A FORÇA DA FÉ: O RELATO DE ESPERANÇA DE LUIS HENRIQUE PELA CURA DE HELGA OLIVEIRA

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A rotina vibrante das redações deu lugar, nos últimos dias, a uma vigília silenciosa e movida pela fé. O jornalista e empresário Luis Henrique tem compartilhado, com transparência e emoção, os bastidores da maior batalha que ele e sua esposa, a jornalista Helga Oliveira, já enfrentaram em quase três décadas de união. Luis usa sua voz e sua fé como ferramentas fundamentais no processo de cura de Helga.

Helga Oliveira convive há cinco anos com um quadro de leucemia crônica e uma rotina de tratamento a qual já estavam familiarizados. Mas na última semana, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, condição que a levou à internação. No entanto, os boletins mais recentes trazem notícias que renovam o fôlego da família: o quadro clínico apresenta uma evolução positiva, sinalizando que o corpo tem respondido bem aos cuidados médicos. “Ela está no melhor lugar, que é a Liga, sob os cuidados de médicos abnegados, pessoas incríveis. Ela está se esforçando pra caramba. O quadro clínico dela apresentou uma melhora. Os exames estão melhorando. É um quadro delicado ainda, mas é um quadro de melhora”, contou Luis Henrique em conversa com o Diário do RN na tarde desta segunda-feira (15).

O Poder da Oração
Para Luis Henrique, a medicina e a espiritualidade caminham lado a lado. Ele tem sido o motor de uma robusta corrente de orações que atravessa as redações de Natal, alcança amigos e até mesmo desconhecidos. “A fé é o que nos sustenta”, afirma o jornalista, que vê em cada pequena melhora de Helga um testemunho de que a energia positiva e as preces têm surtido efeito.

“Eu digo a mesma coisa sempre: a ciência está fazendo o trabalho dela, com aqueles profissionais abnegados, extraordinários; a gente está fazendo o nosso papel aqui fora com a fé. Então, a única coisa que eu peço aos amigos para essa mensagem ecoar é que continuem rezando e orando pelo pulmão de Helga. E ela está se esforçando para continuar fazendo a diferença aqui na vida dos que gostam dela e principalmente da família. É fé, ciência e ela fazendo o esforço dela”

Essa mobilização coletiva tem sido um bálsamo para o casal, que é muito querido na comunicação potiguar. A cada postagem ou mensagem de apoio, Luis Henrique reforça que o carinho recebido é um combustível essencial para enfrentar os dias de espera no hospital.

Rotina em Família: Pedro e Caio

No centro dessa jornada estão os filhos do casal, Pedro e Caio. “Caio tem 11 anos, é uma criança autista nível 2 de suporte. Então, é a criança que pergunta pela mãe. A gente diz que ela está dodói, mas que está no hospital e vai voltar. E Pedro, com 16 anos, é um menino super maduro muito crente na fé, já esteve com a mãe, já visitou ela. Ele está consciente e está firme na fé”

A rotina da casa, embora adaptada às necessidades do tratamento de Helga, é mantida com a serenidade de quem confia no amanhã. Luis Henrique destaca o papel dos meninos como fontes de motivação. Para ele, o dia a dia com os filhos é um lembrete constante do que está em jogo: a reconstrução da normalidade e a volta de Helga para o seio do lar. “Sabemos que este é um processo, mas a vitória já está desenhada”, compartilha Luis Henrique.

Luis Henrique e Helga são pais de Pedro e Caio. O jornalista destaca o papel dos filhos como fontes de motivação: “A vitória já está desenhada” – Foto: Reprodução

Olhar para o Futuro
O processo de cura de Helga Oliveira é, acima de tudo, uma lição de resiliência. Enquanto o tratamento segue os protocolos necessários, a corrente de orações permanece ativa.

“O meu clamor é esse, porque eu sei da força, do poder da oração, todos nós sabemos e ela, ela está firme. Eu estou lá duas vezes, três vezes por dia, eu vou lá no ouvidinho dela e converso, converso dizendo tudo que está acontecendo e essa é uma das coisas que eu mais tenho dito quando eu fico de joelho lá e faço as minhas orações: ‘olha tem muita gente aqui torcendo e rezando e orando por você, irmãos espíritas, irmãos evangélicos, irmãos católicos, geral mesmo, geral’. É um conforto saber que tem tanta gente que para um minutinho do seu dia para ler, orar… às vezes, para uma pessoa que nem conhece, mas que com certeza está emanando com a gente”, relata Luis.

A expectativa de amigos, familiares e colegas de profissão é uma só: ver Helga de volta à sua rotina, com a mesma energia e paixão que sempre dedicou a tudo que se propõe a fazer.

Até lá, a família segue unida, sob o comando de um Luis Henrique que hoje escreve — com a vida — uma das matérias mais importantes de sua carreira: a história de uma cura fundamentada no amor e na fé inabalável.

PIONEIRA
Helga Oliveira é uma das grandes pioneiras do jornalismo esportivo no Rio Grande do Norte. Sua importância para a crônica esportiva potiguar se deve principalmente ao fato de ter sido uma das primeiras mulheres a ocupar esse espaço, especialmente na televisão, em uma época em que o ambiente era quase exclusivamente masculino. Helga ajudou a abrir caminhos para as gerações de mulheres que hoje atuam na cobertura de clubes como ABC e América, e em grandes eventos esportivos no estado.

Além da trajetória marcante no esporte, Helga tem uma carreira consolidada e é muito respeitada pela sua atuação na comunicação potiguar. Atualmente, ela também é reconhecida por seu trabalho de conscientização sobre o autismo (com o projeto @papointerior) e por sua paixão por séries turcas (@turquiaemcena).


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OS ERROS QUE PODEM CUSTAR CARO E OS ACERTOS QUE IMPULSIONAM A SUCESSÃO

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Faltando apenas dois meses para o início da campanha eleitoral para as eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte já está em pleno andamento nos bastidores, redes sociais e agendas dos principais pré-candidatos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). A reta final ainda está distante, porém, já revela estratégias, fortalezas e fragilidades.

Para o jornalista Heitor Gregório, na política, cada momento tem dinâmica própria. Sendo o ex-prefeito de Mossoró, o melhor em presença nas redes sociais, além da agenda que inclui um rodízio pelos municípios do estado e agendas políticas. “Essa combinação tem ampliado sua visibilidade”, acredita.

Com relação a Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, Heitor avalia que o pré-candidato do Partido Liberal, “ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital”.

“Em relação à pré-campanha de Álvaro Dias, percebe-se que a atuação do companheiro de chapa, Babá Pereira, tem sido fundamental na interlocução com prefeitos e lideranças do interior. No entanto, o próprio pré-candidato ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital. Além disso, embora integre a aliança, o senador Styvenson Valentim não mantém uma agenda conjunta frequente com Álvaro, algo que era esperado por muitos aliados e observadores políticos”, considerou.

No que diz respeito ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, para o jornalista, falta uma integração nas atividades de pré-campanha, de forma que possa melhorar o desempenho do denominado “Time Lula”, formado por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado, “poderia contribuir para fortalecer essa estratégia, principalmente por Rafael ser um nome conhecido em todo o RN”.

“Mas a campanha ainda vai começar, teremos o horário gratuito de TV, a campanha de rua, dentre outros, que interferem no processo”, pontuou.

Heitor Gregório avalia mudanças: “A campanha ainda vai começar” – Foto: Reprodução

A jornalista e comentarista política Daniela Freire, destaca que a pré-campanha segue “acirrada, adiantada e com fôlego entre os três principais nomes”.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na avaliação da jornalista, até o momento, foi o pré-candidato que mais errou, tanto na escolha de mirar em Allyson, quanto na condução da pré-campanha por parte da própria equipe. Já com relação a Cadu, ainda de acordo com a jornalista, as pesquisas mostram uma aproximação dos adversários. Sobre Allyson, seu maior problema seria a ausência de palanque nacional.

“Na minha avaliação, quem mais errou até agora foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, não apenas no adversário em que ele tem mirado neste momento a sua munição, que é no pré-candidato Allyson Bezerra, mas na forma como ele próprio e sua equipe têm conduzido as suas falas em entrevistas, o que tem refletindo repercussões negativas, como no caso da UERN, que ele sugeriu a possibilidade de privatizar ou federalizar”, destacou.

Daniela Freire: “Campanha acirrada entre os três principais nomes” – Foto: Reprodução

Com relação ao pré-candidato Cadu Xavier, além de uma aproximação com os adversários, para ela, a grande expectativa será quando “Cadu de Lula” terá a assinatura oficial do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e se esse trunfo será capaz de reverter os números das sondagens definitivamente, já que Lula é considerado o maior transferidor de votos do Rio Grande do Norte.

“Sobre Allyson, líder na maior parte das pesquisas, tem também um problema importante, na minha avaliação, a ausência de palanque nacional. Quem é o presidente de Allyson Bezerra?”, avaliou.

O comentarista político Carlos Santos lembra que, embora exista uma data oficial determinada pela Legislação Eleitoral para o início da campanha oficial, sempre há, por outro lado, o que denomina de “jeitinho brasileiro”, para adiantar o período, “onde todos podem tudo, menos pedir explicitamente voto, etc”.

Até o momento, para ele, ainda não existe nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Sobre quem lidera a corrida? Allyson Bezerra, seguido por Álvaro Dias e Cadu Xavier, que segue se arrastando na disputa.

