AOS 91 ANOS, IRACEMA MORAIS CELEBRA O SONHO DA CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO

  • por
Compartilhe esse post

O que te impede de realizar os seus sonhos? Para Iracema Morais, 91 anos, nada é capaz de frustrar o desejo de alcançar os seus planos. No próximo dia 28 de agosto, ela participa da formatura de conclusão do ensino médio.

Iracema conta que sempre quis estudar. Filha única, o pai sentia medo de mandá-la para a escola.

“Eu tinha vontade de estudar. Muita vontade mesmo. Pelejei muito. Com 10 anos, eu entrei na escola, lá em Areia Branca, mas eu era filha única e meu pai tinha medo que acontecesse alguma coisa. Não me deixava ir para a casa de ninguém, nem para escola. Só consegui estudar até a quarta série”, conta.

Quando perguntava ao pai sobre a volta às aulas, a resposta sempre era a mesma: “você já sabe ler e escrever, já sabe demais”.

“Quando eu via fotografia de formatura, coisas de escola, eu tinha muita vontade (de estudar)”, comenta.

O tempo passou, veio o casamento e, dessa união, nasceram 16 filhos. “Aí cadê conseguir estudar com 16 meninos, não é?”, brincou.

A jornada com as crianças em casa não permitia que Iracema tivesse tempo para realizar o próprio sonho, mas não a impedia de lutar para vê-lo realizado nos filhos. Pelo contrário: virou incentivo. “Eu incentivava, mandava estudar, queria que estudassem. E, graças a Deus, todos estudaram”, diz, com um sorriso nos lábios.

Mãe de 16 filhos, avó de 37 netos, bisavó de 27 bisnetos e tataravó de um tataraneto, ela conta que já não acreditava mais que conseguiria voltar um dia para a sala de aula.

“Eu dizia: agora não tem mais jeito não. Com oitenta e tantos anos não têm mais jeito de eu estudar não”, diz.

Após 76 anos desde a última vez que pisou em uma escola, foi em São Paulo do Potengi, a cerca de 64 quilômetros de Natal, na Escola Municipal Cívico-Militar Deputado Djalma Marinho, que ela encontrou a oportunidade de tirar os planos do papel.

Animada, foi para a escola preparada, com material na bolsa e fardada.

“Era assim que eu queria: fardada, com a bolsinha do lado. Eu fui tão feliz que parecia que ia para o céu. Aquela farda, para mim… eu estava no céu!”, conta, sempre com muito sorriso e bom humor.

Terminar o ensino fundamental para ela era pouco. Iracema quis ir adiante.

“Terminei o primário, recebi meu diploma, aí me perguntaram: e agora? Eu disse: vou continuar.

E esse ano, pela graça de Deus, eu estou recebendo o diploma do ensino médio. Tinha aluno lá (na escola), com sessenta e tantos anos já caducando”, descreve Iracema.

Bem-humorada, com uma memória invejável e, como ela mesma costuma dizer, “alegre, bonita, cheirosa e rica”, a jovem de 91 anos, sim, porque ninguém ousa chamá-la de idosa, conta que sempre enfrentou as dificuldades que surgiram ao longo da vida de forma leve e que o segredo é “pensar mais na gente do que nos outros”.

Sobre a volta aos estudos, ela conta que precisou se dedicar ainda mais justamente à matéria em que mais sentia dificuldade: matemática.

“A matéria que eu mais gosto é matemática, a que mais tive dificuldade. Fora ela, português”, afirma.

Nada é capaz de afastar alguém do seu sonho quando se tem força de vontade. A força de Iracema não tem limites. Os joelhos prejudicados, já sem cartilagem, “osso no osso”, não a impediram de estar todas as noites na escola.

“Nunca é tarde para a gente realizar o sonho da vida”, enfatiza.

Para ela, o estudo representa uma das belezas da vida e a idade não é sinônimo de limite.

“Eu digo que ainda vou fazer gastronomia para aprender a cozinhar coisas bem gostosas!”, afirma.

E por que gastronomia? A resposta é simples e direta: “Eu gosto de comer!”

“Crie juízo e coragem”

Sobre quem acha que está “tarde” para voltar aos estudos, o recado é direto:
“Crie juízo e coragem. O negócio é ter fé em Deus e ter força de vontade.”

“Imagine se eu fosse me preocupar com esse monte de filho que eu tenho? Mas eu tinha duas sacolas: uma completa e uma furada. Na completa, eu jogo as coisas boas, na furada eu jogo o que me preocupa. Sempre tive uma vida leve. Três coisas que eu não tenho na minha vida é: pobreza, feiura e tristeza. Eu não sei o que é isso. E vou morrer feliz, se Deus quiser”, destaca.

O aniversário de 91 anos de Iracema foi muito bem comemorado ao lado dos professores e colegas – Foto: Reprodução

“É a morte correndo atrás de mim e eu correndo dela”

“Era assim que eu queria: fardada, com a bolsinha do lado” – Foto: Reprodução

Certa vez, após apresentar pequenos lapsos de memória, os filhos decidiram levá-la ao psiquiatra para avaliar se Iracema poderia estar com Alzheimer.

“Disseram que iam me levar ao médico e eu fui. Cheguei lá, o médico me perguntou: a senhora sabe o seu nome? Eu disse: Iracema Morais da Silva. Depois ele perguntou: sabe a sua idade? Eu falei: nasci no dia 11 de março de 1935. Ele perguntou outras coisas e eu fui respondendo. Aí disse: agora, para encerrar, a senhora tem cartão? Eu disse: tenho. Ele falou: me diga o número dos seus cartões. Eu respondi: o número dos cartões eu não falo para ninguém, que eu não sou doida! Ele disse: a senhora pode ir, que a senhora não tem mal de Alzheimer coisa nenhuma!”, relembra.

Aventureira, como ela mesma se define, para ela não existe essa história de ficar em casa descansando.

“Quando vejo alguém se arrumando para sair, eu pergunto logo: vai para onde? Eu vou também.

Vou viajar para Petrolina (PE) agora”, conta.

Para Iracema, o importante é viver a vida e não se conformar em vê-la passar.

“É a morte correndo atrás de mim e eu correndo dela”, afirma.

Sobre os planos para o futuro, ela nem pensa em parar de viajar e conhecer


Compartilhe esse post

LUIZ BELTRAME: O LUTO E AS RUÍNAS DA INCERTEZA SOB O TETO DE COMPENSADO

  • por
Compartilhe esse post

Por trás das paredes frágeis de compensado e cobertas por lonas na ocupação Luiz Beltrame, no conjunto Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal, a sobrevivência é testada não apenas pela escassez de recursos, mas também pelo rigor das condições climáticas e pelas tragédias da vida. Para mulheres como Tereza e Jarlene, cada tempestade que atinge a capital potiguar representa uma ameaça direta à integridade de suas famílias e de seus lares improvisados sobre a terra batida.

Tereza: “Se eu dormir aqui cai”

Tereza luta para tentar reconstruir o barraco. “Se eu dormir aqui cai” – Foto: Reprodução

Nas chuvas de julho e do início de agosto, a estrutura do barraco de Tereza Cristina da Costa, de 29 anos, não resistiu à força do vento e da água. O lar de lona e compensado ficou parcialmente destruído, forçando-a a buscar abrigo provisório.

“Ficou tudo alagado”, relatou Tereza.

Mãe de seis filhos, ela precisou se deslocar temporariamente para a residência de um parente no Vale Dourado, também na Zona Norte de Natal, enquanto tenta reforçar as frágeis estacas de madeira de sua estrutura. A decisão foi tomada sob o medo iminente do desabamento total.

“Se eu dormir aqui cai”, desabafou, apontando para o que sobrou de seus únicos bens danificados: duas cadeiras e uma mesa de plástico.

A vulnerabilidade habitacional de Tereza soma-se a graves problemas de saúde que marcaram seus últimos anos. Após o diagnóstico de uma grave insuficiência renal, ela precisou passar por um procedimento cirúrgico complexo para a retirada de um de seus rins. Diante da adversidade, ela se apega à espiritualidade para seguir em frente.

“Eu precisei retirar um rim, mas Deus me deu minha cura e estou vivendo minha vida”, disse.

Hoje, além de lutar pelo pão de cada dia como catadora, Tereza enfrenta a batalha de reconstruir o barraco para que possa retornar ao lar com os seus filhos.

Questionada sobre o que mais necessita no momento, com uma certa timidez e simplicidade ao falar, ela responde: lençol, colchão, toalha. Ficou tudo perdido.

Jarlene: “Tem dia que tem, tem dia que não tem”
A dor física e material de Tereza encontra paralelo na dor emocional de sua vizinha, Jarlene Simone da Costa, de 41 anos e mãe de oito filhos, que enfrentou em maio de 2023 a perda de um de seus meninos devido a complicações de uma pneumonia. Jarlene reconta, com a dureza de quem carrega a cicatriz do luto, o desespero de ver o filho adoecer sem a devida assistência.

“Ele ficou internado, mas mandaram ele de volta para casa, quando chegou aqui ele piorou, então levamos ele para o Maria Alice Fernandes. Lá no Maria Alice ele foi bem atendido, fez muitos exames, mas não resistiu”, conta com um olhar vazio.

Após a perda precoce, Jarlene vivenciou duas novas gestações e vê no rosto das filhas caçulas o retrato vivo daquele que partiu: “Elas são a cara dele (do filho falecido), o clone mesmo”.

Na entrada do barraco, uma cerca de arame farpado e um portão improvisado fazem a “segurança” do local. Até chegar a porta de entrada, estão restos de telha, lona, baldes de tinta vazios, brinquedos quebrados, dois colchões velhos e uma geladeira deitada sobre o chão de terra com água acumulada.

Ao passar a porta, logo nos deparamos com um velho fogão com panelas que guardam o pouco que sobrou do almoço: feijão e um pouco de arroz.

Na bancada ao lado do fogão, estavam um pacote de leite em pó, dois quilos de arroz, um caixa de aveia para o mingau das crianças pequenas, um quilo de açúcar, três pacotes de flocão de milho, uma garrafa de temprero, um molho de tomate e uma vasilha com sal. Logo à frente, uma cama de casal quase encostada ao local onde os alimentos são preparados.

Fogão e os poucos alimentos que suprirão a alimentação da família pelos próximos dias se misturam aos lençóis da cama encostada à madeira e lona – Foto: Reprodução

Em um móvel de madeira compensada, Jarlene guarda os poucos lençóis, toalhas e roupas para ela e para os filhos.

Por trás de mais compensado e um lençol amarrado à estrutura de madeira fincada na terra para sustentar o telhado, um vaso sanitário sem instalação de tubulação, um balde para o recolhimento dos dejetos e uma mangueira. Embora hoje comemore ter alimentos básicos como arroz, macarrão e cuscuz para oferecer aos filhos, a ausência de proteínas e a escassez de leite ainda lhe causam profundo sofrimento.

“Tem cuscuz, tem arroz, macarrão. Hoje tem, graças a Deus. Mas a mistura (proteína) não tem”, explica Jarlene.

O momento de maior aflição ocorre quando o leite de suas filhas mais novas acaba. É nesses momentos de dor e aperto que a rede de apoio formada pelas mulheres de Luiz Beltrame se manifesta como o verdadeiro esteio da comunidade.

“Me aperta muito quando acaba o leite das meninas. Tem dia que eu vou para um lado, vou para o outro até conseguir. A gente recebe também o leite do posto, mas quando não tem, eu vou atrás.

Quando falta comida para eles eu choro. Mas elas (Josiana, Tereza e Simone) me ajudam muito”, revela, evidenciando o vínculo de afeto e socorro mútuo que une as moradoras da ocupação.

Abandonadas por seus parceiros e responsáveis sozinhas por famílias numerosas, Tereza e Jarlene encontram na união da comunidade e nos cultos realizados às segundas e sextas-feiras dentro da própria ocupação a força necessária para enfrentar o a dura realidade do cotidiano. “A fé é tudo o que a gente tem”, considera Jarlene.

