NA FILADÉLFIA, POTIGUARES APOSTAM EM VITÓRIA DO BRASIL SOBRE O HAITI

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A busca pelo tão sonhado hexacampeonato segue mobilizando milhares de brasileiros nos Estados Unidos, sede da Copa do Mundo de 2026 ao lado de México e Canadá. Depois da estreia com empate em 1 a 1 diante do Marrocos, no último sábado (13), em Nova York, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, para enfrentar o Haiti em uma partida considerada decisiva para as pretensões da equipe na competição.

O resultado da primeira rodada deixou o grupo equilibrado e aumentou a importância do próximo compromisso. Mais do que os três pontos, uma vitória convincente pode representar o impulso necessário para fortalecer a confiança da equipe e da torcida em busca do hexa. Entre os brasileiros que acompanham de perto a trajetória da Seleção nos Estados Unidos, o clima é de otimismo e expectativa por uma atuação mais segura do time.

Entre os torcedores presentes está o potiguar Raphael Nóbrega, integrante do Movimento Verde Amarelo (MVA), principal torcida organizada da Seleção Brasileira. Criado em 2008, o movimento reúne brasileiros de diferentes regiões do país e do mundo para apoiar a equipe nacional nos estádios.

Raphael participa da sua quarta Copa do Mundo e descreve a experiência como uma mistura de paixão, reencontros e amor pelo futebol.

Segundo ele, acompanhar a Seleção em um Mundial vai muito além dos 90 minutos de cada partida.

“Viver Copa do Mundo é maravilhoso para quem ama futebol. A gente encontra brasileiros de todas as partes do mundo, cria amizades e consegue levar um pouco do Brasil para qualquer lugar onde a Seleção esteja jogando”, afirmou.

Mesmo diante das críticas que cercam o futebol brasileiro nos últimos anos, Raphael acredita que o torcedor não pode abandonar a confiança na equipe. Para ele, a presença da torcida nas arquibancadas representa uma demonstração de apoio incondicional em um momento importante da competição.

Raphael acompanha a Seleção brasileira desde a Copa do Mundo de 2014, que aconteceu aqui no Brasil – Foto: Reprodução

Confiante em uma recuperação já na segunda rodada, o potiguar aposta em uma vitória confortável diante do Haiti. “A gente está animado para trazer o hexa na volta para o Brasil. Acho que o próximo jogo será uma goleada de 3 a 0. É importante fazer saldo de gols porque o grupo ficou muito equilibrado. Temos que aproveitar essa oportunidade”, avaliou.

Outro integrante do Movimento Verde Amarelo presente nos Estados Unidos é Emídio Mamede, que também acompanha a Seleção em sua quarta Copa do Mundo. Para ele, o ambiente vivido pelos torcedores brasileiros tem sido um dos pontos altos do torneio. “A festa está muito bonita. Os torcedores do Brasil sempre acreditam e continuam acreditando que o Brasil vai ser hexa.

Independentemente da fase, o Brasil sempre chega como favorito porque é uma seleção gigante”, afirmou.

Emídio avalia que a diferença técnica entre as equipes deve favorecer a Seleção Brasileira e permitir uma atuação mais tranquila do que a apresentada na estreia. Apesar de não prever uma goleada elástica, ele acredita em um triunfo sem maiores sustos. “A expectativa é de uma vitória mais fácil. O Haiti é uma equipe mais fraca e o Brasil tem condições de controlar o jogo. Meu palpite é 2 a 0”, disse.

Já André Augusto Dantas demonstra ainda mais confiança. Também em sua quarta participação em Copas do Mundo acompanhando a Seleção, ele acredita que o empate na estreia foi consequência da pressão natural de um primeiro jogo e do processo de evolução da equipe ao longo do torneio. “O primeiro jogo sempre é mais nervoso. Os jogadores sentem o peso da camisa do Brasil. Mas acredito que o time ainda vai crescer muito durante a competição”, analisou.

Para André, a partida contra o Haiti pode marcar o início de uma arrancada brasileira rumo às fases decisivas do Mundial. O torcedor não economiza no entusiasmo quando o assunto é o placar. “Agora vamos dar uma goleada. Meu palpite é 8 a 0 para esquentar as turbinas em busca do hexa. Vamos todos juntos buscar a sexta estrela”, declarou.

Jejum de 24 anos
A Copa do Mundo de 2026 marca um momento simbólico para o futebol brasileiro. Caso não conquiste o título, a Seleção completará 24 anos sem levantar a taça, igualando o maior período de jejum de sua história. O intervalo é exatamente o mesmo registrado entre o tricampeonato conquistado por Pelé em 1970 e o tetracampeonato liderado por Romário, em 1994.

Desde o pentacampeonato de 2002, o Brasil acumulou eliminações dolorosas em diferentes edições do Mundial. Em 2006, caiu nas quartas de final para a França. Em 2010, sofreu a virada da Holanda também nas quartas. Em 2014, vivendo a Copa em casa, protagonizou o traumático 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal. Já em 2018, foi superado pela Bélgica, enquanto em 2022 acabou eliminado pela Croácia nos pênaltis após sofrer o empate na prorrogação.

Agora, em solo norte-americano, a Seleção tenta encerrar um dos períodos mais longos sem títulos de sua trajetória e transformar a esperança dos torcedores em realidade. Para quem atravessou continentes para acompanhar o time de perto, como os integrantes do Movimento Verde Amarelo, a crença permanece intacta: o hexa ainda é possível.


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PROCURADOR DA REPÚBLICA FERNANDO ROCHA LANÇA MANUAL DE DIREITO PENAL VOLTADO PARA OAB E CONCURSOS

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O procurador da República Fernando Rocha de Andrade acaba de lançar o livro “Manual de Direito Penal: Parte Geral Esquematizado para Concurso”, uma obra voltada para estudantes que se preparam para concursos públicos, para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e para profissionais que atuam na área jurídica.

Resultado de quase vinte anos de experiência no Ministério Público Federal, o manual percorre todo o conteúdo da Parte Geral do Direito Penal em 27 capítulos, abordando desde os princípios fundamentais até a extinção da punibilidade. A publicação também reúne entendimentos atualizados do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), oferecendo ao leitor uma visão alinhada à jurisprudência mais recente.

Segundo Fernando Rocha, a ideia do livro nasceu de uma necessidade percebida ainda nos tempos de preparação para concursos.

“Mais do que um livro, é uma resposta a uma frustração antiga: a de não ter, quando eu estudava para concurso, o material que eu precisava. O objetivo foi fazer um manual acessível para concurso público e para a OAB, profundo sem ser hermético. Escrevi o livro que eu gostaria de ter tido em mãos”, afirma.

O procurador explica que o projeto teve origem em anotações e resumos produzidos durante sua própria trajetória como concurseiro.

“Quando estudava para concurso eu fiz um material condensando as principais teorias sobre delito.

Esse material foi aprimorado quando dei aula sobre a matéria. A ideia era fazer um texto que pudesse auxiliar esse público que estuda para concurso”, relata.

A proposta da obra é oferecer um conteúdo objetivo, sem abrir mão da profundidade teórica necessária para a compreensão dos principais institutos do Direito Penal. Entre os diferenciais destacados pelo autor está a preocupação em apresentar de forma direta os temas mais cobrados em concursos e exames profissionais.

“Procurei chegar direto ao tema essencial para quem se submete a concurso, com atualizações de jurisprudência”, ressalta.

Além das explicações conceituais, o manual reúne as principais teorias relacionadas aos institutos do Direito Penal, indicando quais são adotadas pela legislação brasileira e acolhidas pelos tribunais superiores.

Com ampla experiência na área jurídica e no universo dos concursos públicos, Fernando Rocha também compartilha orientações para os estudantes que enfrentam o desafio da aprovação na OAB.

Para ele, é fundamental compreender que a preparação para o exame exige estratégias distintas para cada fase.

“O estudante recém-egresso da faculdade precisa saber diferenciar a preparação para prova objetiva e prática. É preciso se preparar para dois tipos de provas diferentes. Saber o que e como estudar é fundamental”, orienta.

Sobre o medo que muitos candidatos enfrentam diante do exame, o procurador acredita que a familiaridade com o formato da prova pode reduzir a insegurança.

“O temor sempre é ligado ao que não se conhece. Buscar resolver provas anteriores reduz esse desconhecimento e permite ao estudante ter uma boa ideia do que é necessário para aprovação”, aconselha.

Mestre em Direito Internacional Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernando Rocha acumula uma carreira de destaque no serviço público. Atualmente, integra o Ofício Especial de Cooperação Jurídica Internacional da Procuradoria-Geral da República e exerce função na área eleitoral.

Ao longo da carreira, também atuou como promotor de Justiça no Rio Grande do Norte e foi aprovado em diversos concursos públicos, entre eles os de procurador da República, juiz substituto do Estado da Bahia, promotor de Justiça do RN, advogado pleno da Petrobras, procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU) e procurador municipal do Recife.