“Enfim, uma hipocrisia permitida e permissiva. Numa avaliação geral, não vejo nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Há um nome na dianteira, Allyson Bezerra, um segundo lugar intocável de Álvaro Dias (o que já ocorria com Rogério Marinho, a quem ele substituiu). Na terceira colocação distante, Cadu Xavier, que mesmo lançado em fevereiro do ano passado, ainda não tracionou. Porém, tudo é cedo e é pré-campanha. Lá adiante saberemos se essas peças terão alteração. Teremos o peso dos programas em rádio e TV no afunilamento e outros fatores que vão determinar o que é mais palatável à massa-gente, ou seja, ao eleitor”, considerou.

Três estratégias diferentes
O maior acerto de Álvaro, conforme a análise de Saulo Spinelly, teria sido a intensificação das viagens e encontros políticos no interior do estado. “Seu principal acerto foi entender que a eleição estadual não se vence apenas na capital. Desde então, passou a intensificar viagens, reuniões regionais e encontros com prefeitos, vereadores e lideranças do interior”, afirmou.

Sobre os pontos positivos do caminho adotado por Álvaro até aqui, para ele, seriam o crescimento no interior do estado, um discurso mais definido ideologicamente, além de uma estrutura política em expansão e boa capilaridade junto aos prefeitos.

Com relação aos pontos negativos, Spinelly destacou que o pré-candidato “ainda carrega uma imagem de um candidato mais velho, precisa transformar apoios políticos em transferência efetiva de votos e tem, também o desafio de não ficar excessivamente dependente da polarização nacional.

“Hoje, a estratégia de Álvaro parece ser a mais tradicional: muito contato presencial, articulação política e fortalecimento de bases municipais”, destacou.

Allyson Bezera, para ele, seria o candidato com maior força digital e alto impacto de imagem.

“Se Álvaro apostou no municipalismo, Allyson apostou na comunicação. Sua pré-campanha tem sido marcada por forte presença digital, vídeos de grande alcance e uma estética de campanha moderna, muito próxima do universo do TikTok e das redes sociais. Foi uma estratégia eficiente para manter seu nome em evidência mesmo antes do período eleitoral”, enfatizou.

Os pontos positivos de Allyson estariam justamente na comunicação eficiente, no conhecimento do alto índice de conhecimento popular, forte identificação com o eleitor mais jovem e na capacidade de pautar o debate político.

Spinelly considera, no entanto, que, apesar da força digital, o ex-prefeito de Mossoró erra no que considera “excesso de centralização na imagem pessoal, dependência elevada das redes sociais, necessidade de ampliar discurso estadual e menor presença física em algumas regiões quando comparado ao ritmo municipalista de Álvaro.

“O principal desafio de Allyson será mostrar que sua candidatura representa mais do que uma comunicação moderna. Em algum momento, precisará aprofundar propostas e consolidar alianças fora do eixo Mossoró-redes sociais”, esclarece.

Sobre Cadu Xavier, Saulo acredita que o ex-secretário da Fazenda ainda busca um protagonismo.

“Entre os três, Cadu foi quem largou mais atrás. Por não possuir histórico eleitoral nem mandato, iniciou a pré-campanha praticamente desconhecido para grande parte do eleitorado. Seu crescimento nos últimos meses, entretanto, mostra que a estratégia do governo começou a surtir efeito. O petista passou a ocupar mais espaço nas redes, intensificou agendas pelo estado e começou a assumir o papel de defensor do legado da governadora”, considerou.

Os pontos positivos de Cadu, para Saulo, estariam no crescimento mostrado nas pesquisas, uma estrutura governista consolidada, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra, além do discurso técnico e preparado para debates.

Já os pontos negativos estariam no baixo conhecimento popular em parte do eleitorado, em carregar naturalmente o desgaste do governo estadual e comunicação ainda considerada tímida quando comparada aos adversários.

“A principal mudança observada recentemente foi o aumento do tom político. O Cadu técnico começa a dar lugar ao Cadu candidato, mais disposto ao enfrentamento e ao debate público”, avaliou.

As estratégias podem mudar?

Saulo Spinelly: “Nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva” – Foto: Reprodução

Spinelly, acredita que não apenas podem. Provavelmente vão: “A pré-campanha é uma fase de posicionamento. A campanha oficial costuma ser outra eleição. É possível que: Álvaro intensifique ainda mais o discurso municipalista e de gestão; Allyson reduza a pirotecnia digital e passe a apresentar mais propostas e conteúdo programático; Cadu assuma postura mais combativa e nacionalize parte do debate com a presença de Lula e do PT. O cenário atual sugere que nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva de candidato. E é justamente por isso que, apesar das pesquisas e dos movimentos já realizados, a disputa pelo Governo do RN continua aberta. Os próximos meses serão decisivos para saber quem conseguirá transformar visibilidade em voto, estrutura em mobilização e narrativa em liderança eleitoral”, pontuou.

Tendência para os próximos meses
Se a pré-campanha tem sido marcada por movimentos de posicionamento, a


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MARINHO ADMITE DESGASTE DE FLÁVIO APÓS REVELAÇÃO DE ÁUDIOS COM VORCARO

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Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, admitiu que o caso “Dark Horse” provocou desgaste político e afetou a trajetória do pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao jornal O Globo neste fim de semana, Marinho afirmou que o impacto poderia ter sido menor caso a relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro tivesse sido tornada pública anteriormente.

Ao comentar a repercussão do episódio, o senador reconheceu que houve falha na condução política do caso.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande”, afirmou.

A declaração chama atenção por representar um reconhecimento explícito de que a crise teve consequências eleitorais. Até então, aliados do pré-candidato vinham concentrando esforços em contestar as críticas e minimizar os efeitos da polêmica.

Marinho não negou o desgaste. Pelo contrário, admitiu que o episódio atingiu a campanha.
“Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, declarou.

Apesar disso, procurou relativizar os efeitos de longo prazo e defendeu que o cenário eleitoral ainda está em aberto.

“Uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, disse, ao argumentar que a disputa presidencial será definida ao longo dos próximos meses.

O senador também voltou a defender a legalidade da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Segundo ele, não houve qualquer favorecimento político ou atuação institucional em benefício do empresário.

“Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B”, afirmou.

Na mesma resposta da entrevista, Marinho comparou a repercussão do episódio envolvendo Flávio ao tratamento dado a encontros mantidos por Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, houve pesos diferentes na avaliação dos dois casos.

“Ele foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário. Não há perplexidade nem indignação”, argumentou.

Questionado sobre a promessa de divulgação da prestação de contas relacionada ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, Marinho disse esperar que o assunto seja encerrado após a apresentação dos documentos.

“Esperamos que após a prestação de contas, que será feita, as pessoas possam virar essa página e entender que nós temos um Brasil para discutir”, afirmou.

O senador também afastou qualquer possibilidade de substituição de Flávio na disputa presidencial, mesmo diante das turbulências provocadas pelo caso.

“Flávio é o nosso plano A, B, C e F”, resumiu.

A polêmica sobre o caso Dark Horse
A polêmica veio à tona após reportagens da The Intercept Brasil revelarem diálogos e mensagens que expuseram a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas tratavam do financiamento do projeto “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, estimada em mais de R$ 134 milhões. As reportagens levantaram questionamentos sobre a proximidade entre o pré-candidato e o banqueiro e sobre a transparência da captação de recursos para o filme.

A divulgação do material provocou forte repercussão política e ampliou as cobranças por explicações sobre a relação com Vorcaro e a origem dos recursos destinados ao projeto. Desde então, aliados de Flávio sustentam que se trata de uma relação privada, sem contrapartidas ou favorecimentos políticos, enquanto a campanha tenta conter os efeitos do episódio, que acabou refletindo nas pesquisas de intenção de voto.


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MOSSORÓ FESTEJA O SÃO JOÃO E MP PROCESSA PMM POR COLAPSO NA SAÚDE DE CRIANÇAS

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Enquanto milhares de pessoas lotavam as ruas de Mossoró para participar do Pingo da Mei Dia, evento que abriu oficialmente o Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas populares do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual levava à Justiça uma denúncia que expõe uma grave crise na saúde pública municipal. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Mossoró após identificar falhas graves e a interrupção de serviços essenciais no Ambulatório Materno Infantil (AMI), unidade responsável pelo atendimento especializado de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres de Mossoró e de municípios da região Oeste.

A ação foi protocolada em 3 de junho de 2026 pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais e tem origem no Inquérito Civil nº 04.23.2021.0000066/2026-72, instaurado após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público por meio da Manifestação nº 3509324012026-1. Durante a investigação, a equipe técnica do órgão elaborou o Relatório Técnico nº 002/2026, documento que descreve um cenário de “desassistência sistêmica” e “risco iminente de colapso” nos serviços prestados pelo AMI.

Os números indicam que o problema vinha se agravando há meses. Os atendimentos psicológicos realizados pelo AMI caíram de 192 em dezembro de 2025 para 142 em janeiro de 2026 e apenas 71 em fevereiro deste ano. Para o Ministério Público, a redução demonstra o progressivo esvaziamento operacional da unidade até o colapso dos serviços.

Durante inspeção ministerial realizada em 19 de maio de 2026, a própria direção do ambulatório confirmou que os serviços de Psicologia e Psicopedagogia estavam totalmente suspensos desde 15 de abril. A paralisação ocorreu após o encerramento dos contratos temporários dos profissionais que atuavam no local.

