades financeiras.

O cenário apresentado pela Federação, entretanto, contrasta com o desempenho da arrecadação de seis dos principais municípios potiguares. Levantamento do Diário do RN, com base nos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREO) do quarto bimestre de 2025 e 2026, disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), revela crescimento das receitas em todas as cidades analisadas.

Arrecadação cresce R$ 521,7 milhões
Entre janeiro e agosto de 2026, Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz arrecadaram, juntas, R$ 6,013 bilhões, contra R$ 5,491 bilhões no mesmo período de 2025. O aumento foi de R$ 521,7 milhões, equivalente a 9,5%.

Natal apresentou o maior crescimento em valores absolutos, com R$ 257,2 milhões adicionais. A receita passou de R$ 3,094 bilhões para R$ 3,352 bilhões, alta de 8,31%. Em Mossoró, o acréscimo foi de R$ 70,7 milhões, passando de R$ 927,08 milhões para R$ 997,8 milhões, crescimento de 7,63%.

Parnamirim registrou aumento de 4,67%, com a arrecadação avançando de R$ 639,6 milhões para R$ 669,4 milhões. Já São Gonçalo do Amarante teve alta de 9,64%, passando de R$ 381,9 milhões para R$ 418,8 milhões.

Em Macaíba, o crescimento chegou a 18,65%, com receitas de R$ 299,5 milhões, ante R$ 252,4 milhões no ano anterior. Extremoz apresentou a maior variação percentual entre as seis cidades, de 40,97%, passando de R$ 195,3 milhões para R$ 275,4 milhões.

Receita maior não significa equilíbrio financeiro
A comparação considera exclusivamente as receitas orçamentárias, sem incluir entradas extra orçamentárias. Embora os números apontem crescimento da arrecadação, não permitem concluir, isoladamente, que as prefeituras estejam em situação financeira confortável.

Para avaliar a existência de dificuldades fiscais, é necessário confrontar as receitas com a evolução das despesas, gastos com pessoal, investimentos e compromissos financeiros assumidos pelas administrações.

Os dados do TCE/RN também não representam a realidade dos 167 municípios potiguares, mas mostram que, nas seis cidades analisadas, houve aumento da arrecadação no período. O resultado reforça a ponderação de Francisco do PT sobre a necessidade de avaliações individualizadas, sem desconsiderar as dificuldades apontadas pela Femurn.

Assim, o contraste entre o alerta da entidade e os números oficiais evidencia que a situação financeira das prefeituras exige uma análise mais ampla, capaz de identificar onde estão os desequilíbrios e quais fatores efetivamente comprometem as contas municipais.


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SEBRAE-RN INAUGURA DATA CENTER DE R$ 70 MILHÕES PARA ATENDER 12 ESTADOS

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O Rio Grande do Norte passou a ocupar uma posição estratégica na infraestrutura tecnológica do Sistema Sebrae com a inauguração, nesta quinta-feira (29), do segundo Data Center da instituição no Brasil. Instalado na sede do Sebrae-RN, em Natal, o empreendimento recebeu investimento de aproximadamente R$ 70 milhões e será responsável por armazenar, processar e proteger informações de unidades do Sebrae em 12 estados das regiões Nordeste, Norte e Sudeste. A estrutura também aposta em soluções de energia renovável e segurança cibernética para modernizar os serviços digitais oferecidos aos empreendedores brasileiros.

A inauguração ocorreu na noite desta quinta-feira (29). O equipamento recebeu o nome de Senador Fernando Bezerra, primeiro presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN, na década de 1990, que também contribuiu para viabilizar a aquisição do imóvel onde funciona a atual sede da instituição.

Em entrevista ao Diário do RN, o gerente de Tecnologia da Informação do Sebrae-RN, Franklin Maux, destacou que a escolha do estado representa um reconhecimento da capacidade técnica local e das condições favoráveis à implantação de grandes projetos tecnológicos.

“A escolha do Rio Grande do Norte para sediar o segundo Data Center do Sistema Sebrae representa uma conquista estratégica para o nosso estado e reforça seu protagonismo no cenário da inovação e da transformação digital”, afirmou.

Segundo Maux, a infraestrutura tecnológica já existente na instituição, a qualificação da equipe técnica, a localização geográfica, as condições de conectividade e o potencial de geração de energias renováveis foram determinantes para a escolha de Natal.

“Mais do que sediar uma estrutura de tecnologia, o Rio Grande do Norte assume um papel estratégico na modernização dos serviços digitais do Sistema Sebrae”, ressaltou.

Estrutura reúne segurança e capacidade de armazenamento
O investimento de aproximadamente R$ 70 milhões, realizado com recursos do Sebrae Nacional e das unidades estaduais participantes, contempla equipamentos de processamento e armazenamento de dados, sistemas de climatização, infraestrutura energética e soluções de segurança digital.

Um dos principais diferenciais é a chamada Sala Segura, ambiente desenvolvido especialmente para proteger equipamentos contra incêndios, superaquecimento, poeira, água e acessos não autorizados.

“Diferentemente de uma sala convencional de servidores, trata-se de um ambiente especialmente preparado para manter equipamentos essenciais funcionando em condições adequadas e com maior proteção”, explicou Franklin Maux.

A estrutura também conta com um sistema de backup com capacidade inicial prevista de mais de 1 petabyte, equivalente a aproximadamente mil terabytes. A tecnologia inclui mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos, como o ransomware, modalidade de crime digital em que informações são bloqueadas ou sequestradas.

Entre os recursos previstos está o backup imutável, que permite preservar cópias dos dados contra alterações ou exclusões durante determinado período, facilitando a recuperação das informações em caso de incidentes.

“É importante destacar que nenhuma estrutura tecnológica está completamente livre de riscos.

Por isso, nosso objetivo não é apenas prevenir ataques, mas também estar preparados para responder rapidamente a eventuais incidentes, reduzir seus impactos e assegurar a continuidade dos serviços”, destacou o gerente.

A proteção também envolve criptografia, controle de acesso e separação dos ambientes tecnológicos utilizados pelas unidades estaduais, de acordo com as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Energia renovável é diferencial do projeto
Outro destaque do Data Center é a adoção de soluções voltadas à eficiência energética. O projeto prevê a integração da geração de energia solar já existente na sede do Sebrae-RN com um sistema de armazenamento em baterias, conhecido como BESS, com capacidade total prevista de 520 kWh.

A tecnologia funciona como uma reserva de energia, permitindo manter os equipamentos em funcionamento durante determinadas interrupções no fornecimento elétrico, conforme a autonomia disponível.

“Estamos aproveitando uma das principais vocações do Rio Grande do Norte para construir uma infraestrutura tecnológica mais sustentável, demonstrando que é possível conciliar inovação, segurança e responsabilidade ambiental”, afirmou Maux.

O sistema também busca reduzir a dependência de geradores movidos a diesel, diminuindo emissões locais de poluentes, ruídos e riscos associados ao armazenamento de combustíveis.

Além disso, a Sala Segura dispõe de climatização de precisão, responsável por controlar a temperatura dos equipamentos e direcionar o resfriamento às áreas necessárias, evitando desperdícios de energia.

Para o gerente, a iniciativa demonstra que o potencial energético potiguar pode ser aproveitado não apenas na geração de eletricidade, mas também na atração e no desenvolvimento de empreendimentos tecnológicos.

Integração deve beneficiar empreendedores de 12 estados

Integração será por conexões de rede seguras, preservando separação de informações de cada unidade – Foto: Reprodução

Com a nova estrutura, unidades do Sebrae em 12 estados poderão compartilhar recursos tecnológicos de processamento, armazenamento e hospedagem de sistemas, sem a necessidade de manter individualmente toda a infraestrutura.

A integração ocorrerá por conexões de rede seguras, preservando a separação das informações de cada unidade. Entre os resultados esperados estão a redução de custos operacionais, a padronização tecnológica e a melhoria do desempenho dos sistemas.

“O grande diferencial é o conceito de compartilhamento. Em vez de cada unidade enfrentar isoladamente os desafios e os custos de manter uma infraestrutura tecnológica complexa, passamos a contar com um ambiente regional, estruturado para oferecer maior eficiência, segurança e capacidade de expansão”, explicou Franklin Maux.

Embora o Data Center funcione nos bastidores, os benefícios devem alcançar diretamente microempreendedores individuais e pequenos empresários que utilizam os serviços digitais do Sebrae.

A infraestrutura dará suporte a plataformas de inscrição em cursos, capacitações, consultorias, atendimentos e ferramentas de gestão empresarial, com a expectativa de reduzir interrupções e ampliar a confiabilidade dos serviços.

O equipamento também está preparado para apoiar novas aplicações de inteligência artificial, automação de processos e análise avançada de dados, tecnologias que poderão tornar os atendimentos mais ágeis e personalizados.

“Isso significa, por exemplo, criar condições para que um empreendedor consiga acessar informações, receber orientações e utilizar os serviços digitais do Sebrae com mais facilidade, independentemente de onde esteja”, destacou o gerente.

Para Franklin Maux, o investimento representa não apenas um avanço na infraestrutura da instituição, mas também uma oportunidade de fortalecer o ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte e estimular a formação de profissionais especializados.

“No final, o Data Center não é apenas um investimento em equipamentos e tecnologia. É um investimento na capacidade do Sebrae de continuar inovando, proteger as informações dos seus clientes e oferecer serviços de maior qualidade para quem empreende”, concluiu.


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DISCRETA E MUITO DEDICADA À FAMÍLIA, MARIANA SERÁ PRIMEIRA-DAMA DO RN

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Discreta e com uma trajetória marcada pela dedicação à família e ao cuidado com as pessoas, Mariana Fernandes se prepara para assumir o papel de primeira-dama do Rio Grande do Norte.

Natural de Natal, psicóloga, noiva do governador eleito Cadu Xavier (PT) e mãe de dois filhos, de 18 e 14 anos, ela inicia essa nova etapa buscando conciliar os valores que orientam sua vida pessoal e profissional com o desejo de contribuir para projetos sociais voltados à população potiguar.