Sua formação acadêmica inclui especializações em Cooperação Jurídica Internacional, Direito Penal Econômico pela PUC Minas, Ciências Criminais e Direito Processual Civil.

Raízes, valores e esperança
Por trás do currículo extenso, Fernando Rocha faz questão de destacar as lições recebidas ainda na infância. Natalense, de uma família com raízes no sertão potiguar, ele perdeu o pai ainda cedo, mas encontrou na mãe a principal referência para sua formação.

“Tive uma ótima formação de meus pais. Perdi meu pai muito cedo, mas minha mãe conseguiu preencher essa ausência, especialmente estimulando a ética e os estudos”, recorda.

Ao refletir sobre os sonhos da infância, o procurador afirma que sua principal meta sempre foi honrar os ensinamentos familiares.

“Meu sonho basicamente foi jamais desapontar minha mãe e minhas raízes. Tenho tentado manter esse sonho sempre vivo”, enfatiza.

Entre as marcas que carrega da infância até os dias atuais, ele destaca uma em especial: a esperança.


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PRÉ-CANDIDATOS ESTÃO OTIMISTAS PARA O HEXA E APOSTAM EM GOLEADA HOJE

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A segunda partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, nesta sexta-feira (19), contra o Haiti, na Filadélfia (EUA), também mobiliza os pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Em conversa com o Diário do RN, os três principais nomes já postos na disputa estadual disseram acreditar em uma ampla vitória e mantêm a confiança de que o Brasil pode finalmente conquistar o tão aguardado hexacampeonato, aguardado desde a Copa de 2006.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), aposta na força da tradição brasileira e na qualidade do elenco para superar o tropeço da estreia e iniciar uma trajetória de crescimento na competição. “Estou muito confiante na Seleção Brasileira. Temos um grupo qualificado, jogadores de alto nível e uma camisa que sempre pesa em Copa do Mundo. Acredito que o Brasil vai fazer um grande jogo contra o Haiti, vencer por 3 a 0 e ganhar ainda mais confiança para a sequência da competição. Copa se ganha passo a passo, e vejo o Brasil com plenas condições de chegar forte na disputa pelo título e brigar pelo hexa campeonato”, afirmou, avaliando que uma atuação segura diante do Haiti pode servir como ponto de virada para uma campanha mais consistente nas próximas fases do Mundial.

Já o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato do União Brasil, Allyson Bezerra, de forma sucinta, não escondeu o otimismo. Além de prever uma goleada, associou o sucesso da Seleção ao momento político que espera viver no Rio Grande do Norte em 2026. Além disso, o pré-candidato arriscou um placar ainda mais amplo: “Brasil campeão da Copa e o RN vai mudar no mesmo ano. 4×0”, declarou, reforçando tanto no desempenho brasileiro quanto no cenário eleitoral que começa a se desenhar para as eleições deste ano.

Pelo lado governista, o ex-secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do PT, Cadu Xavier, assim como Allyson, aposta em uma vitória larga, por 4×0. Para ele, o confronto desta sexta-feira pode representar o início da caminhada rumo ao sexto título mundial. “Estamos muito otimistas. O Brasil vai fazer um grande jogo, vai ter uma grande vitória e vai dar o primeiro passo rumo ao hexa campeonato.

O Brasil vai ganhar de 4 a 0”, projetou na expectativa que o resultado devolva tranquilidade à equipe e fortaleça a confiança dos torcedores para o restante da competição.

Apesar das divergências políticas, os três pré-candidatos convergem para um mesmo sentimento: de uma vitória confortável, que pode levar a Seleção a reagir e confirmar o favoritismo diante do Haiti, alcançando posição favorável no grupo em que está inserida.

Estreia apertada
A confiança dos pré-candidatos vem após uma estreia abaixo das expectativas. No último sábado, em Nova York, o Brasil empatou por 1 a 1 com o Marrocos, resultado que aumentou a importância do duelo desta sexta-feira, visto que uma vitória não apenas encaminha o Brasil para a classificação, mas também pode representar o impulso que a Seleção precisa para caminhar rumo ao hexa.


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AZEVEDO ELOGIA POLÍCIA DO CEARÁ E CRITICA GOVERNO DO RN NA SEGURANÇA

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Após a repercussão negativa de uma entrevista concedida ao programa Show de Notícias, da rádio 97 FM, sobre a prisão dos suspeitos de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró, o Diário do RN procurou o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) para esclarecer uma declaração que chamou atenção pela forma como tratou a atuação das forças de segurança do Rio Grande do Norte.

Ao comentar a prisão de José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, detidos em um trecho da CE-040, no município de Beberibe, no Ceará, o parlamentar parabenizou a atuação da polícia do Ceará e classificou a participação da PM do RN como “interação”.

“A polícia do Ceará prendeu, mas imagino eu que tenha havido algum tipo de interação com a polícia do Rio Grande do Norte. Então, nossos guerreiros, os policiais cearenses recebam nossos parabéns”.

A declaração gerou questionamentos sobre o reconhecimento à atuação das forças de segurança potiguares na operação. Procurado pela reportagem para esclarecer se os elogios não deveriam se estender também à polícia do Rio Grande do Norte, Azevedo respondeu, por meio da assessoria, que os cumprimentos eram destinados às corporações dos dois estados.

A resposta veio acompanhada de uma nota na qual o deputado ampliou as críticas ao Governo do Estado e ao Partido dos Trabalhadores.

“Após o vereador Cabo Deyvison ser baleado e o cinegrafista Allyson ser assassinado, as polícias do Rio Grande do Norte e do Ceará trabalharam conjuntamente para prender os faccionados autores do atentado terrorista”, afirmou.

Na sequência, Azevedo atribuiu a rapidez da operação exclusivamente ao trabalho das corporações policiais.

“As prisões aconteceram rapidamente, mas muito pelo mérito das polícias dos dois estados e, talvez, porque não tenha dado tempo de os ideólogos do PT tentarem influenciar as ações policiais”, declarou.

O trecho mais contundente da nota veio logo em seguida, quando o parlamentar afirmou acreditar que integrantes do PT tentariam interferir na captura dos suspeitos.

“Tenho certeza absoluta de que, se algum elemento ideológico do Governo do PT (desses que chegaram ao poder com os votos dos bandidos) tivesse tido tempo para influenciar as decisões de captura, a influência teria sido no sentido de preservar a integridade física e os direitos humanos dos assassinos”, escreveu.

“Governo Fátima é uma tragédia”
Questionado pelo Diário do RN se os elogios pela prisão dos suspeitos também deveriam alcançar o Governo do Estado, Coronel Azevedo descartou qualquer reconhecimento à gestão estadual.

“O Governo Fátima é uma tragédia e não é digno de elogios na questão das facções. Não merece parabéns porque, até agora, não atendeu ao nosso requerimento para pedir a Lula que trate as facções como grupos terroristas”, afirmou o deputado.

A declaração reforça uma estratégia recorrente do parlamentar de dissociar o trabalho das forças policiais da atuação do Governo do Estado. Enquanto reconhece o mérito das corporações de segurança pelo resultado da operação, Azevedo direciona as críticas à administração estadual e ao PT.

Azevedo e a negociação com PCC durante Rebelião em Alcaçuz
As declarações de Coronel Azevedo sobre o tratamento dado a criminosos também remetem a um episódio de sua atuação na segurança pública. Em 2017, durante a crise provocada pela rebelião no presídio de Alcaçuz, quando era comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Azevedo foi fotografado conversando com um detento em meio às tentativas de controle do conflito.

À época, a imprensa local e nacional, classificou a imagem como uma “negociação” de Azevedo com um membro de facção.

O episódio volta a ser lembrado no momento em que Azevedo adota um discurso de forte enfrentamento às facções criminosas.


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DEPENDÊNCIA ECONÔMICA AINDA É UM ENTRAVE PARA FIM DE CICLOS DE VIOLÊNCIA

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“Um empecilho para a mulher sair da violência é a dependência econômica. Não é só a dependência econômica, tem a dependência emocional também, mas a dependência econômica realmente atinge muitas mulheres”. A avaliação é da promotora de Justiça de Defesa da Mulher do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Érica Canuto.

Para a promotora, a Lei Federal nº 14.674, que autoriza a concessão de auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica, representa um avanço importante no fortalecimento da rede de proteção. No entanto, ela destaca que Natal já possui instrumentos municipais que garantem suporte financeiro e habitacional às vítimas.

Entre eles estão o auxílio-aluguel social, previsto inicialmente na Lei Municipal nº 727/2023, e o benefício pecuniário temporário. Atualmente, ambos os mecanismos estão contemplados na Lei Municipal nº 7.937/2025, que regulamenta os Benefícios Eventuais da Assistência Social e inclui mulheres vítimas de violência doméstica e sexual entre os públicos prioritários.

