QUASE 4 EM CADA 10 ELEITORES DO RN DESCONHECEM SEGUNDO VOTO AO SENADO

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Quase quatro em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não sabem que poderão escolher dois candidatos ao Senado nas eleições deste ano. Segundo pesquisa DataVero, divulgada recentemente, 37,38% dos entrevistados afirmaram desconhecer a possibilidade de votar duas vezes para o cargo. A maioria, 61,99%, disse saber da regra, enquanto 0,63% não soube ou não respondeu.

O dado ganha relevância diante do tamanho da disputa. No Rio Grande do Norte, 14 candidatos concorrem às duas vagas disponíveis para o Senado. Cada eleitor terá direito a dois votos, necessariamente em candidatos diferentes, e serão eleitos os dois nomes que obtiverem as maiores votações no Estado. A eleição para senador segue o sistema majoritário.

Por que o eleitor votará duas vezes?
A explicação está no modelo de renovação do Senado Federal. A Casa possui 81 senadores, três para cada estado e para o Distrito Federal, com mandatos de oito anos. Diferentemente de outros cargos eletivos, porém, as 81 cadeiras não são colocadas em disputa simultaneamente.

A renovação ocorre de forma alternada a cada quatro anos: em uma eleição, um terço das vagas é renovado; na seguinte, dois terços. Em 2022, cada estado elegeu apenas um senador. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras, fazendo com que cada unidade da Federação escolha dois representantes.

Por isso, o eleitor encontrará duas telas para senador na urna eletrônica, uma para cada escolha.

O desconhecimento da regra por 37,38% dos entrevistados pode fazer com que parte do eleitorado chegue ao dia da eleição sem ter definido um segundo candidato. A pesquisa, no entanto, não permite afirmar que esse desconhecimento necessariamente resultará em erro, voto branco ou nulo.

Os próprios números da DataVero mostram maior indefinição justamente na segunda escolha.

Quando questionados sobre o segundo voto para senador, 30,53% não souberam ou não responderam e 19,30% apontaram nenhum candidato, branco ou nulo. Juntos, representam 49,83% dos entrevistados sem indicar um nome.

No primeiro voto, esse percentual é menor: 15,83% não sabem ou não responderam e 11,34% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo, somando 27,17%. Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre os dois dados, a diferença mostra que a segunda escolha permanece menos definida.

O papel do Senado
Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Além de participar da elaboração e votação de leis e da fiscalização do Poder Executivo, o Senado possui atribuições específicas previstas na Constituição.

Entre elas estão a análise de indicações de autoridades, como ministros de tribunais superiores, procurador-geral da República e dirigentes do Banco Central, além do julgamento de autoridades em processos de impeachment nos casos previstos constitucionalmente.

Dados da Pesquisa
A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores nos dias 6, 7 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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UNIFACEX APOSTA EM EDUCAÇÃO HUMANIZADA E CONECTADA AO FUTURO

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transformações da sociedade. A instituição, fundada pelo economista José Maria Barreto de Figueiredo, consolidou-se ao longo das décadas com atuação na educação básica e no ensino superior.

Hoje, a condução desse legado está nas mãos da reitora do UNIFACEX e diretora pedagógica do Colégio Facex, Candysse Figueiredo e de Oswaldo Figueiredo, Diretor Financeiro. Ela começou a trabalhar na instituição aos 18 anos e passou por diferentes setores antes de assumir funções de gestão. Ele iniciou a ajudar ao pai aos 15 anos no departamento financeiro.

“Comecei a trabalhar aqui muito nova e me apaixonei por educação. Hoje, a educação é a minha vida”, afirma.

Segundo Candysse, a trajetória da instituição é marcada pela busca por qualidade e por uma relação próxima com os estudantes.

“O aluno aqui não é um número. Ele é uma pessoa. Ele tem acesso aos coordenadores, ele tem acesso à reitoria. Eu faço reunião com eles, quando necessário, porque gosto de sentir a instituição através do aluno, pelos olhos do aluno. A gente aprende muito com eles”, destaca.

Direito mais próximo do mercado
Uma das áreas que passa por um processo de modernização é o curso de Direito. Neste ano, o advogado e professor Sebastião Leite assumiu a coordenação da graduação e passou a desenvolver iniciativas voltadas à aproximação entre universidade, mercado e órgãos do sistema de Justiça.

Candysse explica que a escolha pelo professor ocorreu pela identificação de seu perfil com a proposta de modernização do curso.

“Ele é uma pessoa de muito network, uma pessoa antenada com o mercado e realmente está agregando muito ao curso”, afirma.

A aproximação com o mercado levou a instituição a visitar órgãos como Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Contas, Procuradoria do Estado, Ministério Público e escritórios de advocacia. “Além das visitas as instituições estamos firmando convênios com alguns desses órgãos para estágio de nossos alunos. A intenção é compreender as transformações do mercado jurídico e avaliar possíveis adequações na formação dos estudantes.”, afirma o Prof. Sebastiao Leite.

Para os estudantes, a experiência também aparece nos resultados acadêmicos. Milena Monteiro, que está no décimo período e cursa sua segunda graduação, atribui à combinação entre experiência pessoal, dedicação e qualidade dos professores a aprovação de primeira no Exame da OAB.

“Eu comecei a estudar Direito à medida que as matérias iam sendo dadas. Não deixei acumular. A Unifacex me ajudou muito, porque o corpo docente é muito bom, os professores são muito preparados e têm uma didática muito boa, focada também na prova da OAB”, relata.

André Felipe Godeiro destaca a integração entre teoria e prática e a proximidade da coordenação com os estudantes. Ele foi aprovado na OAB ainda no oitavo período.

“A coordenação sempre caminha praticamente lado a lado com os alunos, atendendo aos pleitos.

E, academicamente, a faculdade promove ações de extensão, projetos, aulas integradas, aulas fora do campo universitário e atividades práticas. Essa mistura da teoria com a prática, que é muito importante no ramo do Direito, contribuiu muito para a minha formação e para que eu passasse de primeira na OAB”, acrescenta.

Leitura e tecnologia a serviço da formação
Ao assumir a coordenação do curso de Direito, Sebastião Leite identificou um desafio relacionado ao hábito de leitura entre os estudantes.

Em uma das primeiras atividades em sala, perguntou quantos alunos estavam lendo livros.

Apenas seis dos 59 estudantes presentes responderam afirmativamente.

A situação levou o professor a criar o Clube do Livro que esta levando os alunos ao saudável hábito de leitura e permitindo discussões sobre os mais variados temas.

“Eu disse a eles: você contrataria um advogado que não lê? Você se sentiria à vontade de ser julgado por um juiz que não lê e que não acompanha a jurisprudência? E eles disseram que não.

Eu disse: aqui eu não vejo mais estudantes de Direito. Eu vejo futuros promotores, advogados, procuradores, juízes e professores”, relata.

Outra ferramenta criada pelo coordenador foi o QR Code do Saber. Códigos espalhados pelas salas levam os estudantes a conteúdos curtos, como palestras e falas de filósofos, psicólogos e especialistas.

“Esta tecnologia de o aluno chegar, passar no celular, clicar no QR Code e ver um filósofo falando, ver um psicólogo palestrando, ver o Prêmio Nobel de Matemática dizendo como foi que ele chegou ali, é uma forma de usar a tecnologia a nosso favor e oferecer aos nossos alunos um conteúdo de qualidade.”, explica Sebastião.

Inteligência artificial e o futuro do Direito
A inteligência artificial também entrou no debate sobre o futuro da formação jurídica. Para Candysse, o avanço tecnológico não representa o fim da profissão, mas exige adaptação.

“Existe muito esse mito de que o curso de Direito vai se acabar. E a gente vê que não. O que o profissional precisa é se adequar a essa nova realidade. A inteligência artificial vem para somar como um recurso. Mas esse contato humano não vai se acabar”, afirma.

Inclusão e atenção
Outro eixo que ganhou espaço na instituição é a inclusão. Candysse destaca que o UNIFACEX busca preparar professores e equipes para lidar com diferentes perfis de estudantes.

Neste semestre, a instituição promoveu uma formação voltada aos professores sobre neurodivergência, em parceria com o curso de Psicologia.

“Esse aluno que está chegando é um aluno que é autista, mas ele não só tem autismo. Ele vem às vezes com TDAH, com uma questão de transtorno de ansiedade. Então, tudo isso, o nosso professor tem que estar realmente preparado para receber e acolher esse aluno”, explica.

Teoria e prática no curso de Direito
O professor e vice-coordenador do curso de Direito, Thiago Rufino, destaca que a graduação busca aproximar a teoria da realidade profissional.

Um dos principais instrumentos é o Núcleo de Práticas Jurídicas, que presta atendimento gratuito à população, especialmente a cidadãos hipossuficientes de Natal e Parnamirim. O espaço oferece orientação jurídica e encaminhamento de ações, com acompanhamento de advogado-orientador.

“Possui uma estrutura física e equipamentos que possibilitam simulações de audiências, bem como um auditório próprio que permite a realização de palestras com profissionais dos diversos ramos do Direito. Essa prática também está atrelada à atividades de extensão realizadas em associações comunitárias, sindicatos e outros entes de cunho social”, afirmou o professor.

Na área de pesquisa, os estudantes podem participar de atividades de iniciação científica e publicar trabalhos na revista própria do curso.

O curso também mantém convênios com órgãos da área jurídica no RN e parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, tendo iniciado uma parceria com o Lions Clube e passará a participar do Projeto Justiça na Praça em parceria com o TJRN, levando alunos e professores para atenderem as comunidades assistidas pelo Projeto.

A formação inclui preparação para o Exame da OAB, com simulados e aulas de revisão. Os estudantes também têm contato com empreendedorismo por meio da empresa Júnior Jurisconsulto, na qual prestam serviços de orientação a pequenos empreendedores.

A iniciativa amplia a experiência prática e apresenta aos estudantes diferentes possibilidades de atuação profissional.

Candysse Figueiredo, o fundador José Maria e o professor Sebastião Leite – Foto: Reprodução

Uma história construída em 55 anos
A trajetória do UNIFACEX está diretamente ligada à história de seu fundador, José Maria Barreto de Figueiredo. Economista e empresário, ele iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e transformou a experiência empresarial em um projeto educacional.

A instituição começou com cursos profissionalizantes e, posteriormente, ampliou sua atuação para a educação básica e o ensino superior.

A expansão ocorreu de forma gradual, acompanhando as transformações de Natal e as demandas do mercado.

Para José Maria, a educação sempre esteve ligada à preparação das pessoas para um mundo em transformação. Essa visão ajudou a orientar a criação de diferentes cursos e a construção do complexo educacional.

Hoje, a combinação entre tradição e inovação aparece como uma das principais características do projeto educacional do UNIFACEX.

De um lado, está uma instituição construída ao longo de 55 anos, com uma história familiar e presença no ensino básico e superior do Rio Grande do Norte. De outro, estão os desafios de uma nova geração de estudantes, marcada pela tecnologia, pelas mudanças no mercado de trabalho e por uma diversidade maior de necessidades educacionais.

Para Candysse, o papel da instituição é fazer essa ponte. “Educação transforma. A gente quer transformar essas pessoas. É esse o nosso propósito”, conclui.


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BENES AMPLIA BASES E SE FORTALECE NA DISPUTA POR VAGA NA CÂMARA FEDERAL

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A cerca de 20 dias da eleição, Benes Leocádio (União Brasil) chega à reta final da campanha pela reeleição entre os nomes competitivos para a Câmara dos Deputados. Com 46 prefeitos em sua base e destaque nas pesquisas, o parlamentar atribui o crescimento à ampliação de sua presença no interior e ao trabalho desenvolvido nos últimos oito anos.

Em entrevista ao Diário do RN, Benes afirmou que os levantamentos recentes reforçam a expectativa de conquistar o terceiro mandato. “Graças a Deus, pelo que sentimos desses dados que temos de pesquisas que vieram ao conhecimento há pouco, nos posicionam numa disputa com chances reais de chegarmos ao pódio mais uma vez. Naturalmente, como já falei, é o reconhecimento, a avaliação de um trabalho que o Estado inteiro já conhece”, afirmou.

Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada na última quinta-feira (10), Benes aparece com 2,58% das citações espontâneas para deputado federal, sendo o nome mais citado entre os candidatos ligados ao grupo político de Allyson Bezerra (União Brasil).

O deputado também aponta a ampliação das bases como um dos principais sinais do crescimento. Segundo ele, eram cinco prefeitos em sua primeira eleição para a Câmara, em 2018. Em 2022, chegou a 22 e, neste ano, contabiliza 46 dos 167 gestores municipais.

“Iniciamos nossa trajetória em 2018 com apenas cinco prefeitos apoiando o nosso projeto. Em 22, chegamos a 22 e hoje já contamos com 46 dos 167. Acredito eu que seja a maior base de apoio de uma candidatura a deputado federal de toda a história do Rio Grande do Norte, nunca conheci outra”, afirmou.

Benes diz ainda que o mandato chegou a quase uma centena de municípios, com ações em áreas como saúde, educação e geração de emprego e renda. Ele cita construção de escolas, creches, quadras e unidades básicas de saúde, manutenção de hospitais, aquisição de equipamentos e ambulâncias, além de galpões para oficinas de costura. Segundo o parlamentar, quase 40 municípios foram contemplados nesse último segmento, com mais de mil empregos gerados.

“Isso muito me encoraja para continuar nessa luta, sabendo que não tem sido fácil. Muito me alegra saber que aonde chegamos tem alguma ação do mandato do deputado Benes. Eu entendo isso como retribuição pelos dois mandatos que o povo potiguar já nos deu e não é nenhum favor, é obrigação nossa, até porque foi para isso que nos colocamos como opção”, disse.

União na nominata e aposta em três vagas
Ao lado de João Maia e Robinson Faria, Benes forma o trio mais forte da Federação União Progressista na disputa pela Câmara. Apesar da concorrência direta pelos votos, o deputado defende a união da nominata e acredita que os três podem alcançar votações expressivas.

“Entendo essa disputa como salutar, respeitosa. São três grandes nomes com perfis parecidos da entrega que fazemos através dos nossos mandatos”, afirmou. “Os colegas que estão na nossa nominata também têm boas bases transferidoras de votos e espero que todos nós tenhamos excelentes votações, naturalmente sonhando e desejando que uma das vagas a serem conquistadas seja através do nosso mandato”, disse.

Benes estima que as três candidaturas podem superar, juntas, 400 mil votos e não descarta a conquista de três cadeiras pela Federação. “Eu entendo que só essas três candidaturas deverão somar mais de 400 mil votos. Vai surpreender muita gente, os cientistas e analistas políticos, a capacidade de votos de cada um”, projetou.

Para ele, o desempenho dos demais integrantes será decisivo. “Eleição proporcional é eleição de conjunto, de grupo. Eu sou daqueles que torço que todos sejam muito bem votados, porque ninguém se elege sozinho”, reforçou.

Benes aposta em vitória Allyson no primeiro turno
Na disputa pelo Governo, Benes também demonstra confiança em Allyson Bezerra e acredita na possibilidade de vitória já no primeiro turno.

“Eu não só acredito, como desejo que essa vitória já possa chegar no primeiro turno”, afirmou.

Segundo o deputado, o fortalecimento da candidatura não ocorre apenas pelas adesões políticas.

“A candidatura de Allyson está sendo a cada dia mais fortalecida, não por apoiadores, não por lideranças que resolveram seguir com ele, mas pela opinião pública, pelo voto espontâneo, popular que a gente tem encontrado”, disse.


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SAMANDA CONFRONTA STYVENSON E DISPARA: “MORALISTA SEM MORAL”

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A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) usou declarações do próprio Styvenson Valentim (Podemos) para confrontar o senador após a Operação Sem Lastro, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela responde aos questionamentos feitos por Styvenson sobre os R$ 1,5 milhão apreendidos e o chama de “moralista sem moral”.

A publicação começa com um trecho do vídeo em que Styvenson, ainda sem saber quem estaria relacionado ao dinheiro, pergunta: “Quem será, hein? Pra quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã?”.

Samanda responde diretamente ao senador. “Então eu vou te contar, senador. Esse dinheiro, um milhão e meio de reais, segundo a imprensa, pertence ao deputado Luiz Eduardo, do PL, que está indo para a reeleição, seu aliado político”.

Na sequência, a candidata recupera outra declaração de Styvenson, na qual ele afirma: “Um milhão e meio para Caixa 2, viu?”. A partir daí, Samanda destaca as ligações partidárias entre o senador e Luiz Eduardo. “Do partido do seu candidato ao governo, do partido do seu candidato a presidente, do partido do seu companheiro de chapa ao Senado Federal”.

Ao final, a petista concentra as críticas diretamente em Styvenson e questiona se ele manterá o mesmo discurso após o nome do aliado aparecer relacionado ao caso. “Vai chamar o seu aliado deputado de ladrão? Vai explicar de onde é que veio o dinheiro, o Caixa 2, um milhão e meio de dinheiro vivo para compra de voto? Ou vai continuar por trás do seu celular, dando uma de moralista sem moral?”, disparou.

Relação com Luiz Eduardo
Para reforçar a proximidade política entre os dois, Samanda também incluiu no vídeo declarações anteriores de Luiz Eduardo. Em uma delas, o deputado manifesta apoio à candidatura do senador: “E meu candidato a senador é Styvenson e Coronel Hélio”.

A candidata também resgatou a relação entre os dois em torno da destinação de recursos. “E agora, senador, o que o senhor vai fazer com essa informação? Vai pedir de volta ao deputado os mais de R$ 4 milhões que destinou para ele? Inclusive, ele foi ao seu gabinete agradecer”, questionou.

Na montagem publicada por Samanda, aparece em seguida uma declaração anterior de Styvenson sobre os recursos destinados: “Tá nas mãos dele, tá recebido”.

Luiz Eduardo nega caixa dois
Após a operação, Luiz Eduardo divulgou nota negando a prática de Caixa 2 e afirmando que os valores apreendidos têm origem lícita e comprovável. Segundo o deputado, o dinheiro é resultado de saques realizados em suas próprias contas bancárias.

“A investigação tem por base saques realizados em contas bancárias do próprio deputado. Movimentação lícita, declarada e de origem plenamente comprovada, cuja documentação será apresentada às autoridades competentes”, afirmou a nota.

O valor chama atenção diante da declaração de bens apresentada pelo candidato à Justiça Eleitoral. Luiz Eduardo declarou cerca de R$ 700 mil em recursos próprios em aplicações previdenciárias e contas correntes, enquanto sustenta que os aproximadamente R$ 1,5 milhão apreendidos pela PF também pertencem a ele e têm origem lícita.

Segundo o parlamentar, o dinheiro permanecia guardado em sua residência e não havia sido utilizado na campanha. “Não há Caixa 2 sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro”, declarou.

Operação apreendeu R$ 1,5 milhão
Deflagrada nesta segunda-feira (14), em Natal, a Operação Sem Lastro investiga indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos não declarados em atividades de campanha, o chamado Caixa 2.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou saques em espécie realizados por um servidor público do Rio Grande do Norte. As movimentações levantaram suspeitas de incompatibilidade entre os valores movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo.


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STYVENSON CHAMA ALVO DA PF DE LADRÃO ANTES DE SABER QUE ERA UM ALIADO DELE

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ral, o senador Styvenson Valentim (Podemos) publicou um vídeo nas redes sociais em tom duro contra o responsável pelo dinheiro apreendido. Chamou o suspeito de “safado”, “bandido” e “ladrão” e levantou suspeitas de compra de votos. Mais tarde, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), aliado de palanque do senador, informou que a investigação tem como base saques realizados em contas bancárias de sua titularidade.

A publicação foi feita após a Polícia Federal apreender, nesta segunda-feira (14), mais de R$ 1,5 milhão em espécie durante uma operação que investiga a utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, prática conhecida como “Caixa 2”. A PF não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado.

“Quem será, hein? Para quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã, hein? Um milhão e meio para ‘Caixa 2’, viu?”, questionou Styvenson no início do vídeo.

Ao longo da gravação, o senador aumentou o tom e associou o dinheiro apreendido à possibilidade de compra de votos. “Para quem era esse dinheiro, viu? Você ia comprar voto de quem, homi?”, disse. Em outro momento, acrescentou: “Está aí, pega lá a pacoteira de um milhão e meio para comprar voto. Desse jeito fica fácil ser eleito”.

Styvenson também pediu aos seguidores que compartilhassem a publicação para descobrir quem estaria relacionado à apreensão. “Espalha o vídeo que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto”, afirmou.

A declaração mais contundente veio na sequência. “Toma, bando de ladrão. Rouba dinheiro do povo para comprar voto, bando de safado”, disse o senador, antes de relacionar as críticas à atuação que afirma desenvolver na fiscalização de recursos públicos.

“Por isso que eu fiscalizo o dinheiro público, por isso que eu vou atrás de cada centavo, por isso que tem alguns prefeitos que não me toleram, não gostam de mim, alguns políticos aí que não me toleram, não gostam de mim, porque eu fico atrás”, declarou.

No encerramento, Styvenson afirmou que não responde a processos e se apresentou como “mão limpa”. “Eu sim tenho mão limpa, viu? Já denunciei um monte de gente, agora denunciado, tem não, viu? Prova”, afirmou. E encerrou: “Só tem ladrão”.

Caso chega a colega de palanque
Depois das declarações de Styvenson, Luiz Eduardo se pronunciou em nota e informou que a investigação tem como base movimentações financeiras de sua titularidade. O deputado é filiado ao PL e integra o mesmo campo político do senador na atual eleição.

A informação levou internautas a cobrarem de Styvenson uma nova manifestação, desta vez após o nome do aliado vir à tona. “E agora, capitão, foi do coleguinha do PL”, escreveu um internauta.

Outro comentou: “O deputado é do seu próprio partido que você apoia”.

Também houve cobrança para que o senador mantivesse o mesmo tom adotado no primeiro vídeo. “Cadê seu comentário depois que você já sabe quem é o candidato, senador? Seja homem, rapaz, e fale contra a corrupção, ou só é corrupto um lado! Aguardando sua manifestação”, escreveu outro internauta.

A Polícia Federal, no entanto, não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado. A existência dos saques, por si só, não comprova compra de votos, desvio de dinheiro público ou as demais acusações feitas por Styvenson no vídeo.

Até o fechamento desta edição, Styvenson não havia se pronunciado sobre o caso após a manifestação de Luiz Eduardo e a repercussão nas redes sociais. O senador, porém, alterou a legenda da publicação: o vídeo, inicialmente acompanhado da expressão “Ahhh ladrão”, passou a trazer a frase “Quem for podre que se quebre”.

Styvenson sinaliza R$ 3 milhões para deputado

Visita em gabinete e liberação de emendas mostram proximidade – Foto: Reprodução

A relação entre Styvenson e Luiz Eduardo vai além da composição no mesmo campo político nesta eleição. Os dois mantêm diálogo e articulação política, inclusive em torno da destinação de recursos para obras. Em abril deste ano, o deputado esteve com o senador em Brasília para solicitar uma emenda de R$ 3 milhões destinada à pavimentação de 26 ruas na Zona Norte de Natal.

Na ocasião, Styvenson sinalizou apoio ao pedido, em um episódio que evidencia a proximidade política entre os dois meses antes da atual campanha eleitoral.


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NOVO INSTITUTO PAROQUIAL DE GOIANINHA REUNIRÁ MUSEU, MEMÓRIA E ACOLHIMENTO

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A Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, inaugura no próximo dia 15 de setembro, às 19h, o Instituto Paroquial, um espaço criado para preservar a memória da Igreja, acolher os fiéis e fortalecer o turismo religioso no município. A cerimônia contará com a bênção do arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso.

O Instituto Paroquial abrigará o Museu Paroquial, a Secretaria Paroquial, sala de arquivos, sala do pároco, setor administrativo, cozinha, a Loja Mãe da Eterna Luz, um espaço aberto para formações e o Jardim de Nossa Senhora. O projeto funcionará na antiga residência de Monsenhor Armando de Paiva, ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres.