Sobre o futuro dos seus filhos, ela não tem dúvidas: “Eu estou criando para não ser como o pai deles”.

Inscritas em programas de habitação popular desde 2016, elas resistem sob lonas e compensados à espera de uma vida com estrutura física e social digna.


Compartilhe esse post

NA GESTÃO DE ALLYSON, UMA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO ANIMAL RECORREU AO JUDICIÁRIO PARA COBRAR EMENDAS

  • por
Compartilhe esse post

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por maioria, os pedidos do deputado federal Sargento Gonçalves para retirada de conteúdos e concessão de direito de resposta contra a 98 FM e a jornalista Anna Ruth Dantas. O julgamento do processo nº 0600520-36.2026.6.20.0000 terminou com placar apertado, de quatro votos a três, após divergência entre os integrantes da Corte.

Com o resultado, o colegiado também revogou a decisão anterior que havia sido favorável ao parlamentar e determinado a retirada das publicações questionadas. Assim, os conteúdos podem permanecer no ar e Gonçalves não terá o direito de resposta solicitado.

A ação tem origem em uma entrevista concedida por Gonçalves ao jornalista Diógenes Dantas, no programa “Contraponto”, da Rádio 96 FM, em 6 de agosto. Na ocasião, o parlamentar falou sobre propostas financeiras que, segundo ele, são apresentadas por eleitores e lideranças durante o período eleitoral. Trechos da entrevista foram posteriormente divulgados em conteúdos que associaram a fala a uma admissão da prática de compra de votos.

“Eu acredito que a campanha, para mim, até pelo estilo de campanha, de mandato que eu tenho, é de fato uma consequência do trabalho desenvolvido na base da compra de votos”, afirmou durante a entrevista. Questionado pelo apresentador se havia dito “compra de votos”, Gonçalves respondeu: “Exato”.

A fala foi repercutida pela 98 FM e pela jornalista Anna Ruth Dantas como uma admissão de compra de votos. Gonçalves contestou a interpretação e sustentou que sua manifestação havia sido retirada de contexto, argumentando que pretendia dizer justamente que não trabalha com esse tipo de prática.

Após o episódio, o deputado também divulgou um vídeo negando ter comprado votos ou lideranças políticas. “Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, afirmou.

Gonçalves acusou ainda adversários de utilizarem o trecho para promover uma campanha de desinformação contra ele.

O processo chegou ao plenário do TRE-RN sob relatoria do juiz Lourinaldo Silvestre de Lima Filho. No julgamento, o magistrado votou por acolher a pretensão do parlamentar, mantendo o entendimento favorável à retirada dos conteúdos e ao direito de resposta. O voto foi acompanhado por Hallison Rego Bezerra e Sulamita Bezerra Pacheco.

A corrente divergente, porém, reuniu quatro votos e formou maioria. Daniel Cabral Mariz Maia, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro e Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo divergiram do relator. Com o placar de quatro votos a três, prevaleceu o entendimento pela rejeição dos pedidos de retirada das publicações e o direito de resposta apresentados por Gonçalves.


Compartilhe esse post

PROMESSAS DE ALLYSON PARA SAÚDE E ANIMAIS CONTRASTAM COM SUA GESTÃO

  • por
Compartilhe esse post

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, apresenta em seu plano de governo propostas de ampliação e fortalecimento de políticas públicas para profissionais da saúde e para a proteção animal. Os compromissos, entretanto, contrastam com episódios ocorridos durante sua administração à frente da Prefeitura de Mossoró, quando questões envolvendo essas duas áreas chegaram à Justiça.

Na área da saúde, o item 50 do plano de governo, intitulado “Saúde Mental, Envelhecimento e Cuidado Humanizado”, promete, entre outras medidas, “melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde”. A proposta coloca a valorização dos trabalhadores como parte das ações que o candidato pretende desenvolver caso chegue ao Governo do Estado.

Em Mossoró, porém, uma controvérsia envolvendo fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais alcançou o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa teve origem no Edital nº 01/2023 da Prefeitura de Mossoró. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (CREFITO-1) ingressou com mandado de segurança para pedir a retificação do edital e sua adequação à Lei Federal nº 8.856/1994, que estabelece regras sobre a jornada de trabalho dessas categorias.

O Conselho obteve uma decisão favorável no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Em 20 de junho de 2024, a 3ª Turma do TRF-5 reformou a sentença, reconheceu a legitimidade do CREFITO-1 e determinou o retorno do processo à origem para que o mandado de segurança tivesse regular prosseguimento.

A decisão, porém, não definiu definitivamente qual jornada deveria ser aplicada aos profissionais.

O STJ analisou a legitimidade do CREFITO para questionar o edital e determinou, na prática, a manutenção do entendimento de que o mandado de segurança poderia prosseguir na origem.

CAUSA ANIMAL
Na causa animal, o plano de Allyson também apresenta uma série de compromissos. No item 037, denominado “Causa Animal”, o candidato promete apoiar municípios e consórcios em políticas de proteção e bem-estar animal. Entre as medidas estão ampliação de castrações, vacinação antirrábica, microchipagem, feiras de adoção responsável e combate aos maus-tratos.

O plano prevê ainda integração entre vigilância em saúde, educação ambiental, entidades de proteção e serviços veterinários públicos ou conveniados, com prioridade para animais abandonados, famílias vulneráveis e regiões com maior risco de zoonoses.

Durante a administração de Allyson em Mossoró, entretanto, uma associação de proteção animal precisou recorrer ao Judiciário para cobrar a execução de quatro emendas impositivas de 2022, identificadas pelos números 01, 15, 52 e 77. As emendas haviam sido aprovadas e incluídas na Lei Orçamentária Anual do município.

A Associação Mossoroense de Proteção Animal e Responsabilidade Ambiental pediu à Justiça que determinasse ao Município a adoção das medidas necessárias para a execução dos recursos.

Em 18 de janeiro de 2024, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró negou o mandado de segurança. A sentença, contudo, não declarou que as emendas eram ilegais ou que não deveriam ser executadas. A magistrada destacou que a execução das emendas impositivas é obrigatória, mas está condicionada ao cumprimento de requisitos técnicos e jurídicos.

Segundo a decisão, a associação não conseguiu demonstrar, por meio de prova pré-constituída, a existência de direito líquido e certo à execução imediata dos recursos. A Justiça considerou que seria necessário verificar a existência de eventuais impedimentos técnicos e legais, o que demandaria produção de provas incompatível com o mandado de segurança.

A ação transitou em julgado em 12 de março de 2024 e foi definitivamente arquivada em 24 de maio daquele ano.

O tema voltou a aparecer no orçamento de Mossoró em 2026. A mesma associação consta como beneficiária de duas emendas municipais, identificadas como A71 e A72, de autoria do vereador Jailson Regis Nogueira. Cada uma prevê R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil.

Nos registros consultados, entretanto, a realização financeira aparece zerada para as duas emendas: R$ 0 em cada uma. Assim, embora existam R$ 20 mil previstos, não havia, nos dados analisados, valor realizado registrado.

Os episódios não significam que Allyson tenha sido pessoalmente condenado pelo STJ ou que a Justiça tenha declarado definitivamente irregular a atuação da Prefeitura nos dois casos. Na disputa envolvendo os profissionais de saúde, o STJ decidiu sobre a legitimidade do CREFITO-1 para questionar judicialmente o edital, sem decidir naquele recurso o mérito definitivo da jornada. No caso das emendas destinadas à causa animal, a Justiça não determinou que os valores deveriam ser pagos imediatamente, mas reconheceu que a execução de emendas impositivas é obrigatória quando observados os requisitos legais e técnicos.

O contraste, portanto, está no campo político e administrativo. No plano apresentado aos eleitores potiguares, Allyson promete melhores condições de trabalho para profissionais da saúde e uma política estadual mais ampla de proteção e bem-estar animal. Durante sua gestão em Mossoró, entretanto, uma discussão sobre jornada de duas categorias da saúde chegou ao STJ após recurso do Município, enquanto uma entidade de proteção animal precisou buscar o Judiciário em razão da execução de emendas.


Compartilhe esse post

TRE-RN MANTÉM NOMES DE “CADU DE LULA” E “SAMANDA DE LULA” NAS URNAS

  • por
Compartilhe esse post

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) manteve os nomes “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” nas urnas ao julgar, nesta terça-feira (25), os registros das duas candidaturas petistas. Cadu Xavier disputa o Governo do Estado, enquanto Samanda Alves concorre a uma das duas vagas potiguares no Senado.

Os julgamentos afastaram os questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que havia se manifestado contra o uso do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos dois candidatos. O órgão defendia a retirada da referência a Lula e o uso de “Cadu Xavier” e “Samanda Alves” nas urnas, sob o argumento de que nenhum dos dois possui “Lula” no sobrenome nem vínculo familiar com o presidente.

O registro de Cadu foi analisado no processo nº 0600298-68.2026.6.20.0000. O relator, juiz Hallison Rego Bezerra, votou pelo deferimento da candidatura e pela manutenção de “Cadu de Lula” como nome de urna. O entendimento foi acompanhado por Sulamita Bezerra Pacheco, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, Lourinaldo Silvestre de Lima Filho, Ricardo Procópio Bandeira de Melo e Daniel Cabral Mariz Maia. A decisão foi unânime, sem votos divergentes.

Já o registro de Samanda foi julgado no processo nº 0600373-10.2026.6.20.0000, também com decisão favorável à candidata e à manutenção de “Samanda de Lula” nas urnas.

As decisões preservam uma estratégia adotada pelos dois petistas antes mesmo do início oficial da campanha: associar diretamente suas candidaturas ao presidente. Cadu Xavier e Samanda Alves passaram a utilizar “de Lula” politicamente e registraram as denominações na Justiça Eleitoral para aparecer dessa forma nas urnas.

A vinculação ganhou ainda mais força durante a campanha. Lula já declarou apoio público aos dois candidatos e gravou materiais eleitorais específicos pedindo votos para Cadu e Samanda. Na semana passada, durante seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, em Natal, o presidente voltou a dividir o palanque com os candidatos e reforçou o apoio às duas candidaturas.

Parecer contrário
Antes dos julgamentos, o MPE havia defendido que Cadu e Samanda não deveriam utilizar a referência a Lula nos nomes de urna. Os pareceres foram assinados pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade.

No caso de Cadu, o Ministério Público argumentou que o nome civil do candidato é Carlos Eduardo Xavier e que não existe vínculo familiar com o presidente. A Procuradoria também considerou o histórico de exposição pública do petista, que vinha sendo identificado como Cadu Xavier pelo menos desde 2019, quando assumiu a Secretaria Estadual da Fazenda.

Para o MPE, a utilização de “Cadu de Lula” poderia provocar dúvida sobre a identidade, induzir o eleitor a erro e favorecer uma possível migração de votos. A manifestação teve como fundamento as regras da Justiça Eleitoral que permitem o uso de apelidos e nomes pelos quais os candidatos sejam conhecidos, desde que não provoquem dúvida sobre sua identidade.

O entendimento foi semelhante em relação a Samanda. A Procuradoria questionou a adoção de “Samanda de Lula” pela ausência de vínculo familiar com o presidente e apontou o mesmo risco de associação capaz de confundir o eleitorado.

Os pareceres, entretanto, não representavam impedimento automático ao uso das denominações, já que a decisão cabia ao TRE-RN durante a análise dos registros. Com os julgamentos desta terça-feira, a Corte afastou os questionamentos do MPE e manteve “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” como os nomes dos candidatos petistas nas urnas.


Compartilhe esse post

DATAVERO DIVULGA NESTA SEXTA NOVO RETRATO DA DISPUTA ELEITORAL NO RN

  • por
Compartilhe esse post

O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganha uma nova atualização nesta sexta-feira (28), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios potiguares e será o primeiro, do instituto, realizado após o ato político que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Natal.

Realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, a pesquisa vai mostrar como o eleitorado potiguar se posiciona neste momento da campanha e permitirá acompanhar possíveis movimentações em relação à rodada anterior do DataVero/Diário do RN.

Primeiro levantamento após Lula
A passagem de Lula por Natal é um dos marcos políticos que antecedem a nova rodada. O presidente participou de ato ao lado de aliados no Estado, entre eles candidatos que disputam as eleições deste ano, reforçando sua presença na campanha potiguar.

Por ter sido realizada após a agenda presidencial, a pesquisa será o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN a registrar as preferências do eleitorado depois do evento. Embora não permita atribuir eventuais oscilações diretamente à presença de Lula, a comparação com a rodada anterior poderá indicar mudanças no cenário eleitoral após a passagem do presidente pelo Estado.

O levantamento também dá sequência ao acompanhamento realizado pelo DataVero/Diário do RN ao longo da corrida eleitoral, agora em uma fase de maior movimentação das candidaturas e intensificação das agendas de campanha.

Novo momento da campanha
A pesquisa chega em uma etapa mais avançada do processo eleitoral. Após as convenções partidárias, as candidaturas foram registradas na Justiça Eleitoral e a campanha começou oficialmente, com os concorrentes autorizados a pedir votos e ampliando atos de rua, agendas nos municípios e estratégias de comunicação.

Os principais candidatos ao Governo também já participaram do primeiro debate televisionado da eleição, realizado pela Band. A partir daí, a disputa ganhou novos eventos de campanha e maior participação de lideranças nacionais no Rio Grande do Norte.

Nesse contexto, a rodada permitirá comparar o atual cenário com os números anteriores e identificar possíveis oscilações nas preferências do eleitorado já durante a campanha oficial. O levantamento representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores distribuídos por 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06156/2026 e BR-03434/2026.


Compartilhe esse post

ENTRE O SONHO DO TRABALHO E DO SUSTENTO, A VIDA NA OCUPAÇÃO LUIZ BELTRAME

  • por
Compartilhe esse post

A ocupação Luiz Beltrame, localizada no conjunto Parque dos Coqueiros, na Zona Norte de Natal, guarda histórias de sobrevivência marcadas pela extrema vulnerabilidade social. Quatro anos após a primeira visita do Diário do RN, em 2022, quando Simone, Josiana, Jarlene e Tereza enfrentavam diariamente a incerteza de ter o que comer, a realidade local passou por transformações silenciosas. Embora a fome extrema tenha recuado no cotidiano das 70 famílias da comunidade graças à atuação assistencial das igrejas Assembleia de Deus e Batista e aos recursos do programa Bolsa Família, garantir as três refeições diárias, principalmente ao final de cada mês, ainda é um equilíbrio delicado sobre o chão de terra batida.

No interior dos barracos erguidos com tapumes de madeira, compensado e coberturas improvisadas de lona, a batalha agora se concentra em conquistar autonomia financeira e segurança alimentar.

Josiana: “A gente só passa bem quando tem”
Josiana Cláudia do Nascimento Silva, de 32 anos, que vive com o filho adotivo Enzo, de 4 anos, vê no horizonte a chance de mudar de vida. Ela acaba de concluir um curso gratuito de Corte e Costura oferecido pelo SENAI e já tem como garantia uma vaga na indústria têxtil do Rio Grande do Norte.

“Lá (no curso) elas entregavam a peça e a gente montava tudo. Agora vai mudar, vai melhorar bastante”, projeta Josiana, com o certificado em mãos.

Apesar da expectativa de emprego, as dificuldades materiais persistem no armário de Josiana, onde panelas vazias dividem espaço com pequenas porções de alimentos básicos. O preço elevado das proteínas continua sendo o maior obstáculo para a nutrição de sua família.

“A mistura (proteína) é difícil, mas o grosso (feijão, arroz, flocão de milho, sal, óleo de cozinha) graças a Deus hoje tem”, afirma ela.

A renda restrita do auxílio governamental exige um esforço mútuo e constante de solidariedade e empréstimos comunitários para que as famílias não fiquem desamparadas no fim do mês.

Josiana descreve esse malabarismo diário:
“A gente sobrevive assim, porque o dinheiro sai hoje e no final do mês já estamos aí sem nada. A gente só passa bem quando tem. Cada uma tem sempre uma dívida. Acaba aqui a gente pede: ei, me empresta R$ 100, quando receber, te passo. E assim a gente vai sempre buscando ajuda. Deus foi fazendo o sobrenatural. Para pior a gente não pode ir, tem que ir para o melhor”.

Simone: “Eu continuo na reciclagem e sempre ali na balança, no limite”
A alguns passos do barraco de Josiana, Simone dos Santos, de 53 anos, compartilha do mesmo sentimento de luta contínua, mas celebra as pequenas conquistas com um sorriso largo. O acesso ao Programa do Leite trouxe um alívio tangível para o sustento de suas quatro filhas, uma sobrinha e um neto.

“Eu engordei mais”, diverte-se Simone ao falar sobre as mudanças recentes. “E a sorte da gente também é porque agora tem esse programa do leite, que a gente recebe. A gente não recebia antes. Com o leite, aí come um cuscuzinho regado, é bom demais”, comenta com um sorriso que sai dos lábios e transborda no olhar.

Cuidando do sustento da casa por meio da coleta de materiais recicláveis, Simone reconhece que a estabilidade ainda é parcial e depende de doações de cestas básicas. No entanto, a dignidade na mesa é defendida dia após dia.

“Já foi mais difícil. Eu continuo na reciclagem e sempre ali na balança, no limite. Graças a Deus tem também pessoas de bom coração que ajuda com uma cesta básica, às vezes, principalmente as igrejas evangélicas”, relata.

Com otimismo, ela completa: “Às vezes não tem para o café da manhã, mas a gente tem no almoço. No jantar eu vou comer cuscuz com leite!”, referindo-se ao “cuscuz do jantar que às vezes sobra e a gente come no café da manhã”.

No armário improvisado, Simone aponta para os alimentos armazenados que irão garantir as refeições da família ao longo dos próximos dias: dois quilos de feijão preto, mais dois de feijão carioca, um saco com aproximadamente um quilo de feijão da terra, três quilos de arroz, quatro de açúcar e oito pacotes de flocão de milho.

Enquanto isso na geladeira, restavam apenas uma panela com água, dois sacos de leite e um pouco de sardinha congelada.

Horta comunitária
Há dois anos, a alimentação de Luiz Beltrame ganhou o reforço de uma horta comunitária gerenciada pelos próprios moradores, que produz hortaliças, tubérculos, frutas e ervas medicinais. Simone, uma das responsáveis pelo plantio, orgulha-se da qualidade do que colhem na terra da ocupação: “Tudo natural, sem agrotóxico! ”.

Apesar do avanço na segurança alimentar, a barreira da escolaridade e a idade limitam o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho formal, perpetuando a dependência do trabalho autônomo na reciclagem.

“Não é que a gente não queira trabalhar. A realidade é o trabalho para a mãe de família que não tem estudo é muito difícil e também pela idade. Eu, por exemplo, já estou com 53 anos, e não estou trabalhando não é porque não quero, mas porque muito trabalho pede estudo e eu não chego nem na porta”, reflete Simone.

A baixa escolaridade, porém, não é um fardo que pretendem levar para seus filhos. Todas as crianças estão matriculadas e frequentam regularmente a rede pública de ensino.

Abandonadas pelos companheiros, essas mulheres sustentam suas casas sozinhas e projetam no futuro o sonho coletivo de uma moradia que lhes garanta segurança física e social. Cadastradas em programas habitacionais do município de Natal desde 2016, elas aguardam a conclusão dessa promessa.

“O sonho de toda mãe de família é ter uma moradia digna. Daqui a quatro anos, a gente imagina isso e evoluir cada vez mais”, resume Simone. Josiana completa com o mesmo anseio por estabilidade: “Que chegue coisas boas para nós, a gente ainda precisa no dia a dia, porque não é todo dia que a gente tem. É pela nossa família que a gente sobrevive”.

“Sem a fé a gente não chega a lugar nenhum. É Deus primeiramente”, conclui Simone, sintetizando o sentimento de resiliência.


Compartilhe esse post

LEGADO QUE PERMANECE: JORNALISTAS PRESTAM HOMENAGEM A RODRIGUES NETO

  • por
Compartilhe esse post

jornalismo do Rio Grande do Norte perdeu um grande talento no domingo (23): jornalista Francisco Rodrigues de Carvalho Neto, conhecido como Rodrigues Neto. Diretor da TV Câmara Natal, ele morreu em Natal no dia em que completava 59 anos, deixando uma trajetória marcada pela televisão, pela gestão cultural e por relações de amizade que atravessaram décadas de profissão.

A morte foi confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, que publicou uma nota de pesar nas redes sociais.

“Grande jornalista, diretor da TV Câmara, que nos deixa uma história marcada pelo talento e pelo jeito extrovertido, divertido e leve de ser”, escreveu.

Rodrigues Neto comandava a TV Câmara Natal havia anos e, em 2023, foi citado pela própria Casa Legislativa durante a solenidade em comemoração aos 20 anos da emissora. Ao longo da carreira, também atuou na TV Ponta Negra e presidiu a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte).

Sindjorn destaca legado para a comunicação potiguar
Em nota de pesar, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) ressaltou a importância da trajetória de Rodrigues Neto para a comunicação do Estado.

“Profissional de reconhecida trajetória na comunicação potiguar, Rodrigues Neto construiu parte importante de sua carreira na TV Ponta Negra e também deixou sua contribuição à cultura e à gestão pública, tendo presidido a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte). Atualmente, estava à frente da TV Câmara de Natal”, destacou o sindicato.

A entidade também ressaltou a personalidade do jornalista.

“Mais do que sua trajetória profissional, Rodrigues deixa a lembrança de quem conviveu com sua irreverência, espontaneidade e, sobretudo, com a forma generosa com que cultivava amizades”, afirmou.

“Ele era meu ‘para-choque’”
Bosco Afonso, ex-diretor de jornalismo da TV Ponta Negra, onde os dois trabalharam juntos por muitos anos, emocionado, relembrou o início da trajetória de Neto na televisão e destacou a parceria construída ao longo da carreira.

Bosco recordou que ambos aprenderam e cresceram profissionalmente na emissora, ressaltando a rapidez com que Rodrigues Neto assimilou a rotina do telejornalismo. “Neto foi um desses, que chegou também sem conhecer o que era televisão, o que era jornalismo na televisão. E ele teve uma audácia, foi audacioso. Aprendeu rapidinho e a convivência com ele foi de uma forma muito irmanada. A minha relação com ele foi até uma relação de pai para filho”, lembrou.

Ao explicar por que costumava dizer que Rodrigues Neto era o seu “para-choque”, Bosco não conteve a emoção. “Isso me emociona muito. Quando eu falo que ele foi meu para-choque, é porque, na maioria das vezes, todos os problemas, os problemas que não são públicos diariamente em uma redação de televisão, de um jornal, passavam primeiro por ele. E ele, por algum tempo, foi meu para-choque. Era quem segurava muitas coisas para que não chegassem até a minha pessoa”, disse.

“Ele era amigo de verdade”

Fernanda: “Amigo de verdade, amigo dos amigos. Em defesa dos amigos” – Foto: Reprodução

A jornalista Fernanda Souza falou ao Diário sobre a convivência diária durante os anos em que trabalhou na Câmara Municipal de Natal.

“Falar de Neto é lembrar daquele jeito que só ele tinha que misturava toda a elegância, era um homem muito cheiroso… era aquele abraço afetuoso sempre. Ríamos muito”, contou.
Fernanda destacou a lealdade do amigo.

“Ele é uma pessoa muito leal, ele é amigo de verdade, amigo dos amigos. Em defesa dos amigos, ele ia até o fim”, afirmou.

“Ríamos muito, somos conhecidos pelas nossas risadas e gargalhadas, mas mesmo com esse jeito dele, divertido, sempre alto-astral, um profissional de mão cheia, que marcou em sua época muito ligada às artes, foi presidente da Funcarte, e exerceu o seu trabalho com muita dignidade”, destacou ainda.