“No município de Natal já existem duas leis que são da assistência. A mulher precisou de auxílio-aluguel ou de um auxílio pecuniário para ela viver depois da violência, essas duas leis já permitem que ela vá diretamente à Secretaria de Assistência Social, faça o cadastro, junte os documentos necessários e ela já tem acesso direto na própria administração”, afirmou.

A promotora avalia que a estrutura existente na capital potiguar coloca o município em posição de destaque no acolhimento e na proteção das vítimas.

“Eu considero que a gente está bem à frente dessa lei. Essa lei é oportuna, é muito boa, tem outros municípios no Estado que necessitam, o país é continental, vai precisar realmente dessa legislação de maior eficácia. Mas eu considero que aqui em Natal a gente está bem à frente com essas duas leis que não precisam de uma decisão judicial”, declarou.

Dependência econômica mantêm relacionamentos abusivos
Ao analisar os desafios enfrentados pelas vítimas, Érica Canuto afirma que a dependência financeira ainda figura entre os principais fatores que dificultam o rompimento dos ciclos de violência.

“Elas ficam porque não têm para onde ir, não têm como sustentar os filhos e ficam amarradas ainda a esse relacionamento abusivo”, ressaltou.

A promotora defende que a proteção oferecida pelo Estado não deve se limitar à concessão de medidas protetivas, mas incluir mecanismos que garantam autonomia e condições reais de recomeço.

Para ela, benefícios como auxílio-aluguel, qualificação profissional e apoio financeiro temporário fortalecem a eficácia das medidas protetivas.

“Assistência social é viabilizar que ela continue a vida dela, seja com o trabalho, seja com a qualificação, seja com o auxílio-aluguel, seja com uma prestação pecuniária para que ela possa fazer a feira, ser incluída em programas sociais”, explicou.

A promotora observa que, sem esse suporte, muitas vítimas acabam retornando ao convívio com o agressor por falta de alternativas.

Na avaliação da integrante do Ministério Público, assistência social e proteção jurídica precisam caminhar juntas para garantir resultados efetivos.

“Eu considero assistência social uma das principais políticas em relação ao fortalecimento dessa mulher e à eficácia da medida protetiva”, concluiu.

Como acontece o atendimento em Natal
O atendimento às mulheres vítimas de violência ocorre por meio da rede municipal especializada, com acolhimento realizado pelo Centro de Referência Mulher Elizabeth Nasser (CREN), vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (Semul).

Após o acolhimento inicial, assistentes sociais e psicólogas realizam uma avaliação técnica para identificar a situação de vulnerabilidade da vítima, o risco à sua integridade física e a necessidade de acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os critérios adotados estão renda familiar de até R$ 2.400 para famílias com até quatro integrantes ou renda per capita de até R$ 500 para famílias com cinco ou mais pessoas.

Com parecer técnico favorável, a mulher pode ser encaminhada para inclusão nos benefícios ofertados pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), incluindo auxílio para moradia e apoio financeiro temporário.

A estrutura busca garantir proteção imediata, autonomia financeira e condições para que a vítima possa reconstruir sua vida longe do agressor.

O Centro de Referência Mulher Elizabeth Nasser está localizado na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, nº 681, no bairro Barro Vermelho, em Natal.


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THABATTA PIMENTA: “VAMOS DAR UMA RESPOSTA AOS PRECONCEITUOSOS”

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A pré-candidata a deputada federal Thabatta Pimenta (PV) afirma que a crescente aceitação popular ao seu nome tem provocado incômodo em setores tradicionais da política potiguar. Em entrevista ao Diário do RN, a vereadora de Natal disse perceber resistência justamente entre lideranças que há décadas dominam os espaços de poder no Estado e afirmou que a disputa de 2026 pode representar uma mudança de perfil na representação do Rio Grande do Norte em Brasília.

“Às vezes eu sinto isso quando estou em ambientes com outros políticos da velha política. Existe aquele olhar de desdém, de quem tenta entender o que está acontecendo”, afirmou ao Diário do RN. Em seguida, afirmou que está pronta para a disputa e elevou o tom ao comentar o cenário eleitoral: “Eles não estão preparados”. Questionada sobre quem seriam esses adversários, respondeu sem hesitar: “A velha política”.

A declaração ocorre em um momento em que Thabatta tem ampliado agendas pelo interior e pela capital e relata estar vivendo uma receptividade diferente daquela observada em campanhas anteriores.

Segundo a vereadora, a aceitação popular vai além das pautas identitárias e está ligada à identificação de eleitores com sua trajetória pessoal e política.

“Estou conseguindo sentir algo muito diferente nessa pré-campanha, algo que eu nunca vivenciei nos outros anos”, afirmou relembrando as eleições de 2020, 2022 e 2024. Para ela, sua atuação parlamentar ajudou a desconstruir preconceitos que historicamente marcaram a visão de parte da sociedade sobre pessoas trans.

“As pessoas estão entendendo que a minha luta é muito para além de partidos e cores. É sobre gente”, disse.

Durante a entrevista, Thabatta destacou que essa mudança de percepção não envolve apenas sua condição de mulher trans, mas também outras bandeiras que carrega. Nordestina, filha do interior e mãe atípica, ela afirma representar experiências frequentemente ausentes dos espaços de poder.

“Quando digo que desconstruo preconceitos, não é só em relação ao meu corpo enquanto pessoa LGBT.

É também sobre maternidade atípica, sobre xenofobia, sobre ser uma menina do interior que leva seu sotaque e sua realidade para todos os lugares”, declarou.

A vereadora avalia que esse conjunto de vivências tem ampliado seu alcance junto a públicos diversos.

Segundo ela, apoios têm surgido de segmentos que normalmente não seriam associados às pautas que defende.

“O que eu mais recebo é apoio de senhorinhas, de famílias inteiras e até de pessoas que muitos imaginariam estar distantes da minha realidade”, afirmou.

Para Thabatta, o Rio Grande do Norte pode viver um momento histórico em 2026. Caso eleita, ela se tornará a primeira nordestina trans a ocupar uma cadeira na Câmara Federal.

“O Rio Grande do Norte pode fazer história este ano. Ser a primeira nordestina trans e mãe atípica naquele lugar é trazer um novo olhar para a política. Vamos dar uma resposta aos preconceituosos”, afirmou.

CRESCIMENTO DA FEDERAÇÃO
Dentro da Federação Brasil da Esperança, a expectativa é de ampliação da bancada federal. Thabatta acredita que o grupo reúne condições para dobrar as atuais duas vagas na Câmara. “A Federação tem potencial para fazer quatro deputados federais. A aceitação que estamos vendo nas ruas mostra que esse é um cenário possível.”, declarou.

Apoio a Cadu, segundo turno e voto em Ivan Baron
Aliada do pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT), Thabatta demonstrou confiança no crescimento da candidatura governista ao longo da campanha.

“Quem está no dia a dia está vendo que existe uma força muito grande, principalmente dos prefeitos que estão com ele”, disse ao Diário do RN. Para ela, a disputa chegará ao segundo turno. “Eu consigo perceber que a gente vai sim para o segundo turno com o nosso muso Cadu Xavier”, afirmou.

Já para a Assembleia Legislativa, a vereadora reafirmou apoio ao ativista Ivan Baron. “O voto da pessoa Thabatta é Ivan. Isso eu não abro mão”, declarou. Apesar da preferência pessoal, ela ressaltou que sua campanha deverá construir alianças com diferentes candidaturas estaduais ao longo do processo eleitoral. “Minha candidatura é sobre muitas amizades e vou dobrar com muita gente em vários lugares”, afirmou.

Sobre uma possível candidatura do irmão, Ryan Pimenta, para uma vaga na Assembleia Legislativa, a vereadora ressalta que ele desistiu do projeto. “Ryan abriu mão da candidatura por saber que é importante ter uma pré-candidatura como a minha defendendo as pautas que nós defendemos. Dividir nesse momento não seria o certo”, explicou Thabatta.


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MP PEDE REPROVAÇÃO DAS CONTAS TRÊS VEZES E ALLYSON JÁ PODE PEDIR MÚSICA

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O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC-RN) recomendou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) a desaprovação das contas de governo de 2021 da Prefeitura de Mossoró, referentes ao primeiro ano da gestão do prefeito Allyson Bezerra. A manifestação ministerial nº 0252/2026, assinada em 9 de junho pela procuradora Luciana Ribeiro Campos, concluiu que as irregularidades identificadas comprometem a regularidade das contas e justificam a emissão de parecer prévio desfavorável.

O parecer, juntado ao Processo nº 000628/2023-TC, acompanhou as conclusões da auditoria da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal (DCC) e apontou uma série de falhas na condução orçamentária e administrativa do município.

Entre os principais achados estão a não remessa, dentro do prazo legal, dos documentos que compõem a Prestação de Contas Anual (PCA), o descumprimento do prazo para envio da Lei Orçamentária Anual (LOA), a abertura de créditos suplementares acima do limite autorizado pela legislação municipal e a ausência de autorização para abertura de crédito especial.

