O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 105.403 votos, o parlamentar terminou a eleição como o candidato mais votado para a ALRN, confirmando a tendência apontada pela última pesquisa DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada na sexta-feira (2).
Dos atuais deputados, José Dias, Vivaldo Costa, Dr. Bernardo e Hermano não tentavam a renovação dos mandatos. Entre os 20 candidatos à reeleição, tiveram êxito o atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Neilton Diógenes, Dr. Kerginaldo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Cristiane Dantas, Gustavo Carvalho, Eudiane Macedo, Ivanilson, Luis Eduardo e Adjuto Dias, além do Coronel Azevedo, campeão de votos.
Ficaram de fora: Galeno Torquato, Taveira Junior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes Os novatos são: Robson Carvalho, Julio Cesar, Kaline de dr. Bernardo, Cinthia de Allyson, Dr Gustavo Soares, Daniel Valença, Bibiano e Camila Araújo.
A deputada federal Natália Bonavides (PT) foi reeleita neste domingo (4) para mais um mandato na Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu mais de 215.509 mil votos no Rio Grande do Norte e garantiu a permanência em Brasília pelos próximos quatro anos.
O resultado amplia o desempenho eleitoral de Natália em comparação com as duas eleições anteriores. Em 2022, quando conquistou o segundo mandato como deputada federal, a petista recebeu 157.565 votos. Já em 2018, quando foi eleita pela primeira vez para a Câmara, obteve 112.998 votos.
Na disputa deste domingo (4), Nina Souza (PL) terminou como a segunda candidata mais votada para a Câmara Federal no Estado, com 185.248 votos. Na sequência aparecem Benes Leocádio (União Brasil), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL), Dr. Bernardo (PV), João Maia (PP) e Thabatta Pimenta (PV).
Dos atuais membros da bancada potiguar, não conseguiram a reeleição Fernando Mineiro (PT), Carla Dickson (PL) e Robinson Faria (PP). Este último perdeu a vaga por uma diferença de apenas 32 votos para seu companheiro de partido João Maia.
A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado foi marcada por uma virada durante a apuração e terminou com uma diferença mínima entre Samanda de Lula (PT), Zenaide Maia (PSD) e Coronel Hélio (PL). Samanda chegou a aparecer atrás de Zenaide nas primeiras parciais, mas passou a adversária por volta dos 50% das urnas apuradas e sustentou a segunda colocação até a consolidação do resultado.
A ultrapassagem mudou o cenário de uma disputa que vinha sendo acompanhada voto a voto. Ao final, Samanda terminou com 17,63%, Zenaide com 17,47% e Coronel Hélio com 17,20%. A diferença entre os três foi de menos de meio ponto percentual. Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a liderança, com 29,25%.
O resultado confirmou uma tendência que já vinha aparecendo na reta final da campanha. Na última pesquisa DataVero/Diário do RN, os três candidatos apareciam tecnicamente próximos na disputa pela segunda vaga, com diferenças que mantinham o resultado em aberto. A pesquisa apontava Styvenson isolado na liderança e uma disputa acirrada entre Samanda, Zenaide e Coronel Hélio.
A apuração levou esse cenário para as urnas. Styvenson confirmou a primeira colocação, enquanto Samanda conseguiu superar Zenaide durante a contagem e terminou com uma vantagem de 0,16 ponto percentual sobre a candidata do PSD.
O desempenho de Coronel Hélio também foi um dos fatos que marcaram a eleição para o Senado.
O candidato do PL chegou ao fim da apuração com 17,20%, apenas 0,43 ponto percentual atrás de Samanda e 0,27 ponto de Zenaide. O resultado colocou os três praticamente na mesma faixa de votação e transformou a disputa pela segunda vaga em uma das mais apertadas da eleição potiguar.
Virada durante a apuração A mudança de posição entre Samanda e Zenaide ocorreu ainda durante a totalização. Nas primeiras parciais, Zenaide aparecia à frente da petista. Conforme as urnas do interior e da Região Metropolitana foram sendo incorporadas ao resultado, Samanda reduziu a diferença até assumir a segunda colocação.
A partir daí, a disputa se manteve aberta. Em determinados momentos, a diferença entre as candidatas voltou a diminuir, mas Samanda conseguiu preservar a vantagem até o resultado final.
A petista chegou à reta final apoiada pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra, enquanto Zenaide buscou consolidar a própria trajetória no Senado e Coronel Hélio apostou na força do campo bolsonarista. A presença dos três em uma faixa tão próxima de votação mostrou que a segunda vaga foi definida em uma disputa muito mais equilibrada do que a liderança de Styvenson.
O resultado também dá peso à estratégia adotada por Samanda durante a campanha. A petista intensificou o corpo a corpo pelo Estado, buscou ampliar a identificação com Lula e trabalhou para transformar a associação ao presidente em votos para a disputa proporcional.
Ao final, Styvenson ficou com a primeira vaga, com 29,25%, enquanto Samanda garantiu a segunda, com 17,63%, após a virada durante a apuração. Zenaide, com 17,47%, e Coronel Hélio, com 17,20%, terminaram logo atrás, separados por poucos milhares de votos.
As eleições deste domingo (4) elegeram mais um casal para ocupar espaços simultâneos na política do Rio Grande do Norte. Dr. Bernardo (PV) foi eleito deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline de Dr. Bernardo (PV), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.
Com atuação política na região do Baixo Oeste potiguar, o casal construiu uma base eleitoral conjunta e, a partir de 2027, passará a representar o estado em Brasília e no Legislativo estadual.
A eleição de Dr. Bernardo e Kaline amplia uma lista de casais que dividiram protagonismo político no Rio Grande do Norte ao longo dos anos.
Entre os exemplos está o casal Albert Dickson e Carla Dickson. Médicos, os dois construíram trajetória política com atuação em Natal e no cenário estadual. Albert foi vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual, enquanto Carla exerceu mandato de vereadora e deputada federal.
Na capital potiguar, Nina Souza e Paulinho Freire também se consolidaram como uma das principais parcerias políticas. Paulinho acumulou mandatos como vereador, deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Natal. Nina segue com atuação na Câmara Municipal.
Outro casal de destaque na história política potiguar foi formado por Wilma de Faria e Lavoisier Maia, que governaram o Rio Grande do Norte em períodos diferentes e ocuparam cargos de relevância no Executivo e no Legislativo.
Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) encerraram o primeiro turno praticamente empatados e já projetam uma nova disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Allyson terminou a apuração com 36,94% dos votos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, diferença de menos de meio ponto percentual. Com a definição das duas candidaturas, os dois passaram a direcionar os discursos para a construção do segundo turno, que terá novas alianças e uma disputa mais direta sobre os projetos para o Estado.
Após o resultado, Cadu destacou o crescimento da candidatura na reta final e afirmou que pretende ampliar o diálogo político para a segunda etapa. O petista também citou a governadora Fátima Bezerra e outros aliados e sinalizou que buscará incorporar novos apoios.
“Nos últimos dias, a campanha pegou força. A gente terminou empatado, porque o povo, cada vez mais, está se conectando com o nosso projeto. Está encontrando verdade, está encontrando brilho no olho, está encontrando compromisso. E eu tenho certeza que, no segundo turno, isso vai florescer ainda mais no povo do Rio Grande do Norte. A gente vai ganhar essa eleição. Eu tenho convicção disso”, afirmou.
Cadu disse que pretende trabalhar para ampliar o grupo que sustentou sua candidatura no primeiro turno e buscar novas conversas políticas antes da votação decisiva.
“Eu vou trabalhar muito nesse time todo, porque eu conto demais com a governadora, com Natália, com a Divaneide, com o Mineiro, com todo o nosso time, os parlamentares que foram reeleitos agora e eleitos na nossa coligação. A gente vai ampliar também, a gente vai conversar com todo mundo, porque é uma decisão muito importante para o nosso Estado”, declarou.
O petista afirmou ainda que pretende apresentar a segunda etapa da eleição como uma escolha entre diferentes concepções de atuação política.
“Eu quero fazer esse debate com a sociedade. O Rio Grande do Norte não pode entrar numa aventura, voltar a um tempo de aventura, de ilusão. A gente precisa fazer esse plebiscito entre quem tem compromisso com o nosso Estado, quem usa a política para mudar a vida do povo ou quem usa a política para melhorar a sua própria vida”, disse.
Allyson aposta na mudança Do outro lado, Allyson afirmou que o resultado do primeiro turno representa, na avaliação dele, uma manifestação do eleitorado por mudança. O candidato destacou que pretende utilizar os próximos dias para apresentar de forma mais detalhada as propostas que pretende levar ao Governo.
“Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Mais de 60% do Estado disse que não aceita a forma que o Estado vai ser administrado. Então, essa resposta que o Estado deu hoje foi muito clara. Essa resposta está nas ruas agora”, afirmou.
Allyson disse que a segunda etapa permitirá uma comparação direta entre os dois projetos que chegaram à disputa final.
