GRAFITH CELEBRA 38 ANOS DE UMA HISTÓRIA QUE VIROU PATRIMÔNIO

O sonho de todo artista, sem dúvidas, é ver seu trabalho sendo reconhecido. Imagina você juntar a família, começar a cantar em bailes e, mais de 30 anos depois, ver esse trabalho ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte! A Banda Grafith atravessou gerações, conquistou uma legião de fãs e se tornou um dos maiores símbolos da cultura potiguar.
A banda comemora 38 anos de uma trajetória marcada por música, conexão com o público e histórias construídas dentro e fora dos palcos.
Para Júnior Grafith, o reconhecimento é resultado de uma caminhada construída com dedicação e proximidade com os fãs.
“Para ser sincero, a gente nunca imaginou chegar tão longe! Tudo foi sendo construído dia após dia, com muito trabalho, dedicação e amor pela música. Sempre acreditamos no nosso talento, mas não tínhamos ideia da dimensão que isso tomaria”, relembra.
Segundo ele, ao longo dos anos, a relação com o público mostrou que o Grafith havia criado algo maior do que uma banda. A chamada Nação Grafitheira passou a representar uma identidade compartilhada por milhares de pessoas.
“Com o tempo, fomos percebendo que existia uma ligação muito especial com o público. E hoje, depois de 38 anos, receber esse reconhecimento do nosso Estado é uma alegria e um orgulho enorme”, afirma.
A história do Grafith também é marcada pela capacidade de se renovar sem perder suas características. Para Júnior, a principal mudança entre o início da banda e os dias atuais está justamente no alcance conquistado.
“Desde o começo, graças a Deus, a gente já tocava para casas cheias. Mas hoje temos algo muito especial: várias gerações curtindo o Grafith. Tem gente que começou acompanhando a banda lá atrás, hoje já é avô, avó, e continua curtindo junto com os filhos e netos”, destaca.
Apesar das transformações no repertório e no público, o músico afirma que a essência permanece a mesma: levar alegria e criar momentos de conexão com quem acompanha a banda.

Uma trajetória marcada por grandes momentos


Ao longo de quase quatro décadas, Grafith coleciona apresentações que ficaram marcadas na memória dos fãs. Entre elas, Júnior cita o Carnaval de Macau, quando a banda reuniu cerca de 200 mil pessoas, a participação na Copa do Mundo em Natal, o FIFA Fan Fest, os momentos históricos do Carnatal e a repercussão internacional após a entrada do lutador potiguar Renan Barão no UFC ao som da banda.
“É difícil escolher um só momento! Tivemos muitos momentos especiais, principalmente porque boa parte deles aconteceu aqui, junto do nosso povo”, afirma.
Nos últimos anos, a banda também mantém a tradição de grandes apresentações. No último Carnaval, foram 21 shows realizados.
Incansáveis, Grafith segue trazendo novidades para os fãs e traz mais um lançamento: “Grafith, Meu Mozão”, uma homenagem à relação construída com o público ao longo desses 38 anos.
Mesmo após tantos anos de estrada, Júnior afirma que os principais sonhos da banda continuam ligados à continuidade do projeto e à união da família.
“Um dos primeiros sonhos era mostrar ao nosso pai que aquela paixão pela música poderia se tornar nossa profissão e trazer coisas boas para a família. Hoje, nosso maior sonho é continuar! Ter saúde, manter a família unida e seguir levando alegria ao público”, conta.
Para ele, o carinho recebido ao longo dos anos é o principal combustível para que a banda siga ativa.
“A Nação Grafitheira é nosso maior combustível. Sem esse carinho, o Grafith não seria o que é hoje. É impressionante chegar a uma cidade e encontrar grafitheiros que divulgam nosso trabalho, mobilizam as pessoas e fazem de tudo para levar a banda até lá”, afirma.
Mesmo com décadas de experiência, a expectativa antes de cada apresentação permanece. E sabe o friozinho na barriga? Segundo Júnior, ele não desaparece com o tempo.
“Com certeza! Mesmo depois de 38 anos, esse friozinho na barriga continua. O aniversário é uma festa que preparamos praticamente o ano inteiro, pensando em cada detalhe para surpreender os grafitheiros”, revela.
A celebração dos 38 anos representa, para o grupo, mais do que uma festa de aniversário. É a oportunidade de reencontrar um público que acompanhou diferentes fases da banda e ajudou a construir uma das maiores histórias da música potiguar.
“É emocionante reunir fãs de várias partes do Brasil, ver todo mundo cantando e celebrando com a gente. A emoção de subir ao palco continua sendo a mesma”, diz.
Se há algo que explica a permanência do Grafith ao longo de quase quatro décadas, além da música, é a capacidade de transformar cada apresentação em um encontro. A relação construída nos bastidores se reflete no palco e ajuda a manter viva a conexão com a Nação Grafitheira.
Mais do que uma banda, o Grafith se consolidou como uma história de família, amizade e pertencimento. Uma trajetória construída com o apoio de quem acompanha o grupo desde os primeiros anos e que continua celebrando cada nova fase.
“A gente costuma se reunir, conversar sobre o show, o repertório, mas também tem muita brincadeira e descontração. Nossa equipe está com a gente há muitos anos, e todo mundo acaba fazendo parte da família Grafith. É esse clima de união e alegria que a gente procura levar dos bastidores para o palco e compartilhar com a Nação Grafitheira”, conclui Júnior.


