Longe dos holofotes da política, Mariana construiu sua trajetória profissional de maneira independente e manteve uma presença discreta durante a campanha eleitoral do companheiro.

Agora, diante das mudanças que a chegada de Cadu ao Governo do Estado representa para a família, reconhece a responsabilidade que terá pela frente, mas demonstra disposição para aprender e participar de ações sociais.

Em entrevista ao Diário do RN, ela fala sobre sua trajetória e se apresenta com a simplicidade que considera uma de suas principais características: “Mariana é uma pessoa simples, uma pessoa discreta, como vocês podem ver, que não aparece muito, uma pessoa humilde”, define, ao falar sobre si mesma.

Filha de um funcionário aposentado da Petrobras e de uma mãe que dedicou duas décadas à educação, Mariana cresceu em um ambiente no qual a família, a honestidade, a humildade e a fé cristã ocupavam lugar central. São princípios que, segundo ela, permanecem presentes em suas escolhas e na criação dos filhos.

“Minha mãe trabalhou 20 anos com educação e sempre foi muito cristã. Me ensinou os valores, acima de tudo, de família, de honestidade, de humildade. E foram esses valores que eu passei para os meus filhos”, conta.

Ao olhar para a própria trajetória, demonstra satisfação com o caminho percorrido. “Graças a Deus, eu tenho muito orgulho da mulher que eu me tornei hoje”, afirma.

Da fonoaudiologia à descoberta da psicologia
Antes de encontrar na psicologia sua realização profissional, Mariana iniciou a carreira como fonoaudióloga. Durante oito anos, trabalhou na Marinha, onde teve contato com atividades desenvolvidas pelo setor de psicologia, especialmente em palestras voltadas a idosos e pessoas com hipertensão. A experiência despertou o interesse pela área e, após deixar a instituição, entre 2012 e 2013, decidiu ingressar na faculdade de psicologia.

“Foi lá na Marinha que eu conheci a psicologia, porque trabalhava com o setor da psicologia, dava palestras para grupos de idosos, grupos de hipertensos, e foi lá que eu me apaixonei por essa profissão”, relembra.

Mais do que uma mudança de carreira, a formação representou uma transformação na maneira de compreender as relações humanas. Para Mariana, a profissão reforçou a importância da empatia, do acolhimento e do respeito às diferenças.

“Foi uma profissão que me ensinou muito a ser uma pessoa melhor, porque comecei a aprender a olhar para o outro sem julgamentos. Aprendi a compreender a dor do outro, as diferenças, a olhar para aquela pessoa e entender o outro lado que, de fora, a gente não consegue ver”, destaca.

É na possibilidade de ajudar quem enfrenta dificuldades que encontra uma de suas maiores realizações. “Compreender as diferenças e individualidades do ser humano e poder acolher e ajudar. Ajudar o próximo é algo que me traz muita satisfação”, ressalta.

Parceria com Cadu e os desafios da nova rotina
Na vida pessoal, Mariana descreve a relação com Cadu Xavier como uma parceria baseada no companheirismo e na divisão das responsabilidades familiares. Segundo ela, a organização da casa nunca esteve condicionada aos papéis tradicionalmente atribuídos ao homem ou à mulher.

“Eu acho que nós sempre fomos muito parceiros. Dentro de casa não existe essa regra do que é dever do homem e o que é dever da mulher. Sempre estamos nos ajudando uns aos outros”, afirma.

Durante a campanha eleitoral, procurou conciliar os compromissos profissionais com o apoio ao noivo, acompanhando-o sempre que possível, sem renunciar a sua atividade como psicóloga.

“Eu posso dizer que pude dar o meu melhor. Não deixei minha profissão de lado, mas, sempre que possível, estava ali, me fazendo presente, acompanhando ele da forma que dava”, relata.

A vitória de Cadu nas urnas também trouxe a necessidade de reorganizar a dinâmica familiar.

Mariana reconhece que as responsabilidades do governo poderão reduzir a presença do companheiro em casa. Por isso, o casal já começou a conversar com os filhos sobre as mudanças que estão por vir.

“Nós já estamos conversando com nossos filhos, porque eles precisam entender a ausência do pai. E agora, mais do que nunca, a gente vai precisar estar muito unido”, explica.

Mesmo diante dos desafios, considera fundamental apoiar o projeto político do noivo, por reconhecer nele o desejo de contribuir para a melhoria das condições de vida da população.

“Eu sei que é um desejo dele mudar a vida das pessoas. E, mesmo sabendo que isso vai mudar muito a nossa vida, eu jamais seria egoísta de, num momento como esse, não dar apoio e não estar ao lado dele”, declara.

Primeira-dama quer conhecer de perto a realidade dos potiguares

A perspectiva de se tornar primeira-dama do Rio Grande do Norte é recebida por Mariana com a consciência de que a nova posição ampliará sua exposição pública. Sem apresentar um modelo previamente definido de atuação, ela afirma que ainda conversa com Cadu sobre como poderá contribuir com a gestão estadual.

“Eu confesso que sinto uma responsabilidade muito grande, porque serei exemplo para muitos seres humanos. E, como ser humano, eu também erro. Então, confesso que é uma responsabilidade muito grande”, reconhece.

A intenção é desenvolver uma atuação próxima das pessoas, especialmente daquelas em situação de vulnerabilidade. Mariana pretende se envolver em projetos sociais e conhecer diretamente as dificuldades enfrentadas pela população.

“Eu pretendo, sim, me engajar em projetos sociais, até para que eu possa conhecer melhor, conhecer de perto a realidade do nosso estado e, assim, poder tentar ver como é que eu vou conseguir melhorar a vida dessas pessoas”, afirma.

Embora ainda não tenha escolhido uma causa específica, demonstra sensibilidade diante de questões como dependência química, desestruturação familiar, desamparo de crianças e saúde mental, área diretamente relacionada à sua formação profissional.

“São muitas causas para a gente conseguir definir uma só. O que eu quero é entrar nessa campanha de Cadu, que é a campanha do Cuida, para a gente se preocupar mais com essas pessoas que mais precisam do Estado”, explica.

As iniciativas ainda estão em discussão, e Mariana prefere não antecipar compromissos antes de definir como será sua participação. Entre a experiência profissional, a dedicação aos filhos e os desafios do novo governo, pretende construir seu espaço preservando a simplicidade que considera parte de sua identidade.

“Acho que vai ser também um papel de muito, muito aprendizado na minha vida”, conclui.


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“NUNCA SAÍ DA BASE POLÍTICA DE FÁTIMA”, AFIRMA KLEBER APÓS A VITÓRIA DE CADU

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Reeleito para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte com 66.172 votos, o deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) reafirma a proximidade política com a governadora Fátima Bezerra (PT), mesmo tendo escolhido apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado. Atual vice-líder da bancada governista, Kleber reconhece a vitória de Cadu Xavier (PT) e afirma estar aberto ao diálogo com o governador eleito.

O parlamentar afirma que sua decisão eleitoral foi tratada diretamente com Fátima e não alterou a relação construída ao longo dos últimos anos. Segundo Kleber, ele continua integrado à base política da governadora e mantém os canais de diálogo com o grupo que agora estará à frente do Estado.

“Eu nunca saí da base política de Fátima. Quando tomei uma posição política, a primeira pessoa que procurei para conversar foi Fátima Bezerra. Expliquei a ela os motivos. Eu saí pela porta da frente, nunca pela porta dos fundos. Sempre deixei as portas abertas”, afirmou.

O deputado também destacou que a decisão eleitoral foi comunicada diretamente à governadora e não alterou sua relação com o grupo político. Ele apoiou Samanda Alves (PT) para o Senado, depois da inviabilização da candidatura de Fátima, que inicialmente pretendia apoiar.

“Eu sempre me dei muito bem com Fátima, com Samanda, com Francisco [do PT]. Sempre tive um tratamento muito cordial com Cadu, mas quando estou com alguém, estou até o fim. Não visto duas camisas, nem três”, explicou.

Sobre a vitória de Cadu, Kleber afirmou que a prioridade agora deve ser superar as divergências da campanha e trabalhar pelo Estado, independentemente das posições assumidas durante a eleição.

“Reconheço democraticamente a vitória de quem o povo elegeu e, antes de tudo, sou um torcedor do Rio Grande do Norte. Independentemente de quem ganhasse, torço para que meu estado cresça e se desenvolva. Quem fizer tudo pelo crescimento do meu estado terá o meu apoio”, declarou.

O parlamentar classificou a disputa pelo Governo do Estado como uma das mais difíceis que acompanhou e afirmou que não pretende atuar na oposição pelo simples fato de o candidato que apoiou ter sido derrotado.

“Foi uma campanha muito difícil, muito atípica para ambos os lados. E acabou. Arriei as bandeiras. Sou daquele tipo que, quando acaba, arria as bandeiras e comemora a vitória de quem ganhou. Reconheço a democracia e torço para que faça uma boa gestão. Eu nunca vou fazer parte do time do quanto pior, melhor”, afirmou.

Diálogo com Cadu
Ao ser questionado sobre uma possível participação na base do governador eleito, Kleber evitou antecipar qualquer definição e afirmou que uma eventual aproximação dependerá de diálogo. Segundo ele, até o momento não houve convite formal.

“Posso conversar, não tenho nenhum tipo de dificuldade em conversar com ninguém. Claro que vai ter que existir conversa. Não fui procurado por ninguém. Não posso falar de tendência porque não fui procurado. Tem que entender quem tem e quem não tem interesse”, pontuou.

Durante a entrevista, o deputado confirmou ainda que manteve contato com Fátima Bezerra e Samanda Alves após as eleições, reforçando que as divergências eleitorais não comprometeram os vínculos políticos e pessoais.

“Falei com Fátima, falei com Samanda. Não tenho problema pessoal com ninguém, nem pessoal, nem político”, afirmou.

Assembleia e articulações
Sobre a futura presidência da Assembleia Legislativa, Kleber considera prematura qualquer definição. A experiência de dois mandatos, segundo ele, recomenda cautela diante das primeiras movimentações.

“É conversar, dialogar, escutar. O tempo na Assembleia me mostrou que nada vai acontecer agora.