Segundo o administrador paroquial, padre Yago Carvalho, a proposta vai além da criação de um museu e nasce como um centro voltado à preservação da história e da identidade da comunidade.

“Na verdade, é a inauguração de um Instituto Paroquial, que é um espaço para guardar a fé, a memória, mas também ter a oportunidade de recepcionar as pessoas. No Instituto vai funcionar a Secretaria Paroquial, a sala de arquivos, porque a Paróquia de Goianinha é a segunda paróquia mais antiga do Estado e a primeira do interior”, explicou.

Fundada em 27 de dezembro de 1690, a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres ocupa um lugar de destaque na história do Rio Grande do Norte. Conforme o padre Yago, ela só é mais recente que a antiga Catedral de Natal e também guarda outra curiosidade histórica.

“Ela foi fundada em 27 de dezembro de 1690. Só perde para a antiga Catedral, que é a primeira do Estado. E o primeiro bispo de Natal, Dom Joaquim de Almeida, era filho de Goianinha”, destacou.

O Museu Paroquial será um dos principais atrativos do novo instituto. O acervo foi organizado em três eixos: a história de Monsenhor Armando de Paiva, a trajetória da paróquia e a formação histórica do município de Goianinha.

“O acervo é dividido em três etapas: Monsenhor Armando, a paróquia e o município de Goianinha”, explicou.

Na parte dedicada ao sacerdote, os visitantes poderão conhecer objetos pessoais e religiosos que marcaram seus 62 anos de atuação na cidade.

“O material do Monsenhor Armando reúne objetos de homenagem a ele, além de cálices, castiçais e documentos ligados à história da paróquia. Temos documentos com mais de cem anos que contam a trajetória da nossa comunidade”, afirmou.

Já o espaço dedicado ao município destaca aspectos históricos e culturais que ajudam a compreender a formação de Goianinha.

“No acervo sobre o município se destacam três aspectos: a história dos povos originários que passaram por aqui, a participação feminina, mostrando quem foi a primeira professora, a primeira médica, a primeira prefeita, a primeira musicista e outras mulheres que marcaram a cidade, e a cultura ligada à cana-de-açúcar e ao período colonial”, detalhou.

Espaço amplia potencial do turismo religioso
Além da preservação da memória, o Instituto Paroquial também nasce com a proposta de fortalecer o turismo religioso no município. Para o padre Yago, Goianinha possui uma história pouco conhecida até mesmo pelos potiguares e que agora poderá ser apresentada aos visitantes.

“O município não possui um espaço que apresente a história dos povos que passaram por aqui, a história da própria paróquia e uma figura muito viva na memória do povo, que é Monsenhor Armando de Paiva, que permaneceu 62 anos em Goianinha”, comentou.

O sacerdote conta que a ideia surgiu poucos meses após assumir a administração da paróquia.

“Assim que cheguei, percebi que um povo que não sabe a sua história não sabe viver o presente, nem muito menos projetar o futuro. Foi com esse pensamento que comecei a planejar o Instituto Paroquial e o museu”, enfatizou.

Além do museu, o prédio reunirá serviços voltados ao funcionamento da paróquia e ao acolhimento dos fiéis.

“O público encontrará a sala de arquivos, uma cozinha paroquial para dar suporte às atividades da Igreja, a Loja Mãe da Eterna Luz, um espaço adequado para atendimento do pároco e um jardim dedicado à Nossa Senhora dos Prazeres, uma das primeiras devoções do Brasil Colônia”, explicou.

A inauguração do Instituto Paroquial acontece no próximo dia 15 de setembro, às 19h, e será aberta ao público. O padre Yago Carvalho convida fiéis, pesquisadores e visitantes a conhecerem o novo espaço, que pretende preservar a memória religiosa e histórica de Goianinha.

“Faço um convite a todos que gostam de história, de fé e querem conhecer mais as raízes da Paróquia de Goianinha e do próprio município. Aproveitem essa grande oportunidade da inauguração do Instituto Paroquial. As portas estarão abertas para todos aqueles que querem visitar Goianinha, a Igreja Matriz e, de modo especial, o museu e o Instituto Paroquial. Será uma grande alegria receber a presença de todos para adquirir mais conhecimentos”, convidou.


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“ELE TÁ NO LUXO E A GENTE NO LIXO”, ALLYSON É CONFRONTADO POR MORADORES DE MOSSORÓ

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s de barro, esgoto a céu aberto, iluminação improvisada, casas de taipa, falta de água, unidades de saúde sem atendimento adequado e escolas sem professores. Esse é o cenário relatado por moradores de diversas comunidades de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os depoimentos são de moradores entrevistados para o programa eleitoral do candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), em bairros e comunidades da cidade.

Entre as localidades visitadas estão Belo Monte, Nova Vida, Sítio Riacho Grande, Maísa, Conjunto Odete Rosado e Santo Antônio. Em comum, os moradores afirmam conviver diariamente com problemas de infraestrutura e reclamam da ausência de investimentos do poder público municipal.

Na Comunidade Belo Monte, o trabalhador autônomo Francisco de Assis descreve a realidade enfrentada pelos moradores.

“Até o chão é barro, luz é fraca, é tudo improviso, né? Água também quase não tem. O pessoal vive assim, nessas casinhas, desse jeito assim. A situação é bem precária”, detalhou.

Segundo ele, os investimentos realizados no município não chegaram à comunidade.

“Seu Allyson pode ter transformado Mossoró lá no Centro da Cidade, onde tem condições, dinheiro. Aqui, eu não estou vendo transformação nenhuma não. Eu nunca vi nada transformado.

Para falar a verdade, eu nunca vi Allyson aqui dentro. A gente ‘tá’ gritando: a gente existe! Mas estão com o ouvido tampado e Allyson é o que tampou mais os ouvidos”, afirmou.

As dificuldades também se estendem à rede pública de saúde. Na comunidade Nova Vida, a moradora Luiza Marilak afirma que até mesmo atendimentos básicos se tornam um desafio.

“Nos postos daqui, a pessoa vai em uma consulta, não tem nem um Sonrisal”, revelou.

No Sítio Riacho Grande, a dona de casa Rita Faustino resume a insatisfação com uma frase que acabou se tornando símbolo das reclamações dos moradores.

“Falta médico, dentista. Ele ‘tá’ no luxo, e a gente no lixo”, enfatizou.

Na Comunidade Maísa, a reclamação é direcionada à educação. Segundo Vanderlania Silva, a ausência de professores tem impedido os estudantes de frequentarem as salas de aula.

“Meus filhos não estão estudando por causa de professora que não tem. Allyson não ajuda a gente não; ajuda o povo lá de onde ele mora mesmo”, contou.

Lixo, alagamentos e abandono
Os problemas também são relatados pelos moradores do Conjunto Odete Rosado. Além do acúmulo de lixo e da presença de água servida nas ruas, famílias afirmam ter sofrido prejuízos durante períodos de chuva.

Maria Robertina lembra que perdeu praticamente todos os seus bens após a água invadir sua residência.

“A água entrou na minha casa. Ficou ‘meia casa d’água a casa’. Eu perdi tudo. Se ele veio por aqui passou pela pista. Ou veio de avião e passou por cima”, revelou.

Enquanto isso, as imagens da Campanha de Álvaro mostram também que moradores de Belo Monte continuam convivendo com ruas sem pavimentação e pouca iluminação pública. Apesar da precariedade da infraestrutura, também reclamam da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

No bairro Santo Antônio, Ricardo Alexandre afirma que o valor do imposto aumentou significativamente nos últimos anos.

“O IPTU de Mossoró, a gente pagava uma mixaria. Pagava R$ 120. Hoje, se brincar, é R$ 1.200. Ele só pensa em enriquecer, e o povo sofrendo”, denunciou.

Também no Nova Vida, Cirilo Tomazas afirma que as melhorias urbanas ficaram concentradas em outras regiões da cidade.

“Lá onde ele mora ele asfaltou. O nosso lar ali, eu moro nos terrenos, é estrada de barro. Ele abandonou”, reclamou.

As imagens do programa eleitoral de Álvaro, revelam o conforto da região onde vive o candidato do União Brasil. Nelas, aparecem o condomínio, localizado em uma rua asfaltada e bem iluminada, além da fachada da casa que seria do ex-prefeito.

Os relatos retratam a realidade vivida por moradores de diferentes comunidades de Mossoró, que apontam dificuldades no acesso a serviços públicos essenciais e cobram melhorias em áreas como infraestrutura, saúde, educação e mobilidade urbana. Realidades essas, bem diferentes daquelas mostradas por Alysson Bezerra em suas redes sociais ao longo dos anos. O vídeo registra o conflito da Mossoró real com a cidade que o ex-prefeito mostra para todo o estado: um município em que tudo funciona e que merece ser modelo para todo o RN.

Ao reunir depoimentos de localidades distintas, as reclamações convergem para um mesmo sentimento de abandono e de falta de investimentos nas regiões mais afastadas do centro da cidade.

Do Sítio Chafariz para o luxo do “Ninho”
Desde o início de suas campanhas para a prefeitura de Mossoró, Allyson buscou enfatizar que sabe do que o povo precisa porque suas raízes são “de pé no chão”.

A infância do candidato foi no Sítio Chafariz, uma comunidade localizada na Zona Rural da cidade. Hoje, “os pés no chão”, pisam numa casa no Condomínio Ninho Residencial, avaliada em aproximadamente R$ 1.000,00.

No condomínio, “A maior piscina dos condomínios do Rio Grande do Norte”, como descreve um anúncio do empreendimento. A piscina, em formato de um famoso personagem da Disney, ainda conforme o anúncio, possui uma capacidade para mais de 900m³ de água. Para se ter uma ideia do volume de água, se fosse utilizado um carro-pipa de 10 mil litros para abastecê-la, seriam necessárias 90 viagens para que o abastecimento fosse atingido.

Allyson denuncia que Álvaro “passou dos limites”

Nas redes sociais, na quinta-feira (10), Allyson acusou o candidato do PL de haver “passado dos limites” ao revelar a fachada da sua residência, além de mostrar o veículo utilizado para o transporte de sua filha.

“Ele usou um drone para invadir a privacidade da minha família e filmar a nossa casa. E o mais grave, ele pegou essas imagens e colocou na televisão do programa eleitoral dele. Mostraram a nossa casa, o carro que minha filha usa, até o endereço que a gente mora”, denunciou.

Para ele, sua preocupação, acima de tudo, seria com relação a segurança da criança.

“(…) enquanto eu estou rodando todo o estado, ela fica em casa. É na nossa casa que ela brinca, que ela dorme e que ela fica me esperando, esperando também Cinta voltar. E eu preciso saber quantas vezes esse drone ficou lá para chorar na gente. O que mais foi gravado? A minha filha também foi filmada lá brincando no quintal? A minha esposa foi lá filmada? Esse drone continua lá?”, questiona.

Allyson cita ainda que sabe que todas as críticas atribuídas a ele fazem parte da campanha, mas não justificam mostrar sua vida pessoal. “Fiscalizem minha vida pública”, pede.

Ao final da gravação, o ex-prefeito de Mossoró comunica que irá recorrer a medidas legais. “Mas eu vou tomar as medidas que são legais para proteger a minha família, a minha casa. Isso mostra o desespero e a sede de poder que pode levar a uma campanha como essa. Mas campanha não é vale tudo. O Rio Grande do Norte não merece uma disputa desse jeito”, finaliza.


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CADU DE LULA CRESCE QUASE SETE VEZES E CONSOLIDA VIRADA RUMO AO 2º TURNO

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Cadu de Lula (PT) consolidou uma virada na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. De 4,11% das intenções de voto na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada em 23 de outubro do ano passado, o petista chegou a 28,28% no levantamento divulgado nesta quinta-feira, 10 de setembro, ultrapassou Álvaro Dias (PL) e assumiu isoladamente a segunda colocação. A diferença entre os dois, que até as últimas pesquisas estavam tecnicamente empatados, agora é de 5,17 pontos percentuais, acima da margem de erro de 2,53 pontos. Allyson Bezerra (União Brasil) permanece na liderança, com 35,18%.