Como consequência, mais de 200 crianças com suspeita de transtornos mentais e do neurodesenvolvimento ficaram sem acompanhamento especializado, sem emissão de laudos diagnósticos e sem encaminhamento para serviços de referência, como o CAPS Infantil e o Centro Especializado em Reabilitação. Segundo a Promotoria, a interrupção dos atendimentos pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas crianças, gerando prejuízos muitas vezes irreversíveis.

Após nova vistoria e análise técnica, entretanto, a Promotoria concluiu que as medidas adotadas não foram suficientes para evitar a interrupção dos serviços. A ação destaca que o Município possuía concurso público vigente e candidatos aprovados em cadastro de reserva, mas não realizou a reposição imediata dos profissionais cujos contratos temporários foram encerrados.

Na ação judicial, o Ministério Público pede que a Justiça determine ao Município o restabelecimento integral dos atendimentos de Psicologia e Psicopedagogia do AMI no prazo máximo de 15 dias, mediante convocação imediata dos aprovados no concurso público ou, alternativamente, por contratação emergencial temporária. Em caso de descumprimento, o órgão requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao gestor municipal.

O processo já tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró. Em despacho assinado em 8 de junho de 2026, o juiz Pedro Cordeiro Júnior decidiu ouvir previamente o Município antes de analisar o pedido de tutela de urgência. O magistrado concedeu prazo de 72 horas para manifestação da Prefeitura e registrou que, diante das peculiaridades do caso, considerava prudente ouvir a parte contrária antes de decidir sobre a liminar. Encerrado o prazo, com ou sem resposta do Município, o processo deverá retornar para apreciação do pedido ministerial.

Até o fechamento desta edição, não havia decisão sobre a concessão da tutela de urgência requerida pelo Ministério Público.

O caso chama atenção pelo contraste entre a realização de um dos maiores eventos festivos do estado e a situação encontrada na principal unidade de atendimento materno-infantil da região. Embora a ação não atribua responsabilidade pessoal ao ex-prefeito Allyson Bezerra, os documentos do Ministério Público mostram que a redução dos atendimentos e a insuficiência de profissionais já vinham sendo registradas antes da suspensão total dos serviços, quadro que culminou na judicialização da questão.

Para a Promotoria, houve esgotamento das tentativas de solução administrativa e a intervenção do Poder Judiciário tornou-se necessária para garantir o direito à saúde de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres que dependem do AMI.


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JORNALISTA POTIGUAR VIVE BASTIDORES DA SELEÇÃO BRASILIERA NA COPA 2026

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Enquanto muitos potiguares se preparam para torcer pela Seleção Brasileira diante das telas, uma mossoroense está vivendo o sonho do hexacampeonato de um ângulo privilegiado. Atalija Lima, gerente de redes sociais da Uber para a América Latina, uma das empresas patrocinadoras da CBF, ganhou os gramados norte-americanos para coordenar a estratégia digital da marca, acompanhar influenciadores e produzir conteúdo exclusivo diretamente dos bastidores.

Para Atalija, estar em Nova York para o primeiro jogo da Seleção tem um significado que mistura o sucesso profissional com uma realização pessoal antiga. “Eu vivi a Copa de 2014 no Brasil, fui a dois jogos em Natal, mas não cheguei a ver a Seleção Brasileira. Essa vai ser a primeira vez que vou conseguir ver o Brasil jogando em uma Copa. É muito especial combinar o lado profissional com essa paixão pessoal”, revelou a jornalista em conversa com o Diário do RN.

Acesso aos ídolos
A rotina nos Estados Unidos tem sido intensa e gratificante. Durante a fase final de treinamentos nesta semana, Atalija teve acesso direto aos craques que buscam o título mundial. “Foi uma experiência surreal. Eu jamais imaginei que estaria em um lugar com poucas pessoas, tendo acesso a ídolos como Vini Júnior, Neymar, Endrick e ao próprio técnico Ancelotti. Ver o planejamento tático e depois poder interagir com eles foi algo que só o meu trabalho poderia proporcionar”, conta a jornalista.

Ela também revela que essa proximidade com a seleção tem feito o coração de torcedora bater diferente.

“Confesso que alguns meses atrás eu não estava com expectativa muito grande, mas não tem como você não se contagiar estando aqui, vendo a seleção, vendo a empolgação dos torcedores brasileiros. Então agora eu estou muito confiante. Eu não sei se o Hexa vem, mas eu tenho certeza já que a gente chega bem longe”.

Nova York dividida: Futebol vs. NBA
Apesar da presença brasileira, Atalija observa que o clima de “Copa do Mundo” nos Estados Unidos ainda é diferente da efervescência vivida no Brasil. Segundo ela, o foco dos nova-iorquinos no momento está dividido.

“O pessoal aqui de Nova York ainda não entrou totalmente no clima, principalmente porque os New York Knicks estão nas finais da NBA. A Copa acaba sendo um assunto secundário para eles agora, mas nada que a chegada em massa dos brasileiros na cidade não resolva”, diverte-se.

Um papo de cinema: o encontro com Spike Lee

Entre os lances táticos e a produção de conteúdo, Atalija Lima viveu um momento que ela define como “completamente surreal”: um encontro descontraído com o lendário cineasta norte-americano Spike Lee.

Conhecido por ser um fervoroso torcedor e fã da cultura brasileira, Spike Lee estava acompanhando o treino da Seleção quando Atalija se aproximou. “Ele estava sendo super solícito. Cheguei para pedir uma foto e dizer que era fã, e ele simplesmente disse: ‘não, senta aqui do meu lado, vamos bater um papo’”, relata a potiguar.

O diálogo, que durou alguns minutos, teve até espaço para geografia e elogios. “Ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse Brasil, ele quis saber o local exato, pois o país é muito grande. Expliquei que era de Natal, no Nordeste. Ele ainda elogiou meu cabelo e me perguntou se eu iria ver o jogo dos Knicks”, conta Atalija, impressionada com a simplicidade do diretor. “Ele foi adorável e estava genuinamente interessado no que eu tinha para falar. Agradeço muito à Seleção por essa oportunidade”, finaliza


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GUAMARÉ PERDE MAIS DE R$ 45 MILHÕES DE ARRECADAÇÃO EM APENAS DOIS ANOS

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Guamaré vem registrando uma expressiva redução em seus cofres públicos. Os dados fiscais mostram que a arrecadação municipal caiu mais de R$ 45 milhões entre 2024 e 2025 e segue em trajetória de queda nos primeiros meses de 2026.

De acordo com os números dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO), a arrecadação total de Guamaré alcançou R$ 279.705.774,36 em 2024. No ano seguinte, o montante recuou para R$ 234.380.352,02, representando uma perda de R$ 45.325.422,34 em apenas um ano, o equivalente a uma redução de aproximadamente 16,2%.

A queda foi impulsionada principalmente pela redução das receitas de ICMS e ISS, duas das principais fontes de arrecadação do município. Os repasses de ICMS passaram de R$ 135.816.908,32 em 2024 para R$ 108.850.517,29 em 2025, uma diminuição de R$ 26.966.391,03, correspondente a quase 20%.

Já a arrecadação de ISS caiu de R$ 29.649.394,94 para R$ 22.193.004,11, uma perda de R$ 7.456.390,83, equivalente a 25,1%.

Na contramão da tendência de queda, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou crescimento. Os repasses federais passaram de R$ 30.461.556,62 em 2024 para R$ 33.717.341,83 em 2025, um aumento de R$ 3.255.785,21, ou 10,7%. Apesar disso, o incremento não foi suficiente para compensar as perdas registradas nas receitas ligadas à atividade econômica local.

A tendência de retração também é observada nos dados mais recentes. No primeiro bimestre de 2024, o município arrecadou R$ 106.782.397,21. Em 2025, no mesmo período, as receitas somaram R$ 76.244.854,01. Já em 2026, a arrecadação caiu para R$ 66.581.488,14.

A comparação entre os primeiros bimestres de 2024 e 2026 revela uma redução de R$ 40,2 milhões, correspondente a uma queda de 37,6%. Em relação ao primeiro bimestre de 2025, a perda foi de R$ 9,66 milhões, ou 12,7%.

Os números evidenciam uma crescente frustração de receitas em um município historicamente beneficiado por elevados repasses provenientes da atividade industrial e petrolífera. Embora Guamaré continue entre as cidades com maior capacidade de arrecadação do Estado, a diminuição dos recursos disponíveis reduz a margem financeira da administração municipal para investimentos, obras e ampliação de serviços públicos.

O cenário exige atenção da gestão municipal, uma vez que a manutenção da tendência de queda poderá impor desafios cada vez maiores ao equilíbrio fiscal e à execução de políticas públicas. A evolução da arrecadação nos próximos meses será determinante para avaliar se o município conseguirá recuperar parte das perdas registradas desde 2024 ou se enfrentará mais um ano de retração nas receitas.

Os dados também demonstram que, apesar da relevância econômica do setor petrolífero para Guamaré, a forte dependência dessas receitas torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado, da produção e dos repasses tributários. Com menos recursos entrando nos cofres públicos, cresce a necessidade de planejamento e de uma gestão cada vez mais eficiente dos gastos municipais.


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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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AGRIPINO E ALLYSON SILENCIAM SOBRE CRISE ENTRE KELPS, JOÃO, BENES E ROBINSON

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A escalada da disputa interna na Federação União Progressista tem produzido declarações públicas, trocas de críticas e divergências estratégicas sobre a eleição proporcional de 2026. Em meio ao embate, porém, chama atenção o silêncio das duas principais lideranças do União Brasil no Rio Grande do Norte: o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, e o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual da legenda.