Vai ter muita conversa. Achar que alguma coisa vai se resolver agora, acho bem difícil. Pelo que passei nos dois últimos mandatos, nada se resolve agora”, avaliou.

Ao projetar a próxima legislatura, o deputado reafirmou que pretende preservar a postura que considera uma marca de sua trajetória, tanto nas relações políticas quanto pessoais.

“Eu não sei fazer jogo de meio-termo. Ou sou, ou não sou. Comigo vai ser uma coisa só em todo canto. O que eu nunca vou perder é minha essência, minha postura e minha lealdade. Isso eu não aprendi na política, aprendi com meus pais”, concluiu.


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BENES: “JÁ FALEI COM CADU PARA QUE POSSAMOS MELHORAR A VIDA DO POTIGUAR”

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Reeleito para o terceiro mandato na Câmara dos Deputados com 171.396 votos, Benes Leocádio (União Brasil) encerrou as eleições de 2026 com crescimento de 70,22% em relação à votação anterior, quando recebeu 100.693 votos. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar avaliou o resultado eleitoral e defendeu parcerias com o governador eleito Cadu Xavier (PT) e o governo federal, independentemente das diferenças partidárias.

Benes atribuiu o aumento de 70.703 votos ao trabalho desenvolvido junto aos municípios e às lideranças políticas que acompanham seu mandato. Para ele, o resultado amplia a responsabilidade de representar o Rio Grande do Norte em Brasília.

“A gente ficou grato pelo reconhecimento do nosso trabalho nessa reeleição para o terceiro mandato. Fomos correspondidos com o esforço que o mandato tem feito junto aos municípios e às lideranças de prefeitos e apoiadores”, afirmou.

Apesar do desempenho individual, o deputado reconheceu que esperava votação maior dos demais candidatos da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas. O grupo conquistou duas cadeiras na Câmara, com a reeleição de Benes e João Maia, enquanto Robinson Faria ficou de fora. A expectativa inicial era eleger os três representantes.

“Imaginava até que os colegas que estavam na mesma nominata tivessem votações parecidas ou próximas, mas infelizmente os dois colegas tiveram uma menor do que estava projetado”, avaliou.

Benes ressaltou, entretanto, que o resultado foi fruto do esforço coletivo. A Federação somou aproximadamente 487 mil votos no Estado, garantindo duas vagas. “A eleição proporcional é isso, a somatória de votos”, destacou.

Diálogo com Cadu e participação no orçamento
Com a eleição de Cadu Xavier para o Governo do Rio Grande do Norte, Benes afirmou que pretende manter uma relação de cooperação institucional. Atual coordenador da bancada federal potiguar, revelou que já conversou com o governador eleito e manifestou disposição para trabalhar conjuntamente na definição de prioridades para o Estado.

“Já falei com o governador Cadu. Estou hoje coordenador da bancada. Naturalmente, todas as vezes que vamos discutir o orçamento do ano seguinte, ouvimos o Executivo estadual, as instituições, os municípios, as universidades, e dessa forma vamos fazer agora”, explicou.

A expectativa é reunir a bancada após a definição do calendário da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, abrindo espaço para a participação do futuro governo nas discussões sobre recursos federais.

“Acho que logo que saia o calendário da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, vamos estar reunidos. Acredito que já devo estar sentando à mesa. O governador eleito tem toda a minha admiração e respeito para que juntos possamos ajudar a melhorar a vida do cidadão potiguar”, declarou.

Benes também defendeu que as divergências eleitorais não impeçam a construção de parcerias após a votação. Para ele, o reconhecimento do resultado das urnas deve orientar o relacionamento entre os representantes políticos.

“Os palanques devem ser desarmados logo após o resultado, respeitar quem saiu vencedor. O mais é juntar as forças políticas do nosso Estado para cumprirmos juntos a missão de melhorar a vida do cidadão potiguar”, afirmou.

Relação com governo federal
Sobre o relacionamento com o governo federal na próxima legislatura, Benes afirmou que não prevê dificuldades, mesmo diante da composição da Câmara dos Deputados, onde partidos de centro e direita conquistaram expressiva representação.

Ao explicar sua postura diante das diferenças partidárias, Benes ressaltou a prioridade dada aos resultados do mandato. “Sempre fui de um comportamento de centro, nunca naveguei nem de esquerda, nem de direita. Não me identifico muito com isso. Para mim, o que é mais importante é fazer as ações chegarem à ponta e contribuir com a melhoria de qualquer cidadão brasileiro”, declarou.

Ao projetar a próxima legislatura, Benes reforçou que a atuação parlamentar deve ir além da elaboração de leis, com foco na articulação de investimentos e nas necessidades da população.

“Cada um dos representantes de todas as federações têm a missão e a obrigação, não só na sua posição como legislador, mas também naquilo que estiver ao seu alcance, de fazer com que investimentos possam chegar em cada estado do nosso país”, concluiu.


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MP ABRE INQUÉRITO SOBRE USO DE ANESTÉSICO VENCIDO EM PARNAMIRIM

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A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim (SESAD) confirmou oficialmente ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que um anestésico vencido foi utilizado em procedimentos invasivos realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vida Nova. A confirmação levou a 4ª Promotoria de Justiça de Parnamirim a converter um procedimento preparatório em inquérito civil, ampliando as investigações para apurar como medicamentos sem procedência oficial ingressaram na rede pública municipal.

O caso consta da Portaria nº 31/2026, publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público. Segundo o documento, o anestésico tópico manipulado Prilocaína 2,5%, utilizado por uma profissional de enfermagem em procedimentos relacionados à inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU), estava com o prazo de validade expirado e possuía origem externa, sem registro de entrada no estoque ou de dispensação pela farmácia oficial da UBS Vida Nova.

A informação foi prestada pela própria Secretaria Municipal de Saúde durante a investigação.

Com isso, a utilização do medicamento vencido deixou de ser apenas uma suspeita, passando a constituir um fato oficialmente confirmado nos autos. Permanecem sob apuração as circunstâncias da utilização, a origem do produto, as responsabilidades administrativas e os possíveis riscos ou danos às pacientes.

Na portaria, o Ministério Público destaca que a utilização de medicamentos vencidos e sem procedência rastreável na rede pública representa risco grave e iminente à integridade física e à saúde das usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A Promotoria considera necessária uma fiscalização mais ampla para verificar se existem falhas nos mecanismos de controle de medicamentos em outras unidades do município.

A investigação teve origem em uma notícia de fato registrada em 2025 e foi transformada em procedimento preparatório em janeiro de 2026. Após o esgotamento do prazo de apuração, o Ministério Público decidiu instaurar o inquérito civil para aprofundar as diligências.

Outro ponto destacado pela Promotoria foi a ausência de respostas integrais da Secretaria Municipal de Saúde a requisições encaminhadas durante a investigação. Segundo o documento, a situação impediu o conhecimento completo das providências administrativas adotadas pela gestão, inclusive quanto à existência ou tramitação do Processo Administrativo nº 14.359/2026.

MP exige identificação das pacientes e fiscalização em toda a rede
Uma das medidas mais relevantes determinadas pelo Ministério Público é a identificação das mulheres submetidas à inserção de DIU com utilização do anestésico vencido. A Secretaria Municipal de Saúde terá prazo de 15 dias úteis para comprovar documentalmente quais ações clínicas foram adotadas para localizar e prestar assistência às pacientes atendidas durante o período de atuação da profissional investigada.

A Promotoria também requisitou um relatório detalhado sobre os mecanismos de fiscalização dos estoques de medicamentos de todas as unidades básicas de saúde de Parnamirim. O objetivo é verificar como a administração municipal controla a entrada, o armazenamento e a dispensação de produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que não possuem registro de fornecimento oficial.

A enfermeira Kedna Maria de Meneses Marques, citada nominalmente na portaria, também é objeto de análise pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN). O conselho informou que encaminhou a denúncia à Câmara Técnica de Ética para avaliação sobre a eventual instauração de processo ético-disciplinar.

O Ministério Público determinou que o Coren-RN apresente, em até 15 dias úteis, informações sobre o andamento da análise e encaminhe eventual decisão ou parecer técnico já produzido.

Outra providência será a realização de inspeção pela Vigilância Sanitária Municipal na UBS Vida Nova, no prazo de 30 dias. A fiscalização deverá examinar as condições de armazenamento, os prazos de validade e os procedimentos de dispensação de anestésicos e produtos relacionados. Caso o município não realize a inspeção, a medida poderá ser executada pela Vigilância Sanitária Estadual.

Durante a apuração, também foi investigada uma suspeita de extravio de prontuários relacionados aos procedimentos de inserção de DIU. Entretanto, os esclarecimentos apresentados pela direção da UBS Vulpiano Cavalcanti indicaram que os registros foram movimentados temporariamente por necessidade assistencial e permaneceram preservados no prontuário eletrônico oficial, afastando essa suspeita específica.

Apesar disso, a confirmação da utilização do anestésico vencido e a necessidade de esclarecer sua origem levaram o Ministério Público a manter e ampliar a investigação.

O inquérito civil deverá apurar eventuais responsabilidades administrativas, identificar os mecanismos que permitiram a entrada de medicamentos de origem externa na unidade e verificar a existência de falhas no controle sanitário da rede municipal.

A portaria foi assinada pela promotora de Justiça Rosane Cristina Pessoa Moreno, em substituição legal. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a ocorrência de danos às pacientes nem sobre a responsabilidade individual da profissional investigada.


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CURRÍCULO NEGADO E AMEAÇAS: CASOS DE ASSÉDIO POLÍTICO CHEGAM AO MPT-RN

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Mensagens publicadas nas redes sociais, ameaças direcionadas a trabalhadores e manifestações de empresários relacionadas a posicionamentos políticos colocaram casos de assédio eleitoral e político no radar do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN). Entre as situações acompanhadas pelo órgão estão episódios envolvendo uma empresária de Macaíba que publicou restrições a currículos de pessoas identificadas politicamente e o caso do empresário conhecido como “Hot Dog do Negão”, que utilizou as redes sociais para manifestações relacionadas ao período eleitoral.