O resultado marca uma mudança de patamar para a candidatura petista. Cadu não apenas avançou numericamente, mas rompeu o empate técnico com Álvaro e reduziu a distância para Allyson a 6,9 pontos percentuais. Na comparação com os 4,11% registrados em outubro do ano passado, os atuais 28,28% mostram que o percentual de crescimento do petista na DataVero foi 588%.

O cenário de outubro era diferente do atual. Allyson liderava com 27,22%, seguido por Rogério Marinho, com 13,58%, e Carlos Eduardo, com 12,72%. Álvaro aparecia com 7,95%, Thabatta Pimenta tinha 7,81% e Cadu ocupava a última posição entre os seis nomes apresentados, com 4,11%. Parte desses nomes posteriormente não chegou à atual disputa pelo Governo. Ainda assim, a comparação dimensiona a trajetória de crescimento de Cadu ao longo do período.

Nas redes sociais, Cadu comemorou a virada registrada pelo instituto. Em publicação no Instagram sobre a nova pesquisa DataVero/Diário do RN, afirmou: “Nossa campanha ganha cada vez mais força em todo o Rio Grande do Norte, com muita rua, diálogo, apoio e confiança do nosso povo. Seguimos juntos, no rumo certo. É Cadu de Lula, é 13. Cuida!”, escreveu.

Aliança com Lula impulsiona Cadu
O movimento que levou Cadu à segunda posição ganhou força principalmente a partir de agosto.

Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada em 14 daquele mês, no cenário em que o eleitor era informado sobre os principais apoios políticos dos candidatos, Allyson aparecia com 37,81%, Álvaro tinha 25,37% e Cadu chegava a 22,66%, quando associado ao presidente Lula.

Naquele momento, 2,71 pontos separavam Cadu de Álvaro. Os dois estavam tecnicamente empatados, mas o candidato do PL ainda mantinha vantagem numérica.

Duas semanas depois, em 28 de agosto, a distância diminuiu. Allyson registrou 34,94%, Álvaro chegou a 25,85% e Cadu avançou para 23,21%. A diferença entre os dois últimos caiu para 2,64 pontos, novamente dentro da margem de erro.

A pesquisa desta quinta-feira transforma a aproximação em ultrapassagem. Cadu passou de 23,21% para 28,28%, crescimento de aproximadamente 22% em relação ao levantamento anterior. Álvaro, por sua vez, foi de 25,85% para 23,11%. Com os dois movimentos, a distância que era de 2,64 pontos favorável ao candidato do PL passou a ser de 5,17 pontos em favor do petista, representando vantagem fora da margem de erro.

Em menos de um mês, tomando como referência a pesquisa de 14 de agosto, Cadu passou de 22,66% para 28,28%, crescimento de aproximadamente 25%. No mesmo período, Allyson passou de 37,81% para 35,18%, enquanto Álvaro foi de 25,37% para 23,11%.

Pesquisas nacionais já indicavam avanço
A ultrapassagem registrada agora pela DataVero vinha sendo sinalizada numericamente por levantamentos nacionais. Na pesquisa Quaest/InterTV Cabugi, divulgada em 24 de agosto, Allyson apareceu com 25%, seguido por Cadu, com 21%, e Álvaro, com 19%. Pela margem de erro, porém, os candidatos estavam tecnicamente empatados.

O mesmo movimento apareceu no levantamento mais recente do Real Time Big Data, divulgado nesta quinta-feira (10). Allyson tem 30%, Cadu aparece com 25% e Álvaro registra 23%. Nesse caso, Cadu e Álvaro ainda estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Ao comentar esse resultado, Cadu também relacionou os números ao movimento que afirma perceber durante a campanha. “É o que a gente já sente nas ruas, em cada cidade, em cada encontro com o nosso povo. Nossa campanha segue crescendo, com o pé no chão e muita estrada pela frente”, publicou.

A diferença é que, na DataVero/Diário do RN desta quinta-feira, a segunda colocação deixa de ser apenas numérica ou um empate técnico. Pela primeira vez na sequência recente do instituto, Cadu aparece à frente de Álvaro com uma distância superior à margem de erro, consolidando a virada que vinha sendo desenhada desde agosto.


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NINA, NATÁLIA E BENES LIDERAM COMO ‘PUXADORES DE VOTOS’ PARA FEDERAL

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A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte se desdobra em uma corrida paralela dentro dos próprios grupos políticos. Enquanto Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) protagonizam a disputa pelo Executivo, os três principais palanques chegam à eleição com vários candidatos competitivos para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.

Com isso, além de enfrentar os adversários de outros campos, aliados disputam entre si a preferência do eleitor e o espaço limitado nas bancadas.

A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta quinta-feira (10), evidencia esse cenário principalmente na corrida pelas oito vagas de deputado federal. No grupo de Álvaro, Nina Souza aparece com 6,55% das citações espontâneas e se destaca numericamente, mas há uma disputa apertada logo abaixo: Cabo Deyvison tem 1,89%; Sargento Gonçalves, 1,86%; General Girão, 1,81%; e Carla Dickson, 1,78%. Apenas 0,11 ponto percentual separa os quatro. Juninho Saia Rodada aparece com 1,46% e Pedro Filho, com 0,80%.

No campo político de Cadu, diferentes candidaturas também aparecem competitivas. Natália Bonavides registra 2,87%, enquanto Dr. Bernardo aparece com 1,96% e Thabatta Pimenta, com 1,92%, diferença de apenas 0,04 ponto entre os dois. Fernando Mineiro tem 1,38% e Odon Júnior, 0,98%.

Entre os aliados de Allyson, Benes Leocádio aparece com 2,58% e Robinson Faria, com 2,20%, separados por apenas 0,38 ponto. Os números mostram, portanto, que nenhum dos três principais palanques concentra a disputa proporcional em uma única candidatura: todos apresentam nomes competitivos que, além da concorrência externa, medem forças dentro do próprio campo político.

A pesquisa também aponta os principais “puxadores de votos” de cada grupo: Nina Souza, com 6,55%, no campo de Álvaro; Natália Bonavides, com 2,87%, entre os aliados de Cadu; e Benes Leocádio, com 2,58%, no grupo de Allyson. A partir deles, cada palanque reúne outros nomes competitivos na disputa pelas oito vagas da Câmara.

A disputa ganha ainda mais peso diante do número limitado de cadeiras. O Rio Grande do Norte elege apenas oito deputados federais, e a votação individual não é o único elemento considerado na definição dos eleitos. Na eleição proporcional, as vagas são distribuídas entre partidos e federações conforme os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário e as regras para distribuição das sobras.

Embora a disputa esteja acirrada, o cenário permanece em aberto, visto que, na pesquisa espontânea, 50,23% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar para deputado federal. Outros 9,87% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

Disputa se espalha pela ALRN
Na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, a disputa interna nos três principais grupos se repete e envolve um número ainda maior de candidaturas. Nenhum nome alcança 3% das citações espontâneas, e aliados de Álvaro, Allyson e Cadu aparecem próximos nas primeiras posições.

No grupo de Álvaro, Tomba Farias lidera a pesquisa geral, com 2,55%. Ériko Jácome aparece com 1,50%, seguido por Dr. Kerginaldo Jácome, com 1,08%; Coronel Azevedo, 0,99%; Ezequiel Ferreira, 0,95%; Cristiane Dantas, 0,91%; e Gustavo Carvalho, 0,89%. Entre Kerginaldo, Coronel Azevedo, Ezequiel, Cristiane e Gustavo, a diferença é de apenas 0,19 ponto.

O grupo de Allyson também reúne vários nomes competitivos. Galeno Torquato aparece com 2,35%, seguido por Kleber Rodrigues, com 2,03%, e Nelter Queiroz, com 1,63%. Júlio César registra 1,50%; Cinthia de Allyson, 1,16%; Ivanilson Oliveira, 0,99%; e Walter Alves, 0,76%.

Apenas 0,32 ponto separa Galeno e Kleber, os dois primeiros do grupo.

No campo de Cadu, Ubaldo Fernandes aparece com 1,09%, Eudiane Macedo, com 1,01%, e Francisco do PT, com 0,92%. Na sequência estão Isolda Dantas, com 0,82%; Dr. Gustavo Soares, 0,70%; e Divaneide Basílio, 0,54%. Entre Ubaldo, Eudiane e Francisco, a distância é de somente 0,17 ponto.

A quantidade de candidaturas próximas dentro de cada grupo reforça que a disputa proporcional ocorre em duas frentes: contra candidatos dos campos adversários e entre aliados que dividem o mesmo palanque para o Governo. A indefinição do eleitorado amplia esse cenário. Para deputado estadual, 47,02% não sabem ou não responderam, enquanto 12,19% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo. Juntos, são 59,21% sem apontar espontaneamente um nome.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores nos dias 6, 7 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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TBT: ROSALBA VENCE NO 1º TURNO E CHEGA AO GOVERNO DO RN EM 2010

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Quatro anos depois de o Rio Grande do Norte viver o primeiro segundo turno de sua história para o Governo do Estado, a eleição de 2010 apresentou um cenário diferente. Três candidaturas de peso entraram na disputa pelo Executivo potiguar, mas a decisão veio já no primeiro turno. Com 52,46% dos votos válidos, Rosalba Ciarlini (DEM) superou o então governador Iberê Ferreira (PSB) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e se tornou a segunda mulher eleita para comandar o Estado.

A eleição, realizada em 3 de outubro, ocorreu em meio a uma mudança no comando do Governo. Wilma de Faria, eleita em 2002 e reeleita em 2006, havia deixado o cargo em abril daquele ano para disputar uma vaga no Senado. Com a saída, o vice Iberê Ferreira assumiu o Executivo e chegou às urnas como governador, na tentativa de conquistar um mandato próprio.

Rosalba, por sua vez, chegava à disputa depois de construir sua trajetória política principalmente a partir de Mossoró. Médica pediatra, havia sido eleita prefeita da cidade pela primeira vez em 1988. Voltou à Prefeitura em 1996, foi reeleita em 2000 e, em 2006, conquistou uma vaga no Senado. Quatro anos depois, deixou o mandato para buscar pela primeira vez o Governo do Rio Grande do Norte. Sua chapa tinha como vice Robinson Faria (PMN), que vinha de seis mandatos consecutivos como deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa desde 2003.

O cenário representava uma mudança em relação às disputas anteriores. Depois de eleições polarizadas por dois nomes de maior expressão, 2010 reuniu três candidaturas com presença relevante na política estadual: Rosalba, Iberê e Carlos Eduardo. Este último havia sido vice-prefeito e prefeito de Natal e entrou na corrida pelo PDT, tendo Álvaro Dias como candidato a vice.

Vitória no primeiro turno
A apuração confirmou a vantagem de Rosalba. A candidata do DEM recebeu 813.813 votos, equivalentes a 52,46% dos válidos, percentual suficiente para evitar o segundo turno. Iberê Ferreira ficou em segundo lugar, com 562.256 votos, ou 36,25%. Carlos Eduardo recebeu 160.828 votos e terminou com 10,37%.

Outros três candidatos completaram a disputa: Sandro Pimentel (PSOL), com 10.520 votos (0,68%); José Walter Xavier (PCB), com 2.078 (0,13%); e Bartô Moreira (PRTB), com 1.746 (0,11%).

O resultado também mostrou a capilaridade da candidatura vencedora. Rosalba ficou à frente em 114 dos 167 municípios potiguares. Iberê venceu em 52, enquanto Carlos Eduardo liderou apenas em Itajá. Mesmo em Natal, onde a ex-prefeita da capital tinha como adversário um ex-prefeito, Rosalba terminou na dianteira.

A vitória fez de Rosalba a segunda mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte, depois de Wilma de Faria. Na prática, o resultado também significou que, pela terceira eleição estadual consecutiva, os potiguares escolheram uma mulher para o Governo: Wilma havia vencido em 2002 e 2006, e Rosalba assumiria o cargo em janeiro de 2011.

Para o DEM, a conquista representou ainda o retorno do grupo político ao comando do Estado duas décadas depois da vitória de José Agripino Maia, em 1990. A eleição também recolocou a família Rosado no Governo: Dix-Sept Rosado, sogro de Rosalba, havia sido eleito governador em 1950 e morreu em um acidente aéreo no ano seguinte.