Ao analisar os autos, a procuradora destacou que o município extrapolou o limite legal para abertura de créditos suplementares. Segundo o parecer, a Lei Orçamentária Anual de 2021 autorizava suplementações de até 25% das despesas fixadas, mas o limite foi ultrapassado durante a execução do orçamento. O documento ressalta ainda que a ausência de cópias dos decretos de abertura desses créditos impediu uma verificação mais ampla da extensão das alterações promovidas pela gestão.

As inconsistências não se limitaram às alterações orçamentárias. A auditoria identificou fragilidades no próprio planejamento fiscal do município. Em 2021, a Prefeitura estimou arrecadar R$ 689,1 milhões, mas encerrou o exercício com arrecadação efetiva de R$ 930,3 milhões, uma diferença de R$ 241,2 milhões. Já as despesas foram fixadas em R$ 1,022 bilhão, embora apenas R$ 825 milhões tenham sido empenhados, gerando uma distância superior a R$ 197 milhões entre o previsto e o efetivamente executado.

Para a procuradora Luciana Ribeiro Campos, o cenário demonstra a “necessidade de reavaliação das técnicas de formulação de orçamento do Município de Mossoró”. O parecer acrescenta que “os procedimentos adotados pelo gestor para o planejamento orçamentário do Município podem ser classificados como ineficientes”.

A manifestação ministerial também afasta a tese de que os problemas seriam meramente burocráticos.

Ao tratar das falhas no envio de informações obrigatórias ao Tribunal de Contas, a procuradora registrou que o “descumprimento desses deveres evidencia falha na governança fiscal e desorganização administrativa, não podendo ser tratado como mera impropriedade formal”.

Na conclusão do documento, o MPC é categórico ao afirmar que a gravidade das irregularidades compromete a aprovação das contas. “A irregularidade constatada, diante de sua materialidade e relevância, mostra-se suficiente para macular as contas em exame, ensejando a emissão de parecer desfavorável à sua aprovação”, escreveu Luciana Ribeiro Campos.

Problemas se repetem ao longo da gestão
O parecer sobre 2021 reforça uma sequência de apontamentos feitos pelos órgãos de controle durante o primeiro mandato de Allyson Bezerra.

Nas contas de 2022, o Ministério Público de Contas também opinou pela desaprovação após apontar a abertura de aproximadamente R$ 660,2 milhões em créditos suplementares, o equivalente a 77,55% do orçamento municipal, apesar de a autorização legislativa prever limite de 25%. O órgão ainda registrou falhas na prestação de informações obrigatórias.

Em 2023, o MPC voltou a recomendar a rejeição das contas, destacando excesso na abertura de créditos suplementares, atrasos expressivos no envio de demonstrativos fiscais e inconsistências contábeis. O parecer ministerial chegou a mencionar que os fatos poderiam configurar, em tese, atos de improbidade administrativa.

Já em relação ao exercício de 2024, ainda não há parecer definitivo do Ministério Público de Contas. No entanto, o relatório técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal identificou novos achados relevantes, entre eles o envio inadequado de documentos obrigatórios da prestação de contas, atrasos na remessa da LDO e da LOA, abertura de R$ 683,4 milhões em créditos suplementares, cerca de 60% do orçamento inicial, apesar do limite legal de 25%, além da contratação de R$ 120,5 milhões em operações de crédito sem que os auditores tenham identificado autorização legislativa específica.

O relatório também apontou divergências contábeis expressivas, incluindo uma diferença patrimonial de R$ 2,5 bilhões, considerada pelos auditores capaz de comprometer a análise da real situação patrimonial do município.

Julgamento ainda será realizado
Os pareceres do Ministério Público de Contas possuem caráter opinativo e não representam decisão definitiva. Caberá ao Pleno do Tribunal de Contas do Estado emitir o parecer prévio sobre cada exercício. Posteriormente, o julgamento político das contas será realizado pela Câmara Municipal de Mossoró.

Ainda assim, a repetição dos apontamentos chama atenção. Caso o TCE acompanhe os entendimentos do Ministério Público de Contas, Allyson Bezerra poderá acumular pareceres ministeriais pela desaprovação das contas de 2021, 2022 e 2023, enquanto as contas de 2024 já chegam à fase de instrução marcadas por novos achados relevantes.

Mais do que episódios isolados, os relatórios dos órgãos de controle sugerem um padrão de fragilidades no planejamento orçamentário, na execução fiscal, na transparência das informações e na consistência das demonstrações contábeis ao longo do primeiro mandato da atual gestão municipal.


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DISPUTA AO SENADO PODE REGISTRAR QUEDA NO NÚMERO DE CANDIDATOS NO RN

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A disputa pelo Senado Federal no Rio Grande do Norte tem apresentado uma redução gradual no número de candidatos ao longo das últimas eleições. Em 2018, quando duas vagas estavam em disputa, o pleito reuniu 15 concorrentes. Em 2022, com apenas uma cadeira em jogo, foram 10 candidatos registrados. Já para 2026, também com duas vagas disponíveis, apenas sete pré-candidaturas foram colocadas até o momento, número que pode sofrer alterações até as convenções partidárias, mas que já aponta para uma tendência de diminuição da concorrência.

A mais recente movimentação ocorreu nesta semana, com o anúncio da pré-candidatura da professora e militante feminista Sônia Godeiro, do PSOL. Ela se junta aos nomes já colocados por Styvenson Valentim (Podemos), Zenaide Maia (PSD), que disputam a reeleição; além de Coronel Hélio (PL), Samanda Alves (PT), Rafael Motta (PDT) e Sandro Pimentel (PSOL).

Em 2018, o cenário era bastante diferente. Além dos vencedores Styvenson Valentin (Rede) e Zenaide Maia (PHS), participaram da disputa nomes como Garibaldi Filho (MDB), Geraldo Melo (PSDB), Antônio Jácome (Podemos), Magnólia Figueiredo (SDD), Alexandre Motta (PT) e outros oito candidatos de partidos menores. Naquele ano, a eleição ficou marcada pela forte renovação política, com a derrota de lideranças tradicionais que durante décadas ocuparam espaços centrais na política potiguar.

Fragmentação em 2022
Já em 2022, com a disputa concentrada em apenas uma vaga, o número de candidaturas caiu para dez.

O pleito acabou polarizado entre Rogério Marinho (PL), Carlos Eduardo Alves (PDT) e Rafael Motta (PSB), com vitória do ex-ministro do Desenvolvimento Regional.

O resultado alimentou uma avaliação recorrente nos bastidores políticos. Somados, Carlos Eduardo e Rafael Motta alcançaram cerca de 950 mil votos, superando os 708 mil obtidos por Rogério Marinho.

Para analistas do cenário, a fragmentação do eleitorado de centro e centro-esquerda acabou favorecendo a vitória do candidato apoiado pelo bolsonarismo.

Capital Político e financeiro reduz concorrência
Para o cientista político José Antônio Spinelli, a própria natureza da disputa ao Senado ajuda a explicar por que menos candidatos conseguem reunir condições para entrar na corrida. “A eleição para senador é majoritária. Os mais votados são eleitos. Diferentemente da eleição para deputado, não há distribuição proporcional de vagas entre partidos e federações”, explica.

Segundo ele, a disputa ao Senado impõe exigências que acabam funcionando como filtros naturais para os postulantes. “O candidato ao Senado precisa ter um capital político forte, consistente, e uma votação distribuída em todo o Estado. Não pode se concentrar apenas em uma região. Além disso, precisa mobilizar recursos financeiros muito significativos”, observa.

Um exemplo recente dessa barreira foi o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que desistiu de disputar o Senado após o União Brasil informar que não destinaria recursos do fundo eleitoral para a campanha, priorizando a eleição de deputados federais. Sem a estrutura financeira necessária para uma disputa majoritária, ele redirecionou seus planos e confirmou pré – candidatura a deputado estadual.

Spinelli ressalta ainda que a eleição senatorial costuma estar diretamente vinculada às disputas para o Governo do Estado e para a Presidência da República, o que aumenta a necessidade de articulação política e amplia o grau de dificuldade para candidaturas sem estrutura consolidada. “A candidatura ao Senado é muito casada com as candidaturas ao Governo Estadual e à Presidência da República”, afirma.

Apesar da tendência de redução observada nos últimos pleitos, o cientista político pondera que o quadro ainda pode mudar. “Hoje, aparecem algo entre seis e oito candidaturas. Mas isso só será definido efetivamente nas convenções partidárias”, conclui.


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FISIOTERAPIA EM CASA GANHA ESPAÇO E TRANSFORMA A ROTINA DOS PACIENTES

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Receber atendimento fisioterapêutico sem sair de casa tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada por pacientes que necessitam de reabilitação física e enfrentam dificuldades de locomoção. A modalidade domiciliar oferece mais comodidade, acompanhamento individualizado e a possibilidade de adaptar o tratamento à rotina e às necessidades de cada pessoa.