Para o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, o ambiente profissional não pode ser utilizado como espaço de pressão política. Segundo ele, a liberdade de manifestação é um direito garantido, mas não permite condutas que afetem a relação de trabalho.

“Na época da eleição e logo após, chamamos de assédio eleitoral porque ataca o direito de voto. Nos outros períodos, passa a ser assédio político. O MPT atua da mesma forma, pois a coação por entendimento ideológico é proibida da mesma maneira que a discriminação de gênero ou racial”, explica.

Casos envolvendo empresas chegaram ao MPT-RN
Entre os episódios acompanhados pelo Ministério Público do Trabalho está o caso de uma empresária de Macaíba que publicou uma mensagem afirmando que não receberia currículos de pessoas identificadas como apoiadoras do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Se você é petista, não me mande currículo”, afirmou Camila Rodrigues. Ela é responsável pelas empresas de moda feminina Pitanga Brasil e PB Move. No Instagram, os perfis das duas empresas foram trancados.

A publicação gerou repercussão nas redes sociais e passou a ser analisada dentro do debate sobre os limites da manifestação política no ambiente profissional.

Em outro caso citado pelo MPT-RN, vídeos publicados no Instagram mostram manifestações político-partidárias em um ambiente de construção civil, na presença de trabalhadores. Entre os episódios relatados estão uma fala sobre colocar em uma betoneira um trabalhador que demonstrasse preferência por determinado candidato e uma declaração de que trabalhadores deixariam de ser contratados caso um candidato específico vencesse as eleições.

“Hot Dog do Negão”: ameaças e possíveis retaliações profissionais
O proprietário do “Hot Dog do Negão”, Victor Cunha, publicou vídeos com declarações relacionadas ao cenário eleitoral e manifestações direcionadas a trabalhadores e eleitores.

Também foram registrados relatos envolvendo ameaças e possíveis retaliações profissionais relacionadas ao posicionamento político de empregados.

“Agora eu faço questão de não dar nenhum real pra um petista”, declarou.

Victor citou profissionais que prestavam serviços à família, incluindo pessoas responsáveis por cílios, unhas, cabelo, tranças e aulas de reforço escolar para suas filhas. Segundo ele, os pagamentos seriam interrompidos por causa da orientação política dessas pessoas.

“Eu faço questão de trocar, de procurar profissionais que tenham o mesmo pensamento que eu”, afirmou.

Para o promotor-chefe do MPT-RN, situações como essas exigem atenção porque a relação entre empregador e trabalhador envolve uma diferença de poder econômico.

“O trabalhador tem uma relação de dependência econômica com o empregador e isso não pode ser utilizado para limitar a liberdade de consciência ou de escolha política”, afirma.

O procurador destaca ainda que empresas têm responsabilidade na construção de um ambiente profissional livre de discriminações.

“O empregador tem o dever de garantir um ambiente de trabalho saudável, onde as pessoas possam exercer suas atividades sem sofrer qualquer tipo de perseguição”, comenta.

Anderson Lopez relata impacto profissional após posicionamento político

“Oi Anderson, bom dia, tudo bem? Infelizmente a gente não vai dar continuidade no contrato” – Foto: Reproducão

O jornalista e influenciador Anderson Lopez também relatou ter enfrentado consequências profissionais após manifestações políticas nas redes sociais.
Segundo ele, uma relação contratual foi encerrada após uma conversa em que questionou se a decisão poderia estar relacionada ao seu posicionamento político.
“Ela disse assim: ‘Oi Anderson, bom dia, tudo bem? Infelizmente a gente não vai dar continuidade no contrato. Aí eu até falei: Oi, bom dia. Tudo bem? Mas foi por quê? Foi por conta do meu posicionamento político?’ Ela visualizou e não respondeu. O trabalho que eu estava fazendo era de gerenciamento de rede social. Tinha uns 3 meses. Pronto. Foi isso. Ela não falou mais nada”, disse.
O caso, segundo Anderson, levanta uma preocupação sobre os limites entre a opinião pessoal de um profissional e possíveis impactos na sua trajetória de trabalho.

Juliana Celli mobiliza seguidores após casos de discriminação política

Juliana Celli mobiliza seguidores após casos de discriminação – Foto: Reprodução

A jornalista Juliana Celli decidiu transformar o debate sobre posicionamento político nas relações comerciais em uma mobilização nas redes sociais. A iniciativa surgiu após episódios em que empresas passaram a associar atendimento ou relação profissional ao posicionamento político de clientes e trabalhadores.

Segundo Juliana, a proposta não era discutir preferência partidária, mas defender que empresas e profissionais não utilizem suas posições para constranger pessoas por suas escolhas políticas.

“Gente, tá rolando aí, uma campanha para demissão em massa de petistas, de pessoas que votaram no Lula. E tem algumas empresas também dizendo que não querem clientes que votaram no Lula. Então faz o seguinte, para gente organizar aqui, não ser maltratado nos lugares, né, porque a gente não gosta de ser maltratado, aí você já coloca aqui nos comentários o nome da sua empresa, colocar aí o ‘@’, para gente não ir lá comprar. E se você tem uma empresa e quer aceitar todo mundo, ama as pessoas de todos os partidos e que que votaram no Lula vai ser bem tratado aí, também coloca aqui para gente saber. Vamos facilitar, organizando tudo dá certo”, disse Juliana em vídeo publicado na rede social Instagram.

A mobilização ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre seguidores. Enquanto alguns apoiaram a iniciativa, outros criticaram a postura adotada.

Entre as mensagens de apoio recebidas, seguidores destacaram a defesa do respeito e da liberdade de opinião.

“Você é uma pessoa que dá voz a muitos que não conseguem se posicionar. Seu trabalho vai além da comunicação, ele representa coragem e compromisso”, comentou um seguidor.

Para Juliana, o debate mostra a necessidade de discutir limites nas relações entre consumidores, empresas e posicionamentos ideológicos.


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QUEM É LUCIANA DALTRO, RESPONSÁVEL POR CONDUZIR A TRANSIÇÃO DE GOVERNO

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À frente de uma das etapas mais importantes da passagem de governo no Rio Grande do Norte está a advogada Luciana Daltro de Castro Pádua. Atual Controladora-Geral do Estado, ela foi escolhida para coordenar a equipe responsável pela transição entre a gestão da governadora Fátima Bezerra e o futuro governo de Cadu Xavier.

Com formação jurídica e experiência na administração pública, Luciana é graduada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e mestre em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Sua trajetória profissional está ligada à advocacia pública, gestão, governança, integridade, transparência e proteção de dados pessoais.

Além de comandar a Controladoria-Geral do Estado, Luciana ocupa a primeira vice-presidência do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) no biênio 2026-2027. A entidade reúne órgãos de controle interno de diferentes esferas da administração pública e atua no fortalecimento de mecanismos de governança, transparência e integridade.

A atuação de Luciana na Controladoria-Geral também está associada a pautas como integridade, compliance, transparência, inovação e eficiência administrativa. Sua trajetória inclui ainda atuação voltada ao fortalecimento das instituições e à construção de políticas públicas orientadas à geração de resultados.

O perfil técnico é apontado pela própria controladora como uma das bases para a condução da transição. A proposta, segundo ela, é garantir que a mudança de governo seja feita de maneira organizada, sem comprometer a continuidade dos serviços públicos e permitindo que a futura administração tenha acesso às informações necessárias para iniciar o mandato.

Em entrevista ao Diário do RN, Luciana explicou como será estruturado o trabalho da equipe responsável pela passagem de governo, destacando a participação conjunta das duas administrações. “A transição será conduzida de forma integrada, por uma comissão mista composta por representantes do governo da professora Fátima Bezerra e do governo eleito de Cadu”, afirmou.

Segundo a controladora, o trabalho não será limitado ao levantamento burocrático de informações. “Nosso objetivo é realizar uma transição organizada, transparente e colaborativa, garantindo a continuidade dos serviços públicos e preparando as condições para o início da nova gestão”, explicou.

Sete eixos vão orientar o trabalho
A comissão será organizada em sete eixos estratégicos, abrangendo desde a situação fiscal e administrativa do Estado até as políticas públicas, os investimentos e os projetos estruturantes.

Luciana afirma que o diagnóstico deverá servir também como instrumento para orientar decisões da futura administração. “Mas queremos ir além de um diagnóstico. A comissão também terá a missão de identificar oportunidades de melhoria, modernização e eficiência da administração pública”, destacou.

A coordenadora também pretende que o trabalho resulte em propostas capazes de contribuir para o desenvolvimento do Estado. A ideia é reunir informações sobre a estrutura existente, identificar pontos que exigem atenção e apontar possibilidades de aperfeiçoamento da máquina pública.

“Queremos uma transição que valorize os avanços conquistados, enfrente os desafios existentes e ajude a preparar o Estado para um novo ciclo de desenvolvimento e entregas à população”, afirmou.

Transição começa oficialmente
A primeira reunião formal da equipe ocorreu nesta quarta-feira (28), na Governadoria, com a participação da governadora Fátima Bezerra, do governador eleito Cadu Xavier e da vice-governadora eleita, Larissa Rosado. A comissão terá 14 integrantes, sete indicados pela atual gestão e sete pela futura administração.

A partir do início dos trabalhos, Luciana passa a coordenar o levantamento das informações que deverão subsidiar a passagem para o novo governo. O objetivo é permitir que Cadu Xavier assuma o Executivo estadual em janeiro com um diagnóstico das contas, da estrutura administrativa, dos projetos em andamento e dos principais desafios do Rio Grande do Norte.


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FÁTIMA E CADU INICIAM TRANSIÇÃO COM EQUIPE TÉCNICA DE 14 INTEGRANTES

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A governadora Fátima Bezerra (PT) e o governador eleito Cadu Xavier (PT) deram, nesta quarta-feira (28), o primeiro passo formal para a transição de governo no Rio Grande do Norte. Em encontro na Governadoria, Cadu e a vice-governadora eleita, Larissa Rosado (PSB), foram recebidos pela atual gestão para a formação de uma comissão com 14 integrantes, sendo sete representantes de cada administração. A coordenação ficará sob responsabilidade da controladora-geral do Estado, Luciana Daltro.