“Foi paixão mesmo. E foi recíproco”
Nas redes sociais, o jornalista Daniel Cabral, recordou o início da própria carreira ao lado de Rodrigues Neto.

“Conheci Nero em 1998. Eu estagiário e ele editor do programa de Toinho Silveira. Ele me ensinou muito. Teve papel fundamental na minha carreira”, lembrou.

Daniel contou que Rodrigues Neto foi quem insistiu para que ele tivesse oportunidade diante das câmeras.

“Dizia o grande Inaldo Farias que Neto havia se apaixonado por mim, pois nunca tinha visto uma vontade tão grande de que eu, ainda estagiário, fosse para o vídeo como repórter. E foi paixão mesmo. E foi recíproco”, recordou.

Ao falar sobre o jeito exigente do editor, destacou o cuidado que ele tinha com cada detalhe da reportagem.

“Neto era bom humor em pessoa, e assim ele também ensinava e exigia. Com ele, eu aprendi que o telespectador deveria assistir ao que havia de melhor, do texto à plástica: o cabelo, o blazer, a cor da camisa, o tom da voz, a luz. Tudo era composição da reportagem”, escreveu.

Ao encerrar a homenagem, resumiu a importância do amigo em sua vida.

“Meu amigo, obrigado por tudo que você foi para mim. Você sempre estará presente na minha vida”, escreveu.

“Foi meu primeiro chefe”

Lidia: “Com ele não tinha meio termo, era passional, empolgado” – Foto: Rerodução

A jornalista Lídia Pace registrou o período em que trabalhou sob a direção de Rodrigues Neto.

“Neto foi meu primeiro chefe quando comecei no jornalismo profissional. Uma figura! Com ele não tinha meio termo, era passional, empolgado, divertido, engraçado… mestre em dar ‘bailes’ que também nos ajudaram a moldar quem somos hoje”, comentou.

Ela também agradeceu pelos ensinamentos.

“Obrigada por tudo, Netinho, sua alegria em viver fará falta aqui, mas vai alegrar o céu, com toda certeza. Fique em paz”, escreveu.

“Foi ele quem abriu as portas para mim”
A jornalista Angélica Hipólito também prestou homenagem ao ex-chefe, a quem atribuiu o início da carreira na televisão.

“Falar de Neto é falar de um profissional disposto a ensinar. Ele me abraçou no início da minha carreira. Foi exigente, carinhoso e bondoso ao mesmo tempo. Perfumado, deixava o cheiro onde tocava, caneta, mesa, cadeira… e com certeza deixa o rastro do legado como deixou seu cheiro por onde passou!”, disse.

Ela lembrou do cotidiano na redação ao homenagear Neto nas redes sociais.

“Eu nunca vou esquecer a cena dele chegando à redação. Dava bom dia, passava por cada pessoa, deixando o cheiro de perfume na gente. Beijava a cabeça de cada um, colocava apelido, brincava… E depois vinha a cobrança. Era assim o nosso Neto. Do jeito dele. Único”, recordou.

“Você vai fazer muita falta”

Kleber: “Foi ele quem me deu a primeira oportunidade no jornalismo” – Foto: Reprodução

O jornalista Kleber Teixeira também lembrou que Rodrigues Neto foi responsável por sua primeira oportunidade na televisão.

“Foi ele quem me deu a primeira oportunidade no jornalismo na TV Ponta Negra e quem me acolheu novamente na TV Câmara Natal, quando precisei logo após a pandemia”, afirmou.

Ao se despedir, resumiu o sentimento compartilhado por muitos colegas de profissão.

“Que Deus te receba, meu amigo. Você vai fazer muita falta”, escreveu.

Ao longo das homenagens, um sentimento se repetiu entre colegas, amigos e ex-companheiros de redação: a lembrança de um profissional exigente, apaixonado pelo jornalismo, generoso na formação de novos talentos e reconhecido pela lealdade às pessoas com quem conviveu.


Compartilhe esse post

FÁTIMA É CAMPEÃ EM INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO NO NORDESTE E 3ª NO BRASIL

  • por
Compartilhe esse post

Na primeira edição do Diário do RN, que chegou às ruas em 23 de agosto de 2022, a educação potiguar ocupava espaço nas páginas do jornal por um dado que chamava a atenção: mesmo arrecadando mais que a Paraíba, a gestão da professora Fátima Bezerra havia investido menos no setor durante o primeiro semestre daquele ano. Quatro anos depois, o mesmo comparativo apresenta um cenário diferente.

Naquele primeiro semestre de 2022, a Paraíba havia aplicado R$ 916,3 milhões em educação, enquanto o RN destinara cerca de R$ 754 milhões, diferença superior a R$ 160 milhões. O investimento potiguar era aproximadamente 17% menor, apesar de a arrecadação estadual superar a paraibana em cerca de 16%.

Em 2026, a relação se inverte na aplicação proporcional dos recursos. No primeiro semestre, o RN destinou 27,76% da receita líquida resultante de impostos à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), contra 26,05% da Paraíba. Os dois estados permaneceram acima do mínimo constitucional de 25%, mas, desta vez, o percentual potiguar ficou 1,71 ponto percentual à frente.

Os dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), colocam ainda o Rio Grande do Norte como o estado com maior percentual de aplicação em educação do Nordeste e o terceiro do país no primeiro semestre de 2026, atrás apenas do Paraná, com 30,12%, e de Santa Catarina, com 29,09%.

Em entrevista ao Diário do RN, a governadora Fátima Bezerra (PT) avaliou o cenário quatro anos depois e destacou as mudanças registradas na educação estadual. “Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte está vivendo uma transformação profunda na educação pública, e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, afirmou. “Estamos investindo em infraestrutura, tecnologia, aprendizagem e, principalmente, na ampliação das oportunidades para os nossos estudantes”, acrescentou.

Em valores, o mínimo exigido do RN no primeiro semestre era de R$ 2,371 bilhões e a aplicação chegou a R$ 2,634 bilhões, cerca de R$ 262,3 milhões acima da obrigação constitucional. Na Paraíba, foram aplicados R$ 2,803 bilhões diante de um mínimo de R$ 2,690 bilhões, aproximadamente R$ 112,6 milhões acima do piso. Os números de 2026 referem-se apenas aos primeiros seis meses e ainda podem sofrer alterações até o fechamento do exercício.

Rede ampliada
As mudanças também aparecem na estrutura e na oferta de ensino. Cerca de 230 escolas foram reformadas, ampliadas ou estão em obras, com investimentos em climatização, conectividade, laboratórios e inovação.

Um dos principais avanços está no ensino em tempo integral, que passou de 70 para 248 escolas. “É uma mudança que significa mais tempo na escola, mais aprendizagem, mais atividades, mais oportunidades e mais proteção para os nossos jovens”, destacou Fátima.

A Educação Profissional também ganhou espaço. Segundo os dados apresentados pelo Governo, a modalidade cresceu 254%, chegando a 25 mil matrículas em 144 escolas. A expansão inclui os Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), com dez das 12 unidades previstas já entregues.

“Estamos preparando nossa juventude não apenas para concluir a educação básica, mas para ter formação, qualificação e melhores condições de ingressar no mundo do trabalho”, afirmou a governadora.

Resultado histórico
Os avanços também aparecem nos indicadores de aprendizagem. Segundo os dados apresentados pela governadora, o Rio Grande do Norte chegou a 4,0 no Ideb de 2025, ante 3,2 em 2023, crescimento de 25% e o melhor resultado da série histórica da educação estadual em 20 anos. Fátima também destaca avanços na alfabetização, na fluência leitora e na recomposição das aprendizagens.

“Quando olhamos para esses números, estamos falando de muito mais do que estatísticas.

Estamos falando de escolas melhores, professores valorizados, estudantes com mais oportunidades e uma educação pública que voltou a avançar”, afirmou.

Quatro anos depois da primeira edição do Diário do RN, os dados mostram o RN à frente da Paraíba e com a maior aplicação proporcional em educação do Nordeste no primeiro semestre de 2026. Para Fátima, são resultados de “investimento, planejamento, compromisso e uma política de Estado que coloca a educação como prioridade”.


Compartilhe esse post

DATAVERO E DIÁRIO DO RN CONSOLIDAM FORTE PARCERIA AO LONGO DE TRÊS ELEIÇÕES

  • por
Compartilhe esse post

Quando o Diário do RN ganhou as ruas, em 23 de agosto de 2022, o Rio Grande do Norte estava em plena campanha eleitoral. Naquele mesmo período, o Instituto DataVero, criado em 2021, vivia sua primeira eleição geral e começava a ampliar sua presença no mercado de pesquisas. Foi nesse cenário que as trajetórias das duas empresas se encontraram, dando início a uma parceria que atravessou as eleições de 2022 e 2024 e chega a um novo ciclo em 2026.

Fundado pelos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso, o DataVero nasceu com a proposta de realizar pesquisas com suporte técnico, científico e tecnológico. Entre as ferramentas adotadas está a geolocalização das entrevistas, que permite registrar horário e coordenadas da coleta, além de armazenar as informações produzidas em campo.

Para Túlio Lemos, fundador do instituto, 2022 marcou a consolidação do DataVero no mercado.

Naquele ano, as pesquisas para as eleições gerais foram realizadas tanto em nível estadual quanto em municípios potiguares, ampliando a atuação da empresa. “Foi quando a gente começou a se destacar no mercado. Mesmo com pouco tempo de vida, o DataVero logo se credenciou como um instituto sério”, relembra.

A parceria com o Diário, iniciada naquele mesmo período, ampliou a projeção do trabalho. “Com o Diário do RN, justamente na campanha de 22, foi que a gente deu uma visibilidade maior ao trabalho. Era uma eleição geral, com Governo, Senado e Presidência, então foi muito importante para nós”, afirma. Segundo Túlio, o resultado foi positivo para os dois lados. “Deu muita visibilidade ao Diário e deu muita visibilidade ao Instituto DataVero.”

2024 amplia atuação
Dois anos depois, as eleições municipais marcaram uma nova etapa. O DataVero realizou mais de 100 pesquisas em diferentes municípios, entre levantamentos destinados à divulgação e trabalhos de consumo interno de candidatos, mantidos sob sigilo.

Em Natal, o instituto acompanhou as mudanças no cenário ao longo da campanha. No primeiro turno, as pesquisas registraram a tendência de crescimento de Natália Bonavides e a perda de força de Carlos Eduardo. Já no segundo turno, o último levantamento apontou Paulinho Freire com 56,56% dos votos válidos e Natália com 43,44%. Nas urnas, o resultado foi de 55,34% contra 44,66%, cravando o resultado dentro da margem de erro da pesquisa.

“Fechamos 2024 com chave de ouro, no segundo turno, na eleição de Natal. Foi um resultado muito próximo daquilo que a gente tinha apontado”, destaca Túlio. Para ele, o desempenho consolidou o trabalho desenvolvido desde a criação do instituto. “Foi o coroamento de um trabalho sério, de um trabalho com muita dedicação”, afirma.

Novo ciclo em 2026
Em 2026, Diário do RN e DataVero voltam a acompanhar juntos uma eleição estadual. O instituto já realizou pesquisas públicas e de consumo interno, com resultado restrito ao contratante; e passou a programar novas rodadas em períodos próximos a acontecimentos que podem interferir na percepção do eleitor, como convenções, debates e agendas políticas.

“A pesquisa nada mais é do que uma fotografia da realidade”, resume Túlio. Para ele, cada levantamento registra o cenário daquele momento. “A pesquisa fotografa aquele instante. Depois, pode acontecer um debate, uma convenção, uma declaração ou qualquer outro fato que mude a percepção do eleitor”, explica.

Por isso, segundo Túlio, o acompanhamento precisa ser contínuo ao longo da disputa. “Um fato que acontece hoje pode mudar a realidade amanhã. Então, você tem que fazer uma nova pesquisa para captar esse novo sentimento do eleitor”, complementa.