Em um cenário marcado pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crônicas, o serviço vem ganhando espaço por ampliar o acesso à reabilitação, reduzir a necessidade de deslocamentos e contribuir para a recuperação da autonomia e da qualidade de vida dos pacientes.

O atendimento pode ser realizado de forma autônoma e particular, sem a necessidade de intermediários. Nesse modelo, o fisioterapeuta é responsável pela avaliação, elaboração do plano terapêutico e acompanhamento da evolução do paciente, devendo manter registro ativo no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO), além de cumprir exigências éticas e legais, como a manutenção de prontuários e do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Na prática, o crescimento da procura por esse tipo de assistência pode ser observado na trajetória do fisioterapeuta Dennis Victor, que atua em Natal e na Região Metropolitana. Formado há seis anos pela UNI-RN, ele iniciou a carreira em uma clínica vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde atendia principalmente pacientes das áreas de ortopedia e reumatologia.

A mudança para os atendimentos domiciliares aconteceu durante a pandemia da Covid-19, quando recebeu o convite para acompanhar em casa uma paciente que já era atendida por ele na clínica.
“Me formei há seis anos e comecei a trabalhar em uma clínica que realizava atendimentos em saúde pública, incluindo ortopedia e reumatologia. Fiquei lá até o início da pandemia. Depois fui convidado para trabalhar de forma domiciliar na residência de uma paciente que era atendida por mim”, conta.

O que começou como um atendimento específico acabou abrindo caminho para uma nova forma de atuação profissional. Dennis acompanhou inicialmente membros de uma mesma família e, aos poucos, passou a receber novas indicações.

“Primeiro atendi a mãe dela, depois a paciente que tinha diagnóstico de Alzheimer e, posteriormente, a irmã. O boca a boca e a divulgação nas redes sociais abriram portas para que hoje eu atenda vários domicílios com diversos diagnósticos diferentes”, relata.

Atualmente, o fisioterapeuta acompanha pacientes com demandas ligadas à ortopedia, reumatologia, neurologia e, principalmente, à geriatria, área voltada à funcionalidade e à qualidade de vida dos idosos.

Segundo ele, a principal razão para o crescimento da procura pelo serviço está relacionada à praticidade proporcionada pelo atendimento em casa.

“Muitas pessoas solicitam o atendimento domiciliar pela comodidade. Em algumas situações, o deslocamento se torna inviável. É um atendimento de forma clínica, mas no conforto da residência do paciente”, explica.

A comodidade, porém, é apenas uma das vantagens, segundo Dennis. “O ambiente domiciliar permite que os exercícios sejam adaptados à rotina diária do paciente, favorecendo a recuperação funcional e contribuindo para o ganho de autonomia em atividades simples, mas essenciais, como caminhar, sentar, levantar ou realizar tarefas domésticas”, explica.

Além da experiência profissional, o fisioterapeuta também leva até a residência dos pacientes os equipamentos necessários para cada tipo de tratamento. Faixas elásticas, pesos, materiais para fortalecimento muscular, recursos para treino de equilíbrio e outros instrumentos terapêuticos fazem parte da rotina dos atendimentos, permitindo que o paciente receba, em casa, um acompanhamento semelhante ao oferecido em clínicas de reabilitação.

Relatos de evolução
Os benefícios da fisioterapia domiciliar podem ser observados em histórias de pacientes que recuperaram movimentos e qualidade de vida após enfrentar graves problemas de saúde. Uma delas é a aposentada Elza Maria de Farias Silva, paciente de hemodiálise há seis anos. Segundo a filha, Adriana Dantas, os anos de 2024 e 2025 foram especialmente difíceis. “Minha mãe é paciente de hemodiálise há seis anos e passou por momentos muito difíceis. Em 2024 e 2025, enfrentou três infartos e depois uma sepse, ficando muito debilitada e sem conseguir andar.”

A recuperação veio de forma gradual, por meio do acompanhamento fisioterapêutico realizado em casa.

“Foi um período de muita luta, mas Deus colocou o fisioterapeuta Dennis no nosso caminho. Com dedicação, cuidado e muito profissionalismo, ele foi essencial na recuperação dela”, afirma Adriana.

Hoje, a aposentada voltou a caminhar. “Após um longo processo de fisioterapia, minha mãe voltou a andar. Sou muito grata a Deus e ao Dennis por ter sido um instrumento de bênção na vida dela. A fisioterapia transforma vidas”, acrescenta.

Outro caso é o da aposentada Matildes Silva de Andrade, de 72 anos, que precisou passar por uma cirurgia para retirada de um meningioma. Após complicações no pós-operatório, ela permaneceu internada por 32 dias e recebeu alta em dezembro de 2025 com paralisia completa do lado esquerdo do corpo.

O filho da paciente, o técnico em radiologia Alexandre Silva de Andrade Vieira, conta que a fisioterapia teve início pouco tempo após a volta para casa. “Minha mãe chegou em casa com o lado esquerdo totalmente paralisado, sem movimento nenhum. Então começou o trabalho de recuperação dos movimentos dos membros do lado esquerdo”, relata.

Com sessões realizadas, em média, três vezes por semana, os resultados começaram a aparecer. “Minha mãe recuperou parte das forças, está recuperando parte do equilíbrio, já fica em pé, tem força nas pernas e nos braços e realiza pequenas caminhadas com ajuda de uma terceira pessoa”, destaca Alexandre.

Para ele, a evolução da mãe está diretamente relacionada ao trabalho de reabilitação, realizado por Dennis. “A evolução da minha mãe no que diz respeito à movimentação se deu por conta do trabalho da fisioterapia feita por Dennis. A esperança é ver minha mãe andando sozinha e, em breve, vamos poder compartilhar esse momento”, conclui.

Atendimento a atletas amadores
Embora boa parte da demanda esteja relacionada à população idosa e a pacientes em recuperação funcional, a fisioterapia domiciliar também atende pessoas mais jovens. Entre elas estão atletas amadores que sofreram lesões durante a prática esportiva e necessitam de acompanhamento especializado para retornar às atividades físicas.

Segundo Dennis, casos envolvendo lesões musculares, articulares e processos de recuperação pós-operatória também fazem parte da rotina dos atendimentos. “Nesses casos, o acompanhamento realizado em casa contribui para acelerar a reabilitação, reduzir o desconforto causado pelos deslocamentos e permitir que o tratamento ocorra em um ambiente familiar, sem comprometer a qualidade da assistência prestada”, explica.


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AUXÍLIO-ALUGUEL PODE SER CHAVE PARA AJUDAR VÍTIMAS A ROMPER CICLO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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Enquanto os casos de violência contra a mulher seguem desafiando as políticas públicas, uma lei federal busca ampliar a proteção às vítimas. Em vigor desde 2023, a Lei nº 14.674 autoriza a concessão de auxílio-aluguel por até seis meses para mulheres que precisam deixar o lar após sofrer violência doméstica, reduzindo um dos principais obstáculos ao rompimento com o agressor: a dependência financeira.

O valor do benefício é definido conforme a situação da vítima e pode ser custeado por estados, municípios e pelo Distrito Federal com recursos da assistência social destinados aos chamados benefícios eventuais. O pagamento não é de responsabilidade do agressor.

A advogada Larissa Nobre explica que, embora a Lei Maria da Penha preveja o afastamento do agressor, a medida nem sempre é viável. “Isso ocorre, por exemplo, quando o imóvel pertence a familiares do autor da violência ou quando o agressor é outro integrante da família, como pai ou irmão. Nesses casos, deixar a residência pode ser a única forma imediata de garantir a segurança da mulher”, diz a advogada.

Como a vítima poderá ter acesso ao auxílio?
Para ter acesso ao benefício, a vítima precisa comprovar sua condição de vulnerabilidade econômica e social. Além disso, a Justiça analisa fatores como dependência financeira, ausência de rede de apoio familiar e impossibilidade de custear uma moradia por conta própria.

“O primeiro passo para quem sofre violência doméstica é procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Na ausência de uma unidade especializada, a denúncia pode ser registrada em qualquer delegacia ou plantão policial. A partir desse atendimento, a vítima poderá solicitar medidas protetivas e ter acesso aos mecanismos previstos na legislação”, destaca Larissa.

A advogada ressalta que muitas mulheres enfrentam medo, dependência emocional e insegurança antes de denunciar o agressor. “Muitas mulheres não querem fazer a denúncia, elas sentem pena, medo, elas estão envolvidas emocionalmente a ponto de, ‘não, eu não quero isso para mim, não, eu vou perdoar’”, lamenta.