Cadu afirmou que o trabalho começou antes mesmo da formalização da comissão e destacou a responsabilidade de assumir o governo a partir de janeiro. “A gente tem uma missão muito nobre.

Eu digo, Larissa, que desde o dia que a gente fez esse resultado, o nosso sentimento é de responsabilidade”, afirmou.

O governador eleito disse que pretende conduzir a futura administração com foco nos serviços públicos e nas necessidades da população. “A gente vai governar junto do povo, junto de quem mais precisa do Estado, que são as pessoas que precisam de saúde pública de qualidade, educação pública de qualidade”, declarou.

Cadu também afirmou que a transição servirá para preparar o novo governo para cumprir os compromissos apresentados durante a campanha. “A gente já está trabalhando para cumprir com todos aqueles compromissos que a gente teve com o nosso povo”, disse.

Segundo o governador eleito, a intenção é concluir os trabalhos da transição até dezembro e deixar a nova equipe de governo definida antes do Natal. A diplomação está prevista para 18 de dezembro. “A gente tem a intenção de terminar os trabalhos da transição até essa data e, no máximo, no dia 20 de dezembro, a gente já está com o novo governo todo formado, tudo anunciado”, afirmou.

Fátima destaca continuidade de projetos e novas obras
Na sequência, Fátima Bezerra ressaltou que a transição permitirá ao futuro governador conhecer projetos em andamento e discutir novas obras diretamente com o governo federal. Segundo ela, Cadu e a atual governadora deverão viajar juntos a Brasília na próxima semana.

“Nós vamos para Brasília. Teremos agenda com a ministra-chefe da Casa Civil, vamos ter audiência também com o Ministério da Fazenda e com o Ministério do Desenvolvimento Regional”, afirmou.

A governadora disse que a agenda terá como prioridade obras já em execução e novos investimentos. “Nós vamos tratar primeiro das obras que estão em curso, emblemáticas, e que, se Deus quiser, é um novo governador que vai construir junto com o presidente Lula”, declarou.

Entre os projetos que deverão entrar nas discussões está a terceira ponte sobre o Rio Potengi, em Natal, apresentada durante a campanha de Cadu como uma das obras prioritárias para a capital.

Fátima destacou ainda que o processo de transição permitirá ao futuro governador assumir o cargo com informações organizadas sobre a estrutura do Estado. “A transição realmente agora, formalmente, iniciada, terá tempo suficiente para que possamos organizar o trabalho com cem por cento de seriedade e dedicação”, afirmou.

Comissão terá perfil técnico e colaborativo
Responsável pela coordenação da transição, Luciana Daltro explicou que a comissão foi concebida para reunir integrantes das duas gestões e ampliar a participação de setores da sociedade.

“Governador eleito e governadora decidiram constituir uma comissão de transição mista e integrada, organizada de modo colaborativo, com membros tanto do governo em exercício quanto indicados pelo governador eleito”, afirmou.

Luciana destacou que a comissão terá participação de servidores públicos e de representantes de diferentes setores da sociedade. “Para além de pessoas que integram o serviço público, foram convidadas pessoas que vieram das relações da economia, da academia e também dos movimentos sindicais. É muito importante essa participação colaborativa de todos os setores da sociedade civil organizada”, afirmou.

A coordenadora afirmou que o trabalho terá como centro o levantamento de informações fiscais, contábeis, patrimoniais e de pessoal, além dos projetos em execução. “Uma comissão de transição se propõe ser integrada, organizada, colaborativa e transparente”, disse.

Segundo Luciana, o objetivo não será apenas reunir informações, mas também identificar problemas e oportunidades para a próxima gestão. “Para além da realização desse diagnóstico, a nossa comissão pretenderá apresentar alguns desafios e as oportunidades de melhoria, de avanços, imprimindo eficiência à administração pública”, afirmou.


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BANCADA, PREFEITOS E LIDERANÇAS: COMO EZEQUIEL CONTRIBUIU PARA VITÓRIA DE CADU

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A vitória de Cadu de Lula (PT) para o Governo do Rio Grande do Norte, com 50,77% dos votos válidos contra 49,23% de Allyson Bezerra (União Brasil), também contou com a articulação do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB). No segundo turno, ele mobilizou deputados, prefeitos e lideranças municipais, contribuindo para ampliar a base de apoios ao petista em uma disputa decidida por apenas 32.625 votos de maioria.

A entrada do presidente da Assembleia representou um reforço para Cadu na disputa contra Allyson Bezerra (União Brasil). Sua aproximação abriu espaço para novas alianças no interior, especialmente em municípios onde os grupos políticos precisavam redefinir seus posicionamentos após a eliminação de Álvaro Dias (PL).

Entre os exemplos estão Senador Georgino Avelino e São José de Mipibu, municípios que integraram as articulações em torno de Cadu. A participação de Ezequiel reforçou sua capacidade de diálogo com diferentes grupos, aproximando do palanque petista lideranças que poderiam seguir outros caminhos no segundo turno.

A contribuição também se estendeu à bancada estadual. À frente da Assembleia, Ezequiel mantém interlocução com deputados que possuem bases eleitorais em diferentes regiões do Estado. Essa rede ganhou importância na reta final, quando a mobilização das lideranças locais se tornou decisiva.

O apoio foi oficializado em 18 de outubro, uma semana antes da votação, e reuniu Ezequiel, Cristiane Dantas, Gustavo Soares e Taveira Júnior. Juntos, os quatro somaram 193.355 votos na eleição proporcional, demonstrando a dimensão das bases eleitorais reunidas pelo PSDB, embora esses votos não representassem transferência automática para Cadu.

Em São José de Mipibu, a aproximação do grupo tucano teve participação da deputada Cristiane Dantas e do ex-vice-governador Fábio Dantas. A articulação reuniu o prefeito Zé Figueiredo, o vice-prefeito Bruno Dantas e vereadores, ampliando a presença petista no Agreste. A adesão ocorreu antes da manifestação formal de Ezequiel, mas integrou o movimento de reorganização das alianças do PSDB.

A mobilização também ocorreu fora da Assembleia. Ezequiel participou de agendas em Luís Gomes, Major Sales, Mossoró e João Câmara, ao lado de prefeitos, vereadores e outras lideranças, reforçando a campanha durante a semana decisiva.

O próprio Cadu reconheceu publicamente a importância da adesão. Em entrevista ao Diário do RN, afirmou que teria ao seu lado “um grande líder político com trabalho prestado e reconhecido em todo o estado”, destacando o reforço representado pela parceria.

Relação com Fátima manteve caminho aberto
A participação de Ezequiel na campanha também foi favorecida pela relação política e administrativa preservada com a governadora Fátima Bezerra. No primeiro turno, o presidente da Assembleia havia se posicionado em favor de Álvaro Dias (PL), seguindo uma decisão construída com seu partido e aliados. A escolha eleitoral, entretanto, não representou rompimento com a administração estadual.

Mesmo em palanques diferentes, Ezequiel manteve a interlocução institucional com Fátima, preservando uma parceria construída ao longo dos mandatos da governadora. Essa postura deixou aberto o caminho para uma reaproximação após a eliminação de Álvaro, quando o presidente da Assembleia passou a discutir com seu grupo o posicionamento no segundo turno.

A adesão anunciada em outubro, portanto, marcou o reencontro político com Fátima e acrescentou à candidatura petista lideranças com presença em diferentes regiões. Na ocasião, Ezequiel declarou que o grupo estava unido na disputa pelo Rio Grande do Norte.

Com a vitória de Cadu, a participação de Ezequiel passou a integrar a análise das alianças que contribuíram para o resultado. O presidente da Assembleia encerrou a campanha ao lado do governador eleito, depois de mobilizar sua bancada e participar das articulações que ampliaram o apoio ao petista.


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MPT INVESTIGA DENÚNCIAS DE ASSÉDIO ELEITORAL E RETALIAÇÕES APÓS ELEIÇÕES

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Mesmo após o encerramento do segundo turno das Eleições 2026, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) continua investigando denúncias relacionadas ao assédio eleitoral e a possíveis retaliações contra trabalhadores por suas escolhas políticas.

Durante o período eleitoral, o órgão recebeu 42 denúncias em todo o estado.

Os relatos envolvem situações como ameaças de demissão, constrangimentos no ambiente de trabalho, tentativa de direcionamento de voto e perseguições após manifestações políticas. Para o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, a relação entre empregador e empregado não pode ser utilizada como mecanismo de pressão.

“O ambiente de trabalho não pode ser convertido em um curral eleitoral moderno. A ameaça ou dispensa motivada por divergência eleitoral configura uma violação flagrante da liberdade de voto e um atentado direto à democracia, condutas que o Ministério Público do Trabalho não hesitará em reprimir”, afirmou.

Segundo o procurador, a dependência econômica do trabalhador em relação ao emprego aumenta a gravidade dessas práticas, já que pode influenciar diretamente a liberdade de escolha.

“Na época da eleição e logo após, chamamos de assédio eleitoral porque ataca o direito de voto.

Nos outros períodos, passa a ser assédio político. O MPT atua da mesma forma, pois a coação por entendimento ideológico é proibida da mesma maneira que a discriminação de gênero ou racial”, explicou Gadelha.

Com o encerramento do processo eleitoral, o MPT-RN mantém os procedimentos abertos para apurar situações que tenham relação com perseguição política no ambiente profissional.

O procurador-chefe destaca que a mudança de classificação não reduz a gravidade dos casos.

“A liberdade de consciência, de pensamento e de manifestação política é um direito fundamental.

O trabalhador não perde esses direitos quando entra no ambiente de trabalho. O empregador não pode utilizar o poder econômico ou hierárquico para impor uma escolha política”, comentou.

Entre as situações investigadas pelo órgão estão denúncias envolvendo a produção de vídeos com prestadores de serviço de uma prefeitura do interior que teriam sido constrangidos a apoiar candidatos específicos; um empresário do setor da construção civil que publicou vídeos com ameaças a funcionários; além de casos relacionados a escalas de trabalho que poderiam dificultar o deslocamento de trabalhadores até os locais de votação.