Mudança no Governo
A disputa de 2010 também teve uma particularidade entre os adversários de Rosalba. Iberê entrou na campanha ocupando o Governo havia poucos meses. Ele assumira o cargo em abril, após a desincompatibilização de Wilma para concorrer ao Senado, e disputava a eleição apoiado pelo grupo que governava o Estado desde 2003.

Apesar de ocupar o Executivo e chegar ao pleito como candidato da situação, Iberê terminou com 36,25%, uma diferença de mais de 16 pontos percentuais em relação a Rosalba. A derrota encerrou a tentativa de continuidade do PSB no comando do Estado após os dois mandatos de Wilma.

Carlos Eduardo, por outro lado, apresentou-se como uma terceira força na eleição. Ao lado de Álvaro Dias, alcançou pouco mais de 10% dos votos válidos. A chapa Coragem para Mudar era formada por PDT, PCdoB e PRP.

O desempenho não foi suficiente para levar a disputa ao segundo turno, como havia acontecido quatro anos antes. Rosalba ultrapassou a maioria absoluta necessária e encerrou a eleição no primeiro domingo de outubro.

Disputa pelo Senado
Se Wilma deixou o Governo para tentar chegar ao Senado, o resultado das urnas acabou sendo desfavorável à ex-governadora. Naquele ano, duas vagas estavam em disputa, e os eleitos foram justamente dois nomes que já haviam ocupado o Governo do Estado: Garibaldi Alves Filho (PMDB), com 1.042.272 votos, equivalentes a 35,03% dos votos nominais para o Senado; e José Agripino Maia com 958.891, ou 32,23%. Wilma terminou em terceiro, com 651.358 votos (21,89%). Assim, tanto ela, que deixara o Governo para concorrer ao Senado, quanto Iberê, que assumira o Executivo e tentava permanecer no cargo, encerraram a eleição sem mandato conquistado nas urnas.

Renovação de Bancadas
Na Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra (PT) foi a candidata mais votada do Rio Grande do Norte, com 220.355 votos, seguida por João Maia (PR), com 217.854. Também conquistaram vagas Henrique Eduardo Alves, Fábio Faria, Felipe Maia, Betinho Rosado, Sandra Rosado e Paulo Wagner.

Na Assembleia Legislativa, Antônio Jácome (PMN) liderou a votação, com 54.743 votos. Entre os eleitos estavam ainda Ezequiel Ferreira, Walter Alves, Ricardo Motta, Gustavo Carvalho, Tomba Farias, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo, Márcia Maia, Vivaldo Costa, George Soares, Fábio Dantas, Hermano Morais e Fernando Mineiro.


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NINA SOUZA LIDERA DISPUTA PARA FEDERAL COM O DOBRO DO SEGUNDO LUGAR

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andidata a deputada federal, Nina Souza (PL), parece na liderança da pesquisa espontânea para a Câmara Federal no Rio Grande do Norte, divulgada pelo Instituto DataVero em parceria com o Diário do RN, nesta quinta-feira (10). No cenário, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos, Nina aparece com 6,55% das citações.

O segundo lugar é ocupado pela deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,87%, seguida por Benes Leocádio, que registra 2,58%. Na sequência aparecem Robinson Faria (2,20%), Dr. Bernardo (1,96%), Thabatta Pimenta (1,92%), Cabo Deyvison (1,89%), Sargento Gonçalves (1,86%), General Girão (1,81%), Carla Dickson (1,78%) e João Maia (1,55%).

Também figuram entre os mais lembrados Juninho Saia Rodada (1,46%), Fernando Mineiro (1,38%), Odon Júnior (0,98%), Pedro Filho (0,80%), Robson Carvalho (0,77%), Dr. Kerginaldo Jácome e Coronel Brilhante, ambos com 0,51%, além de Tomba Farias (0,47%) e Galeno Torquato (0,36%).

Mais da metade dos entrevistados ainda não sabem em quem votar
Apesar da liderança de Nina Souza, o levantamento revela que a disputa pelas oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados ainda está longe de estar consolidada. Mais da metade dos entrevistados (50,23%) afirmou não saber ou preferiu não responder em quem votaria para deputado federal.

Além disso, 9,87% declararam que votariam em branco, anulariam o voto ou disseram não votar em nenhum candidato.

Os números mostram que cerca de seis em cada dez eleitores potiguares ainda não manifestaram preferência por um nome para a Câmara Federal, indicando um cenário ainda aberto para a eleição proporcional.

DADOS DA PESQUISA
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 6, 7 e 8 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.

Tomba Farias lidera mais um levantamento para deputado estadual no RN

A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte segue aberta, segundo a mais recente pesquisa do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN. No cenário espontâneo, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos, o deputado estadual Tomba Farias aparece na liderança, com 2,55% das intenções de voto.

Na sequência, figuram Galeno Torquato, com 2,35%, e Kleber Rodrigues, com 2,03%. Fechando o grupo dos cinco mais lembrados pelos eleitores aparecem Nelter Queiroz, com 1,63%, e Ériko Jácome e Júlio César, ambos com 1,50%.

Também ultrapassam a marca de 1% Cinthia de Allyson (1,16%), Ubaldo Fernandes (1,09%), Dr. Kerginaldo Jácome (1,08%) e Eudiane Macedo (1,01%).

Na faixa entre 0,90% e 1% aparecem Coronel Azevedo e Ivanilson Oliveira, ambos com 0,99%, Ezequiel Ferreira (0,95%), Francisco do PT (0,92%) e Cristiane Dantas (0,91%).

Outros nomes citados pelos entrevistados foram Gustavo Carvalho (0,89%), Robson Carvalho (0,85%), Isolda Dantas e Sargento Gonçalves (ambos com 0,82%), Walter Alves (0,76%), Getúlio Rêgo (0,75%), Dr. Gustavo Soares (0,70%), Kaline de Dr. Bernardo (0,68%), Gustavo e Jorge do Rosário (ambos com 0,62%), além de Divaneide Basílio, Anne Lagartixa e Neilton Diógenes, todos com 0,54%. Cintia Maia foi citada por 0,53% dos entrevistados, enquanto Dr. Bernardo aparece com 0,52%.

Maioria do eleitorado ainda não definiu o voto
O levantamento evidencia que a disputa para a Assembleia Legislativa permanece em aberto. Os eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não responder representam 47,02% do total dos entrevistados.

Além disso, 12,19% declararam que votariam em branco, anulariam o voto ou disseram não escolher nenhum candidato.

Somados, os dois grupos alcançam 59,21% do eleitorado pesquisado, indicando que praticamente seis em cada dez potiguares ainda não manifestaram preferência por um nome para deputado estadual.

DADOS DA PESQUISA
A pesquisa DataVero/Diário do RN entrevistou 1.500 eleitores em municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 6, 7 e 8 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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STYVENSON CAI, SAMANDA CRESCE QUASE 40% EM UM MÊS E SE APROXIMA DE ZENAIDE

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra movimentos em direções diferentes entre os principais candidatos às duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. Styvenson Valentim (Podemos) permanece na liderança, mas apresenta queda em relação à rodada anterior, enquanto Samanda de Lula (PT) mantém trajetória de crescimento.

Zenaide Maia (PSD) segue na segunda posição.

No resultado unificado, que reúne o primeiro e o segundo votos, Styvenson registra 20,4%. O senador tinha 19,78% em 14 de agosto, subiu para 23,02% em 28 de agosto e agora recua para 20,4%, queda fora da margem de erro, que é de 2,53%. A queda de Styvenson é de 13% em menos de um mês. Zenaide aparece com 13,4%, após passar de 13,01% para 15,45% e voltar a um patamar próximo ao da primeira rodada.

Samanda faz movimento diferente e cresce nos três levantamentos: saiu de 6,62% em 14 de agosto para 7,77% em 28 de agosto e chega agora a 9,2%, avanço acumulado de 2,58 pontos percentuais. Os números representam um crescimento de quase 40% em menos de um mês.

Rafael Motta (PDT) tem 7,4% e Coronel Hélio (PL), 6,9%. Na rodada anterior, os três estavam praticamente no mesmo patamar: Samanda tinha 7,77%, Coronel Hélio, 7,59%, e Rafael, 7,55%.

Com isso, Samanda abre numericamente uma diferença em relação aos dois e reduz a distância para Zenaide. A diferença entre as duas era de 6,39 pontos em 14 de agosto, passou para 7,68 em 28 de agosto e agora cai para 4,2 pontos. Samanda, Rafael e Coronel Hélio, no entanto, permanecem empatados dentro da margem de erro de 2,53%.

Entre os demais candidatos, Sandro Pimentel (PSOL) registra 1,1%; Tércio Tinoco (União Brasil), 1%; Sônia Godeiro (PSOL), 0,7%; Rosália Fernandes (PSTU), 0,5%; Luciana Lima (PSTU), 0,4%; e Clóvis Costa, do Coletivo Nós (Agir), e Gari Wendell Batista (Agir), 0,2% cada. Linhares Jibóia (DC) não pontuou. Não sabem ou não responderam somam 23,2% e nenhum, branco ou nulo, 15,3%.

Recuo de Styvenson e avanço de Samanda
A evolução do resultado unificado reforça os movimentos registrados na rodada atual. No recorte apresentado pelo instituto para acompanhar os três primeiros nomes, Styvenson tinha 34,46% em 14 de agosto, subiu para 36,58% em 28 de agosto e agora recua para 31,98%. A queda entre as duas últimas pesquisas é de 4,60 pontos percentuais.

Samanda é a única dos três que cresce nas duas comparações: saiu de 11,48% para 12,38% e agora alcança 13,55%. Com isso, a distância para Zenaide, que era de 12,46 pontos na rodada anterior, cai para 9,28 pontos.

Primeiro e segundo votos
No primeiro voto estimulado, Styvenson aparece com 28,72%, enquanto Zenaide registra 14,55%. Nas três rodadas, Styvenson passou de 29,32% em 14 de agosto para 31,40% em 28 de agosto e agora recua para 28,72%. Zenaide, por sua vez, saiu de 15,25% para 15% e chega a 14,55% na pesquisa atual.

Samanda mantém crescimento: saiu de 6,90% para 8,52% e chega a 11,41%, avanço acumulado de 4,51 pontos. A distância para Zenaide, que era de 8,35 pontos em 14 de agosto, passou para 6,48 e agora cai para 3,14 pontos. Rafael aparece com 8,11% e Coronel Hélio, com 6,28%.

Entre os demais, Sandro Pimentel tem 1,23%; Sônia Godeiro, 0,76%; Tércio Tinoco, 0,68%; Gari Wendell e Rosália Fernandes, 0,36% cada; Luciana Lima, 0,21%; e Clóvis Costa, 0,16%. Linhares Jibóia não pontuou. Não sabem ou não responderam somam 15,83%, e nenhum, branco ou nulo, 11,34%.

No segundo voto, Zenaide tinha 12,09% em 14 de agosto, subiu para 15,90% em 28 de agosto e agora registra 12,31%. Styvenson passou de 12,75% para 14,63% e chega a 12,03%. Samanda, por sua vez, mantém leve crescimento: saiu de 6,34% para 7,02% e agora alcança 7,09%. Na rodada atual, Coronel Hélio tem 7,49% e Rafael, 6,75%.

Samanda lidera rejeição
Samanda também registra a maior rejeição, com 12,88%, ante 10,88% na rodada anterior.

Coronel Hélio aparece com 9,03%; Styvenson, 8,01%; Zenaide, 5,82%; e Rafael, 4,29%.

Entre os demais, Sandro Pimentel registra 1,80%; Clóvis Costa, 1,73%; Sônia Godeiro, 0,99%; Luciana Lima, 0,68%; Tércio Tinoco, 0,64%; e os demais ficam abaixo de 0,60%. Outros 29,31% não sabem ou não responderam, 19,72% indicaram nenhum, branco ou nulo e 3,36% afirmaram que votariam em todos.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte nos dias 6, 7 e 8 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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COM APOIO DE LULA, CADU ULTRAPASSA ÁLVARO DIAS E ENCOSTA EM ALLYSON

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra uma mudança na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Cadu de Lula (PT) mantém trajetória de crescimento e, no cenário em que os principais apoios políticos são apresentados aos eleitores, ultrapassa Álvaro Dias (PL) e assume a segunda colocação. O petista chega a 28,28%, contra 23,11% de Álvaro. Allyson Bezerra (União Brasil) permanece na liderança, com 35,18%.