“O que nós vamos fazer agora, de forma muito clara, é apresentar as propostas com mais clareza.
Agora, o Rio Grande do Norte vai poder preparar dois projetos: um projeto de continuidade, continuando da forma que está, e outro projeto de mudança, que eu defendo, que nós defendemos”, declarou.
Allyson agradeceu aos eleitores e destacou o desempenho obtido em sua primeira disputa majoritária estadual, ressaltando que chegou ao segundo turno sem a mesma estrutura dos adversários.
“Eu estou muito feliz porque a minha primeira campanha estadual majoritária foi tudo muito novo. Uma campanha sem as estruturas que nós enfrentamos. Não é fácil. Não é simples. Então a gente teve muito amor e muitos amigos espalhados em todo o Rio Grande do Norte para vencer essas eleições”, afirmou.
Com a diferença de apenas 0,47 ponto percentual entre os dois candidatos, o segundo turno parte de um cenário de equilíbrio. Cadu chega à nova etapa com o apoio do grupo liderado por Fátima e Lula e deverá buscar ampliar essa frente. Allyson, por sua vez, pretende transformar a defesa da mudança em eixo central da campanha e ampliar o arco de apoios construído no primeiro turno.
Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa em terceiro lugar, com 26,71%, não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. O posicionamento do ex-prefeito será acompanhado pelos dois grupos diante da possibilidade de novas alianças para o segundo turno.
Cadu de Lula (PT) transformou uma candidatura que começou desacreditada em uma das principais forças da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O petista terminou o primeiro turno com 36,16% dos votos, em segundo lugar, e vai disputar o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil), que ficou com 36,94%. Álvaro Dias (PL), que durante boa parte da campanha apareceu como um dos nomes mais fortes, terminou em terceiro, com 26,71%.
A virada de Cadu foi construída ao longo de meses e começou muito distante do cenário que terminou por colocá-lo na disputa direta pelo Governo. Em outubro de 2025, quando ainda era pouco conhecido do eleitorado e sua candidatura sequer ocupava o centro das articulações políticas, Cadu aparecia com pouco mais de 4% das intenções de voto.
O nome surgiu para ocupar um espaço que, até então, não estava destinado a ele. A campanha começou enfrentando desconfiança dentro e fora do grupo político, mas o candidato passou a ampliar a presença nas ruas, intensificou o corpo a corpo e transformou a associação com o presidente Lula e a governadora Fátima Bezerra em uma das principais marcas de sua candidatura.
O crescimento foi acompanhado pelas pesquisas DataVero/Diário do RN. Em agosto, Cadu já aparecia acima dos 20%, depois de partir de um patamar de 4,11%. Na rodada de 28 de agosto, chegou a 23,21%. Em setembro, alcançou 28,28% e ultrapassou Álvaro Dias, assumindo pela primeira vez a segunda colocação no levantamento.
Na última rodada da DataVero/Diário do RN antes da votação, divulgada na sexta-feira, o cenário já apontava para uma disputa apertada entre Cadu e Allyson. Considerando os principais apoios políticos, o petista apareceu com 32,46%, contra 35,82% de Allyson. A diferença de 3,36 pontos estava dentro da margem de erro de 2,53 pontos, configurando empate técnico.
A virada nas urnas A transformação das pesquisas em resultado eleitoral consolidou Cadu como um dos protagonistas da noite deste domingo. Logo nas primeiras parciais, o petista apareceu entre os dois primeiros colocados. Com pouco mais de 3% das urnas totalizadas, chegou a assumir a liderança da apuração e permaneceu na frente durante boa parte da contagem.
Allyson conseguiu abrir uma pequena vantagem ao longo da apuração, mas a distância permaneceu estreita. Próximo dos 90% das urnas apuradas, os dois candidatos continuavam praticamente empatados, confirmando nas urnas o cenário de proximidade que já havia aparecido na última pesquisa DataVero.
O resultado também alterou a expectativa existente dentro do grupo de Allyson. Havia, nos bastidores da campanha, a perspectiva de uma vitória ainda no primeiro turno, sustentada pela liderança mantida durante boa parte da corrida e pela estrutura política reunida em torno do candidato. As urnas, porém, mostraram outra realidade: a eleição ficou aberta e o candidato do União Brasil terá de enfrentar Cadu em uma nova disputa.
Para chegar ao segundo turno, Cadu contou com a participação direta de Fátima e com sucessivas manifestações de apoio de Lula. O presidente veio ao Rio Grande do Norte e gravou diversos materiais pedindo votos para o candidato e reforçando a associação que marcou a campanha.
A trajetória também foi marcada pela expansão territorial. Cadu intensificou agendas pelo interior, ampliou o corpo a corpo na Região Metropolitana e passou a ocupar cada vez mais espaço nos debates e na propaganda eleitoral.
O que começou como uma candidatura destinada a preencher um espaço dentro do grupo governista terminou como uma das duas forças que decidirão a sucessão de Fátima Bezerra. De pouco mais de 4% nas primeiras sondagens ao empate no primeiro turno, Cadu chega à segunda etapa como o principal exemplo de virada da eleição potiguar.
residente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou o favoritismo no Rio Grande do Norte e venceu a disputa presidencial no Estado neste domingo (4). Do início ao fim da apuração, o petista manteve a liderança sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), encerrando a votação com 59,75% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL obteve 34,77%
O resultado consolida o desempenho de Lula no eleitorado potiguar e confirma o cenário apontado pelas pesquisas divulgadas durante a campanha. Na última rodada do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e publicada na última sexta-feira (2), o presidente aparecia com 61,52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 26,34%.
Ao longo da apuração realizada pela Justiça Eleitoral, Lula permaneceu na primeira colocação em todas as atualizações dos boletins, sem ser ultrapassado em nenhum momento da totalização dos votos.
Com o resultado, o Rio Grande do Norte mantém o histórico recente de preferência pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais. Além da disputa pela Presidência da República, os eleitores potiguares escolheram governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Resultado no RN Lula (PT): 59,75% — 1.237.963 votos Flávio Bolsonaro (PL): 34,77% — 720.495 votos Escritor Augusto Cury (Avante): 2,77% Renan Santos (Missão): 1,70% Ronaldo Caiado (PSD): 0,79%. O resultado estadual, no entanto, não define a eleição presidencial. A escolha do presidente da República depende da totalização nacional dos votos válidos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Eleição segue para o segundo turno no Brasil A eleição presidencial será definida apenas no segundo turno no Brasil. Até o final do domingo, Flávio Bolsonaro somava 47,03%, enquanto o presidente Lula ficou com 45,16%.
O 2º turno das Eleições 2026 está programado para ocorrer no domingo (25) de outubro.
O Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no Rio Grande do Norte em 2026, segundo projeção do Instituto Fecomércio RN (IFC). O montante representa crescimento nominal de 9,2% e, com os descontos da inflação, é de cerca de 4,8%. A estimativa considera o potencial de consumo com presentes e passeios ou comemorações relacionadas à data.
Nas três cidades pesquisadas diretamente pelo Instituto, Natal, Mossoró e, pela primeira vez, Parnamirim, a movimentação potencial soma R$ 194,59 milhões. Na capital, a projeção alcança R$ 125,88 milhões, alta nominal de 9,3% e real de 4,9% sobre 2025. Mossoró deve movimentar R$ 35,55 milhões, crescimento nominal de 8,7% e real de 4,3%. Já Parnamirim estreia no levantamento com expectativa de R$ 33,17 milhões.
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destacou que “os números reforçam a expectativa de maior circulação de pessoas, movimentando o comércio e os serviços durante a data e contribuindo para a economia do estado. Ao mesmo tempo, o Dia das Crianças preserva seu caráter simbólico, como uma celebração que reúne as famílias e fortalece os momentos de convivência”.
Intenção de compras atinge recorde em Natal e Mossoró Um dos motivos que impulsiona o crescimento da movimentação econômica durante a data é o aumento dos consumidores que pretendem presentear filhos, sobrinhos e entes na faixa etária infantil. Em Natal, a intenção avançou de 69,8% para 72,7%, um crescimento de 2,9% entre os anos, representando o maior índice da série histórica, iniciada em 2022. Já em Mossoró, o índice passou de 57,8% para 60,5%, também o maior da série.
A análise técnica do IFC aponta que a expansão da movimentação econômica está sendo sustentada principalmente pela entrada de mais compradores no mercado. Em Natal e Mossoró, cerca de 85% do ganho real estimado com presentes decorre do aumento da intenção de compra, e não de uma expansão expressiva do gasto real individual.
O gasto médio com presentes deve chegar a R$ 165,31 em Natal, alta nominal de 5% sobre 2025.
Em Mossoró, a média prevista é de R$ 150,36, também cerca de 5% superior ao ano passado, enquanto Parnamirim registra R$ 154,12. Descontada a inflação, o crescimento do tíquete médio de Natal e Mossoró fica próximo de 0,7%.