O MPT-RN também identificou situações em que empregadores utilizaram redes sociais para expor funcionários ou fazer manifestações com possíveis ameaças relacionadas ao posicionamento político dos empregados.

“Hoje as redes sociais ampliaram muito a possibilidade de exposição. Uma fala feita por um empregador pode alcançar centenas ou milhares de pessoas e gerar constrangimento para aquele trabalhador. Por isso, também precisamos observar esses comportamentos”, esclareceu.

Durante o período eleitoral, uma das orientações do Ministério Público do Trabalho foi sobre a garantia do direito ao voto. O órgão reforçou que o deslocamento para votar não pode resultar em prejuízo salarial ao empregado.

“É importante frisar que o tempo de trabalho gasto para exercer o direito ao voto não pode gerar nenhum desconto no salário e o patrão também não pode exigir a compensação posterior das horas usadas para este fim”, afirmou Gadelha.

Segundo ele, a participação política do trabalhador deve ser respeitada independentemente da posição escolhida nas urnas.

“O voto é livre. O trabalhador tem o direito de escolher seu candidato, seu partido e sua ideologia.

O ambiente de trabalho não pode ser um espaço de constrangimento ou de medo”, disse.

O MPT-RN também acompanha denúncias envolvendo trabalhadores do serviço público. Segundo o órgão, casos praticados por agentes públicos podem ser encaminhados para outras instituições responsáveis pela apuração de eventuais crimes eleitorais ou atos de improbidade.

O procurador explica que a atuação busca responsabilizar condutas que ultrapassem os limites da relação trabalhista.

“Quando existe uma prática que envolve a utilização da estrutura pública ou algum tipo de abuso de poder, outras instituições também precisam ser comunicadas para que sejam analisadas as responsabilidades cabíveis”, explicou.

Casos envolvendo mulheres recebem atendimento prioritário dentro do MPT-RN, com articulação junto às redes de proteção e órgãos especializados.

“O Ministério Público do Trabalho tem protocolo de atendimento preferencial de denúncias relativas a gênero. Se uma denúncia chegar de qualquer tipo de ilícito e tratar de mulher, tem prioridade. Violência contra a mulher, inclusive de gênero, dentro da relação de trabalho, tem prioridade sobre os outros processos. Então, nós olhamos isso como um dado de prioridade porque, caso exista uma mulher, a gente tem que ouvir com a mulher, tem que dar os encaminhamentos às vezes à Delegacia de Violência Contra a Mulher, tem que mandar dados para o Ministério da Mulher para atuações de âmbito nacional e à Polícia Federal se for o caso mais grave de âmbito nacional”, detalhou o procurador-chefe.

O procurador destacou que os dados sobre desigualdade e violência contra mulheres demonstram a necessidade de uma atuação permanente das instituições.

“Os dados mostram, são dados, não são achismos: o feminicídio, o aumento de feminicídio, o aumento da discriminação da mulher na via eleitoral, mulheres no âmbito eleitoral apresentam dados de discriminação no curso dos seus mandatos, e também mulheres em quaisquer outras carreiras”, disse.

Atuação segue após as eleições
Durante os dois turnos das eleições, o MPT-RN realizou plantões presenciais em Natal e Mossoró, expediu recomendações, firmou Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), ajuizou ações na Justiça do Trabalho e participou de inspeções com a Auditoria Fiscal do Trabalho.

Para Gleydson Gadelha, o combate ao assédio político deve continuar mesmo fora do período eleitoral.

“A democracia não se encerra no dia da votação. O respeito à liberdade de pensamento e de escolha precisa existir todos os dias, inclusive dentro das relações de trabalho”, afirmou.

As denúncias podem ser apresentadas por trabalhadores, sindicatos ou qualquer cidadão, inclusive de forma anônima, pelos canais oficiais do Ministério Público do Trabalho.


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ELEIÇÕES TERMINAM, MAS TENSÃO PODE CONTINUAR AFETANDO A SAÚDE MENTAL

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O encerramento das eleições não significa, necessariamente, o fim do desgaste emocional provocado pela disputa política. Para muitas pessoas, as discussões iniciadas durante a campanha permanecem no ambiente familiar, nas amizades, no trabalho e nas redes sociais, prolongando sentimentos como ansiedade, irritabilidade e preocupação com o futuro.

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Juscimária Bezerra, algumas pessoas conseguem retomar a rotina rapidamente após o processo eleitoral, enquanto outras precisam de mais tempo para reorganizar as emoções.

“Nem sempre essa tensão vai acabar quando as eleições terminam. Na prática, as preocupações referentes ao futuro, as discussões que ocorreram no meio social e até as mágoas relacionadas às questões eleitorais podem continuar. Algumas pessoas conseguem retomar a rotina de forma mais rápida, porém outras precisam de um tempo para reelaborar tudo o que viveram, reestruturar as emoções e conseguirem se reorganizar”, explicou.

Ela destaca que o principal sinal de alerta é quando esse desgaste começa a interferir na qualidade de vida.

“O importante é observar se essa tensão está diminuindo ou se continua ocupando um espaço que vai prejudicar o sono, o trabalho e a convivência. Se estiver interferindo nessas áreas, o ideal é procurar um profissional da saúde, um psicólogo, para trabalhar essas questões”, orientou.

De acordo com a especialista, o envolvimento emocional durante uma eleição vai além da escolha entre candidatos. O processo mobiliza valores, crenças, expectativas e a percepção sobre o futuro do país.

“Esse processo eleitoral consegue mobilizar as emoções das pessoas de forma tão intensa porque não é simplesmente sobre dois indivíduos disputando uma eleição. O que está em pauta é o futuro de uma nação. A política envolve valores, identidade, pertencimento, expectativas e questões concretas como saúde, segurança e trabalho”, afirmou.

Ela explica que, quando as pessoas percebem que algo considerado importante está ameaçado, sentimentos como medo, ansiedade e raiva podem surgir com maior intensidade.

“E, na terapia, trabalhamos justamente essas interpretações. Elas interferem diretamente nas emoções, nos pensamentos e no comportamento daquele indivíduo”, comentou.

Quando a discordância vira conflito pessoal
Um dos fatores que contribuem para o agravamento dos conflitos, segundo a psicóloga, é a dificuldade de separar opiniões políticas da identidade pessoal.

“Algumas pessoas interpretam a divergência de opinião como um ataque pessoal porque não conseguem fazer essa diferenciação do que é meu, do que é do outro e do que é uma questão social”, explicou.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse processo é trabalhado para que o paciente consiga identificar quando uma crítica é direcionada às ideias e não à pessoa.

“Essa distinção ajuda a escolher uma resposta mais consciente e não apenas responder no impulso. Também permite compreender quando existe uma ofensa real e, se houver, estabelecer os limites necessários”, esclareceu.

A especialista afirma que o excesso de envolvimento político pode desencadear um ciclo de desgaste emocional que afeta diretamente o descanso e o funcionamento do organismo.

“O impacto desse processo vivido durante o período eleitoral está diretamente ligado ao sono, aos sintomas ansiosos e ao estresse. A pessoa fica revivendo discussões, antecipando situações negativas, relembrando debates. Isso dificulta relaxar e adormecer”, disse.

Segundo ela, noites mal dormidas favorecem o surgimento de novos sintomas.

“A partir dessa dificuldade para dormir, a pessoa pode sentir mais cansaço, maior irritabilidade e dificuldade de lidar com as emoções no dia seguinte, formando um ciclo de desgaste”, comentou.

Como neuropsicóloga, Juscimária explica que alterações cognitivas também podem surgir nesse contexto.

“Eu observo muito a importância de considerar o sono e o estado emocional diante das queixas de atenção e concentração. Existe uma interferência direta”, afirmou.

Para a psicóloga, preservar vínculos familiares e de amizade depende da capacidade de estabelecer limites sem transformar divergências em disputas pessoais.

“Para preservar uma relação, seja ela de amizade ou familiar, não precisamos concordar com tudo o que o outro concorda. Podemos ouvir, expressar nossas posições e estabelecer limites sem transformar aquela conversa em uma disputa”, explicou.

Ela reforça que opiniões diferentes fazem parte da convivência democrática.

“É natural que existam opiniões diferentes. Nós não precisamos pensar igual para que possamos nos respeitar”, concluiu.


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LARISSA VOLTA AO PODER E DERROTA DE ALLYSON REDESENHA POLÍTICA DE MOSSORÓ

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A eleição de Larissa Rosado (PSB) para vice-governadora do Rio Grande do Norte representa uma reviravolta na política de Mossoró. Depois de quatro derrotas na disputa pela Prefeitura, dificuldades para conquistar novos mandatos e a perda da cadeira de vereadora em 2023, a integrante de uma das famílias mais tradicionais da política potiguar retorna ao poder estadual justamente quando Allyson Bezerra (União Brasil), principal liderança política do município nos últimos anos, deixa a Prefeitura e termina derrotado na corrida pelo Governo do Estado.

O resultado das eleições de 2026 coloca os dois personagens em posições diferentes das que ocupavam até recentemente. Enquanto Allyson, reeleito prefeito em 2024 com ampla votação, apostou na projeção estadual e terminou sem mandato eletivo, Larissa conquistou a vice-governadoria na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT), vencedora do segundo turno com 50,79% dos votos válidos, contra 49,21% do candidato do União Brasil.

A trajetória de Larissa ajuda a dimensionar o significado político dessa mudança. Filha da ex-deputada federal Sandra Rosado, ela construiu sua carreira dentro de um grupo familiar que durante décadas exerceu influência sobre a política de Mossoró. Eleita deputada estadual pela primeira vez em 2002, conquistou novos mandatos em 2006 e 2010, mas enfrentou sucessivas derrotas nas tentativas de chegar ao Executivo municipal.

A primeira ocorreu em 2004, quando perdeu a disputa pela Prefeitura para Fafá Rosado. Em 2008, voltou a enfrentar a mesma adversária e novamente foi derrotada. Quatro anos depois, em 2012, recebeu 63.309 votos, equivalentes a 46,97% dos votos válidos, mas perdeu para Cláudia Regina. Em 2014, sofreu outro revés na eleição suplementar vencida por Francisco José da Silveira Júnior.