O levantamento testou dois cenários estimulados: um em que os três principais candidatos aparecem associados aos seus apoiadores e outro em que apenas os nomes dos concorrentes são apresentados. Nos dois, os números mostram avanço de Cadu ao longo das últimas rodadas.

Esta é a primeira pesquisa DataVero realizada após o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, acrescentando um novo elemento ao acompanhamento da evolução das candidaturas. A coleta foi realizada entre os dias 6 e 8 de setembro, já com os candidatos em exposição no horário eleitoral.

Com apoios, Cadu chega a 28,28%
No cenário com apoios, Allyson é apresentado como candidato de José Agripino Maia, Garibaldi Alves e Robinson Faria; Cadu, como candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da governadora Fátima Bezerra; e Álvaro Dias, associado a Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire.

Neste recorte, Cadu registra a principal movimentação. Em 14 de agosto, tinha 22,66%, passou para 23,21% em 28 de agosto e agora alcança 28,28%. O crescimento é de 5,62 pontos percentuais desde a primeira rodada e de 5,07 pontos em relação à anterior. Os números revelam crescimento de 25% na candidatura de Cadu em menos de um mês.

Álvaro segue movimento contrário. Depois de registrar 25,37% em agosto e oscilar para 25,85% no levantamento seguinte, cai agora para 23,11%, redução de 2,74 pontos desde 28 de agosto.

Com isso, Cadu passa de uma desvantagem de 2,64 pontos para uma vantagem de 5,17 pontos percentuais sobre o candidato do PL.

Allyson continua na liderança, mas apresenta tendência de estagnação e queda. O candidato do União Brasil passou de 37,81% em 14 de agosto para 34,94% em 28 de agosto e agora marca 35,18%. Outros 6,38% não sabem ou não responderam e 7,06% escolheram nenhum, branco ou nulo.

Sem apoios, segundo lugar fica empatado
O crescimento de Cadu também aparece no cenário estimulado sem a indicação das alianças.

Allyson lidera com 37,56%, enquanto Álvaro registra 21,40% e Cadu, 21,14%. A diferença entre os dois últimos é de apenas 0,26 ponto, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

A evolução mostra caminhos opostos. Cadu saiu de 14,56% em 14 de agosto para 17,62% em 28 de agosto e chega agora a 21,14%, avanço acumulado de 6,58%. Álvaro caiu de 26,48% para 24,07% e, agora, 21,40%, recuo de 5,08 pontos no mesmo período. Allyson segue praticamente estável: tinha 37,31% na primeira rodada e agora registra 37,56%.

Entre os demais candidatos, Rodrigo Bolsonaro (Agir) aparece com 1,57%, Professor Robério Paulino (PSOL), com 0,86%, Henrique Lira (PCO), com 0,16%, Dario Barbosa (PSTU), com 0,10%, e Arinalda do MLB (UP), com 0,05%. Carlos Jararaca (DC) não pontuou. Outros 8,68% não sabem ou não responderam e 8,48% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

Espontânea tem 43,15% de indefinição
Na espontânea, quando nenhum nome é apresentado, a maior parcela ainda é formada pelos eleitores que não sabem ou não responderam: 43,15%.

Entre os nomes citados, Allyson lidera com 26,38%. Álvaro aparece com 14,55% e Cadu com 12,76%, diferença de 1,79 ponto entre os dois. Outros 2,45% indicaram não votar em nenhum candidato, branco ou nulo.

Cadu e Álvaro têm maiores rejeições
Na rejeição, Cadu registra 25,37%, seguido por Álvaro, com 22,60%. Allyson tem 9,15% e Rodrigo Bolsonaro (Agir), 9,21%.

Entre os demais, Carlos Jararaca tem 1,81%; Professor Robério Paulino, 1%; Dario Barbosa, 0,72%; Henrique Lira, 0,57%; e Arinalda do MLB, 0,16%. Outros 14,92% não sabem ou não responderam, 12,54% indicaram nenhum, branco ou nulo e 1,94% afirmaram que votariam em todos.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte nos dias 6, 7 e 8 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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LULA LIDERA CORRIDA PRESIDENCIAL COM 55,21%. FLÁVIO BOLSONARO TEM 25,44%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança isolada da corrida pela Presidência da República entre os eleitores do Rio Grande do Norte, segundo a mais recente pesquisa do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta quinta-feira (10).

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula registra 55,21% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 25,44%.

Na sequência, Escritor Augusto Cury (Avante) soma 5,44%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 1,81%, Renan Santos (Missão), com 1,30%, e Romeu Zema (Novo), com 0,50%.

Também foram citados Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC), ambos com 0,16%; Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,10%; Veterinária Wilson Grassi (Democracia Cristã), com 0,06%; e Edmilson Costa (PCB), com 0,05%. Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram.

Entre os entrevistados, 4,02% disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 5,77% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto.

Flávio Bolsonaro é o nome mais rejeitado entre os eleitores com 49,71%
A pesquisa também aferiu a rejeição dos possíveis candidatos à Presidência. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro lidera com 49,71%, sendo o nome em que os eleitores afirmam que não votariam “de jeito nenhum”.

Lula aparece em segundo lugar, com 31,01% de rejeição.

Os demais candidatos registram índices inferiores a 1%: Ronaldo Caiado (0,74%), Escritor Augusto Cury (0,69%), Edmilson Costa (0,31%), Clariana Barão e Rui Costa Pimenta (0,16% cada), Renan Santos (0,15%), Zema (0,11%), Hertz Dias (0,10%) e Leonardo Avalanche (0,09%).

Veterinária Wilson Grassi não registrou rejeição.

Outros 8,30% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, enquanto 7,91% disseram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. Já 0,52% afirmaram que votariam em qualquer um dos candidatos.

Pesquisa mostra crescimento de Escritor Augusto Cury
Na comparação com o levantamento divulgado pelo Instituto DataVero em 28 de agosto, o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte permaneceu praticamente estável, com oscilações dentro da margem de erro de 2,53 pontos percentuais para os dois principais candidatos.

Lula passou de 54,38% para 55,21%, crescimento de 0,83 ponto percentual. Já Flávio Bolsonaro variou de 25,60% para 25,44%, oscilação negativa de 0,16 ponto percentual.

Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado passou de 1,99% para 1,81%, enquanto Renan Santos manteve estabilidade, variando de 1,31% para 1,30%. Romeu Zema recuou de 1,80% para 0,50%.

O principal movimento do levantamento foi o crescimento de Escritor Augusto Cury, que passou de 0,95% na pesquisa anterior para 5,44% nesta rodada.

Também houve redução no percentual de eleitores que disseram votar em branco ou anular o voto, índice que caiu de 9,42% para 5,77%. Já os que não souberam ou não responderam oscilaram de 4,36% para 4,02%.

dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN entrevistou 1.500 eleitores em municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 6, 7 e 8 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.


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PRAIA DE PONTA NEGRA DEVE CONTAR COM NOVO COMPLEXO ESPORTIVO ATÉ O VERÃO

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A nova faixa de areia da Praia de Ponta Negra ganhará, nos próximos meses, um complexo esportivo com 12 quadras destinadas à prática de vôlei de praia, futevôlei e beach tennis. O projeto da Prefeitura do Natal, que receberá investimento de R$ 232.615,77, prevê ainda iluminação em LED, bancos, telas de proteção e paisagismo, transformando o espaço em um novo polo para lazer, esporte e turismo na capital potiguar.

Para o prefeito Paulinho Freire, o empreendimento amplia as possibilidades de utilização da área criada pela obra de engorda da praia e fortalece um dos principais cartões-postais da cidade.

“Desde o início, entendemos as novas condições de Ponta Negra como propícias para ampliar o melhor uso da praia pelos natalenses e também pelas muitas pessoas que visitam a nossa maior atração turística. As novas quadras se encaixam perfeitamente nesse projeto. Com elas, a nossa população terá em breve equipamentos à disposição para se exercitar e adotar práticas esportivas e saudáveis. Da mesma forma, acontecerá com os visitantes, que contarão com o espaço para manter suas rotinas de exercícios. Há ainda o potencial que elas terão no objetivo extra de atrairmos competições e eventos que tragam ainda mais gente para usufruir de todas as maravilhas que Ponta Negra continuará proporcionando”, enfatizou.

Além do incentivo à prática esportiva, o município aposta no complexo para impulsionar o turismo esportivo e atrair competições de grande porte. As quadras serão construídas com dimensões oficiais, permitindo a realização de campeonatos estaduais, nacionais e até internacionais.

Segundo o secretário municipal de Esporte e Lazer, Hermes Câmara, a iniciativa aproveita a nova configuração da praia para consolidar Natal como referência nos esportes de areia.

“É um projeto muito importante porque fomenta os esportes de areia e não só o esporte, como também o turismo esportivo, que está em alta. A engorda de Ponta Negra foi uma obra muito importante para o turismo de Natal e essas quadras vêm para valorizar ainda mais aquele espaço.

Vamos ter capacidade de atrair eventos nacionais e internacionais de vôlei de praia, beach tennis e futevôlei. Será um complexo esportivo preparado para receber diversas modalidades”, destacou.

Após a conclusão das obras, a administração e a manutenção do complexo ficarão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL). O acesso às quadras será organizado por meio de um sistema de agendamento eletrônico, mas parte dos espaços ficará disponível para utilização espontânea da população.

“Teremos um sistema de agendamento pelo site da Prefeitura, que será gerenciado pela Secretaria de Esporte. Também teremos profissionais atuando no local. Aos fins de semana, estamos programando para que algumas quadras fiquem livres para o acesso da população. São 12 quadras e queremos atender tanto quem faz esporte organizado quanto quem está aproveitando a praia. As federações, associações e também as escolinhas da secretaria terão acesso ao espaço”, explicou.

Hermes Câmara informou que a Prefeitura pretende implantar projetos permanentes para incentivar a prática esportiva entre crianças, jovens e adultos.

“Vamos implantar escolinhas de beach tennis, vôlei de praia e futevôlei. Também teremos parcerias com as federações para fortalecer essas modalidades e ampliar o acesso ao esporte”, detalhou.

Estrutura permitirá receber grandes competições
O projeto prevê a construção de três módulos, cada um composto por quatro quadras. As áreas de jogo terão dimensões de 8 metros por 16 metros, padrão oficial das modalidades, além de áreas de segurança e telas de proteção.

Para o secretário, essa estrutura coloca Natal em condições de disputar eventos importantes do calendário esportivo.

“As dimensões oficiais permitem que a cidade receba competições nacionais e internacionais. É um conjunto de benefícios que reúne esporte, lazer e turismo em um único espaço”, enfatizou.

Entre as modalidades contempladas, o beach tennis deverá receber atenção especial da Prefeitura. De acordo com Hermes Câmara, o crescimento do esporte em Natal justifica a criação de ações permanentes voltadas à modalidade.

“O beach tennis vive um crescimento muito grande e hoje é um dos esportes que mais ganha adeptos. Natal, por ser uma cidade litorânea, possui grandes atletas, grandes eventos, clubes bem organizados e federações bastante ativas. Teremos projetos específicos para o beach tennis, para o futevôlei e também para o vôlei de praia”, afirmou.

A expectativa da gestão municipal é que o novo equipamento fortaleça a economia da região, ampliando o fluxo de visitantes e beneficiando hotéis, bares, restaurantes, quiosques e ambulantes.

“O impacto econômico será muito positivo. Além de atrair turistas para Natal, vamos fortalecer o trabalho dos ambulantes, aumentar a ocupação dos hotéis e movimentar bares e restaurantes da região. As quadras funcionarão também à noite, permitindo que comerciantes e quiosques tenham movimento durante os três turnos do dia. Isso muda completamente o cenário econômico daquele espaço”, argumentou.