Ao mesmo tempo, os consumidores planejam comprar mais unidades. O número médio de presentes chegou a 2,14 em Natal e 2,30 em Mossoró, recordes nas duas séries históricas. Em Parnamirim, a média é de 2,18 itens.
Promoções orientam escolha, enquanto brinquedos lideram Os brinquedos permanecem como principal opção para o Dia das Crianças nas três cidades. Eles aparecem em 59% das intenções de compra em Natal, 54,8% em Mossoró e 54,3% em Parnamirim. O vestuário também ocupa posição relevante, especialmente em Mossoró e Parnamirim, enquanto os jogos educativos ganharam espaço no mercado mossoroense, passando de 4,9% para 12,8% das intenções.
O preço continua decisivo. Ofertas e promoções são o principal fator para a escolha dos presentes nas três praças: representam 58,8% das respostas em Natal, 63% em Mossoró e 66,6% em Parnamirim.
Passeios também ampliam potencial de consumo Além dos presentes, os passeios e comemorações ajudam a movimentar o setor de Serviços. O gasto médio previsto para essas atividades chegou a R$ 191,48 em Natal, R$ 170,21 em Mossoró e R$ 173,65 em Parnamirim. Em termos reais, o gasto com passeios cresceu 1,7% na capital e 2,8% em Mossoró na comparação com 2025.
A Pesquisa de Intenções de Compras para o Dia das Crianças 2026 ouviu 1.618 consumidores, sendo 611 em Natal, 506 em Mossoró e 501 em Parnamirim, entre os dias 3 e 12 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro aproximada de quatro pontos percentuais.
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega aos últimos dias antes do primeiro turno com três candidaturas que nasceram de circunstâncias políticas bastante diferentes. Allyson Bezerra (União Brasil) construiu seu projeto a partir da força eleitoral acumulada em Mossoró; Álvaro Dias (PL) entrou na corrida após a desistência de Rogério Marinho; e Cadu Xavier (PT) tornou-se a alternativa governista em meio à ruptura com o vice-governador Walter Alves (MDB).
As trajetórias também foram diferentes durante a campanha. Allyson precisou administrar o impacto da Operação Mederi, Álvaro enfrentou o distanciamento de Rogério, enquanto Cadu buscou superar o baixo conhecimento inicial e terminou a campanha em um patamar superior ao registrado no começo da corrida eleitoral.
Allyson: de Mossoró para a disputa estadual A candidatura de Allyson começou a ser construída muito antes de 2026. Em 2020, ainda deputado estadual, ele derrotou Rosalba Ciarlini na disputa pela Prefeitura de Mossoró. Quatro anos depois, foi reeleito com 113.121 votos, equivalentes a 78,02% dos votos válidos, consolidando uma base eleitoral que o projetou para a disputa estadual.
A avaliação de sua administração também alcançou índices superiores a 80% em levantamentos realizados no município. Com esse capital político, Allyson passou de uma liderança do Oeste a pré-candidato competitivo ao Governo.
Ao longo de 2026, manteve-se entre os primeiros colocados nas pesquisas, mas enfrentou seu momento mais delicado com as repercussões da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo contratos de fornecimento de medicamentos. O candidato negou as irregularidades.
Na reta final, passou a concentrar ataques dos adversários, mas continuou aparecendo numericamente à frente nos levantamentos recentes. Sua campanha buscou preservar a identidade estadual e municipal construída a partir de Mossoró, sem se vincular de forma central à polarização presidencial.
Álvaro: uma candidatura que nasceu da desistência de Rogério Álvaro Dias percorreu caminho diferente. O projeto do PL para o Governo inicialmente tinha Rogério Marinho como candidato. Em janeiro, porém, o senador desistiu da disputa para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
A saída abriu espaço para Álvaro. Então no Republicanos, o ex-prefeito de Natal deixou a legenda e ingressou no PL para assumir o projeto eleitoral do grupo.
O apoio de Rogério foi determinante na origem da candidatura, mas a relação ganhou outro contorno durante a campanha. Com o senador dedicado à eleição presidencial, Álvaro enfrentou um período de menor participação de seu principal articulador estadual justamente quando precisava ampliar sua presença no interior.
Na reta final, a candidatura buscou reforço diretamente no palanque nacional. Flávio Bolsonaro gravou mensagens de apoio e esteve em Natal, onde participou de mobilizações ao lado de Álvaro e pediu votos para o candidato do PL. A estratégia passou a explorar de maneira mais direta a identificação com o eleitorado bolsonarista.
Cadu: de desconhecido à segunda colocação Cadu Xavier chegou à disputa em meio a uma reorganização do grupo governista. O desenho inicial previa que Fátima Bezerra deixasse o Governo para disputar o Senado e que Walter Alves assumisse o Executivo. O vice-governador, porém, decidiu não assumir o cargo e rompeu politicamente com o grupo petista. Fátima permaneceu no Governo, e Cadu, então secretário estadual da Fazenda, tornou-se o nome do PT para a sucessão.
O principal desafio era o baixo conhecimento eleitoral. Em levantamento DataVero/Diário do RN de outubro de 2025, Cadu aparecia com 4,11%. Durante a campanha, o PT passou a apresentá-lo como “Cadu de Lula”, associando diretamente sua candidatura ao presidente da República e à governadora.
A campanha também conviveu com uma participação menos destacada de Natália Bonavides em Natal, justamente onde a deputada havia chegado ao segundo turno da eleição municipal de 2024. Em contrapartida, Cadu contou com participação direta de Fátima e com o apoio público de Lula, que sempre apareceu como líder na corrida presidencial em todas as pesquisas.
Essa associação acompanhou seu crescimento nas pesquisas. Na rodada DataVero/Diário do RN de 10 de setembro, Cadu alcançou 28,28% no cenário com apoios, contra 4,11% no levantamento de outubro de 2025. Na mesma rodada, Allyson registrou 35,18% e Álvaro, 23,11%.
Assim, os três chegam aos últimos dias por caminhos distintos: Allyson tentando preservar a posição construída desde Mossoró diante do desgaste provocado pelas investigações; Álvaro apostando na vinculação com Flávio Bolsonaro para reforçar a mobilização; e Cadu buscando transformar o crescimento registrado ao longo da campanha em votos importantes na reta final.
A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou o apoio do PSOL na reta final da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O partido decidiu retirar Robério Paulino da corrida pelo Governo e apoiar o candidato petista a quatro dias do primeiro turno, marcado para este domingo (4). A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual do PSOL na noite desta quarta-feira (30) e anunciada nesta quinta-feira (1º).
Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço para sua candidatura e destacou a aproximação com o palanque nacional de Lula.
“Muito importante a decisão do PSOL, aderir à nossa candidatura, que dá mais força ainda para a gente vencer essas eleições. A gente tem muita convicção de que já nesse primeiro turno a gente vai ter um resultado muito, muito, muito importante”, afirmou.
Cadu também destacou o simbolismo da nova composição na reta final e o fortalecimento do palanque de Lula.
“Tem também um simbolismo muito grande, porque a gente reproduz aqui no Rio Grande do Norte o mesmo palanque que vai reeleger o presidente Lula. Nessa reta final a gente está indo de casa em casa, em Natal, ao Seridó, fomos a Macau para a gente confirmar a nossa participação no segundo turno e, a partir daí, fazer uma virada histórica para a gente manter o Rio Grande do Norte no rumo certo”, declarou.
Robério explica decisão Ao Diário do RN, Robério afirmou que a retirada foi uma decisão difícil e que o PSOL levou em consideração principalmente o cenário nacional. Segundo ele, o objetivo foi evitar que a disputa estadual contribuísse para a formação de um palanque de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte.
“Foi uma decisão muito difícil. Nós estamos levando em conta, antes do Rio Grande do Norte, o gravíssimo quadro nacional”, afirmou.
Robério explicou que, na avaliação do partido, a disputa pela segunda colocação poderia ser definida por uma diferença pequena e que os votos do PSOL poderiam ter peso nesse resultado.
“Nós estamos vendo que há praticamente um empate no segundo lugar aqui no Rio Grande do Norte entre Cadu de Lula e Álvaro Dias. A ida de Álvaro Dias para um segundo turno, com a diferença muito pequena, que pode ser inclusive a nossa votação, pode fazer essa pequena diferença, significa dar um palanque aqui no Rio Grande do Norte para Flávio Bolsonaro”, declarou.
O ex-candidato afirmou que a proposta de retirada partiu dele e foi levada ao diretório estadual.
“Eu fui o primeiro a propor essa retirada, e o Diretório Estadual convocou a reunião de emergência por minha solicitação e aceitou a minha proposta, e da minha corrente política, de retirar em função não do nosso interesse”, disse.
Robério também afirmou que a decisão foi tomada diante do que considera estar em jogo no cenário nacional.
“O interesse pessoal tem que ser subordinado aos interesses do país, dos trabalhadores, da população, da democracia do país. Então, nós tomamos essa decisão com muita tristeza. Não ficamos felizes com isso, mas é necessário”, afirmou.