Quatro anos depois, a parceria chega às eleições de 2026 consolidada na cobertura política do Diário. Para Túlio, os levantamentos e a proximidade dos números com as urnas fortaleceram a confiança no trabalho. “A credibilidade é o nosso maior patrimônio. É isso que dá confiabilidade à pesquisa e faz com que as pessoas acreditem no trabalho que está sendo apresentado”, conclui.


Compartilhe esse post

DEPOIS DE ANOS DE ABANDONO, O NOVO CENÁRIO DA AVENIDA JERÔNIMO CÂMARA

  • por
Compartilhe esse post

Interdições, entulho, dificuldades de circulação e reclamações de comerciantes, motoristas, pedestres e usuários do transporte público. Quatro anos atrás, esse foi o cenário encontrado pela reportagem do Diário do RN na Avenida Jerônimo Câmara, na Zona Oeste de Natal. A reportagem foi publicada na edição número 3, de 25 de agosto de 2022, quando a obra ainda provocava impactos significativos na rotina de quem precisava passar diariamente pelo local.

Seis meses depois, em fevereiro de 2023, encontramos um cenário anda pior. Onde antes existiam redes de isolamento, nada mais isolava o local, aumentando os riscos para veículos e pedestres. Em meio ao caos descrito na reportagem de 16 de fevereiro de 2023, um corredor de areia, poeira, lixo e muito entulho.

Já eram 10 anos desde o início da obra, em 2013, como parte da preparação de Natal como cidade sede da Copa do Mundo de 2014.

UM NOVO CENÁRIO
Depois de anos de espera, no último dia 02 de julho, a Prefeitura de Natal iniciou as obras de recuperação da Avenida Jerônimo Câmara. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Paulinho Freire, com investimento de R$ 4,3 milhões em recursos próprios. A intervenção prevê o recapeamento asfáltico de toda a extensão da via, além da implantação de nova sinalização horizontal e vertical.

A reportagem do Diário do RN voltou a visitar a avenida na última sexta-feira, 21 de agosto e encontrou um novo cenário, bem diferente do registrado anos atrás. O serviço de reestruturação da via avançou a olhos vistos e a primeira etapa da intervenção, no trecho entre as avenidas Jaguarari e dos Potiguares, foi concluída.

Hoje, com o avanço da obra, a percepção é de melhora na circulação e as mudanças já são percebidas por quem utiliza a via diariamente. Para o estudante Thiago Oliveira, de 22 anos, um dos principais problemas enfrentados durante a interdição estava relacionado ao transporte público.

“Quando estava interditado, você precisava pedir para ele parar e correr atravessando a rua. Aí, virava mais congestionamento. Então, você teria que pegar outra parada do outro lado da rua, para aí sim ele fazer outro desvio e parar”, relatou.

A estudante Manoela da Silva, de 23 anos, que utiliza ônibus diariamente na região, também lembra das dificuldades enfrentadas durante o período de intervenção.

“Ficou muito ruim porque a gente tinha que atravessar para pegar o ônibus, aí ficou aquele tanto de material e piorou muito. Agora está bom, graças a Deus”, afirmou.

Segundo ela, a situação anterior também envolvia conflitos entre veículos e pedestres, especialmente nas proximidades da Ceasa.

Para o comerciante da Ceasa Josenildo Alves Soares, de 38 anos, a recuperação já trouxe melhorias para a mobilidade.

“Na questão de locomoção ficou bem melhor”, afirmou.

Ele explica que, durante a interdição, veículos maiores enfrentavam dificuldades para sair da região e havia problemas relacionados à circulação e aos acidentes. Com a recuperação da via, parte dessas dificuldades foi reduzida.

“Os carros maiores para sair daqui dava problema, tinha também muitos acidentes, e a questão de dar uma parada ali do outro lado, o pessoal era assaltado, porque não tinha essa fluidez”, relatou.

Comerciante da Ceasa, Josenildo afirma que a recuperação já trouxe melhorias para a mobilidade – Foto: Reprodução

Prefeitura prevê conclusão em outubro
De acordo com a Seinfra, a obra de reestruturação da Avenida Jerônimo Câmara já ultrapassou 60% de conclusão. O primeiro trecho foi recapeado e passa pelos últimos serviços de acabamento, enquanto a segunda etapa segue em execução.

A previsão da secretaria é concluir toda a intervenção em outubro.

Para a secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, a retomada representa um avanço para a mobilidade da capital.

“Essa é uma obra importante para a mobilidade de Natal e que representa um avanço para a população que utiliza diariamente a Avenida Jerônimo Câmara. A gestão do prefeito Paulinho Freire assumiu o compromisso de retomar os serviços e está trabalhando para concluir a intervenção, garantindo mais segurança, conforto e melhores condições de circulação para motoristas e pedestres”, afirmou.

O prefeito Paulinho Freire também destaca a importância da intervenção e afirma que a retomada da obra foi um compromisso assumido durante a campanha.

“A Avenida Jerônimo Câmara é um dos principais corredores viários da Zona Oeste. A retomada dessa obra foi um compromisso que assumi quando ainda era candidato e está sendo cumprido em nossa gestão”, afirmou.

Segundo o prefeito, a recuperação deve melhorar as condições para o transporte público e para os veículos particulares que utilizam a avenida diariamente.

“Já concluímos o primeiro trecho e a segunda etapa segue avançando. Estamos acompanhando o andamento da obra para entregar uma avenida totalmente recuperada, mais segura e confortável para toda a população”, declarou.

Macrodrenagem também avança
Além da reestruturação viária, a Seinfra informou que as obras do túnel de macrodrenagem seguem em andamento, sem paralisações, desde janeiro de 2024.

A intervenção envolve a implantação de tubulações que, em alguns pontos, chegam a 30 metros de profundidade. Atualmente, as equipes trabalham nos últimos sete metros de tubulação na Rua Presidente Castelo Branco, etapa que permitirá o funcionamento da primeira fase do túnel.

A previsão é concluir essa fase até o final do ano. Já a segunda etapa, orçada em aproximadamente R$ 90 milhões, possui recursos garantidos e está em fase de procedimentos técnicos.

Obra faz parte do PAC da Copa
A intervenção na Avenida Jerônimo Câmara está relacionada a um projeto de infraestrutura iniciado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa 2014.

O projeto tem como objetivo interligar o sistema de drenagem das águas pluviais entre as zonas Sul e Oeste de Natal, contribuindo para eliminar problemas históricos de alagamentos em bairros como Lagoa Nova, Nova Descoberta, Dix-Sept Rosado, Candelária, Bom Pastor, Cidade da Esperança e Nazaré.

Além da estrutura de drenagem, a recuperação da avenida representa uma intervenção importante na mobilidade urbana da capital. A Jerônimo Câmara integra o sistema viário de acesso a áreas como o entorno da Arena das Dunas e do Viaduto do Quarto Centenário.


Compartilhe esse post

“MEU CADU, FUTURO GOVERNADOR DESSE ESTADO”, AFIRMA LULA DA SILVA EM NATAL

  • por
Compartilhe esse post

Em seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta quinta-feira (20), em Natal, o apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante comício na Arena das Dunas, Lula chamou o petista de “meu Cadu, futuro governador desse Estado”, exaltou a gestão de Fátima Bezerra (PT) e pediu votos para os candidatos da chapa governista.

A declaração deu o tom da participação do presidente no ato, que reuniu a militância petista e aliados em torno das candidaturas estaduais. Ao longo do discurso, Lula voltou a defender Cadu como seu nome para a sucessão de Fátima e reforçou o pedido de voto para Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT) ao Senado.

Logo na abertura, o presidente fez questão de apresentar os candidatos. “Minha querida companheira Fátima, governadora desse Estado, meu Cadu, futuro governador desse Estado, companheira Samanda, futura senadora, e Rafael, senador da República”, declarou.

O apoio a Cadu ganhou tom ainda mais direto no encerramento. Ao pedir votos para a própria candidatura, Lula convocou a militância a eleger também seus aliados no Rio Grande do Norte.

“Quem votar em mim, eu peço a vocês, como companheiros e companheiras, vote no companheiro Cadu para governador, na Samanda, no Rafael para senador”, afirmou. O presidente também pediu apoio aos candidatos do grupo à Câmara dos Deputados.

Destaque para Fátima
Além de Cadu, Fátima ocupou espaço de destaque no discurso. Lula fez uma defesa enfática dos dois mandatos da governadora e comparou sua gestão com a dos antecessores no Rio Grande do Norte.

“Você conhece quem governou esse Estado. Eu conheço quem governou”, iniciou. Na sequência, elevou o tom ao exaltar a petista: “Pode pegar todos que governaram esse Estado, colocar numa panela, assar, não dá um caldo que essa mulher soube dar”, declarou.

A defesa da gestão de Fátima veio acompanhada do apoio à continuidade do grupo no Executivo estadual. Ao apresentar Cadu como “futuro governador”, Lula reforçou a escolha do petista para suceder a governadora a partir de 2027.

Parceria com o RN
Lula também destacou investimentos federais e defendeu ampliar as oportunidades para o Nordeste. Entre as ações, citou a chegada de um supercomputador ao Rio Grande do Norte como exemplo dos investimentos em tecnologia direcionados à região.

“Eu trouxe o supercomputador aqui para dizer para vocês: nenhum Estado do Nordeste vai ficar devendo nada a nenhum outro Estado desse país”, afirmou.

O presidente também defendeu tratamento igualitário entre as regiões. “Eu não quero tirar nada de São Paulo. Não quero tirar nada do Rio de Janeiro. Não quero tirar nada de Minas Gerais. A única coisa que eu quero é que o Nordeste seja tratado” em condições de igualdade, declarou.

Ao falar das transformações econômicas e sociais da região, Lula afirmou que o Nordeste passou a atrair profissionais qualificados. “Hoje, não é o nordestino que quer estudar em São Paulo, é o doutor de São Paulo que quer ir trabalhar no Nordeste”, disse.

No encerramento, Lula voltou ao tom eleitoral e convocou a militância a trabalhar pelas candidaturas do grupo no Estado, com Cadu para o Governo, Samanda de Lula e Rafael Motta para o Senado, além dos candidatos aliados à Câmara dos Deputados.


Compartilhe esse post

“O RIO GRANDE DO NORTE NÃO VAI RETROCEDER”, AFIRMA CADU COM LULA

  • por
Compartilhe esse post

Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cadu de Lula (PT) defendeu a continuidade do projeto político petista no Rio Grande do Norte durante comício realizado nesta quinta-feira (20), na Arena das Dunas, em Natal. O candidato ao Governo destacou obras realizadas em parceria com o Governo Federal e reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente.

“O Rio Grande do Norte, o nosso Estado, o Brasil, não vai retroceder. Não vai retroceder. Nós vamos seguir adiante para trazer mais emprego, mais renda, mais qualidade de vida para o nosso povo”, afirmou.

Ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT), a quem chamou de “eterna líder”, Cadu concentrou o discurso nas ações realizadas pelo Governo do Estado e na parceria retomada com o Governo Federal após a volta de Lula à Presidência, em 2023. “Foi aí, presidente, depois de um Governo Federal sabotando o nosso Governo, que nós começamos a fazer as entregas”, afirmou.

Entre as ações, citou o programa de recuperação das rodovias estaduais e relacionou os investimentos aos recursos obtidos por meio de operação de crédito. “Só fizemos isso, presidente, porque o senhor voltou para a Presidência da República”, declarou.

“Foi por recursos oriundos de uma operação de crédito que o presidente Lula autorizou que nós estamos recuperando 60% das rodovias do nosso Estado. E Cadu governador vai recuperar 100%, junto com o presidente Lula”, acrescentou.

Cadu também mencionou a Barragem de Oiticica, o túnel Major Sales e as obras relacionadas à chegada das águas do Rio São Francisco. Ao falar da duplicação da BR-304, voltou a atribuir a Lula o avanço da obra e destacou a importância do projeto para o Estado.