Mesmo após dias de repercussão envolvendo integrantes da própria Federação, nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre o conflito. O silêncio ganha relevância porque tanto Allyson quanto Agripino ocupam posições centrais na construção política do grupo para as eleições deste ano e são considerados peças-chave nas articulações da oposição no Estado.

Nos bastidores, a avaliação é que uma manifestação de qualquer um dos dois poderia ser interpretada como apoio a um dos lados da disputa, ampliando ainda mais o desgaste interno em um momento em que a Federação tenta construir unidade para a sucessão estadual e para as disputas proporcionais.

O silêncio chama atenção especialmente no caso de Allyson Bezerra. Além de ser apontado como principal liderança eleitoral do União Brasil no Rio Grande do Norte, o ex-prefeito foi citado pelo próprio Kelps Lima como uma das razões para sua filiação ao partido.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele”, afirmou o ex-deputado em vídeo divulgado nesta semana.

Já José Agripino, além de presidir o União Brasil no Estado, participa diretamente das articulações políticas da Federação e tem atuado na construção das nominatas para 2026, o que torna sua ausência no debate ainda mais observada por lideranças e aliados.

O Diário do RN procurou Allyson Bezerra e José Agripino Maia para comentar a crise envolvendo integrantes da Federação União Progressista e informar se pretendem atuar como mediadores do conflito. Até o fechamento desta edição, porém, não houve retorno por parte de nenhuma das lideranças.

Impasses na União Progressista
A crise interna ganhou força após Kelps Lima afirmar, em vídeo publicado no último fim de semana, que seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados são justamente os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, todos integrantes da Federação União Progressista.

Nesta quarta-feira (10), o ex-deputado voltou às redes sociais e elevou o tom das críticas.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, declarou.

Em seguida, Kelps reforçou o discurso de renovação da bancada federal e fez críticas diretas aos parlamentares.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, afirmou.

Algumas das declarações provocaram reação imediata do deputado federal Benes Leocádio, que, em entrevista recente ao Diário do RN, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e criticou a estratégia de confronto adotada pelo ex-deputado.

Segundo Benes, a lógica da eleição proporcional é baseada na soma de votos da nominata, e não na eliminação de aliados. O parlamentar também revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais para fortalecer a pré-candidatura de Kelps encontraram forte resistência dos próprios apoiadores consultados.

Para Benes, o fortalecimento coletivo da Federação é o caminho para ampliar o número de vagas conquistadas pelo grupo em 2026, enquanto a estratégia de confronto interno tende a dificultar a construção da nominata.


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COPA E SÃO JOÃO IMPULSIONAM MERCADO DE BUFFETS E EVENTOS NO RN

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A combinação entre as festas juninas e os jogos da Copa do Mundo tem aquecido o mercado de eventos e alimentação neste mês de junho. Com famílias, amigos e empresas organizando confraternizações para assistir às partidas e celebrar o período junino, cresce a procura por buffets, churrasqueiros, serviços de gastronomia e estruturas completas para eventos. O movimento beneficia especialmente pequenos empreendedores do setor, que registram aumento nas reservas e reforçam equipes para atender à demanda.

A tendência acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores. Em vez de assumir toda a organização da festa, muitos anfitriões têm optado por contratar empresas especializadas para cuidar do cardápio, da preparação dos alimentos e do atendimento aos convidados. A busca por praticidade se tornou um dos principais fatores para impulsionar o segmento.

Entre os empreendedores que percebem esse crescimento está Alexandre Vieira, fundador do serviço de buffet de churrasco “Magão na Brasa”, que atua há mais de 12 anos no mercado. Segundo ele, a coincidência entre o calendário junino e a Copa do Mundo ampliou ainda mais a procura pelos serviços.

“Nessa época do ano a procura aumenta bastante para a gente, principalmente agora que une a Copa do Mundo e o São João. Então já estamos nos organizando com antecedência para conseguir manter o padrão de serviço e atender bem todo mundo. Hoje o Magão na Brasa trabalha com uma equipe que já está com a gente há anos, então isso ajuda muito na organização e na qualidade do atendimento”, afirma.

De acordo com o empresário, o período exige planejamento antecipado para garantir que todos os eventos ocorram sem imprevistos.

“Reforçamos o planejamento, a logística, a compra de carnes, materiais e toda a estrutura necessária para que os eventos aconteçam da melhor forma possível. Nosso foco continua sendo fazer com que o cliente aproveite o evento sem preocupação. A ideia é que ele seja realmente o convidado da própria festa”, explica.

Alexandre Magão atua há mais de 12 anos com serviços personalizados – Foto: Reprodução

Cardápio adaptado ao clima junino
Se durante boa parte do ano o churrasco tradicional lidera os pedidos, no período junino os clientes costumam buscar formatos mais adequados ao tema das festas. Alexandre explica que os cardápios são personalizados de acordo com a ocasião.

“No São João a pedida é principalmente espetinhos acompanhados de comidas típicas e caldinhos. Todo o serviço é adaptado para melhor atender aos clientes”, destaca.

A personalização tem sido uma das principais características do segmento. Além dos cortes de carne e acompanhamentos, os consumidores podem definir o formato do atendimento, a quantidade de convidados e os itens complementares que desejam incluir no evento.

Segundo Alexandre, o diferencial está justamente na entrega de uma solução completa, que elimina as preocupações do anfitrião.

“Levamos toda a estrutura necessária, como churrasqueira, equipe de garçons, cutelaria, descartáveis e auxiliares. Nessa época o pessoal quer reunir os amigos e a família, e ninguém quer passar o evento preso na cozinha ou preocupado com a organização. Nosso trabalho é justamente entregar essa tranquilidade junto com um churrasco de qualidade e fartura”, ressalta.

Conveniência impulsiona setor
O crescimento da procura por buffets personalizados reflete uma tendência observada nos últimos anos. Cada vez mais consumidores buscam serviços que ofereçam conveniência e permitam aproveitar o evento sem precisar se dedicar aos preparativos.

No setor de eventos, a avaliação é que a contratação de pacotes completos deixou de ser um luxo para se tornar uma escolha prática. O serviço inclui desde a compra dos insumos até o preparo, atendimento e organização da estrutura, permitindo que o cliente participe da celebração como convidado.

Esse comportamento tem impacto direto na economia local. Além dos proprietários dos buffets, a cadeia produtiva envolve fornecedores de alimentos, distribuidores de bebidas, profissionais de atendimento, auxiliares de cozinha, decoradores e prestadores de serviços diversos, ampliando a circulação de recursos durante o período festivo.

Expectativa positiva
Com a sequência das festividades juninas e a continuidade dos jogos da Copa do Mundo, a expectativa do setor é manter o ritmo de crescimento nas próximas semanas. Para os empreendedores, o período representa uma das oportunidades mais importantes do ano para ampliar faturamento, conquistar novos clientes e fortalecer a marca.

No caso dos buffets personalizados, a tendência é que a procura continue em alta à medida que consumidores valorizam cada vez mais a combinação entre praticidade, conforto e experiências completas. Em um mês marcado por celebrações, encontros familiares e confraternizações entre amigos, o setor se consolida como um dos beneficiados pelo aquecimento da economia sazonal.

Clientes destacam tranquilidade
Para quem contrata o serviço, a principal vantagem é justamente a possibilidade de aproveitar a confraternização sem precisar se preocupar com os detalhes operacionais.

A cliente Francisca Medeiros afirma que a experiência foi decisiva para transformar o evento em um momento de lazer.

“Contratar o Magão na Brasa foi a melhor decisão do nosso evento. Churrasco maravilhoso, equipe super organizada e um atendimento impecável. A gente realmente consegue aproveitar a festa sem se preocupar com nada”, relata.

A mesma percepção é compartilhada por Lucas Campos, que destaca a organização da equipe como diferencial.

“O diferencial do Magão na Brasa é justamente a tranquilidade que eles dão. Chegam organizados, resolvem tudo e ainda entregam um churrasco incrível. Serviço profissional de verdade”, afirma.

Como contratar
Quem deseja contratar os serviços do Magão na Brasa para confraternizações, festas juninas, eventos corporativos ou encontros durante a Copa do Mundo pode obter mais informações pelo Instagram @magaonabrasa ou pelo telefone (84) 99865-5674. A empresa oferece cardápios personalizados e estrutura completa para eventos de diferentes portes, com opções adaptadas ao perfil e ao orçamento de cada cliente.


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SECRETÁRIA DE SAÚDE INVESTIGADA PELA PF POR FRAUDES ATACA MOTTA

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Alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostos desvios de recursos públicos na saúde de Mossoró, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, reagiu nesta semana às críticas feitas pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, sobre a estrutura e o funcionamento do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva.

A manifestação ocorreu após Alexandre divulgar vídeo em que voltou a questionar a unidade inaugurada pela gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), classificando o equipamento como uma policlínica e não como um hospital de fato. Em resposta, Morgana publicou vídeo nas redes sociais elevando o tom contra o titular da Sesap.

A reação ocorre enquanto a secretária enfrenta questionamentos decorrentes da Operação Mederi. A investigação apura contratos e pagamentos realizados a empresas fornecedoras de medicamentos durante o período em que Morgana atuou como ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde.

Apesar desse cenário, a gestora concentrou sua resposta em ataques ao secretário estadual.

Logo no início da gravação, Morgana classificou Alexandre Motta como o “pior secretário de Saúde da história”.