A vítima de violência doméstica, segundo Larissa, poderá ser atendida por uma mulher ao chegar na delegacia, de maneira que essa vítima possa se sentir acolhida. “Entrar numa delegacia como vítima de violência doméstica é complicado. Para a pessoa ir até uma delegacia, muitas vezes, a vítima já passou por muitos outros problemas. Até decidir colocar um fim, e ir atrás de uma medida protetiva, lida também com o sentimento de “eu vou realmente atrás de penalizar a outra parte?”, explica.

Quando se fala em violência doméstica, essa violência não se resume às agressões físicas. A vítima, muitas vezes, também pode sofrer violência psicológica, moral, ameaça, além da violência patrimonial.

“Violência doméstica, não é só a agressão, o tapa, a facada, não é só o tiro. Ela pode ser psicológica, do tipo “você não serve de nada, ninguém vai lhe querer porque eu posso fazer isso…” é a humilhação, é aquela “Síndrome da Cinderela”, em casos onde a mulher só serve para fazer serviços domésticos. As ameaças são um tipo de agressão que a gente considera agressão psicológica, mas ela, na Maria da Penha, geralmente vem separada. A psicológica é aquela que diminui, a moral é aquela que humilha a vítima”, detalha.

Já no caso da violência patrimonial, a advogada explica que estaria relacionada a situação financeira, quando a vítima é obrigada a entregar dinheiro ao agressor. “Nós temos a violência patrimonial, exemplo: meu dinheiro eu vou lá e dou todo para meu companheiro, ou meu pai, ou meu irmão agressor. Ou, mesmo não entregando, ele vai lá e faz empréstimos em meu nome, seja meu nome, porque eu sou a única que tem o nome limpo, ou sou a única que tem um crédito na praça”, descreve.

Dados da Violência Contra a Mulher no RN

Os registros de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte apresentaram leve redução de 1,13% entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Dados da Coordenadoria de Informações Estratégicas e Análises Criminais (Coine), da Secretaria de Segurança Pública, mostram que o Estado contabilizou 8.042 ocorrências nos cinco primeiros meses deste ano, contra 8.134 registros no mesmo intervalo do ano passado.

Apesar da queda no total de casos, alguns indicadores considerados graves registraram aumento. O descumprimento de medidas protetivas de urgência cresceu 9,28%, passando de 582 para 636 ocorrências. Já os casos de violência psicológica contra a mulher aumentaram 8,03%, saindo de 361 para 390 registros.

Os números também apontam crescimento de 14,81% nas tentativas de feminicídio, que passaram de 27 para 31 casos. O feminicídio consumado teve alta de 10%, com 11 vítimas entre janeiro e maio deste ano, contra 10 no mesmo período de 2025.

Outro dado que chama atenção é o aumento de 24,59% nos casos de importunação sexual, que subiram de 61 para 76 registros. As ocorrências de violação de domicílio cresceram 15,74%, passando de 108 para 125 casos. Além disso, os registros de violência psicológica praticada por meio de inteligência artificial ou recursos tecnológicos que alteram imagem ou som da vítima tiveram aumento de 25%, passando de quatro para cinco ocorrências.

Por outro lado, alguns dos crimes mais recorrentes apresentaram redução. As ameaças, que lideram o ranking de ocorrências relacionadas à violência doméstica, caíram 2,72%, passando de 2.357 para 2.293 registros. Os casos de lesão corporal diminuíram 0,77%, enquanto as injúrias recuaram 0,61%.

Também houve queda de 8,89% nas vias de fato, de 3,92% nos casos de perseguição (stalking) e de 12,21% nos registros de difamação.

Delegacias da Mulher no RN
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) são a principal porta de entrada para mulheres que buscam denunciar casos de violência doméstica, violência sexual, ameaças e descumprimento de medidas protetivas. Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 12 unidades em funcionamento. Em Natal, o atendimento ocorre por meio da DEAM das zonas Leste, Oeste e Sul e da DEAM da Zona Norte. Além da capital, as delegacias especializadas estão presentes nos municípios de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Mossoró, Assú, Pau dos Ferros, Nova Cruz, Macau e Caicó. As unidades realizam ações de prevenção, acolhimento, proteção e investigação de crimes praticados contra mulheres, integrando a rede estadual de enfrentamento à violência de gênero.

Casa da Mulher Brasileira em Natal
O Governo do Rio Grande do Norte oficializou, em janeiro de 2025, a assinatura do contrato de repasse para a construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira em Natal. O investimento soma R$ 19 milhões e será destinado à implantação de uma estrutura integrada de atendimento às mulheres vítimas de violência. A licitação para início das obras, segundo a Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), está em finalização.

A unidade será construída em um terreno de 368 mil metros quadrados na capital potiguar e reunirá, em um único espaço, serviços especializados como Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Vara Judicial, atendimento psicossocial e alojamento temporário para mulheres em situação de risco.

A iniciativa integra o Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Governo Federal, com objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres no Estado.


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CASO ENVOLVENDO O CABO DEYVISON RELEMBRA SÉRIE DE ATAQUES A POLÍTICOS

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O atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), registrado na noite desta segunda-feira (15), chama atenção para o debate sobre a violência envolvendo figuras políticas no Rio Grande do Norte. Embora a Secretaria Estadual de Segurança Pública tenha informado que, até o momento, não há elementos que indiquem motivação política no caso, o episódio é mais um para a soma de uma série de atentados, assassinatos e tentativas de homicídio em que as vítimas são agentes políticos.

Entre os casos mais emblemáticos estão os assassinatos do ex-prefeito de São José de Campestre, Neném Borges, em 2023; do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, durante a campanha eleitoral de 2024 e do ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral, em 2025. Além disso, políticos em atividade também foram alvo de atentados, como ocorreu com o então candidato a deputado estadual Wendel Lagartixa durante as eleições de 2022.

Cabo Deyvison
O caso mais recente ocorreu em Mossoró, na noite desta segunda-feira (15). O vereador Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel quando homens armados efetuaram diversos disparos.

O parlamentar foi atingido nas pernas e encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde permanece internado em estado estável. Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira, que o acompanhava durante a fiscalização, foi baleado e morreu.

Horas após o crime, dois suspeitos identificados como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel, foram presos em Fortaleza, no Ceará. O veículo utilizado na ação também foi localizado abandonado a cerca de dois quilômetros do local do atentado. De acordo com a Polícia Militar, os dois homens confessaram participação direta no atentado e no homicídio de Alyson Dyego durante a abordagem policial.

Vereador Fábio Vicente
Em março deste ano, o vereador Fábio Vicente da Silva (PL) foi assassinado dentro da própria residência durante a madrugada, em Extremoz, na Grande Natal.

Segundo as investigações, criminosos arrombaram a porta do imóvel e procuraram especificamente pelo parlamentar. Após localizá-lo em um dos quartos, efetuaram diversos disparos. O vereador morreu no local. A Polícia Civil segue investigando tanto a motivação quanto a autoria do crime.

Neném Borges
Em abril de 2023, o então prefeito de São José de Campestre, Joseilson Borges da Costa, mais conhecido como Neném Borges, foi assassinado após um homem invadir sua residência e efetuar disparos de arma de fogo.

O caso teve desfecho judicial em março deste ano, quando Vando Fernandes Gomes foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio. A sentença foi proferida após julgamento no Tribunal do Júri da comarca de Natal.

Prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira

Ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral foi assassinado em Natal, em 2025 – Foto: Reprodução

Um dos casos de maior repercussão nacional ocorreu em agosto de 2024, quando o prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, e seu pai, Sandi Alves de Oliveira, foram mortos durante a campanha eleitoral.

As investigações apontaram que o crime teria sido articulado pela então vice-prefeita Damária Jácome e por sua irmã, a então vereadora Leidiane Jácome. Ambas foram presas em agosto de 2025, no Paraguai, após permanecerem foragidas por quase um ano.

A Polícia Civil concluiu que a motivação do crime estava relacionada a disputas políticas locais. O caso resultou na eleição da viúva do prefeito, Fatinha de Marcelo, para o comando do município.

Miguel Cabral
Em fevereiro de 2025, o ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral, foi assassinado durante um atentado no Largo do Atheneu, em Petrópolis, Zona Leste de Natal.

O político foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto estava com outras pessoas em uma banca de revista. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações identificaram quatro suspeitos de participação direta no crime. Todos foram presos ao longo de 2025 em operações realizadas no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

Wendel Lagartixa e Sargento Gonçalves
Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato a deputado estadual Wendel Lagartixa e o candidato a deputado federal Sargento Gonçalves foram alvo de uma tentativa de homicídio em Ceará-Mirim.

Segundo relatos, homens armados com fuzis e utilizando coletes balísticos desembarcaram de um veículo e iniciaram uma intensa troca de tiros com a equipe de segurança dos candidatos.

Um dos suspeitos morreu no confronto e os demais conseguiram fugir. Nenhum dos candidatos foi atingido.