“Agora, presidente, o senhor está realizando um sonho de 60 anos, que é a duplicação da BR-304. Uma obra que salva vidas e que traz desenvolvimento”, afirmou.

Na parte eleitoral do discurso, Cadu relacionou as entregas citadas à defesa da continuidade da parceria a partir de 2027. “Nós estamos prontos para mais. Prontos para mais”, afirmou, antes de reforçar que pretende manter a atuação conjunta com Lula caso seja eleito governador.

O petista também relembrou os questionamentos sobre sua candidatura. “Eles começaram de novo, presidente: ‘Cadu não vai ser candidato. Ele está guardando a vaga de alguém’. E eu segui adiante”, declarou.

Ao lado da candidata a vice-governadora Larissa Rosado, reforçou a vinculação da chapa ao presidente: “A gente está aqui, agora, ao seu lado, junto com Larissa, para dizer para o povo do nosso Estado que o governador de Lula e a vice-governadora de Lula são Cadu e Larissa”.

Fátima defende “Cadu de Lula”
Fátima também fez um balanço dos dois mandatos e destacou a parceria com o Governo Federal.

“Em nome do povo do Rio Grande do Norte, gratidão ao senhor pela parceria, pelo respeito, pelo carinho, pelo apoio que sempre tivemos”, afirmou.

Entre os resultados, citou os mais de 151 mil jovens potiguares atendidos pelo Pé-de-Meia, o avanço das matrículas no ensino integral e profissional e a expansão dos Institutos Federais.

A governadora também destacou as obras de segurança hídrica. “Isso, presidente, é algo que eu vou guardar por toda a minha vida, junto com o senhor, a gente ter conseguido concluir a transposição, trazendo dignidade, cidadania e segurança hídrica para o nosso povo”, declarou.

Também mencionou o Hospital Metropolitano e a duplicação da BR-304.

No campo político, Fátima reforçou o apoio a Cadu e rebateu os questionamentos sobre o uso de “de Lula”. “Não adianta questionar isso. Sabe por quê? Porque Cadu de Lula está no coração do povo”, afirmou, acrescentando que “Cadu defende o que Lula defende”. Ao final, convocou a militância para a campanha e defendeu a eleição da chapa governista.


Compartilhe esse post

EMPRESÁRIOS APONTAM DESAFIOS E COBRAM AVANÇOS DO PRÓXIMO GOVERNADOR DO RN

  • por
Compartilhe esse post

Carga tributária elevada, infraestrutura deficiente, dificuldades de acesso ao crédito, informalidade e baixo investimento no turismo estão entre os principais entraves apontados pela classe empresarial do Rio Grande do Norte. Diante da mudança de governo a partir de 2027, representantes de diferentes segmentos esperam da próxima gestão maior diálogo com o setor produtivo, redução de obstáculos aos investimentos e medidas para ampliar a competitividade da economia potiguar.

Para o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, a tributação aparece como uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo comércio popular. Ele também cita os efeitos das condições das rodovias sobre os custos das empresas.

“A principal dificuldade que nós enfrentamos é a carga tributária”, afirmou. Segundo Feitosa, problemas de infraestrutura encarecem toda a cadeia. “O frete fica mais caro porque a empresa ou o caminhoneiro tem que gastar mais com manutenção”, exemplificou.

Ao projetar a próxima gestão, o empresário defende incentivos que alcancem negócios de diferentes portes e uma relação mais próxima entre Estado e municípios. “Não só as grandes empresas, mas as pequenas e médias também precisam desse incentivo”, disse. Para ele, o próximo governador deverá buscar uma atuação conjunta independentemente das diferenças partidárias.

No Oeste, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindvarejo), Michelson Frota, também coloca a tributação entre as principais preocupações. Ele cita a antecipação do ICMS e alerta que empresas nem sempre possuem fluxo de caixa suficiente para absorver o pagamento.

Frota acrescenta o endividamento das famílias, a inflação e o custo do crédito à lista de dificuldades enfrentadas pelo varejo. “O crédito até existe, mas é um crédito caro”, afirmou. Para o próximo governo, espera medidas capazes de estimular a atividade econômica. “A gente espera que destrave realmente o Estado do Rio Grande do Norte. Temos muitas riquezas aqui, então essa economia precisa girar”, defendeu.

Turismo pede mais investimentos
No setor turístico, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, aponta dois grandes gargalos: a baixa conectividade aérea e o volume de investimentos destinados à atividade. Apesar de reconhecer a existência de diálogo com a atual gestão, cobra maior efetividade das ações.

“Existe, sim, um diálogo aberto. Há uma união do poder público com a iniciativa privada hoje em todos os segmentos do trade turístico. Para tanto, precisamos de mais efetividade”, afirmou.

Entre as expectativas para o próximo governo estão políticas para ampliar a malha aérea e atrair voos internacionais, mais recursos para promoção do destino e parcerias público-privadas para equipamentos turísticos. Gadelha cita ainda o Centro de Convenções de Natal e a retomada de áreas não desenvolvidas na Via Costeira.

Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN), Thiago Machado, aponta a dificuldade de repassar o aumento dos custos aos consumidores. Segundo ele, mais da metade dos associados não consegue reajustar os preços nem mesmo no limite da inflação sem perder competitividade.

“Quem aumenta preço perde competitividade”, resumiu. Machado também chama atenção para o crescimento da informalidade e defende que a próxima gestão reduza a carga tributária sobre a alimentação fora do lar, segmento que considera parte fundamental da cadeia turística.

Expectativa para 2027
As demandas do empresariado também foram apresentadas aos candidatos ao Governo durante o RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN, entre os dias 17 e 19 deste mês. O presidente da entidade, Marcelo Queiroz, destacou que o levantamento entregue aos concorrentes foi elaborado a partir de dados técnicos e da escuta de mais de 1.600 empresários de todas as regiões do Estado.

“Isso vai contribuir para os candidatos e para as ações do futuro governador”, afirmou. Queiroz também reforçou que a Fecomércio pretende manter o diálogo com a próxima gestão. “Estamos à disposição para contribuir com quem for eleito, pensando no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e na geração de emprego e renda”, concluiu.


Compartilhe esse post

THIAGO MESQUITA ASSUME ARSBAN COM METAS PARA SANEAMENTO EM NATAL

  • por
Compartilhe esse post

prefeito de Natal, Paulinho Freire, empossou nesta semana Thiago Mesquita como diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban). Em entrevista ao Diário do RN, o novo gestor destacou os desafios da nova missão, a experiência acumulada durante o período em que esteve à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e as metas para fortalecer a atuação da agência.

Mesquita afirmou que recebeu o convite com gratidão e destacou a confiança depositada pelo prefeito para conduzir a autarquia durante os próximos anos.

“Eu estou realmente muito grato ao prefeito pela confiança. Já tinha me reconduzido à Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, lá em janeiro de 2025, e agora me deu a oportunidade de trabalhar esses cinco anos com estabilidade, num mandato tão importante como é a agência, essa agência tão relevante para o município, e receber com muita gratidão a confiança do prefeito”, declarou.

Segundo o novo presidente, a Arsban possui um papel que vai além da fiscalização dos serviços de água e esgoto. A agência também atua em áreas como resíduos sólidos, drenagem e questões sociais relacionadas ao saneamento.

“A Arsban tem um papel fundamental na regulação dos serviços de saneamento básico do município de Natal. Muita gente pensa somente em água e esgoto, mas também envolve resíduos sólidos e drenagem, mas também impactos sociais muito importantes”, explicou.

Entre esses impactos, Mesquita citou a revisão tarifária dos serviços de água e esgoto, a taxa de limpeza pública e a tarifa social, que prevê desconto para famílias de baixa renda.

Experiência na Semurb será levada para nova função

Thiago quer levar para a Arsban perfil de gestão com foco em resultados – Foto: Reprodução

Ao falar sobre a experiência acumulada durante os oito anos em que esteve na Semurb, Thiago Mesquita afirmou que pretende levar para a Arsban um perfil de gestão com participação institucional e foco em resultados.

“Esse é o meu perfil. É um perfil de fazer, não é ficar atrás de balcão, de birô, mas de ir para frente, de participar de audiência, de representar a instituição em todos os seus aspectos, de palestrar, de não somente ser um ordenador de despesas, mas também de ser ali o anteparo da instituição”, afirmou.

O presidente da Arsban destacou ainda ações desenvolvidas durante sua passagem pela secretaria, como a condução de mudanças relacionadas ao Plano Diretor, Código de Obras, legislação ambiental e instrumentos urbanísticos.

“Essa reforma desse pacote urbanístico é que proporcionou e eu adquiri com o tempo experiência nas relações institucionais, com órgãos de controle, tudo isso eu vou levar para minha experiência”, comentou.

Mesquita também ressaltou a experiência em gestão pública e privada como parte da formação que pretende aplicar na nova função.

“Essa experiência de gestão pública, que eu já tenho da gestão privada, já fui também diretor de uma multinacional, então isso tudo eu trago para essa experiência profissional, tanto na área pública quanto na privada, para fazer com que a agência tenha uma notoriedade e que ela possa exercer o seu papel no saneamento”, disse.

Sobre a relação entre as duas instituições, Mesquita explicou que, apesar de possuírem naturezas jurídicas diferentes, as áreas de atuação possuem pontos de conexão, principalmente nos temas ambientais e de infraestrutura urbana.

“São naturezas jurídicas diferentes, distintas, mas que atuam num campo muito similar. Quando tratamos a questão ambiental, a questão do quadro de poluição em Natal, também tem relação com a destinação irregular de resíduos sólidos, com a ligação clandestina de esgoto no sistema de drenagem, com todos os aspectos relacionados com que a drenagem proporciona de impacto socioambiental e econômico do município”, afirmou.

Segundo ele, setores da Semurb deverão manter diálogo constante com a Arsban para contribuir com as ações relacionadas ao saneamento.

Thiago Mesquita afirmou que a Arsban seguirá as diretrizes estabelecidas pelo marco legal do saneamento, que prevê metas para serem alcançadas até 2033.

“O marco do saneamento estabelece os objetivos e metas que os municípios e estados têm que atender na área de saneamento. E a Arsban vai trabalhar seguindo rigorosamente isso, cobrando das instituições o cumprimento dessas metas e, quando não, dialogando, se colocando à disposição, e quando não houver o cumprimento, vamos atuar como agência reguladora”, declarou.

Entre os objetivos citados pelo gestor está a universalização dos serviços de água e esgoto, além do avanço em áreas como drenagem e transparência na prestação dos serviços.

“Atualmente, os resíduos sólidos já estamos em 100%, já foi feito isso. A drenagem temos muito a avançar ainda, mas tem tido já importantes avanços. Vamos contribuir nesse sentido”, afirmou.

O presidente da Arsban também destacou que pretende fortalecer o diálogo com órgãos de controle e instituições de ensino para aprimorar a atuação da agência.

“O diálogo sempre muito próximo, trabalhar de forma institucional com o Ministério Público e o Tribunal de Contas para que a gente possa somar esforço nesse sentido para melhorar a qualidade da prestação de serviço, vai ser nesse sentido”, concluiu.


Compartilhe esse post

CAMPANHA RECOLHE LIXO ELETRÔNICO NA UFRN E INCENTIVA DESCARTE CORRETO

  • por
Compartilhe esse post

ipamentos eletrônicos sem uso, como celulares, computadores, teclados, notebooks e pequenos eletrodomésticos, podem ganhar uma destinação ambientalmente adequada em Natal.

O Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque) está promovendo, até o dia 17 de setembro, uma campanha de coleta de lixo eletrônico aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral.

Para receber os materiais, foi instalado um Ecotrailer no estacionamento do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), ao lado do bicicletário. A iniciativa busca incentivar o descarte correto de resíduos eletrônicos, fortalecer a logística reversa e reduzir os impactos ambientais causados pelo destino inadequado desses equipamentos.