Com a decisão, o PSOL retira as candidaturas de Robério ao Governo e de Lenny Grilo à vice-governadoria. A mudança, porém, não alcança a disputa para o Senado. Sandro Pimentel e Sônia Godeiro serão mantidos como candidatos do partido.
O Portal Diário do RN divulga na noite desta sexta-feira (2) a quarta e última rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN antes do primeiro turno das Eleições 2026. O levantamento vai apresentar o retrato mais recente das intenções de voto para governador, senador, deputado federal e deputado estadual no Rio Grande do Norte, a apenas dois dias da abertura das urnas.
A pesquisa está sendo realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, com 1.500 entrevistas distribuídas por 50 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-07844/2026 e RN-05240/2026.
Mais do que apresentar uma fotografia da reta final, a nova rodada completa uma série de quatro levantamentos realizados pelo Instituto DataVero em parceria com o Diário do RN durante o período eleitoral. A sequência permite acompanhar, pesquisa após pesquisa, a evolução das intenções de voto e as variações registradas pelas candidaturas ao longo da campanha.
Quarta rodada fecha série eleitoral A divulgação desta sexta-feira ganha relevância justamente por encerrar esse acompanhamento às vésperas do primeiro turno. Com a comparação entre as quatro rodadas, será possível observar numericamente quais candidaturas apresentaram crescimento, queda ou estabilidade ao longo do período pesquisado, sempre levando em consideração a margem de erro de cada levantamento.
Na disputa pelo Governo do Estado, a nova pesquisa mostrará o cenário encontrado pelo DataVero nos últimos dias de campanha. Além dos percentuais atuais, a série histórica permitirá visualizar como as intenções de voto se movimentaram durante o período eleitoral.
Para o Senado, a pesquisa também traz um retrato importante de uma eleição com duas vagas disponíveis neste ano. Em 2026, o eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para senador, já que serão renovados dois terços das 81 cadeiras da Casa.
O levantamento também medirá as preferências para deputado federal e deputado estadual. No Rio Grande do Norte, o eleitorado participa da escolha dos representantes do Estado na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A pesquisa permitirá observar como as citações estão distribuídas entre os candidatos e o tamanho da parcela que ainda não indica espontaneamente um nome para esses cargos.
A abrangência territorial é outro ponto da rodada. As 1.500 entrevistas alcançam 50 municípios e contemplam todas as regiões do Rio Grande do Norte, compondo a amostra utilizada pelo instituto para medir as preferências do eleitorado potiguar neste momento final da campanha.
O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro. A pesquisa divulgada na sexta-feira retratará as respostas coletadas entre 30 de setembro e 2 de outubro e, como todo levantamento eleitoral, representa uma fotografia das preferências declaradas no período das entrevistas, e não uma previsão do resultado das urnas.
Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado Federal. Apesar da regra valer sempre que são renovadas duas das três cadeiras de cada estado, o procedimento ainda é desconhecido por parte do eleitorado e costuma provocar um elevado número de votos brancos e nulos para o cargo.
Para ampliar a informação sobre o tema, o Instituto Update lançou a campanha “Voto pro Senado”, iniciativa cívica e apartidária que busca explicar como funciona a votação e reduzir o chamado abandono do voto para senador.
Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.
Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, que cumprirão mandato de oito anos.
Segundo a diretora de Estratégia do Instituto Update, Dany Fioravanti, a campanha surgiu após a constatação de que milhões de brasileiros deixam de exercer plenamente o direito ao voto por falta de informação.
“A gente percebeu que precisava levar essa informação para a população, de que esse ano a gente tem dois votos para o Senado, que esses votos não podem ser repetidos. A gente precisa escolher duas pessoas diferentes e chegar na urna sabendo como funciona a votação”, afirmou.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, em 2018, última eleição em que duas vagas ao Senado estavam em disputa, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para o cargo. Em 2022, quando cada eleitor escolheu apenas um senador, esse número caiu para 23 milhões.
Repetir o número anula o segundo voto A campanha destaca que o eleitor deve escolher dois candidatos diferentes ao Senado. Caso repita o número do mesmo candidato nas duas votações, apenas o primeiro voto será considerado válido.
“São dois votos para o Senado, para pessoas, candidaturas diferentes. Se a gente repete o número, esse segundo voto é anulado”, explicou Dany Fioravanti.
Entre os erros mais frequentes apontados pela campanha estão deixar de registrar o segundo voto, votar em branco por não ter uma segunda opção definida ou repetir o número do primeiro candidato. A orientação é que o eleitor leve uma “colinha” com os números dos candidatos, já que o uso do celular é proibido na cabine de votação.
Senado influencia decisões nacionais Além de aprovar leis junto com a Câmara dos Deputados, o Senado exerce funções exclusivas, como analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Procuradoria-Geral da República e embaixadas, além de julgar autoridades em processos de impeachment.
Para a diretora do Instituto Update, o eleitor deve dar atenção ao cargo devido ao impacto das decisões tomadas pelos senadores.
“O Senado tem uma influência muito grande nas decisões que impactam a nossa vida, como segurança pública, saúde, transporte e economia. Além disso, exerce a função de fiscalizar o Poder Executivo e analisar indicações para cargos importantes”, afirmou.
A campanha “Voto pro Senado” está sendo divulgada nas redes sociais, em rádio, mídia exterior e no site oficial da iniciativa, com o objetivo de reforçar que, nas eleições deste ano, cada eleitor deve escolher dois candidatos diferentes para o Senado Federal.
O Instituto Update é uma organização sem fins lucrativos que atua como uma plataforma de inovação e imaginação política no Sul Global.
O bullying e o cyberbullying deixaram de ser tratados apenas como “brincadeira de criança” para ocupar espaço entre os principais desafios enfrentados por famílias, escolas e profissionais de saúde. Além dos impactos emocionais que podem acompanhar crianças e adolescentes por muitos anos, a intimidação sistemática passou a contar com previsão específica no Código Penal e exige uma atuação conjunta de pais, educadores, profissionais de saúde e do sistema de Justiça.
O debate ganha força em meio ao crescimento das notificações. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 5.226 ocorrências de bullying e cyberbullying envolvendo crianças e adolescentes em 2025, contra 3.161 no ano anterior, alta de 67,3%.
Na esfera estadual, em 24 de outubro de 2025, o Governo do RN instituiu a Lei Nº 12.486/2025, que trata de notificação compulsória de casos de bullying e cyberbullying cometidos contra menores em instituições de ensino, abrangendo episódios ocorridos tanto no ambiente presencial quanto no digital. Pela nova norma, a direção da escola deve comunicar obrigatoriamente o Conselho Tutelar em até 24 horas após a confirmação da intimidação sistemática, informando dados de identificação do possível autor e da vítima com base nos critérios do artigo 146-A do Código Penal. Após receber o relato, cabe ao Conselho Tutelar encaminhar o caso às autoridades competentes com apoio no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enquanto as escolas ficam autorizadas a afixar cartazes e comunicados em áreas de uso comum para conscientizar e incentivar a comunidade escolar a denunciar tais práticas.
Para o médico psiquiatra Adriano Araújo, entretanto, esse aumento não significa necessariamente que a violência tenha crescido na mesma proporção. Na avaliação do especialista, a criminalização do bullying e do cyberbullying pela Lei nº 14.811/2024, que inclui os crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal, contribuiu para ampliar o reconhecimento das situações de violência e estimular as denúncias.
“Minha leitura é que esse crescimento provavelmente reflete, em grande medida, maior reconhecimento, conscientização e registro. E é possível que os números continuem aumentando nos próximos anos justamente porque estamos aprendendo a identificar melhor algo que durante décadas foi naturalizado como ‘brincadeira de criança’”, afirmou Adriano Araújo.
Muito além de uma brincadeira. Situação pode provocar sofrimento emocional Segundo o psiquiatra, a principal diferença entre uma brincadeira e o bullying está no sofrimento provocado à vítima.
“Existe uma diferença fundamental: em uma brincadeira, todos deveriam estar se divertindo. Se uma criança se diverte enquanto a outra sente medo, vergonha, humilhação ou sofrimento, precisamos parar de chamar aquilo de brincadeira”, explicou Adriano Araújo.
O especialista ressalta que infância e adolescência representam fases decisivas para a construção da autoestima e da identidade. Quando uma criança é submetida repetidamente a humilhações, esses episódios podem alterar a forma como ela passa a enxergar a si mesma.
“Quando uma criança ou adolescente é sistematicamente humilhado justamente nessa fase, aquelas agressões podem começar a fazer parte da maneira como ele se percebe. Ele deixa apenas de ouvir ‘você é feio’, ‘você é estranho’ ou ‘ninguém gosta de você’ e pode começar a pensar: ‘eu sou assim’”, afirmou.
Embora o bullying possa ocorrer em diferentes ambientes, o cyberbullying ampliou significativamente o alcance das agressões.