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POLÍCIA CONFIRMA PIX DE R$ 10 MIL REAIS EM CONTA DE PRESO POR ATENTADO

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O atentado a tiros que deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e matou seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira, ganhou novos desdobramentos na noite desta terça-feira (16). Dois suspeitos presos no Ceará confessaram participação no crime e a investigação passou a analisar um PIX de R$ 10 mil identificado em um dos celulares apreendidos, para averiguar possível relação com a execução do ataque.

O crime ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma transmissão ao vivo realizada pelo parlamentar em frente à UPA do Alto de São Manoel. Homens armados passaram pelo local e efetuaram diversos disparos. Deyvison foi atingido nas pernas, passou por cirurgia para retirada de um projétil e segue internado. Já seu assessor, Alyson Dyego, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Nesta terça-feira, as forças de segurança anunciaram a prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, ambos naturais do Rio Grande do Norte e detidos em Beberibe (CE). Segundo as investigações, eles teriam participação direta no atentado e confessaram envolvimento no crime.

Além das prisões, um novo elemento passou a chamar a atenção dos investigadores. No início da noite desta terça, o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, confirmou ao Diário do RN que um PIX de R$ 10 mil foi localizado em um dos aparelhos apreendidos com os suspeitos.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, também em conversa com o Diário do RN, detalhou que a transferência bancária poderá ajudar a esclarecer a cadeia de financiamento da ação criminosa.

“Tinha uma mensagem de um PIX com o nome da pessoa e o valor de R$ 10 mil. Essa é a informação que a gente tem. Pode estar relacionada à ocorrência, como se fosse um pagamento, mas isso ainda será aprofundado pela Polícia Civil”, explicou.

As autoridades também trabalham com a possibilidade de participação de pelo menos três envolvidos no atentado. Na hora da prisão, os suspeitos tentaram danificar os celulares, mas a Polícia conseguiu recuperar e vai realizar a perícia nos aparelhos. Também foi encontrado com os criminosos, um colete à prova de balas.

Sem intimidação
Enquanto as investigações avançam, Cabo Deyvison afirma que não pretende recuar de sua atuação política e mantém o discurso de enfrentamento ao crime organizado, uma das marcas de sua trajetória pública.

Em vídeo publicado após o atentado, o vereador relacionou o episódio à sua atuação política e policial.
“Em 14 anos de policial militar, cinco anos me dediquei à tropa do Choque, troquei tiro com assaltante de banco e nunca fui atingido. Em um ano e meio de política, tentaram contra a minha vida duas vezes”, afirmou.

O parlamentar também prometeu continuar as denúncias que vinha realizando.

“Vocês não vão conseguir me calar. Eu vou com mais força para cima de vocês”, declarou. Em outro trecho, acrescentou que “nada está descartado, envolvimento político, facção, tudo será investigado”.

Nas semanas que antecederam o atentado, Cabo Deyvison vinha adotando um discurso cada vez mais duro contra facções criminosas. Em vídeo divulgado em maio, citou nominalmente um suposto líder criminoso apontado por ele como responsável por homicídios em Mossoró e fez um desafio público.

“A hora que você quiser me ver, vem atrás de mim. Agora não vem atrás dos meus familiares não, que eu vou atrás de vocês”, declarou.

Repercussão no Estado
O caso provocou reação imediata das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra afirmou ter determinado “empenho total” das forças de segurança e disse acompanhar pessoalmente as investigações.

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, prestou solidariedade ao vereador e cobrou rigor na apuração dos fatos. Também pré-candidato ao governo, Cadu Xavier classificou o episódio como “um ataque à democracia e ao direito à vida”.

O presidente estadual do PL, Rogério Marinho, divulgou nota cobrando rapidez na identificação dos responsáveis. Já o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, defendeu uma investigação “rigorosa, célere e transparente”.

Repercussão nacional
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro associou o atentado ao avanço das facções criminosas no país.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, escreveu.

Ao comentar o armamento utilizado pelos criminosos, Flávio afirmou que o episódio demonstra a capacidade operacional dessas organizações.“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, acrescentou.

O atentado também repercutiu nacionalmente e ganhou espaço em veículos como GloboNews, G1, Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil, UOL e Estadão.


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“SE NÃO CONSEGUI O SENADO, PACIÊNCIA. MAS VOU FICAR FORA DA ELEIÇÃO POR QUÊ?”

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O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, confirmou ao Diário do RN que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026 pelo União Brasil. De volta ao cenário eleitoral, ele também anunciou apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado e sinalizou alinhamento com a candidatura à reeleição da senadora Zenaide Maia.

O retorno ocorre poucos meses após Carlos Eduardo ter visto frustrado o projeto de disputar uma vaga ao Senado pelo próprio União Brasil. À época, o ex-prefeito chegou a afirmar que havia perdido o estímulo para participar da eleição, adotou postura discreta nos bastidores e praticamente mergulhou no silêncio político.

Agora, após entendimentos com lideranças da legenda, entre elas o deputado estadual Kleber Rodrigues e o presidente estadual do partido, José Agripino Maia, ele volta ao processo eleitoral ocupando espaço na chapa proporcional.

Questionado sobre o fato de disputar a eleição pelo mesmo partido que não viabilizou sua candidatura ao Senado, mesmo tendo o terceiro maior fundo partidário do país, Carlos Eduardo afirmou que não pretende fazer política olhando para episódios passados.

“Se eu fizer política com retrovisor, é melhor deixar a política”, declarou.

Segundo Carlos Eduardo, a decisão de disputar o mandato de deputado estadual foi tomada após ouvir apoiadores e eleitores que defendiam sua permanência na política.

“Entrei em contato com muitos eleitores aqui em Natal e, de forma unânime, todos achavam que eu deveria participar da eleição. Não podia ficar fora da eleição”, afirmou.

O ex-prefeito disse que, mesmo sem conseguir viabilizar a candidatura ao Senado, não fazia sentido permanecer afastado da disputa.

“Se não consegui o Senado, paciência. Mas vou ficar fora da eleição por quê? Tem uma parcela da opinião pública que é meu eleitor”, declarou.

A definição da candidatura ocorreu após entendimentos com lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Kleber Rodrigues, um dos coordenadores da pré-campanha de Allyson.

“O consenso é exatamente isso. Sou pré-candidato a deputado estadual e vou apoiar Allyson”, resumiu.

Na composição majoritária, Carlos Eduardo indicou que acompanhará a posição da Federação União Progressista em relação à senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição.

“Eu não posso deixar o partido apoiar Zenaide e eu ser candidato do partido sem apoiá-la. Acho que vai ser um apoio natural”, afirmou.

Já sobre a segunda vaga ao Senado, a disputa para deputado federal e a eleição presidencial, disse que ainda não há definições.

“Vou avaliar coletivamente. Não vou tomar nenhuma posição divergente do conjunto da Federação”, ressaltou.

Frustração não impede retorno
Segundo o ex-prefeito, na época, em que teve o apoio à candidatura ao Senado negado, a direção nacional do partido comunicou ao presidente estadual da legenda, José Agripino Maia, e a Allyson Bezerra que a prioridade seria ampliar a bancada federal da sigla.

“Foi dito que o objetivo do partido era eleger 60 deputados federais e que não haveria fundo eleitoral para o Senado”, afirmou.

Carlos Eduardo também garantiu que, por esse motivo, sua candidatura à Assembleia não dependerá de recursos partidários.

“Vou ser candidato independente de ajuda. Isso não foi tratado”, disse.

Apoio a Kleber na Assembleia
Questionado sobre uma eventual candidatura de Kleber Rodrigues à presidência da Assembleia Legislativa, Carlos Eduardo afirmou que o tema não foi discutido formalmente, mas deixou claro que não terá objeções, caso seja eleito.

“Posso votar em Kleber tranquilamente. Se ele for candidato a presidente, voto tranquilamente com ele”, declarou.

A posição reforça a aproximação política entre Carlos Eduardo, Kleber Rodrigues e o grupo liderado por Allyson Bezerra na construção do projeto eleitoral para 2026.


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A FORÇA DA FÉ: O RELATO DE ESPERANÇA DE LUIS HENRIQUE PELA CURA DE HELGA OLIVEIRA

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A rotina vibrante das redações deu lugar, nos últimos dias, a uma vigília silenciosa e movida pela fé. O jornalista e empresário Luis Henrique tem compartilhado, com transparência e emoção, os bastidores da maior batalha que ele e sua esposa, a jornalista Helga Oliveira, já enfrentaram em quase três décadas de união. Luis usa sua voz e sua fé como ferramentas fundamentais no processo de cura de Helga.

Helga Oliveira convive há cinco anos com um quadro de leucemia crônica e uma rotina de tratamento a qual já estavam familiarizados. Mas na última semana, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, condição que a levou à internação. No entanto, os boletins mais recentes trazem notícias que renovam o fôlego da família: o quadro clínico apresenta uma evolução positiva, sinalizando que o corpo tem respondido bem aos cuidados médicos. “Ela está no melhor lugar, que é a Liga, sob os cuidados de médicos abnegados, pessoas incríveis. Ela está se esforçando pra caramba. O quadro clínico dela apresentou uma melhora. Os exames estão melhorando. É um quadro delicado ainda, mas é um quadro de melhora”, contou Luis Henrique em conversa com o Diário do RN na tarde desta segunda-feira (15).