“O pior secretário de Saúde da história do Rio Grande do Norte tem um novo hobby: atacar o Hospital de Mossoró. Mas nós não vamos aceitar essa covardia”, afirmou.

Na sequência, associou as críticas do secretário aos problemas enfrentados pela rede estadual e acusou o Governo do Estado de utilizar o tema politicamente.

“Enquanto o caos do Tarcísio Maia permanece, enquanto o próprio governo é acusado de segurar leitos para sobrecarregar nossas UPAs, o secretário achou tempo para gravar vídeo para mentir sobre o nosso hospital”, declarou.

Ao longo do vídeo, a secretária prosseguiu com críticas ao secretário estadual e ao Governo do Estado, inclusive em tom pessoal, mas não respondeu diretamente aos questionamentos feitos por Alexandre Motta sobre a ausência de funcionamento noturno e nos fins de semana, nem sobre a inexistência de leitos de UTI na unidade municipal.

Críticas da Sesap
As declarações de Morgana foram motivadas por um novo vídeo publicado por Alexandre Motta, no qual o secretário voltou a questionar a estrutura do equipamento entregue pela gestão de Allyson Bezerra.

Segundo o titular da Sesap, a unidade realiza cirurgias eletivas de baixa complexidade em pacientes previamente selecionados e não dispõe de estrutura para atender casos mais graves.

“O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou em entrevista anterior ao Diário do RN.

Motta também relatou que pacientes que apresentaram intercorrências precisaram ser transferidos para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.

De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), hospitais devem oferecer assistência contínua à população, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, leitos de internação, suporte intensivo e estrutura para atendimento de casos de média e alta complexidade.

Operação Mederi
A Operação Mederi investiga supostas irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos para a rede municipal de saúde de Mossoró.

Em decisão recente, o desembargador federal Rogério Fialho destacou que Morgana Dantas ocupava a função de ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde e era responsável pela homologação de licitações e autorização de pagamentos.

Segundo a decisão, a empresa Dismed Distribuidora recebeu R$ 5,864 milhões em recursos públicos apenas em 2024. Em uma das licitações analisadas, homologada pela secretária, a empresa venceu lotes de R$ 3,937 milhões, enquanto a Drogaria Mais Saúde, também investigada, obteve contratos de R$ 2,163 milhões.

Ao analisar os elementos reunidos pela investigação, Fialho observou que a homologação dos contratos por Morgana “ganha relevância” diante dos indícios de entrega parcial de medicamentos e superfaturamento. Embora a secretária não apareça diretamente nos diálogos interceptados, o desembargador registrou que os elementos apontam sua inserção nas “engrenagens que viabilizam o sucesso da empreitada criminosa”.

Morgana Dantas nega irregularidades. Até o momento, não há condenação judicial contra a secretária, e as investigações seguem em andamento.


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ALLYSON BEZERRA TRIPLICA A DÍVIDA DA PREFEITURA DE MOSSORÓ NO MANDATO

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Ao deixar a Prefeitura de Mossoró para disputar o Governo do Rio Grande do Norte, o prefeito licenciado Allyson Bezerra entrega a administração municipal com indicadores fiscais que prometem alimentar o debate político durante a campanha eleitoral.

Dados dos relatórios fiscais enviados pela Prefeitura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que o município encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com uma Dívida Consolidada Líquida de R$ 693.205.172,53 e quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento.

Os números ganham relevância por retratarem justamente o cenário fiscal deixado pela gestão que pretende utilizar a experiência administrativa em Mossoró como principal credencial para governar o Estado.

A evolução da dívida pública é um dos indicadores que mais chamam atenção nos relatórios fiscais. Ao final de 2020, último exercício antes da posse de Allyson Bezerra, a Dívida Consolidada Líquida de Mossoró era de R$ 233.266.818,17.

Dois anos depois, ao final de 2022, o passivo havia avançado para R$ 314.003.834,12. Em 2023 ocorreu o maior salto da série recente. A dívida consolidada alcançou R$ 580.716.711,07, registrando um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

No encerramento de 2024 houve uma redução para R$ 509.275.986,68. No entanto, a queda não se sustentou. Ao final de 2025, a dívida voltou a crescer e atingiu R$ 588.638.132,76.

Já no primeiro quadrimestre de 2026, período que coincide com os últimos meses da gestão Allyson à frente do Executivo municipal, o passivo alcançou R$ 693.205.172,53, o maior valor registrado na série.

Relatório do TCE/RN aponta dados atualizados da dívida consolidada da gestão do ex-prefeito Allyson, referente ao segundo bimestre de 2026 – Foto: Reprodução

Comparando os números do final de 2020 com os dados de abril de 2026, a dívida pública de Mossoró aumentou R$ 459.938.354,36. Em termos percentuais, o crescimento acumulado foi de aproximadamente 197,2%.

Na prática, isso significa que o município encerra o período com uma dívida quase três vezes maior do que a existente antes do início da atual gestão.

Os dados também mostram uma aceleração do endividamento nos últimos meses. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a dívida aumentou R$ 104.567.039,77, crescimento de cerca de 17,8% em apenas quatro meses.

O resultado aproxima Mossoró da marca de R$ 700 milhões em obrigações de longo prazo, um patamar inédito para as finanças municipais.

Outro ponto que chama atenção nos relatórios fiscais é a diferença entre as despesas liquidadas e os pagamentos efetivamente realizados pela Prefeitura.

Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) referente ao primeiro quadrimestre de 2026, a administração municipal liquidou R$ 313.585.263,52 em despesas entre janeiro e abril. No mesmo período, os pagamentos somaram R$ 304.686.398,01.

A diferença de R$ 8.898.865,51 representa despesas já reconhecidas oficialmente pela administração, mas que permaneceram sem quitação até o encerramento do quadrimestre.

Na contabilidade pública, a liquidação ocorre quando o ente público confirma que o serviço foi executado ou o produto foi entregue, transformando a obrigação em compromisso financeiro formal.

Embora situações desse tipo possam ocorrer dentro da rotina fiscal dos municípios, os números demonstram que a Prefeitura encerrou o período com milhões de reais em despesas aguardando pagamento.

Os indicadores fiscais surgem em um momento de forte projeção política do ex-prefeito, que busca transformar sua passagem pela Prefeitura de Mossoró em vitrine para a disputa pelo Governo do Estado.

Enquanto aliados destacam investimentos, obras estruturantes e modernização administrativa, os relatórios oficiais mostram que a gestão termina com uma dívida pública R$ 459,9 milhões superior à registrada ao final de 2020 e com quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento apenas nos quatro primeiros meses de 2026.

Embora parte do crescimento da dívida possa estar associada a financiamentos, operações de crédito e investimentos públicos realizados ao longo dos últimos anos, os números revelam uma expansão significativa dos compromissos financeiros assumidos pelo município durante a gestão.

Com a campanha eleitoral se aproximando, os indicadores fiscais de Mossoró tendem a ocupar espaço central nas discussões sobre o legado administrativo deixado por Allyson Bezerra. Afinal, a cidade que servirá de principal vitrine para sua candidatura ao Governo do Estado encerra o ciclo administrativo com a maior dívida consolidada de sua história e milhões de reais em obrigações ainda pendentes de pagamento.


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KELPS LIMA: “BENES, JOÃO MAIA E ROBINSON SÃO POLÍTICOS RETRÓGRADOS”

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A disputa interna na Federação União Progressista voltou a ser assunto nos bastidores da política potiguar nesta quarta-feira (10). Após a repercussão das declarações do deputado federal Benes Leocádio (União Brasil) ao Diário do RN, que criticou a estratégia de confronto adotada por Kelps Lima, o ex-deputado voltou às redes sociais para reafirmar que considera os atuais parlamentares da própria Federação seus principais adversários na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.

Em vídeo publicado nesta quarta, Kelps também rebateu críticas de que estaria atacando aliados do próprio grupo político. Segundo ele, não existe alinhamento político natural entre sua trajetória e a dos parlamentares que hoje ocupam mandato federal, Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, afirmou.

O ex-deputado foi além e defendeu a necessidade de renovação da representação potiguar na Câmara Federal.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, declarou.

Ao justificar as diferenças políticas, Kelps lembrou o histórico de alianças dos parlamentares e afirmou que seguiu um caminho distinto ao longo da sua trajetória.

“João Maia apoiou o governo Robinson e apoiou o governo Fátima. Benes apoiou os três governos.

Robinson foi vice de Rosalba, depois foi eleito junto com Fátima. Eu, nesse tempo todo, estava no mesmo campo”, afirmou.

Na sequência, o ex-deputado explicou que sua entrada no União Brasil ocorreu em razão da relação política construída com o ex-prefeito Allyson Bezerra.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Quando Allyson não tinha mandato, quando passou dificuldade em Mossoró, quando iniciou o mandato e ninguém acreditava, eu estava lá porque Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele. Quem chegou só agora foram eles três”, declarou.

Kelps também sustentou que a lógica da eleição proporcional o coloca em disputa direta com os três deputados da Federação.

“Esse ano eu estou na Federação União Brasil PP e meus adversários são João Maia, Benes e Robinson.

Eu posso tirar mais votos do que Nina e perder. Tirei, na eleição passada, mais votos do que vários deputados eleitos e perdi a eleição. Porque eles não eram meus adversários”, declarou, ao justificar a diferença entre sua relação com a vereadora Nina Souza, que havia sido citada em vídeo anterior, e os deputados da Federação.