“O cyberbullying é a extensão dessa violência para os ambientes digitais. Pode ocorrer por redes sociais, aplicativos de mensagens, grupos, jogos on-line, publicação ou compartilhamento de fotografias e vídeos, montagens, criação de perfis falsos e diversas outras formas de exposição ou perseguição”, explicou Adriano Araújo.
Segundo ele, a principal diferença está na impossibilidade de a vítima encontrar um espaço de proteção.
“Antigamente, uma criança que sofria bullying na escola podia encontrar algum refúgio ao chegar em casa. Hoje, muitas vezes, o agressor vai junto no bolso. A agressão chega pelo celular ao quarto, à mesa do jantar e até à madrugada”, destacou.
Essa exposição contínua pode provocar ansiedade, alterações do sono, isolamento social, queda no rendimento escolar e até quadros de depressão.
“A vítima pode começar a viver em estado permanente de alerta. Uma notificação deixa de ser apenas uma notificação. Pode ser uma nova mensagem, uma nova postagem, alguém compartilhando uma fotografia ou fazendo um comentário”, alertou o psiquiatra.
Na prática clínica, Adriano Araújo afirma que muitos pacientes não chegam ao consultório relatando diretamente que sofrem bullying.
“Muitas vezes ele chega por ansiedade, sintomas depressivos, alterações do sono, queda no rendimento escolar, isolamento, recusa em ir à escola ou perda de autoestima. Quando começamos a compreender melhor o contexto, aparecem episódios de humilhação, exclusão de grupos, comentários sobre aparência, exposição de fotografias ou perseguição no ambiente digital”, comentou.
O psiquiatra alerta que o bullying pode funcionar como fator de risco para transtornos mentais e destaca a associação com automutilação e comportamento suicida.
“Existe uma consequência que precisamos levar muito a sério: a associação com automutilação, ideação suicida e comportamento suicida”, afirmou.
Lei prevê punição para bullying e cyberbullying Além das consequências para a saúde mental, o bullying passou a ter consequências jurídicas.
O advogado criminalista Jackson Ribeiro explica que a legislação diferencia o bullying presencial do cyberbullying, que recebe tratamento mais rigoroso devido ao potencial de disseminação das agressões.
“Bullying é a intimidação sistemática: agressão física ou psicológica, feita de propósito e de forma repetida, sem motivo aparente, por uma pessoa ou por um grupo, para humilhar, amedrontar ou excluir alguém. O cyberbullying é a mesma conduta levada para o ambiente digital”, esclareceu Jackson Ribeiro.
Segundo ele, enquanto o bullying presencial prevê pena de multa, quando não houver crime mais grave, o cyberbullying pode resultar em reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
“É uma diferença grande, e ela é intencional: o legislador entendeu que o dano causado no ambiente virtual é mais amplo e mais duradouro”, afirmou.
Jackson Ribeiro ressalta ainda que adolescentes menores de 18 anos não respondem criminalmente como adultos, mas podem cumprir medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Já na esfera civil, os pais podem responder pelos danos causados pelos filhos menores.
“Os pais podem ser condenados a pagar indenização por danos morais e materiais à vítima. A escola, pública ou particular, também pode ser responsabilizada quando o bullying acontece sob a guarda dela”, explicou o advogado.
O especialista alerta ainda que compartilhar ou republicar conteúdos ofensivos também pode gerar responsabilização.
“Quem compartilha ou republica conteúdo ofensivo ajuda a espalhar o dano e pode responder junto, tanto criminalmente quanto no dever de indenizar. O recado é simples: na internet, quem espalha também agride”, destacou Jackson Ribeiro.
Combate depende de prevenção e acolhimento Para Adriano Araújo, o enfrentamento ao bullying depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. O psiquiatra orienta que pais e educadores estejam atentos às mudanças de comportamento de crianças e adolescentes e acolham os relatos sem minimizar o sofrimento.
“Às vezes, nossa reação é dizer ‘não ligue’, ‘isso passa’, ‘você precisa aprender a se defender’. Para um adulto, determinado comentário pode parecer pequeno. Para um adolescente que está construindo sua identidade e tentando encontrar seu lugar no grupo, aquilo pode assumir uma dimensão completamente diferente”, afirmou.
O especialista também deixou um recado aos adolescentes.
“Pedir ajuda não é fraqueza e denunciar não é exagero. Ninguém precisa suportar violência para provar que é forte”, concluiu Adriano Araújo.
Durante a campanha eleitoral de 2026, o nome do empresário Oséas Monthalggan, vem sendo levado aos debates pelo então candidato Álvaro Dias, que questiona o ex-prefeito Allyson Bezerra sobre quem é o empresário e qual era sua relação com a gestão municipal. As provocações ocorreram enquanto a Dismed Distribuidora de Medicamentos, da qual Oséas é sócio-administrador, acumulava milhões de reais em contratos com a Prefeitura de Mossoró. Naquele momento, o nome ainda era pouco conhecido do público. Hoje, Oséas aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações nas quais são mencionados percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Fátima Dantas.
O empresário Oséas Monthalggan Fernandes Costa passou a ocupar posição central no cenário eleitoral de 2026. O nome dele aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações ambientais nas quais ele detalha uma suposta divisão de valores envolvendo contratos de medicamentos em Mossoró e menciona percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Maria de Fátima Dantas dos Santos.
Antes de aparecer nas gravações analisadas pela PF, Oséas já tinha sido alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa envolvendo a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresária Ltda. O processo tramitou na Vara Única da Comarca de Santana do Matos e teve como autor o Ministério Público do Rio Grande do Norte. Figuram como réus Oséas, Roberta Ferreira Praxedes Costa, Mônica Maria Damasceno e a empresa.
O caso terminou com um Acordo de Não Persecução Civil firmado entre o Ministério Público e os envolvidos. A Justiça homologou o acordo, que estabeleceu, entre outras condições, o ressarcimento do dano e o pagamento de multa civil. A homologação judicial ocorreu em dezembro de 2023, com determinação para cumprimento das obrigações pactuadas. A partir da Operação Mederi, a Polícia Federal passou a analisar a atuação de Oséas dentro do grupo empresarial ligado à distribuição de medicamentos. Segundo o relatório policial, ele é sócio da Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda e aparece como um dos principais integrantes do núcleo investigado. A PF também registrou que a empresa mantinha relação comercial com diversos municípios potiguares.
Trecho de documento do MPRN, após acordo de “Não percecursão cível” em favor de Oséas Monthalggan – Foto: Reprodução
No caso de Mossoró, a investigação passou a olhar os contratos firmados entre a Dismed e a Prefeitura durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra. Dados Dde despesas públicas do município apontam que a empresa acumulou R$ 17.035.297,10 em valores empenhados. Desse montante, R$ 14.218.661,89 foram liquidados e R$ 13.616.217,29 foram pagos pelos cofres públicos municipais.
Os pagamentos envolvem principalmente áreas ligadas à saúde pública, mas também registros em diferentes unidades administrativas da Prefeitura de Mossoró, incluindo Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social e outras secretarias municipais.
A “matemática de Mossoró”
Imagens da Operação Mederi mostram o empresário na sede da Dismed – Foto: Reprodução
O ponto mais sensível da investigação está em uma gravação ambiental feita pela Polícia Federal dentro da sede da Dismed. No diálogo entre Oséas e o também sócio José Moabe Zacarias Soares, o empresário apresenta uma conta que chama de “matemática de Mossoró”.
Segundo a transcrição da PF, Oséas fala sobre uma ordem de compra de R$ 400 mil e afirma que, após os cálculos, “dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil a Allyson e a Fátima”, mencionando “dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allysson”.
Em outro trecho analisado pelos investigadores, a PF registra que Oséas teria explicado anteriormente uma divisão de percentuais, falando em 15% como “a parte do homem” e 10% como “a parte disso aí”. Segundo o relatório policial, somente depois das conversas posteriores teria sido possível associar os percentuais aos nomes mencionados pelos interlocutores.
A Polícia Federal afirma no relatório que considera “muito provável” que a referência ao nome “Allyson” corresponda ao prefeito de Mossoró, Allyson Leandro Bezerra Silva.
Crescimento empresarial O relatório da PF também destaca a evolução da Dismed após a entrada de Oséas no quadro societário. Segundo o documento, ele passou a integrar a empresa em fevereiro de 2021. A investigação registra que o faturamento da empresa cresceu no período analisado, chegando a mais de R$ 11 milhões em 2023.
Oséas também tem trajetória política. A PF registra que ele exerceu mandato de vereador entre 2017 e 2020 e disputou a Prefeitura de Upanema nas eleições de 2024.
Além dos contratos e das gravações, a investigação analisou movimentações financeiras relacionadas às empresas. O relatório cita saques em espécie e operações consideradas suspeitas pelos investigadores, incluindo retiradas associadas ao núcleo empresarial comandado por Oséas.