As quatro derrotas marcaram uma trajetória de dificuldades nas disputas majoritárias, em paralelo à perda gradual de espaço dos grupos tradicionais na política mossoroense. Larissa também enfrentou obstáculos nas eleições proporcionais. Em 2014, ficou na suplência para a Assembleia Legislativa, retornando à Casa em 2017, após a renúncia de Álvaro Dias. Em 2018, tentou permanecer no Legislativo estadual, mas não conseguiu a reeleição.

Em 2020, voltou a conquistar um mandato, desta vez como vereadora de Mossoró, com 2.516 votos. A retomada, entretanto, durou pouco. Em 2022, disputou novamente uma vaga de deputada estadual e não foi eleita. No ano seguinte, perdeu o mandato na Câmara Municipal em consequência da anulação dos votos da chapa proporcional do PSDB por fraude à cota de gênero.

Sem mandato eletivo desde então, Larissa passou a concentrar sua atuação na articulação partidária. Em 2024, assumiu a presidência estadual do PSB e voltou a ocupar espaço nas negociações políticas. A escolha para compor a chapa de Cadu de Lala em 2026 representou uma oportunidade de retorno ao Executivo, concretizada com a vitória no segundo turno.

Chapa com nome de Larissa cresce 35,93% em Mossoró e reduz vantagem de Allyson
O desempenho eleitoral da chapa de Cadu de Lala e Larissa Rosado em Mossoró reforça o significado político do retorno da família Rosado ao poder. Mesmo enfrentando Allyson Bezerra em seu principal reduto eleitoral, a candidatura vencedora do Governo do Estado registrou crescimento de 35,93% entre o primeiro e o segundo turno, percentual superior aos 15,59% alcançados pelo ex-prefeito.

No primeiro turno, Allyson recebeu 82.286 votos, contra 44.202 de Cadu e Larissa, uma vantagem de 38.084 votos. No segundo turno, a chapa petista avançou para 60.085 votos, conquistando 15.883 eleitores adicionais. Allyson chegou a 95.118 votos, um acréscimo de 12.832. Com isso, a diferença entre os adversários caiu para 35.033 votos, redução de 3.051 votos.

O resultado fortalece Larissa nas articulações políticas de Mossoró. Depois de quatro derrotas nas disputas pela Prefeitura, a vice-governadora eleita retorna ao cenário de poder integrando uma chapa que ampliou sua votação justamente na cidade onde Allyson construiu sua principal base eleitoral.

O contraste marca a nova configuração política mossoroense onde Allyson manteve a maioria dos votos no município, mas perdeu a eleição estadual e ficou sem mandato eletivo. Já Larissa, chega à vice-governadoria e recoloca a família Rosado em posição de destaque nas articulações políticas do Rio Grande do Norte.

Família Rosado retorna ao centro das articulações
A eleição de Larissa também tem um significado histórico para Mossoró. Durante décadas, a política municipal foi marcada pela influência de diferentes integrantes da família Rosado, que ocuparam a Prefeitura, cadeiras legislativas e outros espaços de poder. O crescimento de Allyson representou uma mudança nesse cenário, especialmente após a derrota de Rosalba Ciarlini em 2020.

Agora, seis anos depois, o quadro apresenta uma nova configuração. Allyson deixa o comando municipal e passa a atuar sem mandato eletivo, enquanto Larissa retorna ao poder como vice-governadora, cargo que lhe garante participação direta na administração estadual.

A derrota não elimina a força política de Allyson, que permanece com votação expressiva em Mossoró e aliados na política local. Entretanto, sua atuação fora de um cargo eletivo cria desafios para a manutenção das alianças construídas durante sua passagem pela Prefeitura.

Para Larissa, o resultado abre uma nova etapa após anos de dificuldades eleitorais. A vice-governadoria poderá ampliar a projeção de articulação política e fortalecer a presença do seu grupo nas discussões sobre o futuro da cidade.

Com as eleições municipais de 2028 no horizonte, Mossoró passa a conviver com uma nova correlação de forças. De um lado, um ex-prefeito que venceu duas eleições municipais e manteve a maioria dos votos em sua cidade na disputa estadual. Do outro, uma representante da família Rosado que, após quatro derrotas para prefeita e a perda de um mandato de vereadora, retorna ao poder pelo Governo do Estado.

A eleição de 2026 não encerra essa disputa política. Abre um novo capítulo em uma cidade onde as rivalidades, alianças e mudanças de liderança historicamente ultrapassam os limites das urnas.


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MINEIRO, SOBRE FLÁVIO BOLSONARO: “É UM FUJÃO EM BUSCA DE UMA NARRATIVA”

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O deputado federal Fernando Mineiro (PT-RN) classificou como uma tentativa de criar uma nova narrativa política a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro afirmou que o senador tenta se colocar como vítima e ganhar tempo diante dos processos que envolvem seu nome.

“É um fujão em busca de uma narrativa”, afirmou Mineiro. Para o deputado, Flávio estaria tentando transformar a própria saída do país em um fato político para justificar a derrota eleitoral e se afastar dos julgamentos que enfrenta. “Ao ser derrotado, ele quer criar um fato e se colocar como vítima para justificar sua derrota e fugir dos julgamentos que estão aqui”, declarou.

Segundo aliados, Flávio embarcou nesta terça-feira (27) para os Estados Unidos, acompanhado da esposa e das filhas. A viagem ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse proibido de deixar o país.

A determinação foi tomada na segunda-feira (26), após a derrota de Flávio para Lula no domingo (25). O prazo para a entrega dos documentos terminou na terça-feira sem o cumprimento da ordem. Diante disso, a Polícia Federal cancelou os passaportes e comunicou o descumprimento da decisão a Moraes.

Para Mineiro, a candidatura presidencial de Flávio tinha, na sua avaliação, o objetivo de garantir proteção diante dos processos que envolvem o senador e, ao mesmo tempo, aproximar o Brasil dos interesses dos Estados Unidos. “Ele queria ser presidente para tentar se proteger dos seus crimes e das investigações que o envolvem. O movimento de candidato a presidente era para se proteger e, segundo, para entregar o Brasil aos Estados Unidos”, afirmou.

“Criar uma crise em cima de um processo”
Mineiro considera que a viagem para os Estados Unidos pode ser utilizada pelo senador para criar uma crise política em torno dos processos. “É criar um fato, um enredo. Criar uma crise em cima de um processo, criar uma narrativa”, disse.

O deputado também relacionou a saída de Flávio aos processos que, segundo ele, atingem diretamente o senador. “Como ele tem os processos aqui, dois processos. Um relacionado à questão do filme, que tem relação com o Vorcaro. E o outro agora com o advogado”, afirmou.

Mineiro se referia às investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e ao inquérito que também apura a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Na avaliação de Mineiro, a saída do país seria uma forma de ganhar tempo e tentar apresentar o senador como vítima. “Ele foge desses julgamentos, ele foge desse inquérito e vai tentar se colocar nos Estados Unidos como uma vítima. A forma dele ganhar tempo”, declarou.

Derrota e reação da direita
Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Lula no segundo turno realizado no domingo. Após o resultado, o senador passou a enfrentar uma nova situação jurídica com a determinação de Moraes para entregar os passaportes e permanecer no Brasil.

A saída para os Estados Unidos, confirmada por aliados, ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal informou o cancelamento dos documentos. A defesa ou o senador ainda podem apresentar sua versão sobre o descumprimento da decisão e sobre os motivos da viagem.

Mineiro também afirmou que a reação dos aliados de Flávio demonstra uma tentativa de explicar a saída do senador do país. Para o deputado, o episódio teria revelado o que estaria por trás da candidatura presidencial. “A direita está tentando arranjar um discurso para justificar, porque caiu a máscara”, concluiu.

Eduardo já defendia saída de Flávio antes da derrota
A possibilidade de Flávio deixar o Brasil já havia sido mencionada pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, antes do segundo turno. Em entrevista a um podcast norte-americano na sexta-feira (23), dois dias antes da eleição, Eduardo afirmou ser favorável à saída do senador caso ele perdesse a disputa presidencial. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou.

Após a derrota de Flávio e as informações de que ele teria deixado o Brasil nesta terça-feira (27), Eduardo reagiu com ironia às notícias. Em publicação nas redes sociais, negou que o irmão estivesse fora do país e afirmou que, para isso, “Musk mandou foguete”. Eduardo está nos Estados Unidos desde 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado após permanecer no exterior e faltar às sessões da Câmara.


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PAULINHO AMPLIA VOTAÇÃO DE ALLYSON EM NATAL EM 132% NO SEGUNDO TURNO

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O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), sai das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte com um resultado expressivo na capital. Depois de apoiar Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, Paulinho mudou de posição na segunda etapa e declarou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil). A partir daí, passou a caminhar ao lado do candidato e a coordenar a mobilização de sua base política na capital, levando para a campanha o apoio de 23 vereadores, dois suplentes e outras lideranças do seu grupo.

O efeito eleitoral da mudança aparece nos números. A votação de Allyson passou de 101.941 para 236.592 votos em Natal, um crescimento de 132% em números absolutos. No primeiro turno, o candidato tinha 24,49% dos votos válidos na capital. No segundo, chegou a 52,86%, um avanço de 28,37 pontos percentuais. Foram 134.651 votos a mais entre as duas votações.

A mudança alterou completamente a posição de Allyson na capital. No primeiro turno, ele terminou atrás de Álvaro Dias e Cadu de Lula (PT). Na segunda votação, passou à frente do candidato petista e venceu com 236.592 votos, contra 210.971 de Cadu. A diferença foi de 25.621 votos.

O resultado coloca Paulinho no centro da movimentação eleitoral da capital. Em 13 de outubro, após apoiar Álvaro Dias no primeiro turno, o prefeito anunciou adesão a Allyson e passou a coordenar a campanha do candidato na capital, caminhando ao lado dele na segunda etapa.