Desde 2023, as campanhas realizadas pelo Metrópole Parque já recolheram mais de duas toneladas de resíduos eletrônicos.

“Essa é uma iniciativa que representa o compromisso ambiental do Metrópole Parque. Ao conscientizar as pessoas para o descarte correto do lixo eletrônico e mobilizar nossa comunidade para fazer o descarte no Ecotrailer, evitamos a poluição do meio ambiente com os materiais que compõem os dispositivos eletrônicos”, comentou o assessor de Marketing do Metrópole Parque, Thércio Leite.

Além de liberar espaço em casa, o descarte correto evita danos ao meio ambiente. Isso porque os equipamentos eletrônicos possuem componentes químicos que podem contaminar o solo, a água e até a cadeia alimentar quando são descartados no lixo comum ou em terrenos baldios.

Uma pesquisa sobre resíduos eletrônicos realizada em 2025 mostra que, embora 66% dos brasileiros saibam o que é lixo eletrônico, quatro em cada dez ainda mantêm aparelhos sem uso em casa por não saberem onde descartá-los.

“Como esses equipamentos possuem uma composição química complexa, jogá-los no lixo comum ou em terrenos baldios gera um ‘efeito dominó’ de contaminação que afeta a água, o solo, o ar e toda a cadeia alimentar”, afirmou Thércio Leite.

O que pode ser descartado

Ecotrailer recebe eletroeletrônicos e eletrodomésticos de pequeno e médio porte, com até aproximadamente 40cm – Foto: Reprodução

O Ecotrailer recebe eletroeletrônicos e eletrodomésticos de pequeno e médio porte, com até aproximadamente 40 centímetros, desde que caibam na abertura do coletor.

Entre os itens aceitos estão: celulares e tablets; notebooks e computadores; teclados, mouses e monitores pequenos; roteadores, carregadores e cabos; fones de ouvido; videogames; câmeras e aparelhos de DVD; aparelhos de som de pequeno porte; calculadoras; ferros de passar, secadores de cabelo, liquidificadores, cafeteiras e sanduicheiras.

Segundo o Metrópole Parque, não há limite para a quantidade de equipamentos que cada pessoa pode entregar.

“Não existe limite de quantidade de descarte. A pessoa pode descartar o tanto que quiser dentro do Ecotrailer. Caso a capacidade seja atingida, solicitamos a coleta imediata para caber tudo o que a pessoa quiser descartar”, disse o assessor.

Materiais seguem para reciclagem
Após a coleta, os equipamentos são encaminhados para a empresa Natal Reciclagem, parceira da campanha e especializada em engenharia reversa de eletrônicos e eletrodomésticos.

No local, os materiais passam por triagem, separação dos componentes e tratamento adequado, permitindo que a maior parte dos resíduos seja destinada à reciclagem.

“Os materiais vão para a triagem da Natal Reciclagem. Todos os componentes são tratados e separados de acordo com suas características e o máximo possível do lixo segue para reciclagem”, explicou Thércio Leite.

O Metrópole Parque ressalta que pilhas, lâmpadas e eletrodomésticos de grande porte, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, não devem ser depositados no Ecotrailer.

Para esses equipamentos maiores, a Natal Reciclagem disponibiliza o serviço gratuito de coleta domiciliar mediante agendamento pelo EcoZap, no telefone (84) 99966-4010.


Compartilhe esse post

PAQUITAS DESPERTAM MEMÓRIAS DE QUEM SONHOU VIVER A MAGIA DA XUXA

  • por
Compartilhe esse post

astam os primeiros versos para transportar milhares de pessoas diretamente para as manhãs em frente à televisão, quando a nave da Xuxa descia no palco, as Paquitas surgiam sorrindo e um universo de fantasia tomava conta da sala de casa.

Quem cresceu entre as décadas de 1980, 1990 e o início dos anos 2000 dificilmente ficou imune ao fenômeno. As músicas, as coreografias, os figurinos coloridos e os bordões marcaram uma geração inteira. Para muitos, não era apenas um programa infantil. Era um sonho.

Nesta quinta-feira (20), esse sentimento volta à tona com a chegada do espetáculo “Xou das Paquitas” a Natal. O show acontece às 21h, no Malca Club, reunindo as eternas ex-Paquitas Roberta Cipriani (Xiquitita), Priscilla Couto (Catuxita), Ana Paula Almeida (Pituxita) e Cátia Paganote (Miúxa).

E se há algo que o espetáculo promete despertar é a nostalgia de quem viveu aquela época.

“Ser Paquita era o sonho de quase toda menina”
Para a administradora Cristina Santos, de 43 anos, bastou o anúncio do show para que a menina de 12 anos reaparecesse.

Naquela época, mesmo morando no interior do Rio Grande do Norte e sem nunca ter participado de um concurso para integrar o grupo, ela alimentava um sonho que parecia comum a quase todas as meninas da sua geração.

“Na época em que o Xou da Xuxa estava no auge, eu acredito que ser Paquita era o sonho de pelo menos 90% das meninas. Eu estava incluída nessa parcela e era meu sonho”, recordou.

Cristina lembra com riqueza de detalhes o momento em que a segunda geração das Paquitas foi formada. A escolha de Caren Lima, a Chaveirinho, provocou um sentimento que só uma adolescente apaixonada por aquele universo poderia explicar.

“Ela tinha exatamente a minha idade, 12 anos, e aí eu fiquei me perguntando: ‘Por que ela e não eu?’. E eu nem concorri. Eu estava no interior do Rio Grande do Norte, muito distante do Rio de Janeiro, mas mesmo assim tinha esse sonho. Então eu chorei, fiquei triste porque eu não fui Paquita”, comentou.

O tempo passou, vieram a faculdade, o trabalho e as responsabilidades da vida adulta. Mas aquela lembrança continua guardada.

“Depois foi passando o tempo. Foi acabando mais esse encanto da coisa de adolescente. Mas é interessante porque hoje, enquanto os adolescentes estão pensando em outras coisas, na época a gente só queria ser Paquita”, disse.

Agora, a oportunidade de assistir às ex-Paquitas de perto representa uma forma de reviver aquele sonho.

“É um sentimento de nostalgia mesmo. Participar do show vai ser algo grandioso. Vai remeter àquela época e satisfazer um pouco daquele desejo que eu tinha de ser Paquita, porque é estar com elas ali, é estar perto delas”, afirmou.

Quando a nave descia, a magia começava

“Eu achava tudo muito mágico e ainda fazia minhas próprias maquetes do parque usando objetos recicláveis” – Foto: Reprodução

Se para muitas meninas o sonho era vestir o uniforme de Paquita, para o diretor de arte e ilustrador Khelven Klay, de 35 anos, o encanto começava antes mesmo da Xuxa aparecer: era a chegada da Nave.

“Era toda uma expectativa criada. A gente esperava o momento certo do programa começar.

Quando descia aquela nave com aquela música, aquela encenação, aqueles efeitos especiais, era mágico. Você se deslumbrava com aquilo que passava na televisão”, lembrou.

Uma música, em especial, continua mexendo com ele décadas depois.

“Ainda hoje, aquela música apoteótica no final, ‘Planeta Xuxa’, causa emoção. Ela sempre mexia comigo. Não sei por quê, mas tocava lá dentro. Eu me emocionava. Me emociono até hoje”, contou.

Khelven cresceu em uma época em que brincar na rua era rotina e a televisão tinha hora certa para reunir toda a família.

Foi nesse ambiente que nasceu uma criatividade que ele leva até hoje para a profissão.

“Eu tive uma infância maravilhosa. Minha mãe, professora, sempre me criou cercado de criatividade, arte, desenhos animados… um mundo sem telas. E aí entra a Xuxa e as Paquitas. Era de lei esperar pelos sábados para ver aquele universo de fantasia. Eu achava tudo muito mágico e ainda fazia minhas próprias maquetes do parque usando objetos recicláveis”, recordou.

“A gente resgata esse sentimento e vive um pouco daquela época. A criança interna nunca morre!”

Khelven Klay
35 anos

A imaginação ia além da televisão
As coreografias eram reproduzidas na escola, nas festas infantis e até nas brincadeiras da rua.

“Quem nunca dançou as coreografias?”, questionou com empolgação.

Entre tantas músicas, algumas permanecem favoritas.

“Minhas favoritas são ‘Lua de Cristal’, ‘Doce Mel’, ‘Fada Madrinha’ e ‘Planeta Xuxa’”, contou.

Recentemente, Khelven comprou uma réplica da famosa Nave da Xuxa e aguarda ansiosamente a entrega.

“Eu comprei uma nave, mas a abençoada ainda não chegou”, brincou.

A compra, na verdade, representa um reencontro com o menino que um dia construiu sua própria versão do brinquedo.

“Quando eu era criança eu fiz uma dessas de material reciclável, isopor, essas coisas. Como eu era uma criança muito criativa, eu gostava de fazer meus próprios brinquedos. Eu via aquilo na televisão e reproduzia fazendo uma maquetezinha”, lembrou.

Para ele, assistir ao espetáculo em Natal será muito mais do que acompanhar um show.

“A gente resgata esse sentimento e vive um pouco daquela época. A criança interna nunca morre!”, afirmou.

Mais do que reunir ex-integrantes de um dos grupos mais famosos da televisão brasileira, o “Xou das Paquitas” promete proporcionar uma viagem afetiva para milhares de fãs.

Para alguns, será a realização de um sonho antigo. Para outros, a oportunidade de reencontrar a infância por algumas horas.


Compartilhe esse post

TBT: GARIBALDI VENCE NO 1º TURNOE CHEGA AO GOVERNO DO RN EM 1994

  • por
Compartilhe esse post

ção de 1994 abriu um novo capítulo na trajetória política de Garibaldi Alves Filho e recolocou frente a frente dois grupos que há décadas protagonizavam as principais disputas do Rio Grande do Norte. Depois de quatro mandatos como deputado estadual, uma passagem pela Prefeitura de Natal e a eleição para o Senado, Garibaldi chegou ao Governo do Estado ao derrotar o ex-governador Lavoisier Maia ainda no primeiro turno.

Realizada em 3 de outubro daquele ano, a eleição também trouxe uma particularidade em relação ao pleito anterior. Se em 1990 os primos José Agripino e Lavoisier Maia haviam disputado o Governo em lados opostos, dividindo politicamente a família, quatro anos depois estavam novamente juntos. Agripino, candidato ao Senado, apoiou Lavoisier, que tentava retornar ao Executivo estadual, cargo que ocupou até 1982. Do outro lado estava Garibaldi, representante de uma família que historicamente rivalizava com os Maia.

Nas urnas, Garibaldi, candidato do PMDB, recebeu 489.765 votos, equivalentes a 52,67% dos válidos, e encerrou a disputa no primeiro turno. Fernando Freire (PPR) foi eleito vice-governador.

Lavoisier (PDT), que tinha Rosalba Ciarlini (PFL) como vice, obteve 359.870 votos, ou 38,70%.

A composição das duas principais chapas guardava ainda uma curiosidade que ganharia significado nos anos seguintes: tanto Fernando Freire quanto Rosalba Ciarlini chegariam ao Governo do Estado. Freire assumiu o cargo em 2002, após a renúncia de Garibaldi para disputar o Senado, enquanto Rosalba foi eleita governadora em 2010 e tomou posse no ano seguinte.

A disputa contou ainda com Fernando Mineiro (PT), que recebeu 44.596 votos (4,80%), e Wilma de Faria (PSB), com 35.591 (3,83%). Garibaldi foi o mais votado em 111 dos 161 municípios existentes no Rio Grande do Norte à época, enquanto Lavoisier venceu em 50.

O resultado levou Garibaldi ao principal cargo do Executivo estadual após uma trajetória política que, segundo ele próprio, teve um ponto de inflexão quase uma década antes: a eleição para prefeito de Natal, em 1985.