A governadora Fátima Bezerra (PT) entra nos últimos dias da campanha intensificando a participação nas agendas de Cadu de Lula (PT) e confiante na presença do candidato no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima afirmou que a mobilização foi ampliada nesta reta final e apostou na força eleitoral do presidente Lula como um fator que pode impulsionar a candidatura petista no Estado.
“Tenho participado ativamente da campanha, estamos muito mobilizados, entusiasmados e confiantes nesta reta final. A eleição aqui no Rio Grande do Norte será definida em dois turnos.
Cadu de Lula estará no segundo turno e sairemos vitoriosos”, afirmou a governadora.
Segundo Fátima, a reta final será marcada pela intensificação da presença nas ruas e pela mobilização do grupo político ligado ao presidente. Para ela, a associação entre Cadu e Lula pode ampliar o desempenho do candidato petista entre os eleitores potiguares.
“Vale lembrar que Lula será eleito, e isso deve ampliar a votação aqui no Estado e beneficiar ainda mais a eleição de Cadu”, declarou.
A estratégia de aproximar as duas candidaturas também tem sido reforçada pelo próprio presidente. Em um vídeo recente, Lula voltou a pedir votos para o candidato petista e destacou a vinculação entre os dois projetos eleitorais.
“Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, afirmou o presidente.
Não é a primeira vez nesta campanha que Lula grava material de apoio a Cadu no Rio Grande do Norte. O presidente já havia participado de vídeos e agendas ao lado do candidato, reforçando a estratégia da campanha de associar o voto estadual ao projeto nacional do PT.
A confiança da governadora acompanha o crescimento apresentado por Cadu ao longo da pré-campanha e da campanha. O petista saiu de um patamar de 4,11% das intenções de voto em outubro de 2025 para assumir a segunda colocação na rodada mais recente da DataVero/Diário do RN.
De 4,11% à segunda colocação Em outubro do ano passado, quando o cenário eleitoral ainda reunia outros nomes, Cadu aparecia com 4,11%. Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN após o início oficial da campanha, divulgada em 14 de agosto, já alcançava 22,66%.
O crescimento ocorreu justamente em um período no qual a campanha passou a explorar de forma mais intensa a associação com Lula e Fátima. O próprio nome eleitoral “Cadu de Lula” passou a reforçar essa vinculação, enquanto a governadora ampliou sua participação nas agendas pelo Estado.
Na rodada seguinte da DataVero/Diário do RN, divulgada em 28 de agosto, Cadu chegou a 23,21%.
O salto mais significativo veio no levantamento de setembro: com 28,28%, ultrapassou Álvaro Dias (PL), que registrou 23,11%, e assumiu a segunda colocação. Allyson Bezerra (União Brasil) aparecia na liderança, com 35,18%.
Entre outubro de 2025 e setembro deste ano, portanto, Cadu saiu de 4,11% para 28,28%, crescimento de mais de 24 pontos percentuais. A evolução também mudou a configuração da disputa, com o petista passando da condição de candidato ainda pouco conhecido do eleitorado para a segunda posição no levantamento mais recente do instituto.
É sobre esse avanço que Fátima sustenta a confiança para os últimos dias. A governadora avalia que a mobilização em torno de Lula pode produzir reflexos adicionais na eleição estadual e ampliar o espaço de Cadu entre os eleitores que apoiam o presidente, levando o petista ao segundo turno da disputa.
Na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) intensificou nesta quarta-feira (30) a agenda política entre Natal e Mossoró, em uma mobilização voltada a reforçar a estrutura do grupo e ampliar a presença do candidato nos dois principais polos eleitorais do Estado. Na capital, o candidato ao Governo percorreu bairros da Zona Oeste ao lado do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), da vice-prefeita Joana Guerra (PL) e de vereadores aliados.
A agenda passou por bairros como Bom Pastor, Cidade da Esperança e Dix-Sept Rosado, com caminhadas e contato direto com eleitores. A presença de integrantes do grupo político que sustenta a candidatura buscou dar corpo à mobilização nos últimos dias antes da votação.
Enquanto Álvaro concentrava esforços em Natal, o candidato a vice-governador, Babá Pereira (PL), participava de uma motocarreata em Mossoró. A movimentação no Oeste também recebeu reforço político de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, que divulgaram um vídeo convocando apoiadores para a “Motocarreata da Liberdade”, marcada para a tarde desta quarta-feira.
“Você do Rio Grande do Norte, Flávio Bolsonaro aqui, quero agradecer a todos vocês, organizando essas motocarreatas, paredão pelas ruas do Rio Grande do Norte, até mesmo sem a minha presença. Então fico muito feliz de ver esse movimento no Rio Grande do Norte, que está acontecendo também, graças a Deus, em todo o Brasil”, afirmou Flávio.
Na sequência, Rogério Marinho reforçou o chamado para a mobilização em Mossoró.
“O Rio Grande do Norte e o Nordeste do Brasil acordou e está fazendo a sua parte. Alegria está contagiando todo o Estado do Rio Grande do Norte. Dezenas de carreatas, motocarreatas, motossíatas, adesivaços espontaneamente estão acontecendo por todo o Estado”, declarou.
A concentração da “Motocarreata da Liberdade”, segundo os organizadores, teve início às 16h22, na Avenida Rio Branco, principal via da cidade, seguida de percurso por bairros e avenidas de Mossoró.
Motocarreata em Mosssoró se concentrou na Avenida Rio Branco, principal via da cidade – Foto: Reprodução
Reforço na reta final A mobilização ocorre em um momento em que Álvaro tenta recuperar espaço na disputa pelo Governo. Na pesquisa mais recente DataVero/Diário do RN, divulgada em 10 de setembro, o candidato registrou 23,11% no cenário em que os principais apoios políticos foram apresentados aos eleitores. Cadu de Lula (PT) apareceu com 28,28% e Allyson Bezerra (União Brasil), com 35,18%.
O levantamento mostrou uma disputa mais acirrada pela segunda colocação. Na rodada anterior do mesmo instituto, Álvaro tinha 25,85%, enquanto Cadu aparecia com 23,21%. No cenário com os apoios, porém, o petista avançou para 28,28%, enquanto Álvaro recuou para 23,11%.
A ofensiva dos últimos dias combina agendas próprias do candidato com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças do PL, além da mobilização vinculada à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Natal, Álvaro buscou ampliar a presença no eleitorado da capital. Em Mossoró, o grupo apostou na estrutura política local e na mobilização de apoiadores.
A concentração de atividades nas duas cidades ocorre justamente na última semana antes da votação, quando a campanha tenta transformar a estrutura política reunida em torno de Álvaro em mobilização eleitoral e captação de resultados.
A Casa Durval Paiva está novamente entre as 100 Melhores ONGs do Brasil. A instituição potiguar recebeu o reconhecimento na edição 2026 do Prêmio Melhores ONGs, iniciativa que avalia critérios como gestão, governança, transparência, sustentabilidade financeira e impacto social.
Com 31 anos de atuação, a Casa Durval Paiva desenvolve um trabalho voltado ao acolhimento e à assistência integral de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas, além do suporte oferecido às famílias durante o tratamento.
O prêmio, que completa dez edições em 2026, reconhece organizações da sociedade civil que apresentam boas práticas de administração e resultados sociais. As instituições selecionadas são divulgadas em ordem alfabética, sem estabelecer uma classificação entre as 100 escolhidas.
Para o diretor-presidente da Casa Durval Paiva, Rilder Campos, o reconhecimento representa a confirmação de uma trajetória construída com responsabilidade e compromisso social.
“Esse reconhecimento representa a valorização de uma trajetória de 31 anos dedicada ao acolhimento e à assistência de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas, bem como, de suas famílias. É, também, a confirmação de que estamos no caminho de uma gestão comprometida com a transparência, a responsabilidade e o impacto social”, afirmou.
Segundo ele, a conquista envolve toda a rede que participa da manutenção da instituição.
“Essa conquista pertence a todos que fazem parte da nossa história: colaboradores, voluntários, parceiros e doadores, que acreditam na nossa missão e contribuem diariamente para transformar vidas. Mais do que um prêmio, é um incentivo para continuarmos trabalhando com dedicação e responsabilidade”, destacou.
Reconhecimento nacional acompanha trajetória consolidada da instituição
Apesar do reconhecimento nacional, uma das principais necessidades ainda é garantir a sustentabilidade financeira – Foto: Reprodução
A Casa Durval Paiva participa do Prêmio Melhores ONGs desde as primeiras edições e já recebeu outros reconhecimentos nacionais e regionais.
Entre eles estão os títulos de Melhor ONG do Nordeste, em 2017; Melhor ONG do Brasil, em 2018; e Melhor ONG do Rio Grande do Norte, em 2021 e 2024.
Para Rilder Campos, manter o reconhecimento ao longo dos anos exige planejamento e aperfeiçoamento constante.