Ao longo da gravação, Kelps procurou diferenciar sua atuação política da trajetória dos parlamentares e afirmou que pretende explorar essas divergências durante a campanha.

“Eu vou fazer o debate político junto com meus adversários. Não vou fazer acusação pessoal, não vou atacar CPF, falar de família. Agora isso se chama política e eu preciso mostrar quais são as diferenças”, disse.

O ex-deputado também defendeu que o confronto político dentro da própria Federação é legítimo e faz parte da disputa eleitoral.

“Não tem polêmica nenhuma, são meus adversários. Eu vou pautar as diferenças políticas da forma que meus três adversários fazem política e da forma que eu faço”, ressaltou.

Reação à declaração de Benes
As novas declarações surgem um dia após Benes Leocádio rebater a estratégia do correligionário em entrevista ao Diário do RN. O deputado afirmou que não vê concorrência interna dentro da Federação e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata aumenta as chances de eleição de todos os candidatos.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna. Quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou.

Benes também negou que tenha havido traição a Kelps e revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais encontraram forte resistência dos próprios apoiadores. Segundo o parlamentar, a estratégia de confrontar integrantes da própria chapa acaba dificultando a construção coletiva necessária para ampliar o número de vagas da Federação na Câmara Federal.

Apesar das críticas, o deputado declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral do ex-deputado e afirmou desejar que Kelps seja um dos eleitos pela nominata em 2026.


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CGU APONTA FRAUDE EM EVENTO DO SESI NO RN COM PRODUTORA DO FILME DE BOLSONARO

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Uma reportagem publicada recentemente pelo Intercept Brasil trouxe novamente ao centro do debate nacional o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produção do documentário “Dark Horse” e citada em investigações envolvendo recursos do Sistema S. O que poucos lembram é que a instituição já havia sido alvo de uma ampla auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou sobrepreços, superfaturamento e falhas na aplicação de recursos destinados a eventos realizados no Rio Grande do Norte.

Os apontamentos constam no Relatório de Auditoria nº 996973, elaborado pela Controladoria Regional da União no Rio Grande do Norte. O documento integrou uma fiscalização nacional promovida pela CGU para analisar a regularidade de patrocínios concedidos pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI). Os resultados foram consolidados no Relatório de Avaliação nº 1178459, concluído em 17 de agosto de 2022.

A investigação analisou contratos executados nos exercícios de 2017 e 2018. No Rio Grande do Norte, os auditores examinaram três projetos realizados pelo Instituto Conhecer Brasil durante o ano de 2018: o 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, realizado em Mossoró, além da 8ª Feira da Cidadania e da 10ª Feira da Cidadania, que percorreram municípios do interior potiguar.

Juntos, os três eventos receberam R$ 2,3 milhões em recursos do SESI Nacional.

SOBREPREÇOS E SUPERFATURAMENTO

Planilhas da auditoria da CGU mostram superfaturamento de equipamentos contratados para os eventos – Foto: Reprodução

Segundo a CGU, foram encontradas irregularidades desde a aprovação dos projetos até a prestação de contas dos recursos recebidos.

No projeto 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, os auditores identificaram sobrepreço de R$ 594.422,26 e superfaturamento de R$ 373.186,00.

Na 8ª Feira da Cidadania, o relatório apontou sobrepreço de R$ 450.025,32. O evento foi realizado nos municípios de Campo Grande, Umarizal, Bom Jesus e Jardim do Seridó.

Já na 10ª Feira da Cidadania, os auditores calcularam sobrepreço de R$ 430.131,20. A programação ocorreu em Acari, Caicó, João Câmara e São Miguel do Gostoso.

Somados, os valores de sobrepreço identificados ultrapassam R$ 1,47 milhão apenas nos projetos executados no Rio Grande do Norte. O relatório também registra divergências entre documentos fiscais e registros contábeis que totalizaram R$ 70.594,87.

FALHAS NA APROVAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
Além dos indícios de sobrepreço e superfaturamento, a CGU identificou uma série de falhas na condução dos projetos.

Entre elas estão a aprovação acelerada das propostas, ausência de análise detalhada dos custos apresentados, deficiência na comprovação da capacidade técnica da entidade executora, início de atividades antes da formalização contratual e fiscalização considerada insuficiente por parte do SESI.

No caso do 3º SESI Futuro, a auditoria afirma que a execução do projeto deixou de observar condições básicas de regularidade e boa gestão dos recursos. Segundo os auditores, a fragilidade dos controles internos possibilitou situações classificadas como potencial desvio de finalidade e má aplicação dos recursos destinados ao evento.

Outro ponto destacado foi a deficiência do acompanhamento realizado pelo SESI Nacional. De acordo com a CGU, em diversos momentos a fiscalização ficou restrita à análise documental apresentada pelas entidades responsáveis, sem mecanismos efetivos para verificar a execução das atividades financiadas.

EVENTOS MENORES DO QUE O PREVISTO
A investigação nacional também concluiu que diversos eventos patrocinados pelo SESI foram realizados em dimensões inferiores às previstas nos projetos originais.

Segundo a CGU, houve situações em que as contrapartidas prometidas pelas entidades executoras foram cumpridas apenas parcialmente, apesar da liberação integral dos recursos previstos nos contratos.

O relatório aponta ainda que prestações de contas acabaram sendo aprovadas mesmo diante de inconsistências posteriormente identificadas pela equipe de auditoria.

CGU RECOMENDOU RESSARCIMENTO E APURAÇÃO
Ao final dos trabalhos, a Controladoria recomendou ao SESI Nacional a adoção de medidas para aperfeiçoar seus mecanismos de controle e avaliar a viabilidade jurídica de instaurar procedimentos voltados ao ressarcimento dos valores considerados irregulares.

A CGU também sugeriu a apuração de responsabilidades dos agentes envolvidos nos processos de aprovação, fiscalização e prestação de contas dos contratos auditados.

A repercussão do caso ganhou novo fôlego após a reportagem do Intercept Brasil revelar detalhes sobre contratos envolvendo o Instituto Conhecer Brasil. Embora os fatos analisados pela Controladoria sejam referentes aos anos de 2017 e 2018, os documentos mostram que a entidade já era alvo de questionamentos dos órgãos de controle há vários anos, especialmente em projetos financiados com recursos públicos e parafiscais.

Posicionamento da FIERN
O Diário do RN entrou em contato com a Fiern (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) que afirmou estar aguardando informações d


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APOIO A STYVENSON VALENTIM AFASTA JÚLIA ALMEIDA DA CHAPA AO GOVERNO COM CADU

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Cotada nos bastidores como um dos nomes do PSDB para compor a chapa governista encabeçada por Cadu Xavier (PT) em 2026, a médica Júlia Almeida, primeira-dama de Parelhas e pré-candidata a deputada estadual, passou a enfrentar resistência crescente dentro do campo aliado ao Governo do Estado. O motivo são as recentes demonstrações públicas de alinhamento político com o senador Styvenson Valentim (Podemos), uma das principais lideranças da oposição potiguar.

O Diário do RN revelou recentemente que Júlia aparecia entre os nomes observados para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa governista. A escolha de uma mulher é defendida pelo próprio Cadu Xavier, que já declarou ao jornal enxergar na composição feminina um caminho natural para a construção da aliança. Além disso, informações de bastidores apontam que a vaga deverá ficar com o PSDB, partido presidido no Estado pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira.

Nos últimos dias, porém, declarações da própria Júlia e movimentações do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, passaram a alimentar dúvidas sobre a viabilidade política de seu nome para integrar um projeto liderado pelo PT.

Em entrevista à 95 FM, a médica declarou voto em Styvenson Valentim para o Senado Federal, destacando os investimentos destinados pelo parlamentar ao município.

“Eu sou uma pessoa ponderada, eu voto em pessoas que acreditam que fazem o bem para a nossa população. Então, assim, o Styvenson investiu muito na saúde de Parelhas, colocou emendas para a gente ter a reforma de uma escola. Quem faz o bem merece o nosso voto. O meu primeiro voto é em Styvenson Valentim, o segundo ainda não tenho”, afirmou declarando o apoio ao senador e deixando a preferência pela segunda vaga em aberto.

A declaração repercutiu nos bastidores políticos justamente porque Styvenson é identificado como uma das principais lideranças do campo conservador e oposicionista no Estado. Embora a médica não tenha feito qualquer referência à disputa pelo Governo do Estado, a fala foi interpretada por interlocutores da base governista como um sinal político relevante.

A situação ganhou novos capítulos na semana com a circulação de registros e postagens do prefeito Dr. Tiago Almeida em colaboração com senador. Em uma publicação sobre o avanço das obras da Central de Imagens de Parelhas, o gestor atribuiu diretamente ao parlamentar a viabilização do projeto.

“Essa conquista só está sendo possível graças à parceria com o senador Styvenson Valentim. Tenho a certeza de que, em 2026, estaremos aqui celebrando a entrega de um equipamento que fará a diferença na vida de milhares de pessoas”, escreveu.

A postagem reforçou a percepção de proximidade entre o grupo político de Parelhas e o senador.

Embora a relação institucional entre prefeitos e parlamentares seja comum, o momento em que ela ocorre chamou atenção, especialmente diante das discussões sobre a composição da chapa governista.

Nos bastidores, a avaliação é que as manifestações públicas de apoio a Styvenson diminuem as chances de Júlia ser escolhida para ocupar a vice de Cadu Xavier. Isso porque a estratégia do grupo governista passa pela construção de um discurso de unidade política em torno da sucessão estadual.