Na avaliação do secretário, o complexo esportivo deverá transformar Ponta Negra em uma referência nacional para os esportes de areia.

“Imagino uma praia que se torne referência nacional e internacional, recebendo grandes eventos.

Uma praia autossustentável, bonita, agradável para convivência e para a prática esportiva, fortalecendo também o turismo e o comércio”, destacou.

Entrega está prevista para dezembro
O investimento de R$ 232.615,77 será realizado com recursos do Fundo de Urbanização (FURB), gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). A obra terá fiscalização da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, infraestrutura executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e iluminação instalada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).

Segundo Hermes Câmara, a Prefeitura trabalha para concluir o complexo antes do início da alta estação.

“A empresa está finalizando a documentação e a assinatura do contrato. Depois dessa etapa administrativa, a previsão é de execução entre 60 e 90 dias. Estamos trabalhando para entregar as quadras até dezembro e iniciar o verão de Natal já utilizando esse novo complexo esportivo”, explicou.

Com a entrega do equipamento, a Prefeitura pretende iniciar o calendário de verão já com competições, projetos esportivos e atividades abertas ao público, aproveitando a estrutura da nova faixa de areia de Ponta Negra para consolidar Natal como um dos principais destinos brasileiros para os esportes de praia.


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NOVO BAIRRO MORRO BRANCO MODIFICA MAPA DE NATAL E TRAZ OUTRAS MUDANÇAS

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Natal passou a contar oficialmente com 38 bairros após a sanção da Lei Municipal nº 8.197, de 2 de setembro de 2026, que criou o bairro Morro Branco. Embora a mudança seja administrativa, ela desencadeia uma série de atualizações nos sistemas da Prefeitura e de outros órgãos públicos, além de alterar o mapa oficial da cidade e a forma como o município realiza seu planejamento urbano.

O novo bairro ocupa uma área que anteriormente integrava os bairros Nova Descoberta, Tirol e Lagoa Nova. Seus limites são definidos pela Avenida Alexandrino de Alencar, ao norte; Rua da Saudade, ao sul; Parque das Dunas, a leste e Avenida Senador Salgado Filho, a oeste.

Segundo a secretária adjunta de Planejamento Urbanístico e Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Eudja Mafaldo, a criação de um novo bairro vai muito além da mudança no mapa da cidade e representa um importante instrumento para o planejamento das políticas públicas.

“Quando você subdivide bairros, normalmente precisa fazer toda a atualização dos dados daquela região para utilizar essas informações como instrumento de planejamento, na definição de equipamentos públicos, como escolas, unidades de saúde e outros serviços. A importância é exatamente essa: permitir uma gestão mais eficiente do espaço urbano”, explicou.

Mas, como nasce um novo bairro?
A criação de bairros poder ser proposta tanto pelo poder público, quanto pela própria população.

A iniciativa que resultou no bairro Morro Branco partiu da Câmara Municipal. O projeto começou a tramitar ainda em 2012 e foi apresentado pelos vereadores da época como uma demanda da própria comunidade.

“Essa iniciativa de subdivisão pode partir tanto do poder público quanto da comunidade. No caso de Morro Branco, ela não surgiu por iniciativa do município. Esse projeto tramita desde 2012 e foi apresentado pelos vereadores como representantes da população. O processo seguiu sua tramitação na Câmara Municipal e somente agora foi concluído”, comentou.

Atualização dos mapas será o primeiro passo

Criação do novo bairro retirou áreas que pertenciam a Nova Descoberta, Tirol e Lagoa Nova; Semurb fará atualização de indicarores e outros dados – Foto: Reprodução

Com a sanção da lei, a Semurb passa a ter a responsabilidade de atualizar toda a base cartográfica do município. Isso porque a criação do novo bairro retirou áreas que antes pertenciam aos bairros de Nova Descoberta, Tirol e Lagoa Nova.

“Nosso papel agora é atualizar toda a base cartográfica do município. Como houve a retirada de porções de três bairros para formar um quarto bairro, todos os indicadores que antes pertenciam àquelas áreas precisarão ser recalculados. Teremos que atualizar dados censitários, mapas, informações sobre serviços públicos e comunicar essas mudanças às concessionárias e demais órgãos”, detalhou.

De acordo com a secretária, esse trabalho será fundamental para que os indicadores utilizados pela administração municipal reflitam a nova realidade territorial da capital.

Embora a criação do bairro não altere a propriedade dos imóveis, os moradores e empresas instalados na área precisarão atualizar seus cadastros à medida que o município concluir as alterações oficiais.

“A Prefeitura terá que atualizar os endereços de todos os imóveis localizados no novo bairro e comunicar essas mudanças aos moradores, às concessionárias e à Secretaria Municipal de Tributação. Empresas instaladas na área também precisarão atualizar seus contratos sociais e demais registros cadastrais. Não muda a titularidade dos imóveis; trata-se apenas de uma atualização das informações de endereço”, afirmou.

Segundo Eudja Mafaldo, questões relacionadas ao IPTU serão analisadas pela Secretaria Municipal de Tributação, já que a mudança cria oficialmente um novo endereço administrativo para os imóveis localizados na área.

Mudança também será incorporada ao Plano Diretor

A criação de Morro Branco também terá reflexos na próxima revisão do Plano Diretor de Natal, prevista para começar no próximo ano. Isso porque o novo bairro passa a ser considerado uma nova unidade de planejamento urbano.

“Na próxima revisão do Plano Diretor, essa nova divisão territorial precisará constar dos estudos.

O bairro Morro Branco estará inserido em duas regiões administrativas da cidade e isso exigirá ajustes em diversos cadastros, inclusive no cadastro imobiliário do município”, explicou.

Enquanto o próximo Censo Demográfico não é realizado, a população do novo bairro será estimada pela Prefeitura com base nas informações disponíveis.

“A população de Morro Branco será estimada pelo município. Oficialmente, esse número só será conhecido quando o IBGE realizar o próximo Censo, mas precisaremos trabalhar com estimativas para subsidiar o planejamento urbano”, destacou.

Bairro mais populoso continua sendo Nossa Senhora da Apresentação
Com a criação de Morro Branco, Natal passa a ter oficialmente 38 bairros. Segundo dados da Semurb, Nossa Senhora da Apresentação continua sendo o mais populoso da capital, com 76.177 habitantes. Em seguida aparecem Pajuçara, com 56.454 moradores, Lagoa Azul, com 55.607, e Potengi, com 48.596 habitantes.

A oficialização de Morro Branco não altera esses números neste momento, mas inaugura uma nova etapa de reorganização territorial da cidade. A partir de agora, a Prefeitura iniciará a atualização dos mapas oficiais, dos cadastros públicos e dos indicadores urbanos que servirão de base para o planejamento de investimentos e serviços públicos nos próximos anos.


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NINA REPUDIA AMEAÇAS A CANDIDATAS DO PT: “É HORA DE LARGAR AS BANDEIRAS”

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A candidata a deputada federal Nina Souza (PL) manifestou, em entrevista ao Diário do RN, solidariedade às candidatas progressistas Brisa Bracchi, Natália Bonavides e Juliana Garcia, que relataram ameaças e episódios de violência política nos últimos dias no Rio Grande do Norte.

Mesmo em campos políticos distintos, Nina defendeu união contra a violência e repudiou os ataques.

“Minha posição quanto a esses casos é de total repúdio. Afinal de contas, são três mulheres, três mulheres que exercem as suas atividades políticas, três mulheres que merecem respeito, e a gente não pode, de nenhuma maneira, minimizar esse tipo de atividade”, afirmou.

Nina relacionou os episódios ao cenário de violência enfrentado pelas mulheres no país e disse que as ameaças também geram preocupação entre outras candidatas.

“Nós vivemos num país, lamentavelmente, extremamente violento, onde o feminicídio a cada dia só aumenta, por mais que nós venhamos conscientizando, falando, alertando. Então, ver três mulheres em atividade política sendo ameaçadas dessa forma nos traz medo também, porque, na hora que a gente banaliza com elas, isso pode acontecer comigo também”, declarou.

Para a candidata do PL, o enfrentamento à violência deve ultrapassar as divisões políticas. “É a hora de todo mundo largar as bandeiras partidárias e nos unirmos contra qualquer tipo de violência”, defendeu.

Nina também cobrou a identificação e responsabilização de quem estiver por trás das ameaças.

“Fica aqui minha solidariedade às três e, mais do que isso, que seja elucidado, que as pessoas ou a pessoa responsável por isso seja encontrada e punida na forma da lei”, completou.

Ameaças e hostilizações
Os casos envolvendo as três candidatas vieram a público de forma concentrada nos primeiros dias deste mês e provocaram manifestações de solidariedade e cobranças por investigação.

Brisa Bracchi, vereadora de Natal e candidata a deputada federal, recebeu em 1º de setembro dois e-mails contendo ameaças de morte e violência sexual, incluindo referência a “estupro corretivo”. As mensagens também traziam informações privadas da parlamentar e de familiares.

O caso foi posteriormente encaminhado às autoridades policiais.

Natália Bonavides, deputada federal e candidata à reeleição, também denunciou ameaças recebidas por e-mail. O conteúdo fazia referências a violência sexual e esquartejamento e incluía dados pessoais de familiares. A parlamentar formalizou a denúncia e entregou o material às autoridades em 5 de setembro.

Já Juliana Garcia, candidata a deputada estadual, relatou episódios de hostilização e violência psicológica durante a primeira semana de setembro. Segundo os relatos reunidos, ela foi alvo de ataques relacionados ao histórico de violência que sofreu anteriormente. Diante dos ataques, a candidata precisou fechar os comentários de seu perfil no Instagram.

Investigações em andamento
Os episódios mobilizaram diferentes órgãos de investigação e provocaram manifestações de solidariedade às candidatas. As ameaças contra Brisa Bracchi são apuradas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte e pela Polícia Federal, e o caso também foi levado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

Já Natália Bonavides acionou a Polícia Civil, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e o MPE, aos quais encaminhou o material recebido.


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FRENTE DE EVANGÉLICOS DECLARA APOIO A LULA PRESIDENTE E CADU GOVERNADOR

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A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEED) declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 e orientou seus integrantes a apoiar também candidaturas que integram a base política do petista nos estados. O posicionamento foi aprovado por unanimidade pela organização e formalizado em uma carta pública. No Rio Grande do Norte, a decisão alcança as disputas majoritárias e proporcionais e inclui, portanto, a candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Estado.

Em entrevista ao Diário do RN, o pastor Orivaldo Pimentel Júnior, coordenador estadual da organização, explicou que a decisão foi tomada em agosto, durante reunião realizada no Rio de Janeiro, e não será submetida a uma nova deliberação local.

“A orientação nacional já foi estabelecida numa reunião que tivemos em agosto, no Rio de Janeiro.

Então, é o que ficou sintetizado na carta que a gente distribuiu”, explicou.

A organização realiza nesta quarta-feira (9), às 19h30, no Hotel Monza, em Natal, um encontro para planejar a atuação durante a campanha. Candidatos que concordem com o conteúdo da carta foram convidados a participar.

“Não vai haver, assim, uma aprovação ou não, porque já está firmado nacionalmente. O entendimento é que, se há uma concordância por parte do candidato com o conteúdo da carta, então a gente entende que é uma candidatura simpática à proposta das pessoas ligadas à Frente e que poderão ser estimuladas a votar nesses candidatos”, afirmou.

O apoio, porém, não se restringe à candidatura presidencial. A orientação é acompanhar a base de Lula nas disputas majoritárias e proporcionais, o que, no RN, inclui Cadu de Lula para o Governo. Nos cargos proporcionais, não haverá indicação de um único nome, mas a escolha ficará a critério dos membros.

“A decisão foi apoiar o presidente Lula e toda a sua base, tanto nas proporcionais quanto nas majoritárias”, afirmou Orivaldo. “A gente apoia os candidatos que são da base da candidatura do presidente Lula”, reforçou.

O documento
Na carta que formaliza o apoio a Lula, a Frente apresenta os argumentos políticos e religiosos que fundamentam sua decisão. A organização afirma que as eleições de 2026 ultrapassam a disputa entre partidos e candidatos e representam uma escolha entre diferentes projetos para o país.