“Manter esse padrão é resultado de um trabalho contínuo, construído com planejamento, compromisso e responsabilidade na aplicação dos recursos. Buscamos aprimorar nossos processos, investir na qualificação da equipe, fortalecer parcerias e acompanhar os resultados das nossas ações”, explicou.
O diretor ressalta que a missão da instituição exige uma atuação permanente.
“Temos uma missão que exige dedicação permanente, porque lidamos diariamente com crianças, adolescentes e famílias que precisam de acolhimento e suporte durante o tratamento.
Por isso, cada reconhecimento também renova o nosso compromisso de evoluir, sem perder a essência do cuidado humanizado que marca a história da Casa Durval Paiva”, afirmou.
Os critérios avaliados pelo prêmio fazem parte da rotina administrativa da instituição. Segundo Rilder Campos, a gestão responsável envolve planejamento, acompanhamento dos recursos e definição de processos.
“A transparência se concretiza na prestação de contas e na divulgação dos resultados alcançados.
Já a sustentabilidade financeira depende da mobilização de doadores, da construção de parcerias e da diversificação das fontes de recursos”, explicou.
O diretor destaca que o impacto social está diretamente relacionado à aplicação desses recursos.
“Tudo isso está diretamente ligado ao impacto social, que se traduz nos atendimentos realizados e no suporte oferecido às crianças, aos adolescentes e às famílias. Nosso compromisso é garantir que os recursos recebidos sejam convertidos em cuidado, assistência e qualidade de vida”, afirmou.
Até agosto de 2026, a Casa Durval Paiva acompanhava 419 crianças e adolescentes ativos, com famílias vindas de 201 municípios.
Somente em 2026, a instituição realizou 8.997 atendimentos, ofereceu 4.166 hospedagens, serviu 20.287 refeições e distribuiu 2.144 cestas básicas.
Os números refletem a necessidade de uma assistência ampla para famílias que muitas vezes precisam deixar suas cidades de origem para realizar o tratamento.
“A assistência integral é especialmente importante para as famílias que precisam se deslocar de seus municípios para realizar o tratamento”, destacou Rilder Campos.
Instituição depende de doações para manter serviços Apesar do reconhecimento nacional, a Casa Durval Paiva afirma que uma das principais necessidades continua sendo garantir a sustentabilidade financeira para manter os projetos e atendimentos.
A instituição é mantida integralmente por doações de pessoas físicas e jurídicas, responsáveis por apoiar serviços como acolhimento, hospedagem, alimentação e atendimentos multiprofissionais.
“Nossa principal necessidade é garantir a sustentabilidade financeira da instituição para manter os serviços e projetos que beneficiam crianças, adolescentes e suas famílias”, afirmou o diretor.
Rilder Campos reforça o convite para que a sociedade participe da manutenção da causa.
“Cada contribuição, independentemente do valor, ajuda a manter o acolhimento, a alimentação, a hospedagem e os atendimentos multiprofissionais oferecidos pela Casa”, disse.
As doações podem ser realizadas pelo site da instituição ou por meio do telefone (84) 4006-1600.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com apoio da Fecomércio-RN, avaliou como positiva a Medida Provisória nº 1.394/2026, que determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. Para a entidade, a restrição às plataformas de apostas pode ajudar a proteger o orçamento das famílias e reduzir impactos sobre a capacidade de consumo da população.
Segundo a CNC, a expansão das chamadas bets passou a representar uma preocupação econômica diante do comprometimento da renda dos brasileiros, especialmente em um cenário de endividamento e perda do poder de compra.
A entidade afirma ainda que a interrupção das operações, isoladamente, não resolve todos os fatores que afetam o consumo, como o alto nível das taxas de juros, mas considera a medida necessária para reduzir riscos de agravamento da inadimplência e contribuir para o equilíbrio financeiro das famílias.
Ao reduzir a destinação de recursos para apostas online, a avaliação da CNC é de que parte da renda pode voltar a ser direcionada para despesas essenciais, pagamento de dívidas e consumo de bens e serviços, fortalecendo a economia.
Especialista alerta para impactos na saúde mental Além dos efeitos econômicos, o fim das plataformas autorizadas também amplia o debate sobre os impactos das apostas na saúde mental. Para o psicólogo Renato Rosa, especialista em Tratamento das Dependências Digitais, a redução do acesso pode contribuir para diminuir danos, mas não deve ser vista como única resposta ao problema.
Segundo o especialista, o crescimento das apostas digitais criou uma nova demanda para a área da saúde, principalmente pela facilidade de acesso aos jogos, que podem ser realizados a qualquer momento pelo celular, com pagamentos instantâneos.
“Medidas que reduzem o acesso e a exposição às apostas, com certeza podem contribuir para a redução de danos, mas elas acabam não sendo suficientes sozinhas. É necessário investir muito em prevenção, em educação, educação financeira e em tratamento para quem já desenvolveu ali um padrão problemático relacionado a esta demanda, relacionada ao jogo”, afirmou Renato Rosa.
A medida do Governo Federal determina o encerramento das autorizações concedidas para empresas de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais. As empresas que atuavam de forma autorizada terão prazo até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e patrocínios relacionados às bets.
A decisão também prevê fiscalização contra plataformas ilegais e a criação de um comitê para coordenar ações de prevenção, fiscalização e repressão à exploração irregular das apostas.
Facilidade de acesso favorece comportamento compulsivo
Renato Rosa, psicólogo: “Precisamos aproveitar esse momento para ampliar também a prevenção e o cuidado com quem já está em sofrimento” – Foto: Reprodução
Para Renato Rosa, a popularização das apostas digitais está relacionada a fatores que aumentam o risco de desenvolvimento de comportamentos compulsivos.
“Nos últimos anos elas cresceram muito e aí a gente vê alguns fatores como a disponibilidade 24 horas na palma da nossa mão, a velocidade com que você pode apostar, com que alguns resultados saem e a facilidade de se enviar ali pagamentos que é pela modalidade PIX e você concretizar ali as apostas e você pode acabar entrando num processo repetitivo, repetitivo e aí compulsivo”, explicou.
O psicólogo destaca que um dos mecanismos envolvidos nesse processo é a chamada recompensa variável, conceito utilizado pela psicologia para explicar como a imprevisibilidade dos resultados pode estimular a repetição de determinado comportamento.
“O indivíduo, quando ele aposta, ele não sabe exatamente quando ele vai ganhar, mas ele tem a expectativa de que ele ganhe. Então, esse fato dele não saber quando, mas saber que há chance de eventualmente ter algum ganho, essa imprevisibilidade, acaba favorecendo a repetição do comportamento do indivíduo”, afirmou.
Segundo o especialista, o problema surge quando a aposta deixa de ser uma forma de entretenimento e passa a representar perda de controle.
“O grande problema para essas pessoas é que o jogo vai deixando de ser entretenimento e começa a se transformar ali na perda de controle, que é a principal característica do transtorno do jogo”, explicou.
Um dos sinais mais comuns em casos de dependência é a tentativa de recuperar valores perdidos por meio de novas apostas, comportamento conhecido como chasing losses.
“A pessoa perdendo dinheiro, ela passa a apostar novamente para tentar recuperar o que ela perdeu. É o que nós chamamos de chasing losses, é a corrida para recuperar as perdas, só que a próxima aposta que na cabeça dela pode salvá-la, pode ser cavar mais um pouco aquele buraco”, afirmou Renato Rosa.
Para o psicólogo, o alerta não aparece apenas quando existem grandes perdas financeiras, mas quando a pessoa começa a perder autonomia sobre a própria relação com o jogo.
“O problema não começa necessariamente quando a pessoa perde muito dinheiro. Muitas vezes começa quando ela percebe que está perdendo o controle e aí quando ela percebe que está perdendo o controle da situação, do seu querer, da sua vontade, do seu desejo, a gente já tem ali uma bandeira vermelha levantada”, destacou.
Apesar de considerar a medida positiva, Renato Rosa alerta para o risco de crescimento das plataformas clandestinas caso não haja fiscalização adequada.
“Com essa proibição das bets legalizadas, uma outra porta está se abrindo ainda mais, que é das bets ilegais, e com isso muitas pessoas que estão tendo seu acesso restrito, em virtude do seu adoecimento, da sua condição de saúde, podem migrar para essas outras casas”, afirmou.
O especialista defende que o momento deve ampliar a discussão sobre prevenção e atendimento às pessoas que já apresentam sinais de dependência.
“Mais do que discutir apenas o fim das plataformas, eu acho importante aproveitar esse momento para discutir saúde mental, prevenção, tratamento, porque o problema não começa necessariamente quando a pessoa perde muito dinheiro”, disse.
Dados indicam crescimento dos impactos O Governo Federal também passou a tratar os efeitos das apostas online como uma questão de saúde pública. Estudos apontam relação entre o transtorno do jogo e problemas como ansiedade, depressão, alterações no sono, conflitos familiares e isolamento social.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que, entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados ao jogo patológico e problemas associados às apostas cresceram cerca de 140%.