A mudança de cenário ocorre apesar de Júlia ter sido vista recentemente ao lado da governadora Fátima Bezerra e do próprio Cadu Xavier em agendas políticas, o que havia reforçado especulações sobre sua inclusão no projeto governista.

Caso a primeira-dama de Parelhas realmente deixe de ser considerada para a composição majoritária, outros nomes do PSDB passam a ganhar força nas conversas. Entre os mais citados estão a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, irmã de Ezequiel Ferreira, e a deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas.


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BENES CRITICA KELPS E AFIRMA QUE BASES REJEITARAM APOIAR O EX-DEPUTADO

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As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão
O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.


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“JÁ PARARAM PARA PENSAR POR QUE ALLYSON PULA TANTO EM SEUS EVENTOS?”

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As críticas da Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) ao equipamento de saúde inaugurado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), ganharam um novo capítulo nesta segunda-feira (09). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, voltou a questionar a estrutura e o funcionamento da unidade municipal, classificando-a como uma policlínica e não como um hospital, além de associar a estratégia de divulgação do equipamento ao que chamou de “jogo das aparências”.

Na gravação, Motta também direciona críticas pessoais ao pré-candidato ao Governo do Estado, fazendo referência aos frequentes saltos realizados por Allyson em eventos públicos e vídeos publicados nas redes sociais.

“Vocês já pararam para pensar por que o candidato Allyson pula tanto em todos os seus eventos? Afinal, ele não é candidato a saltimbanco, mas a governador do Estado”, afirmou o secretário.

Saltimbanco é o nome dado a artistas populares que costumam se apresentar em ruas, praças e feiras realizando acrobacias e performances. Para Motta, a imagem construída pelo ex-prefeito estaria relacionada a uma estratégia de valorização da aparência em detrimento do conteúdo administrativo.

“A razão está no jogo das aparências. E é mesmo porque ele insiste em chamar a policlínica que inaugurou em Mossoró de hospital”, declarou.

O secretário voltou a sustentar que a unidade municipal não reúne características compatíveis com um hospital de maior porte. Segundo ele, o equipamento realiza exames e cirurgias eletivas de baixo risco, sem estrutura para atender casos mais complexos.

“A policlínica realiza exames eletivos e também cirurgias eletivas de baixo risco em pacientes selecionados com baixo potencial de complicação”, afirmou.

Na sequência, Motta reforçou que pacientes com quadros mais delicados são encaminhados para outras unidades da rede de saúde.

“Os pacientes com maior potencial de complicação são direcionados à Apamim [Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró]. E os pacientes que eventualmente complicam são direcionados ao Hospital Tarcísio Maia, como já aconteceu em dois casos”, disse.

As declarações reforçam críticas feitas anteriormente pelo próprio secretário em entrevista ao Diário do RN. Na ocasião, ele já havia afirmado que a unidade não possui leitos de UTI, não atende urgência e emergência de forma permanente e não funciona durante a noite nem aos finais de semana.

“Lá também não dispõe de atendimento noturno, nem de fim de semana, nem de UTI”, reiterou.

Para o titular da Sesap, embora os serviços ofertados pela unidade tenham importância para a população, eles não seriam suficientes para enfrentar os principais gargalos da saúde pública na região Oeste.

“As ações da policlínica são importantes, mas não são determinantes para mudar o rumo da saúde em Mossoró nem na região hoje”, avaliou.

Segundo ele, o principal problema continua sendo a falta de leitos de retaguarda, fator que contribui para a sobrecarga do Hospital Regional Tarcísio Maia e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

“Tarcísio Maia vive sobrecarregado, apesar de contar com 219 leitos de internamento. E as UPAs de Mossoró também. A razão é a mesma: faltam leitos de retaguarda na região”, afirmou.

Motta defendeu que a implantação de uma estrutura hospitalar com maior capacidade assistencial teria impacto mais significativo na rede pública de saúde.

“A presença de um hospital de fato aliviaria o Tarcísio, as UPAs e a saúde como um todo sairia beneficiada”, declarou.

Ao concluir a crítica, o secretário voltou a associar a discussão à postura política de Allyson Bezerra.

“Faltou pé no chão para o prefeito candidato quando escolheu pular o óbvio em razão das aparências, mais uma vez”, concluiu.


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SÃO JOÃO DE NATAL REÚNE 290 MIL PESSOAS NO PRIMEIRO FIM DE SEMANA

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O primeiro fim de semana do São João de Natal confirmou a força da festa junina promovida pela Prefeitura da capital potiguar. Entre sexta-feira (5) e domingo (7), cerca de 290 mil pessoas passaram pelo polo Arena das Dunas para acompanhar os shows e participar da programação cultural, transformando o espaço em um dos principais pontos de encontro da cidade neste início de junho.

Os números divulgados pela organização apontam um crescimento expressivo de público ao longo dos três dias de evento. Na sexta-feira, aproximadamente 20 mil pessoas compareceram ao local. No sábado, o público saltou para 150 mil participantes. Já no domingo, outras 120 mil pessoas acompanharam as apresentações, totalizando cerca de 290 mil visitantes no primeiro fim de semana da programação.

Além da movimentação cultural, a festa também impulsionou diversos segmentos da economia local.

Comércio, bares, restaurantes, hotéis, transporte por aplicativo, vendedores ambulantes e prestadores de serviços registraram aumento na demanda durante os dias de evento. A estrutura necessária para montagem dos palcos, sonorização, iluminação, segurança e apoio logístico também contribuiu para a geração de empregos temporários e oportunidades de renda.

Para o prefeito de Natal, Paulinho Freire, os números alcançados demonstram a dimensão que o evento vem adquirindo na capital potiguar.

“Os números deste primeiro fim de semana mostram a força do São João de Natal. Além de promover cultura e lazer, o evento movimenta a economia, gera oportunidades de trabalho e renda e beneficia diversos setores da cidade”, destacou o prefeito.

A avaliação é compartilhada pela secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo. Segundo ela, os resultados observados nos primeiros dias reforçam a estratégia de utilizar grandes eventos como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

“Os números do primeiro fim de semana mostram que estamos no caminho certo ao utilizar o entretenimento e o lazer como instrumentos de geração de ocupação e renda. Os resultados desse movimento serão refletidos nos levantamentos econômicos, mas já podem ser percebidos tanto no mercado informal quanto na contratação de profissionais envolvidos na realização de um evento dessa dimensão”, afirmou.

O encerramento do primeiro fim de semana contou com apresentações de Limão com Mel, Kátia e Aduílio, Carcinha Preta, Pablo, Henry Freitas e Natanzinho Lima, que antes do show, destacou a satisfação em integrar a programação do São João da capital.

“Estou muito feliz por fazer parte do São João de Natal e dividir essa programação com tantos artistas.

Vamos apresentar músicas que fazem parte da nossa trajetória e também canções que o público gosta de cantar junto”, afirmou.

Segurança reforçada
A grande concentração de público exigiu uma operação especial de segurança, planejada de forma integrada entre diferentes instituições. Um dos principais diferenciais deste ano foi a instalação do Centro de Controle de Operações (CCO), coordenado pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social.

A estrutura reúne monitoramento por câmeras e drones, permitindo acompanhamento em tempo real das áreas de maior circulação e resposta rápida em situações de necessidade. Participam da operação equipes da Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Corpo de Bombeiros Civil e empresas de segurança privada.

De acordo com a secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, o planejamento começou semanas antes da abertura oficial da festa.

“Um evento desse porte exige planejamento antecipado. Desde o início de maio estamos trabalhando em conjunto com todas as forças envolvidas para garantir uma atuação integrada durante a programação”, explicou.

Segundo a gestora, o esquema foi estruturado para atuar tanto na prevenção quanto no atendimento de ocorrências, incluindo fiscalização nos acessos, revistas pessoais e orientação ao público sobre os itens permitidos dentro da área do evento.

Programação continua
A programação será retomada no próximo fim de semana, quando o público poderá acompanhar shows de Circuito Musical, Fagner, Zezé Di Camargo & Luciano, Zezo, Daniel Donato, Matheus & Kauan, Xand Avião e Léo Foguete. A expectativa da organização é manter o grande fluxo de visitantes e ampliar os impactos positivos da festa para a economia e o turismo da capital potiguar.


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KELPS LIMA MIRA ROBINSON, BENES E JOÃO MAIA: “UM DELES VAI TER QUE SAIR”: “UM DELES VAI TER QUE SAIR”

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Uma postagem feita pelo pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Kelps Lima, em suas redes sociais no último domingo (7), chamou a atenção para uma possível estratégia que poderá ser adotada pelo ex-deputado nas eleições de 2026. Após publicar uma foto ao lado da vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal Nina Souza (PL), Kelps gravou um vídeo para rebater questionamentos de seguidores e explicar a aproximação política com a parlamentar.

A imagem chamou atenção porque Kelps integra a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), enquanto Nina é filiada ao PL, partido que compõe um campo político diferente para a disputa eleitoral de 2026.

No vídeo, o ex-deputado afirmou que não vê Nina como adversária e destacou que seus principais concorrentes estão dentro da própria federação da qual faz parte.

“Tá achando estranho uma foto minha com Nina na minha rede social? Não tem problema nenhum.

Nina, eu gosto dela e ela não é minha adversária”, afirmou.

Kelps foi além e citou nominalmente quem considera seus adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

“Nessa pré-campanha e na campanha, meus adversários serão Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, três deputados federais e um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, declarou.