Experiência na Prefeitura

Ao recordar a campanha de 1994, em entrevista ao Diário do RN, Garibaldi volta à experiência na Prefeitura para explicar o caminho que o levou ao Governo. Até chegar ao Palácio Felipe Camarão, havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, mas ainda não tinha comandado uma administração pública. A eleição municipal, realizada após duas décadas de prefeitos nomeados na capital, deu a ele a primeira experiência no Executivo.

“A minha eleição para a Prefeitura de Natal em 1985 foi indispensável para essa minha escalada para cargos estaduais e federais, de senador, governador, ministro. Eu tinha sido deputado estadual quatro vezes, mas não sabia administrar”, relembrou.

A estreia, segundo ele, mostrou rapidamente o tamanho da responsabilidade. Garibaldi recorda que, no primeiro dia de expediente em 1986, encontrou uma fila de pessoas que saía da Prefeitura e se estendia pela rua. Não era uma mobilização para comemorar a posse, como ele próprio brinca ao relembrar o episódio, mas uma população que já chegava cobrando soluções do novo prefeito.

“Não era para me aclamar, não. Já era para cobrar”, contou. Diante da quantidade de pessoas, disse ter feito um discurso na porta da Prefeitura pedindo paciência e compreensão. “Eu estava chegando, subindo as escadas pela primeira vez. Fiz um apelo dramático. A coisa foi se normalizando, mas não foi fácil.”

A passagem pelo Executivo municipal seria determinante para os passos seguintes. Encerrado o mandato, Garibaldi atravessou um período de dois anos sem ocupar cargo eletivo, situação que admite ter provocado preocupação sobre o futuro político.

“Eu passei dois anos sem mandato e tive uma eleição surpreendente, para mim pelo menos, para senador”, recordou.

Em 1990, ele foi eleito para o Senado com 404.206 votos. Quatro anos depois, deixou a cadeira para disputar o Governo. A experiência acumulada na Prefeitura, segundo Garibaldi, deu a ele mais segurança para enfrentar o novo desafio.

“Foi uma campanha muito desafiadora”, definiu. Ao comparar a chegada à Prefeitura com a posse posterior no Governo, Garibaldi reconhece que a experiência administrativa adquirida em Natal fez diferença. “Quando assumi o Governo, já foi muito mais fácil. Já tinha a experiência do Executivo, já tinha enfrentado esses desafios. Aí realmente me senti muito mais à vontade, disse.”

Reencontro dos Maia
A disputa de 1994 retomou uma história de alianças e rupturas entre os principais grupos políticos do Estado. Em 1982, José Agripino derrotou Aluízio Alves na corrida pelo Governo, em um dos confrontos mais marcantes entre as famílias Maia e Alves. Quatro anos depois, em 1986, Agripino deixou o Governo para disputar o Senado e esteve no mesmo campo de João Faustino, candidato ao Executivo, e de Lavoisier Maia, também candidato ao Senado.

Naquele ano, João Faustino acabou derrotado por Geraldo Melo, mas Agripino e Lavoisier conquistaram juntos as duas vagas para o Senado. A união entre os primos, no entanto, seria rompida na eleição seguinte. Em 1990, os dois disputaram diretamente o Governo: Lavoisier recebeu o apoio do então governador Geraldo Melo e do grupo Alves, enquanto Agripino venceu a disputa no segundo turno.

Em 1994, houve uma nova reviravolta. Depois de terem sido aliados em 1986 e adversários em 1990, Agripino e Lavoisier voltaram ao mesmo campo político. Agripino buscava retornar ao Senado e apoiou o primo na tentativa de voltar ao Governo. A reaproximação dos Maia, porém, não impediu a vitória de Garibaldi Alves Filho no primeiro turno, recolocando as duas famílias em lados opostos na disputa pelo Executivo estadual.

Senado e proporcionais
Se Garibaldi venceu o Governo, José Agripino conquistou uma das duas vagas para o Senado. O mais votado foi Geraldo Melo (PSDB), ex-governador do Estado, com 441.707 votos, ou 27,75%.

Agripino (PFL) ficou com a segunda cadeira ao receber 387.935 votos, equivalentes a 24,37%.

Nas eleições proporcionais, o PFL saiu com a maior representação. Das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, o partido conquistou cinco, enquanto o PMDB elegeu dois representantes e o PSDB, um. Na Assembleia Legislativa, o PFL também formou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PMDB, com oito.

A vitória levou Garibaldi, então com 47 anos, ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele tomou posse ao lado de Fernando Freire em 1º de janeiro de 1995 e, quatro anos depois, seria novamente escolhido pelos potiguares para permanecer no cargo. A eleição de 1994 também reuniu nas duas principais chapas três nomes que chegariam ao comando do Estado: Garibaldi, Fernando Freire e Rosalba Ciarlini, personagens que permaneceriam por décadas no centro da política potiguar.


Compartilhe esse post

CADU DE LULA: “ALLYSON É UMA FARSA. NÃO É UM BOM GESTOR E É PERFORMISTA”

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) elevou o tom contra Allyson Bezerra (União Brasil) nesta quarta-feira (19) e classificou o adversário na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte como uma “farsa”, além de afirmar que ele tem “sérios problemas éticos”. Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM, o petista acusou Allyson de adotar uma postura de “vitimismo” diante das críticas recebidas durante a campanha.

“Vamos parar de vitimismo, vamos parar de se colocar nessa posição, vamos fazer debate de ideias, vamos dizer que conhece o Estado, conhecendo o Estado. Allyson Bezerra é uma farsa.

Allyson Bezerra nem é um bom gestor, tem sérios problemas éticos e é um performista”, disparou Cadu.

O candidato também reagiu às afirmações de Allyson de que estaria sendo alvo de ataques dos adversários e rejeitou a ideia de uma ação articulada entre os concorrentes. Para Cadu, os questionamentos fazem parte da própria disputa eleitoral. “Ele quer enganar a população sempre se colocando nessa posição de vítima”, acusou.

“Ele não é vítima, ele é um candidato. Ele mora hoje no condomínio mais luxuoso de Mossoró, isso em oito anos de vida pública. Então, menos. Vamos debater ideias, vamos mostrar que conhece o Estado realmente e não ficar se colocando de vítima o tempo todo”, acrescentou.

Cadu afirmou ainda que também recebe críticas relacionadas à administração estadual, da qual participou, e defendeu que os candidatos respondam aos questionamentos e apresentem propostas. “Todo mundo está falando de todo mundo, mas todo mundo tem que mostrar proposta, e a gente tem muita proposta para falar”, completou.

Cadu defende diálogo com setor produtivo e parcerias para o RN

Ainda nesta quarta-feira, Cadu participou do terceiro e último encontro do RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN com os principais candidatos ao Governo. A programação começou na segunda-feira (17), com Allyson, e recebeu Álvaro Dias (PL) na terça-feira (18), no Hotel-Escola Barreira Roxa.

No encontro da Fecomércio, Cadu de Lula concentrou a apresentação na relação entre poder público e setor produtivo. O candidato afirmou que pretende manter o diálogo estabelecido durante a gestão de Fátima Bezerra e apontou parcerias público-privadas, infraestrutura e os impactos da reforma tributária entre os desafios para os próximos anos.

“A gente vem aqui à casa do comércio, do serviço, se comprometer com essa mesma abertura, a gente construir um futuro para o nosso povo de desenvolvimento, de geração de emprego, com melhores prestações ainda de serviços públicos”, afirmou.

Segundo Cadu, a aproximação com o empresariado será necessária para ampliar investimentos.

“A gente veio falar aqui de parceria público-privada, de novos projetos de infraestrutura para o nosso Estado, do desafio que é preparar o Rio Grande do Norte para a reforma tributária”, acrescentou.

Ao final do encontro, o petista recebeu o RN em Foco 2027–2030, documento elaborado pela Fecomércio a partir de dados oficiais e de pesquisa com 1.617 empresários. A agenda reúne propostas em oito eixos, entre eles equilíbrio fiscal, desburocratização, PPPs, infraestrutura e mobilidade, segurança e qualificação profissional.

O estudo destaca que Comércio, Serviços e Turismo respondem por 38,3% do PIB estadual, com mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais. Entre os empresários consultados, 61,4% apontaram a segurança como prioridade, 79% defenderam redução de impostos e 59,3% cobraram menos burocracia.

Expectativa por Lula
Em entrevista ao Diário do RN, Cadu também comentou a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20). Além da agenda institucional prevista durante o dia, Lula participará à noite de um ato político na Arena das Dunas: “A expectativa é grande. Na primeira semana da campanha, o presidente Lula vai abrir a campanha dele no Nordeste, aqui em Natal, aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.

O candidato também projetou forte participação de apoiadores na mobilização. “A gente está nessa ansiedade de fazer um grande ato. A gente tem a convicção de que vai ter muita gente nesse ato, vai ser um ato com muita energia, com aquela firmeza do presidente Lula de que o Brasil e o Rio Grande do Norte vão continuar no rumo certo”, completou.


Compartilhe esse post

“EU SOU O ÚNICO CANDIDATO DA DIREITA”, DIZ RODRIGO BOLSONARO SOBRE DISPUTA AO GOVERNO

  • por
Compartilhe esse post

Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo Agir, o empresário Rodrigo Bolsonaro chega à disputa reivindicando para si o espaço de representante do bolsonarismo na corrida pelo Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou ser o “único candidato da direita” e buscou diferenciar sua candidatura de Álvaro Dias (PL), apesar de o adversário integrar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu sou o único candidato da direita. Álvaro Dias já deu várias entrevistas dizendo que não é bolsonarista e não é da direita. Eu sempre fui da direita”, afirmou Rodrigo. “Então, o candidato da direita hoje ao Governo é Rodrigo Bolsonaro. Não tem outro nome”, acrescentou.

A identificação também se estende à disputa presidencial. Rodrigo declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou que o Agir segue a mesma posição nacionalmente. “Flávio é meu candidato a presidente. Em nível nacional, o Agir está apoiando Flávio Bolsonaro. Então não tem nenhum problema em eu estar apoiando”, declarou.

Ao ser questionado sobre o fato de o PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, ter Álvaro Dias como candidato ao Governo do RN, Rodrigo atribuiu a composição estadual a uma articulação entre o presidente estadual da legenda, Rogério Marinho, e Flávio. “É um acordo de Rogério Marinho com Flávio Bolsonaro, outra coisa”, afirmou.

Rodrigo sustentou que essa composição não altera sua identificação política e reforçou que a ligação antecede a atual disputa eleitoral. “Eu sou bolsonarista desde 2017”, disse, ao destacar principalmente sua proximidade ideológica com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda durante a entrevista, Rodrigo afirmou que tem buscado ampliar apoios entre eleitores identificados com a direita, destacando a receptividade na Grande Natal e em municípios do interior. “A população que é bolsonarista em vários municípios está de acordo comigo”, afirmou.

Ao apostar nesse eleitorado como base de sua candidatura, acrescentou: “Quem é Bolsonaro raiz vota em Bolsonaro”.

Nome na urna
Outro ponto abordado na entrevista foi o uso de “Bolsonaro” no nome eleitoral. Rodrigo comentou os questionamentos do Ministério Público Eleitoral sobre candidaturas que utilizam nomes ou sobrenomes associados a outras figuras políticas e disse não acreditar que a discussão impeça sua candidatura.

“O Ministério Público Eleitoral sempre vai fazer isso. Em 2022 aconteceu, pediu indeferimento de vários candidatos em nível nacional também”, afirmou. Para Rodrigo, o questionamento sobre o nome não deverá prejudicar sua campanha.

Segunda disputa
Aos 46 anos, Rodrigo Bolsonaro disputa o Governo do Estado pela segunda vez. Empresário, concorreu ao Executivo estadual em 2022 pelo Democracia Cristã (DC). Antes, em 2016, foi candidato à Prefeitura de João Câmara pelo PSDB.

A chapa do Agir tem Socorro Batista como candidata a vice-governadora. Para as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado, o partido apresenta Gari Wendell Batista e Clóvis Costa, do Coletivo Nós.


Compartilhe esse post