Para Renato Rosa, o enfrentamento do problema precisa envolver diferentes áreas.
“Essas pessoas precisam ter acesso a tratamentos, precisam ter acesso ali a psicólogos, a médicos, a uma equipe de saúde porque a dependência atua no cérebro do indivíduo fazendo algumas mudanças, trazendo alguns comportamentos, trazendo sofrimentos relacionados ali à sua saúde”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a restrição às plataformas representa um passo inicial, mas precisa estar acompanhada de políticas de educação, prevenção e cuidado.
“Do ponto de vista da saúde mental, considero que essa medida pode rep
Um homem percebe sangue na urina. O sinal desaparece e, com ele, também vai embora a preocupação. Sem dor e sem outros sintomas, decide esperar. Se voltar a acontecer, pensa, aí procura um médico. O exemplo, relatado pelo urologista Maryo Kempes, ajuda a ilustrar um comportamento ainda frequente entre homens: adiar o cuidado até que o organismo obrigue a interromper a rotina.
Para o especialista, o problema não está apenas na resistência a procurar um urologista. É uma relação mais ampla com a própria saúde, construída desde cedo e marcada pela ideia de que o homem precisa suportar dores, evitar demonstrar fragilidade e continuar trabalhando mesmo quando alguma coisa não vai bem.
“Ele foi criado com aquela ideia de que ele é super-herói, que não pode adoecer, não pode mostrar fraqueza”, afirma Kempes.
Um hábito que pode começar na adolescência Na avaliação do urologista, a prevenção masculina começa antes da vida adulta. Enquanto as meninas costumam entrar em contato com o ginecologista ainda na adolescência, os meninos nem sempre recebem a mesma orientação sobre o próprio corpo, desenvolvimento sexual e infecções sexualmente transmissíveis.
Kempes considera que essa diferença ajuda a explicar por que muitos homens chegam à idade adulta sem uma rotina de acompanhamento médico.
“Do mesmo jeito que a menina pega as ISTs, o menino também pega. Do mesmo jeito que a menina tem dúvida do que é certo e errado, o menino também tem”, afirma.
A falta desse hábito pode se prolongar por décadas. Um dado informado pelo especialista chama atenção: 60% dos homens que procuraram pela primeira vez o urologista para avaliação da saúde prostática foram levados por terceiros, principalmente mulheres, entre filhas e parceiras.
O levantamento não representa todos os homens que procuram atendimento médico, mas evidencia a participação da família na decisão de buscar acompanhamento. Para Kempes, muitos homens chegam ao consultório porque alguém próximo tomou a iniciativa.
“Quando a gente pergunta para muitos homens por que eles vieram ao consultório, eles dizem: ‘Minha mulher marcou e me trouxe’”, relata.
Urologia vai muito além da próstata A ideia de que o urologista seria apenas o “médico da próstata” também limita a compreensão sobre a especialidade. A urologia acompanha doenças do aparelho urinário de homens e mulheres e também do sistema reprodutor masculino.
“A urologia é uma especialidade médica e cirúrgica que trata do aparelho urinário feminino e masculino e do aparelho reprodutor masculino”, explica Kempes.
Na infância, podem aparecer situações como fimose, testículos que não desceram para a bolsa escrotal e alterações congênitas. Na adolescência, entram questões relacionadas à sexualidade, ISTs, ejaculação precoce e disfunção erétil.
“Temos urologia pediátrica, urologia feminina, uro-oncologia, tratamento de cálculos, reprodução e andrologia”, enumera o especialista.
Na vida adulta, cálculos renais, infecções urinárias e alterações da função sexual estão entre os motivos que podem levar ao consultório. Com o envelhecimento, problemas urinários relacionados ao crescimento benigno da próstata e disfunção erétil tornam-se mais frequentes, além da necessidade de avaliação individualizada para o câncer de próstata.
Os sinais que não devem ser ignorados Não existe uma idade única para todos os homens começarem a procurar um urologista. A necessidade de acompanhamento depende da história familiar, dos fatores de risco, da idade e dos sintomas. O que não deve ser adiado é a investigação de alterações persistentes ou recorrentes.
Sangue na urina, dificuldade ou dor para urinar, mudança importante no fluxo urinário, necessidade frequente de levantar à noite para urinar, alterações nos testículos e problemas persistentes de ereção estão entre os sinais que justificam avaliação médica.
Para o urologista, um dos principais problemas é esperar que os sintomas desapareçam. “Às vezes, o homem vê sangue na urina, aquilo para e ele pensa que está tudo bem. Mas o fato de ter parado não significa que a causa desapareceu”, alerta.
A consulta, porém, não precisa ser motivada por um sintoma. O acompanhamento preventivo permite avaliar fatores de risco e definir, junto ao médico, quais exames são indicados para cada pessoa.
O desafio de transformar prevenção em hábito Para Kempes, mudar esse comportamento exige criar, desde a juventude, uma cultura em que o homem entenda que procurar atendimento não significa admitir fraqueza.
“O homem acha que precisa ser forte o tempo todo, que não pode parar para cuidar dele”, afirma.
A resistência, segundo o especialista, não se limita à urologia. Muitos homens também deixam de acompanhar outras áreas da saúde, fazendo com que a procura por atendimento aconteça apenas quando algum problema já interfere na rotina.
A mudança passa por deixar de associar cuidado à fragilidade e entender que a prevenção pode evitar complicações e preservar a qualidade de vida.
“Quem não cuida da saúde cuidará da doença”, resume Kempes.
O desafio, portanto, é fazer com que procurar um médico deixe de ser o último recurso e passe a fazer parte da rotina masculina.
A condenação definitiva pela Justiça Federal não encerrou a relação política e profissional entre o advogado Kadson Eduardo de Freitas Alexandre e Allyson Bezerra (União Brasil). Ex-secretário da gestão de Allyson em Mossoró, Kadson permaneceu no primeiro escalão após o trânsito em julgado, deixou a Prefeitura em abril de 2024 e, nas eleições de 2026, voltou a aparecer formalmente na estrutura do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.
Além de atuar como encarregado de dados da candidatura, seu escritório consta na prestação de contas parcial como contratado por R$ 50 mil para “assessoria jurídica de campanha”.
A relação entre os dois atravessa diferentes momentos da trajetória política de Allyson. Kadson integrava a administração desde o primeiro mandato e, em 6 de janeiro de 2023, foi nomeado secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão. A nomeação foi assinada pelo então prefeito.
Posteriormente, tornou-se definitiva uma condenação por uso de documento falso, crime previsto no artigo 304 do Código Penal. A imprensa local registrou que a pena aplicada foi de dois anos, substituída por prestação de serviços, além de multa.
Mesmo depois da condenação, Kadson continuou no primeiro escalão. Em setembro de 2023, por exemplo, ato oficial ainda o identificava como secretário de Planejamento. Em fevereiro de 2024, Allyson ampliou suas atribuições e o designou para responder interinamente também pela Secretaria Municipal de Cultura, acumulando as duas funções.
Exoneração “a pedido” A saída ocorreu somente em 19 de abril de 2024. A Portaria nº 222, assinada por Allyson, determinou a exoneração de Kadson do cargo de secretário de Planejamento e registrou expressamente que ela ocorreu “a pedido”.
A permanência de Kadson na Prefeitura depois da condenação chegou ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. O Procedimento Preparatório nº 03.23.2039.0000062/2024-30 tinha como objeto justamente apurar “suposta irregularidade na permanência” do então secretário após condenação pelo crime previsto no artigo 304 do Código Penal. O procedimento acabou arquivado pelo Ministério Público em 2024.
Escritório foi aberto em 2025 Menos de um ano depois da exoneração, Kadson constituiu sua própria sociedade de advocacia. A Kadson Freitas Sociedade Individual de Advocacia, CNPJ 59.252.167/0001-92, foi aberta em 24 de janeiro de 2025, em Mossoró. O cadastro aponta Kadson como titular, capital social de R$ 25 mil e serviços advocatícios como atividade principal.
Em 2026, o advogado reaparece na estrutura oficial de Allyson. Conforme os registros eleitorais apresentados à Justiça Eleitoral, Kadson figura como encarregado de dados da candidatura.
Paralelamente, a prestação parcial de contas registra seu escritório entre os fornecedores da campanha, com contratação de R$ 50 mil para serviços jurídicos.
Prestação parcial de contas registra escritório de Kadson entre os fornecedores da campanha, com contratação de R$ 50 mil para serviços jurídicos – Foto: Reprodução
A contratação eleitoral, por si só, não demonstra irregularidade. O conjunto dos registros, entretanto, documenta a continuidade da relação profissional entre Kadson e Allyson: da participação no primeiro escalão da Prefeitura à estrutura da campanha estadual. Mesmo após a condenação definitiva, a investigação posteriormente arquivada pelo Ministério Público, Kadson voltou a ocupar uma função formal na campanha, enquanto seu escritório, constituído em janeiro de 2025, passou a prestar serviços jurídicos à candidatura.