A fala evidencia o cenário que começa a se desenhar para a disputa proporcional de 2026. Embora faça parte da mesma federação que reúne Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, Kelps admite que sua principal disputa eleitoral ocorrerá justamente contra os atuais deputados federais do grupo.

Na prática, a declaração sugere que o ex-deputado pretende buscar espaço entre os eleitores que atualmente votam nos três parlamentares, considerados por ele os concorrentes diretos por uma das vagas da bancada federal do Rio Grande do Norte.

Enquanto direciona seu discurso para os integrantes da própria federação, Kelps adotou um tom amistoso em relação à pré-candidata do PL.

“Nina está em outra coligação. Não sou adversário dela, gosto dela e torço por ela”, disse.

Em outro trecho da gravação, o ex-deputado afirmou que a renovação da bancada federal passa pela derrota de um dos atuais ocupantes do cargo.

“Nós juntos vamos mandar um desses três deputados federais de volta para o Rio Grande do Norte ano que vem.”

A declaração reforça uma característica das eleições proporcionais: muitas vezes os maiores adversários de um candidato não estão em legendas rivais, mas dentro da própria federação partidária, disputando o mesmo eleitorado e as mesmas vagas.

No entanto, a fala também abre espaço para um contraponto político. Tradicionalmente, candidatos de um mesmo grupo trabalham para fortalecer a nominata e ampliar o número de vagas conquistadas pela federação ou partido político, concentrando os embates e o enfrentamento eleitoral em adversários de outros partidos e blocos políticos, estratégia que Kelps não pretende adotar como bem falou na sua postagem em suas redes sócias.

Ao escolher como alvos justamente Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, todos integrantes da Federação União Progressista, Kelps passa a impressão de que sua estratégia eleitoral está mais voltada para ocupar o espaço dos atuais detentores de mandato do próprio grupo do que para enfrentar candidatos de chapas adversárias.

A leitura ganha ainda mais força quando comparada ao tratamento dispensado a Nina Souza. Embora a vereadora e pré-candidata a deputada federal dispute a eleição por um agrupamento político diferente, o ex-deputado afirmou que torce por sua eleição e não a considera adversária.

Dessa forma, a repercussão da foto acabou revelando mais do que uma simples aproximação política. O vídeo expôs uma estratégia que chama atenção nos bastidores: enquanto demonstra sintonia com uma pré-candidata de outro grupo político, Kelps escolhe como adversários prioritários exatamente os deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio que integram o seu time político no qual ele próprio faz parte.


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“É UM HOSPITAL FAKE”, AFIRMA CADU AO CRITICAR UNIDADE ENTREGUE POR ALLYSON

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Em passagem por Mossoró, o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, endureceu o tom das críticas ao hospital municipal entregue pelo ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) em janeiro deste ano. Em entrevista ao Diário do RN, o petista afirmou que visitou a unidade após receber informações de que o equipamento encerrava as atividades às 18h e classificou o local como um “hospital fake”.

“Eu estava em Mossoró e recebi a informação de que a policlínica só abria até 18 horas. Fui lá para ver com os meus próprios olhos. Cheguei às 19h30 e o funcionário me informou que estava fechado e que só abriria de manhã no dia seguinte”, relatou.

A partir da visita, Cadu voltou a questionar a estrutura e o funcionamento da unidade inaugurada pela gestão municipal. Segundo ele, o equipamento não reúne características básicas exigidas para funcionar como hospital.

“Não funciona 24 horas, não tem porta aberta. Na verdade, não é um hospital. É uma policlínica. É um hospital fake”, afirmou ao Diário do RN.

O petista também ironizou o modelo de funcionamento da unidade ao afirmar que o equipamento não atende pacientes durante a noite nem nos fins de semana.

“Só pode adoecer de dia. Se adoecer à noite não dá certo. Nem no fim de semana. O que está funcionando é a escala cinco por dois num hospital fake”, declarou.

Na avaliação de Cadu, a entrega da unidade representa mais uma ação de marketing da gestão municipal.
“É mais uma ilusão do ilusionista de Mossoró”, criticou, se referindo ao ex-prefeito Allyson Bezerra.

As declarações foram reforçadas em vídeo publicado nas redes sociais. A gravação começa em frente ao Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva. Ao encontrar a unidade fechada, Cadu conversa com pessoas que estavam no local e questiona o horário de funcionamento do equipamento.

“Tá fechado? Fechou que horas? Seis? Tá bom, obrigado”, diz no vídeo ao confirmar que a unidade não estava funcionando naquele horário.

Na sequência, o pré-candidato amplia o tom das críticas e questiona as condições em que o equipamento foi entregue à população.

“Tem ex-prefeito que inaugura hospital que não funciona à noite”, afirmou, se referindo ao hospital municipal inaugurado pela gestão de Allyson Bezerra.

A crítica faz referência ao fato de a unidade funcionar com perfil de policlínica, realizando cirurgias eletivas de menor complexidade, sem UTI e sem atendimento permanente de urgência e emergência.

Após questionar a unidade municipal, Cadu seguiu para o Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia, entregue pelo Governo do Estado, onde utilizou a estrutura do equipamento para fazer um contraponto à unidade municipal.

“E tem a governadora Fátima que fez o Hospital da Mulher. Esse hospital moderníssimo atende crianças e mulheres de Mossoró e de toda a região”, declarou ao destacar o alcance regional do equipamento estadual.

Durante a visita, a direção da unidade informou que o hospital conta com 139 leitos em funcionamento, incluindo leitos de UTI adulta e neonatal, além de pronto-socorro 24 horas para atendimento ginecológico, obstétrico e pediátrico.

Ao final da gravação, o petista voltou a comparar as duas obras e afirmou que a diferença está na entrega da estrutura já em condições de funcionamento.

“O Hospital da Mulher ficou pronto no governo da professora Fátima e entrou em pleno funcionamento no governo dela. Ou seja, o governo da professora faz obra, inaugura quando está pronta e coloca em pleno funcionamento”, concluiu.

O que caracteriza um hospital
De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), um hospital deve oferecer assistência contínua à população, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, funcionando como porta aberta para pacientes encaminhados pelo SAMU, Corpo de Bombeiros e demanda espontânea. A estrutura também deve contar com leitos de UTI, centro cirúrgico, internação e capacidade para atender casos de média e alta complexidade.


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STYVENSON APOIA PEC DE ROGÉRIO MAS AFIRMA QUE É CONTRA TEXTO QUE ASSINOU

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A declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos) em defesa do fim da escala 6×1 colocou em evidência uma aparente contradição em sua atuação no Senado. Embora tenha afirmado ser favorável à proposta que reduz a jornada de trabalho para cinco dias semanais com dois de descanso, o parlamentar está entre os signatários de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo senador Rogério Marinho que segue caminho oposto ao ampliar a flexibilização das relações de trabalho.

Durante entrevista à Rádio 87 FM de Baía Formosa, Styvenson declarou que pretende votar a favor da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que extingue a escala 6×1 e fixa a jornada semanal em 40 horas.

“Vai ter a votação agora da escala 5×2, 6×1. Chegou no Senado agora. Na CCJ, eu voto favorável que a escala caia para 5×2. Eu sou favorável ao trabalho da PEC [se referindo a PEC 221/2019, que prevê a redução da carga horária] ”, afirmou.

Assinatura em proposta oposta
A fala, entretanto, chamou atenção porque ocorreu poucos dias após o senador assinar a PEC 12/2026, de autoria de Rogério Marinho, apresentada justamente como contraponto à proposta apoiada pelo governo federal e pelos defensores da redução da jornada.

A PEC de Rogério Marinho foi protocolada no Senado logo após a aprovação, pela Câmara, da proposta que estabelece a jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho. O texto do senador potiguar cria um modelo alternativo ao previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo contratos baseados exclusivamente nas horas efetivamente trabalhadas.

Na prática, a proposta abre espaço para jornadas de 20, 30, 40 ou até 50 horas semanais, conforme acordo entre empregado e empregador. O trabalhador receberia proporcionalmente às horas contratadas e benefícios como férias, FGTS e 13º salário também seriam calculados de forma proporcional.

Além disso, a PEC estabelece que o contrato individual firmado entre patrão e empregado prevaleceria sobre eventuais acordos coletivos, medida que é vista por entidades sindicais como um enfraquecimento da proteção trabalhista.

Ao ser questionado sobre a assinatura na proposta, Styvenson alegou que o gesto não representa apoio ao conteúdo.

“Você assinou a PEC agora do Rogério Marinho. Sim, para tramitar, gente. Existe um bom relacionamento dentro da política. Quando um colega apresenta um projeto de lei que nós assinamos, não quer dizer que a gente concorda”, argumentou.

Discurso semelhante ao de Marinho
Apesar de declarar apoio ao fim da escala 6×1, Styvenson também reproduziu argumentos semelhantes aos utilizados por Rogério Marinho para criticar a redução da jornada de trabalho.

Segundo o senador, os custos decorrentes da mudança seriam repassados ao consumidor final.

“O empresário vai suportar custo nenhum. O empresário vai repassar para o consumidor”, afirmou.

Em outro momento da entrevista, reforçou a mesma avaliação. “No final de tudo, todo mundo vai pagar, até o trabalhador que está de folga”, concluiu. ”

O discurso se aproxima das justificativas apresentadas por Marinho ao defender sua PEC. O senador do PL sustenta que a redução da jornada sem diminuição salarial aumentaria os custos de produção, pressionaria a inflação e poderia provocar desemprego e crescimento da informalidade.


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