Na ocasião, Paulinho afirmou: “Vamos para a rua pedir voto, conversar com as pessoas e mostrar que Allyson é o melhor para o Rio Grande do Norte e para Natal”.

A atuação de Paulinho ocorreu em uma campanha na qual Allyson precisava reverter a desvantagem registrada em Natal no primeiro turno. O candidato havia ficado em terceiro lugar na capital, com 101.941 votos, enquanto Álvaro Dias liderou com 165.210 e Cadu de Lula teve 147.509. No segundo turno, com apenas dois candidatos, Allyson conseguiu inverter esse cenário e terminou à frente.

Embora a migração de votos não possa ser atribuída exclusivamente a Paulinho, os números mostram uma forte expansão da candidatura que recebeu seu apoio. A mudança de palanque foi acompanhada por uma mobilização política do prefeito na capital e pela adesão de grande parte de sua base na Câmara Municipal.

Cadu de Lula venceu a eleição para governador no conjunto do Rio Grande do Norte, com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson. Em Natal, porém, o resultado foi favorável ao candidato do União Brasil. Para Paulinho Freire, o segundo turno deixa um dado político relevante: seu grupo mudou de candidato entre as duas etapas, caminhou ao lado de Allyson e terminou a eleição com o candidato apoiado pelo prefeito vencedor na capital.

Outros prefeitos não repetiram o resultado
O resultado de Natal contrasta com o que ocorreu em Pau dos Ferros e Caicó, onde Allyson também contou com o apoio de prefeitos aliados.

Em Pau dos Ferros, a prefeita Marianna Almeida (PSD) apoiou Allyson. No primeiro turno, ele recebeu 5.188 votos, correspondentes a 31,99%. Na segunda votação, chegou a 7.012 votos, ou 40,61%. Mesmo ampliando sua votação, não conseguiu superar Cadu de Lula, que venceu com 10.253 votos, equivalentes a 59,39%.

Em Caicó, o prefeito Dr. Tadeu (PSDB) também apoiou Allyson. O candidato saiu de 9.666 votos no primeiro turno, ou 27,72%, para 16.886 no segundo, alcançando 46,12%. Cadu, porém, terminou à frente, com 19.729 votos, ou 53,88%.

Nos dois municípios, o apoio dos prefeitos não foi suficiente para levar Allyson à vitória. Em Natal, o cenário foi diferente. O candidato apoiado por Paulinho não apenas ampliou expressivamente sua votação, como ultrapassou a marca de 50% e venceu na capital.


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MORADORES DA ZONA NORTE PODEM DESCARTAR MATERIAIS ELETRÔNICOS EM PONTO DE COLETA NA UERN

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Coletor recebe celulares, computadores, televisores e eletrodomésticos sem uso. Equipamentos com mais de 30 quilos podem ser recolhidos gratuitamente nas residências.

A população da Zona Norte de Natal já conta com um ponto de coleta de lixo eletrônico instalado na área de convivência do Complexo Cultural da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), no Campus de Natal. O espaço recebe equipamentos eletroeletrônicos sem uso, que serão encaminhados para destinação ambientalmente adequada. O serviço é aberto à comunidade.

“A ação amplia as possibilidades de descarte de resíduos eletrônicos na Zona Norte e fortalece a atuação da universidade na promoção da sustentabilidade e da educação ambiental”, explicou a professora Maria Helena de Freitas, coordenadora do projeto de extensão Reciclar e Inovar, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Uern Natal.

No ponto de coleta, podem ser entregues celulares, tablets, notebooks, computadores, televisores, rádios, caixas de som, videogames e pequenos eletrodomésticos, como micro-ondas e liquidificadores. Os equipamentos podem estar quebrados ou sem funcionar, desde que estejam inteiros, sem desmontagem ou retirada de componentes. Não são aceitos pilhas e baterias soltas, lâmpadas e equipamentos desmontados ou incompletos.

Coleta gratuita de eletrodomésticos de grande porte
Para equipamentos com mais de 30 quilos, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a população pode solicitar a coleta domiciliar gratuita, realizada por uma empresa recicladora parceira da iniciativa. Dessa forma, não é necessário transportar os eletrodomésticos até o campus. O agendamento pode ser feito pelo site da “Circulare” (https://circulare.com.br/como-descartar-eletronicos/), mediante o preenchimento de um formulário com dados pessoais, endereço e identificação do equipamento a ser recolhido. Informações também podem ser obtidas pelo EcoZap Natal Reciclagem, no telefone (84) 98715-3574.

Participação em competição nacional
Com o ponto de coleta, a Uern Natal participa da Copa do Descarte de Eletrônicos Circulare 2026, competição nacional que mobiliza instituições de ensino para incentivar a coleta e a destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos.

Até o dia 30 de outubro, os equipamentos entregues no ponto de coleta serão contabilizados na pontuação da universidade. A competição considera o peso dos materiais arrecadados, e os eletrodomésticos com mais de 30 quilos, recolhidos diretamente nas residências, valem pontos em dobro. Para que a coleta domiciliar seja contabilizada para a Uern, é necessário informar o nome da universidade no campo “Cupom de Indicação” do formulário de solicitação.

Embora a competição termine em 30 de outubro, o ponto de coleta permanecerá instalado no Complexo Cultural da Uern Natal, permitindo que a comunidade continue descartando seus equipamentos eletrônicos de maneira adequada.


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PRESSÃO POR APROVAÇÃO NO ENEM EXIGEATENÇÃO À SAÚDE MENTAL DOS ADOLESCENTES

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mudanças na vida de muitos adolescentes, que enfrentam a expectativa de ingressar no Ensino Superior e iniciar uma nova etapa da formação. Nesse período, a pressão por bons resultados e as incertezas sobre o futuro podem intensificar os desafios emocionais.

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE, 44,2% dos estudantes brasileiros em idade de preparação para o exame, dos 16 aos 17 anos, afirmaram se sentirem irritados, nervosos ou mal humorados na maioria das vezes ou sempre.

Para Helington Costa, coordenador do curso de Psicologia da Estácio, a expectativa em torno do exame reúne sonhos e receios sobre o futuro. A possibilidade de ingressar na universidade pode envolver mudanças de cidade, afastamento do ciclo social e a escolha de uma profissão ainda na adolescência. “Isso é muita coisa para decidir e imaginar. Em doses pequenas, essa expectativa motiva. Em excesso, vira angústia, insônia, irritação, dor de barriga, desânimo e até medo de decepcionar a família”, afirma.

Além disso, lidar com essa mudança de vida na adolescência pode tornar esse período ainda mais desafiador. A pressão por bons resultados, as longas horas de estudo e a redução do tempo de descanso se somam às expectativas da família e à comparação com outros candidatos.

“O cérebro do adolescente ainda está em amadurecimento. O córtex pré-frontal, responsável por controlar impulsos e lidar com a pressão, só termina de se formar por volta dos 25 anos. Já a parte que processa emoções como medo e ansiedade é bastante ativa nessa idade. Ou seja, o adolescente sente muito e ainda está aprendendo a lidar com o que sente”, explica.

A ansiedade excessiva também pode comprometer o desempenho durante o exame, dificultando a concentração e a recuperação de informações já aprendidas. “Quando a ansiedade é muito alta, o corpo entende que está em perigo e libera hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina. Esses hormônios preparam o corpo para fugir ou brigar, não para raciocinar. O resultado é o famoso ‘branco’, quando o estudante sabe o conteúdo, mas não consegue acessá-lo na hora”, explica.

Estratégias para controlar a ansiedade
Uma boa noite de sono é fundamental para a preparação e pode fazer a diferença no desempenho durante o Enem. De acordo Helington Costa, neuropsicólogo, é durante o descanso que o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas. “Quem passa a madrugada estudando e dorme pouco pode prejudicar a própria memória”, alerta.

Além do descanso, o especialista recomenda algumas medidas para reduzir a ansiedade e chegar mais preparado ao exame:

  • Priorize as revisões: na reta final, concentre-se nos conteúdos que já conhece, em vez de tentar aprender tudo novamente;
  • Cuide da alimentação e da hidratação: mantenha refeições equilibradas, beba água e evite o consumo excessivo de cafeína e energéticos;
  • Faça pausas: caminhe, alongue-se ou reserve um tempo ao ar livre para aliviar a tensão;
  • Organize-se com antecedência: separe os documentos, o material permitido para a prova, o lanche e confira o trajeto até o local do exame;
  • Evite comparações: afaste-se de conversas e publicações nas redes sociais que aumentem a insegurança em relação à preparação de outros candidatos;
  • Compartilhe seus sentimentos: conversar com alguém de confiança pode ajudar a aliviar a tensão e lidar melhor com as preocupações.
    Outra estratégia é praticar exercícios de respiração para controlar o nervosismo. “Inspire pelo nariz contando até quatro, segure por dois segundos e solte o ar pela boca contando até seis. Repita por alguns minutos”, orienta o neuropsicólogo.
    O apoio da família também é importante nesse período. Para o especialista, acolher o estudante é mais importante do que aumentar a cobrança por resultados. Demonstrar confiança e reconhecer o esforço dedicado à preparação são atitudes que ajudam a reduzir a pressão. Frases como “estou orgulhoso do seu esforço” podem transmitir segurança e mostrar ao jovem que ele não precisa enfrentar esse momento sozinho.

Enem Action
Para os estudantes que desejam aprimorar a revisão de conteúdo às vésperas do exame, o Enem Action é uma plataforma gratuita e online de preparação para o Enem, com acesso disponível 24 horas por dia. Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa também oferece uma ferramenta para intensificar a preparação para a redação, com correção através da IA. O recurso pode ser acessado pelo site corrigea.enemaction.com.br.

Desde 2015, a plataforma reúne conteúdos e recursos de apoio aos estudantes, além de promover ações em escolas públicas e privadas. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Educação Médica (IDOMED) e as instituições de ensino superior Ibmec, Wyden e Estácio. O Enem Action também disponibiliza conteúdos gratuitos para estudantes e educadores em suas redes sociais, como Instagram, X, TikTok, YouTube e Telegram. Para acessar os recursos, basta entrar no site enemaction.com.br.


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