“As próximas eleições ultrapassam os interesses imediatos de partidos, grupos e candidatos”, afirma o documento. Na sequência, a Frente detalha o que considera estar em jogo no pleito: “Elas representam uma escolha entre projetos distintos de sociedade: de um lado, a defesa da democracia, da soberania nacional, da garantia de direitos, da dignidade da população e da proteção das famílias e do meio ambiente; de outro, o autoritarismo, a violência política e a retirada de direitos”.

A argumentação também parte da fé cristã. A Frente recorre a passagens bíblicas para relacionar o cristianismo à proteção dos mais pobres, à justiça, à paz e ao bem comum. “Defende os direitos do pobre e do necessitado”, cita o documento. Em outra passagem, reforça: “Falem em defesa dos que não podem se defender”.

Ao justificar o apoio a Lula, a entidade destaca o papel do presidente na defesa da ordem constitucional e considera sua liderança necessária para “enfrentar o extremismo, preservar a democracia e defender a soberania nacional”. Ao final, sintetiza a decisão eleitoral: “Para 2026, somos Lula para presidente do Brasil”.

A Frente Evangélica
Criada em 2016, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEED) é um movimento formado por cristãos evangélicos, entre pastores, teólogos e fiéis. Surgiu no contexto do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff e tem entre seus objetivos a defesa da democracia e da justiça social.

A organização também defende a pluralidade política e religiosa dentro das igrejas e busca se contrapor à ideia de que exista um pensamento político único entre os evangélicos brasileiros, além de se posicionar contra o fundamentalismo e o uso político da fé.


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CÍCERO AFIRMA QUE ROGÉRIO SELECIONA CANDIDATOS E CRITICA DIVISÃO DE RECURSOS

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O advogado e ex-vereador de Natal Cícero Martins criticou a distribuição dos recursos partidários entre os candidatos do PL no Rio Grande do Norte e afirmou que os valores revelam uma escolha política sobre quais nomes a direção da legenda pretende fortalecer nas eleições. Em entrevista ao Diário do RN, ele atribuiu ao senador Rogério Marinho, presidente estadual do partido, e ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, influência na definição das candidaturas que recebem os maiores repasses.

“Eles estão selecionando quem eles querem eleger. É diferente. Quem é de interesse deles”, afirmou Cícero. “Ele está selecionando os candidatos que ele quer que ganhe”, disse, se referindo à interferência direta do senador Rogério Marinho na divisão dos recursos.

Para sustentar a crítica, o ex-vereador compara os valores destinados aos candidatos à Câmara dos Deputados. Segundo ele, Sargento Gonçalves recebeu R$ 3 milhões e General Girão, R$ 2,7 milhões, enquanto Nina Souza recebeu R$ 2,4 milhões. Juninho Saia Rodada teria recebido R$ 600 mil; Cabo Deyvison, R$ 500 mil; Coronel Brilhante, R$ 600 mil; Pedro Filho, R$ 710 mil; e Gabi Trajano, R$ 300 mil.

Cícero contesta a justificativa de que os maiores repasses estariam relacionados à existência de mandato. Para ele, o caso de Nina contraria esse critério, já que a candidata disputa uma vaga na Câmara, mas não exerce mandato federal.

“Nina Souza não é detentora de mandato federal e recebeu R$ 2,4 milhões. Então, esse critério não combina”, afirmou.

Na avaliação do ex-vereador, a diferença compromete uma condição mínima de equilíbrio entre candidatos da mesma legenda. “Eu acho injusto, porque, a partir do momento que você propõe uma igualdade partidária mínima para aquelas pessoas que estão trabalhando tanto, se doando, que estão realmente fazendo tudo possível e impossível para vencer a campanha”, criticou.

“Privilégios dentro do partido”
As críticas também alcançam a nominata para deputado estadual. Cícero comparou os R$ 1,2 milhão que, segundo ele, foram destinados a Bispo Paulo Luiz com os R$ 200 mil recebidos por Jorge do Rosário, candidato apoiado pelo ex-vereador. Ele também citou Getúlio Rêgo, detentor de dez mandatos, entre os nomes que receberam R$ 200 mil.

“Como é que o presidente do PL de Mossoró, que teve votações expressivas anteriores, recebe R$ 200 mil e uma pessoa que nunca teve mandato nem nada recebe R$ 1,2 milhão? Qual é a justificativa que o partido tem sobre isso?”, questionou.

Para Cícero, os números evidenciam tratamento diferenciado dentro da legenda. “Está havendo uma parcialidade escancarada. Não é normal, não. Privilégios dentro do partido escancarados para quem eles querem eleger”, afirmou.

Ele também chamou atenção para a origem pública dos recursos. “É importante que as pessoas saibam como está sendo utilizado esse dinheiro público”, disse.

Bolsonarismo x “Valdemarismo”
Ao tratar do comando político das decisões, Cícero atribuiu a distribuição dos recursos a uma articulação entre Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto. “Eu acredito que isso é uma situação selecionada por Rogério Marinho à mando de Valdemar da Costa Neto”, declarou.

Na avaliação do ex-vereador, a distribuição estaria ligada à estratégia da cúpula nacional do PL para definir quais candidaturas à Câmara dos Deputados terão prioridade no RN. Ele sustenta que os maiores repasses foram direcionados para fortalecer nomes considerados prioritários pelo comando partidário.

É nesse contexto que diferencia o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro do que chama de “valdemarismo”, em referência à influência de Valdemar sobre o partido. “Existe o bolsonarismo e o valdemarismo. Ele é valdemarista agora”, afirmou sobre Rogério.

Para Cícero, a concentração dos recursos evidencia essa influência na composição da bancada federal que o PL pretende eleger pelo Estado. “Valdemar mandou dinheiro para eleger os dois deputados dele”, afirmou.

O ex-vereador ressalta que a crítica é à diferença entre os valores destinados aos candidatos.

“Ninguém aqui está criticando o PL, só querendo um pouco de igualdade”, concluiu.


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AÇÃO NO TRE INVESTIGA SE CAMPANHA DE ALLYSON RECEBEU DINHEIRO DE PROPINA

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Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada nesta quinta-feira (3) ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) busca investigar se recursos supostamente desviados de contratos da saúde de Mossoró podem ter sido reservados ou destinados ao financiamento de projetos eleitorais, entre eles a campanha de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado.

A ação, de número 0600728-20.2026.6.20.0000, distribuída à Relatoria do Corregedor Regional Eleitoral João Batista Rebouças, foi ajuizada pela coligação Endireita RN e tem como investigados Allyson, o candidato a vice-governador Hermano Morais, o atual prefeito de Mossoró e ex-secretário interino do Fundo Municipal de Saúde, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros; além de Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio-administrador da DISMED; e José Moabe Zacarias Soares, apontado na investigação criminal como administrador de fato da empresa. O processo trata de possíveis abusos de poder político e econômico.

O ponto central é reconstruir o caminho do dinheiro. A coligação quer cruzar pagamentos do Fundo Municipal de Saúde à DISMED, a movimentação posterior dos recursos, provas da Operação Mederi e as prestações de contas eleitorais de 2026.

A petição ressalta que a eventual destinação eleitoral ainda precisa ser comprovada. “A tese ora deduzida não é a de que o abuso já se encontra demonstrado, mas a de que há conjunto indiciário suficientemente concreto para instaurar a investigação judicial e produzir as provas necessárias à demonstração do abuso”, sustenta.

Além de Allyson, são investigados o seu candidato a vice, o atual prefeito de Mossoró e dois empresários – Foto: Reprodução

“Campanha de Allyson”
Entre os principais elementos apresentados estão captações ambientais realizadas com autorização judicial na sede da DISMED, em 13 e 14 de maio de 2025. Segundo a ação, os diálogos tratam da destinação de valores para campanhas políticas, com referência expressa à “campanha de ALLYSON” e ao projeto político para o Governo do Estado.

Em uma das conversas reproduzidas, Oseas fala sobre acumular valores para utilização futura: “Será que não é melhor essa PROPINA você ir juntando ou você dizer, […] guarde, pra quando chegar a campanha […] Você bota aí um ano e nós junta aqui quinhentos…”.

Em outro trecho, José Moabe menciona R$ 200 mil e a reserva de metade para campanha. “Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem […] e cem… você guardando pra sua CAMPANHA”.

Ao analisar o diálogo na investigação criminal, o relator no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), conforme reproduzido na AIJE, afirmou que a fala “não deixa muita margem a outras interpretações”. A decisão registra que os interlocutores discutiam pagamento de propina e sua destinação para campanha política.

A ação cita ainda “tratativas explícitas para a retenção e acúmulo de parcelas de propina destinadas à formação de caixa para campanhas políticas”. A eventual ligação desses valores com a candidatura de Allyson é o que a coligação pretende esclarecer na Justiça Eleitoral.

“Matemática de Mossoró”
Outro ponto é a chamada “Matemática de Mossoró”, expressão relacionada aos diálogos que descrevem percentuais de distribuição de valores. Ao justificar a investigação de Allyson, a petição cita “referências nominais a ‘ALLYSON’ e a percentual de 15% nas captações”, além de menções à “campanha de ALLYSON”.

A ação também destaca uma coincidência de data e valores. Em uma gravação de 13 de maio de 2025 é mencionada uma operação na faixa de R$ 400 mil. No mesmo dia, o Fundo Municipal de Saúde emitiu três empenhos para a DISMED, que somaram R$ 802.087,70. Um deles, destinado a materiais médico-hospitalares, foi de R$ 400.930,60, dos quais R$ 396.119,43 foram pagos.

A própria petição ressalva: “Não se afirma, com isso, que os dois valores se refiram à mesma operação; não há, até o momento, prova que permita estabelecer essa correspondência”. Ainda assim, sustenta existir uma “correlação temporal e numérica objetiva” a ser aprofundada com o cruzamento de ordens de compra, documentos de entrega e o conteúdo integral das gravações.

Dinheiro público x campanha de 2026
Para investigar a possível conexão, a coligação pede o compartilhamento das provas da Operação Mederi, incluindo gravações, transcrições integrais e laudos de identificação dos interlocutores.

Também solicita as conversas de WhatsApp entre Oseas Monthalggan e Marcos Antônio Bezerra de Medeiros.

Os pedidos incluem ainda bases financeiras da DISMED e da Drogaria Mais Saúde, relatórios do Coaf, quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático e informações extraídas dos 32 aparelhos eletrônicos apreendidos na Mederi.

Da Prefeitura de Mossoró, são requeridos os processos completos de quatro pregões relacionados à DISMED, com contratos, notas fiscais, ordens de fornecimento, comprovantes de recebimento, liquidações e pagamentos. O objetivo é confrontar o que foi contratado e faturado com o que efetivamente foi entregue.

“Não se trata de requerimento genérico de acesso a acervo investigativo alheio, mas de pedidos vinculados a documentos identificados e a perguntas objetivas”, afirma a ação.

Também é solicitado o rastreamento dos pagamentos à DISMED entre 2022 e 2025, com atenção aos empenhos nº 13050002/2025, 13050003/2025 e 13050004/2025, para confronto com a investigação criminal e os registros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

A coligação pede ainda a oitiva de testemunhas que possam esclarecer “a destinação dos recursos gerados pelo mecanismo descrito nas captações ambientais” e “a finalidade eleitoral dos valores nelas mencionados”. Entre os depoimentos requeridos estão o de um auditor da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pelo relatório de auditoria citado na ação; o de um delegado da Polícia Federal ou perito criminal federal ligado às informações produzidas na investigação; e o do empresário Francisco Wilton Cavalcante Monteiro, que deverá ser ouvido sobre questionamentos relacionados ao Pregão Eletrônico nº 17/2024-SMS e às circunstâncias da habilitação da DISMED no certame.

Por fim, a ação pretende cruzar os pagamentos públicos com a movimentação financeira posterior da DISMED e de seus sócios e confrontar os resultados com as prestações de contas eleitorais de 2026. O objetivo é verificar se recursos relacionados ao núcleo investigado pela Mederi chegaram, direta ou indiretamente, ao projeto eleitoral de Allyson.


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