O Poder da Oração
Para Luis Henrique, a medicina e a espiritualidade caminham lado a lado. Ele tem sido o motor de uma robusta corrente de orações que atravessa as redações de Natal, alcança amigos e até mesmo desconhecidos. “A fé é o que nos sustenta”, afirma o jornalista, que vê em cada pequena melhora de Helga um testemunho de que a energia positiva e as preces têm surtido efeito.

“Eu digo a mesma coisa sempre: a ciência está fazendo o trabalho dela, com aqueles profissionais abnegados, extraordinários; a gente está fazendo o nosso papel aqui fora com a fé. Então, a única coisa que eu peço aos amigos para essa mensagem ecoar é que continuem rezando e orando pelo pulmão de Helga. E ela está se esforçando para continuar fazendo a diferença aqui na vida dos que gostam dela e principalmente da família. É fé, ciência e ela fazendo o esforço dela”

Essa mobilização coletiva tem sido um bálsamo para o casal, que é muito querido na comunicação potiguar. A cada postagem ou mensagem de apoio, Luis Henrique reforça que o carinho recebido é um combustível essencial para enfrentar os dias de espera no hospital.

Rotina em Família: Pedro e Caio

No centro dessa jornada estão os filhos do casal, Pedro e Caio. “Caio tem 11 anos, é uma criança autista nível 2 de suporte. Então, é a criança que pergunta pela mãe. A gente diz que ela está dodói, mas que está no hospital e vai voltar. E Pedro, com 16 anos, é um menino super maduro muito crente na fé, já esteve com a mãe, já visitou ela. Ele está consciente e está firme na fé”

A rotina da casa, embora adaptada às necessidades do tratamento de Helga, é mantida com a serenidade de quem confia no amanhã. Luis Henrique destaca o papel dos meninos como fontes de motivação. Para ele, o dia a dia com os filhos é um lembrete constante do que está em jogo: a reconstrução da normalidade e a volta de Helga para o seio do lar. “Sabemos que este é um processo, mas a vitória já está desenhada”, compartilha Luis Henrique.

Luis Henrique e Helga são pais de Pedro e Caio. O jornalista destaca o papel dos filhos como fontes de motivação: “A vitória já está desenhada” – Foto: Reprodução

Olhar para o Futuro
O processo de cura de Helga Oliveira é, acima de tudo, uma lição de resiliência. Enquanto o tratamento segue os protocolos necessários, a corrente de orações permanece ativa.

“O meu clamor é esse, porque eu sei da força, do poder da oração, todos nós sabemos e ela, ela está firme. Eu estou lá duas vezes, três vezes por dia, eu vou lá no ouvidinho dela e converso, converso dizendo tudo que está acontecendo e essa é uma das coisas que eu mais tenho dito quando eu fico de joelho lá e faço as minhas orações: ‘olha tem muita gente aqui torcendo e rezando e orando por você, irmãos espíritas, irmãos evangélicos, irmãos católicos, geral mesmo, geral’. É um conforto saber que tem tanta gente que para um minutinho do seu dia para ler, orar… às vezes, para uma pessoa que nem conhece, mas que com certeza está emanando com a gente”, relata Luis.

A expectativa de amigos, familiares e colegas de profissão é uma só: ver Helga de volta à sua rotina, com a mesma energia e paixão que sempre dedicou a tudo que se propõe a fazer.

Até lá, a família segue unida, sob o comando de um Luis Henrique que hoje escreve — com a vida — uma das matérias mais importantes de sua carreira: a história de uma cura fundamentada no amor e na fé inabalável.

PIONEIRA
Helga Oliveira é uma das grandes pioneiras do jornalismo esportivo no Rio Grande do Norte. Sua importância para a crônica esportiva potiguar se deve principalmente ao fato de ter sido uma das primeiras mulheres a ocupar esse espaço, especialmente na televisão, em uma época em que o ambiente era quase exclusivamente masculino. Helga ajudou a abrir caminhos para as gerações de mulheres que hoje atuam na cobertura de clubes como ABC e América, e em grandes eventos esportivos no estado.

Além da trajetória marcante no esporte, Helga tem uma carreira consolidada e é muito respeitada pela sua atuação na comunicação potiguar. Atualmente, ela também é reconhecida por seu trabalho de conscientização sobre o autismo (com o projeto @papointerior) e por sua paixão por séries turcas (@turquiaemcena).


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OS ERROS QUE PODEM CUSTAR CARO E OS ACERTOS QUE IMPULSIONAM A SUCESSÃO

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Faltando apenas dois meses para o início da campanha eleitoral para as eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte já está em pleno andamento nos bastidores, redes sociais e agendas dos principais pré-candidatos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). A reta final ainda está distante, porém, já revela estratégias, fortalezas e fragilidades.

Para o jornalista Heitor Gregório, na política, cada momento tem dinâmica própria. Sendo o ex-prefeito de Mossoró, o melhor em presença nas redes sociais, além da agenda que inclui um rodízio pelos municípios do estado e agendas políticas. “Essa combinação tem ampliado sua visibilidade”, acredita.

Com relação a Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, Heitor avalia que o pré-candidato do Partido Liberal, “ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital”.

“Em relação à pré-campanha de Álvaro Dias, percebe-se que a atuação do companheiro de chapa, Babá Pereira, tem sido fundamental na interlocução com prefeitos e lideranças do interior. No entanto, o próprio pré-candidato ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital. Além disso, embora integre a aliança, o senador Styvenson Valentim não mantém uma agenda conjunta frequente com Álvaro, algo que era esperado por muitos aliados e observadores políticos”, considerou.

No que diz respeito ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, para o jornalista, falta uma integração nas atividades de pré-campanha, de forma que possa melhorar o desempenho do denominado “Time Lula”, formado por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado, “poderia contribuir para fortalecer essa estratégia, principalmente por Rafael ser um nome conhecido em todo o RN”.

“Mas a campanha ainda vai começar, teremos o horário gratuito de TV, a campanha de rua, dentre outros, que interferem no processo”, pontuou.

Heitor Gregório avalia mudanças: “A campanha ainda vai começar” – Foto: Reprodução

A jornalista e comentarista política Daniela Freire, destaca que a pré-campanha segue “acirrada, adiantada e com fôlego entre os três principais nomes”.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na avaliação da jornalista, até o momento, foi o pré-candidato que mais errou, tanto na escolha de mirar em Allyson, quanto na condução da pré-campanha por parte da própria equipe. Já com relação a Cadu, ainda de acordo com a jornalista, as pesquisas mostram uma aproximação dos adversários. Sobre Allyson, seu maior problema seria a ausência de palanque nacional.

“Na minha avaliação, quem mais errou até agora foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, não apenas no adversário em que ele tem mirado neste momento a sua munição, que é no pré-candidato Allyson Bezerra, mas na forma como ele próprio e sua equipe têm conduzido as suas falas em entrevistas, o que tem refletindo repercussões negativas, como no caso da UERN, que ele sugeriu a possibilidade de privatizar ou federalizar”, destacou.

Daniela Freire: “Campanha acirrada entre os três principais nomes” – Foto: Reprodução

Com relação ao pré-candidato Cadu Xavier, além de uma aproximação com os adversários, para ela, a grande expectativa será quando “Cadu de Lula” terá a assinatura oficial do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e se esse trunfo será capaz de reverter os números das sondagens definitivamente, já que Lula é considerado o maior transferidor de votos do Rio Grande do Norte.

“Sobre Allyson, líder na maior parte das pesquisas, tem também um problema importante, na minha avaliação, a ausência de palanque nacional. Quem é o presidente de Allyson Bezerra?”, avaliou.

O comentarista político Carlos Santos lembra que, embora exista uma data oficial determinada pela Legislação Eleitoral para o início da campanha oficial, sempre há, por outro lado, o que denomina de “jeitinho brasileiro”, para adiantar o período, “onde todos podem tudo, menos pedir explicitamente voto, etc”.

Até o momento, para ele, ainda não existe nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Sobre quem lidera a corrida? Allyson Bezerra, seguido por Álvaro Dias e Cadu Xavier, que segue se arrastando na disputa.

“Enfim, uma hipocrisia permitida e permissiva. Numa avaliação geral, não vejo nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Há um nome na dianteira, Allyson Bezerra, um segundo lugar intocável de Álvaro Dias (o que já ocorria com Rogério Marinho, a quem ele substituiu). Na terceira colocação distante, Cadu Xavier, que mesmo lançado em fevereiro do ano passado, ainda não tracionou. Porém, tudo é cedo e é pré-campanha. Lá adiante saberemos se essas peças terão alteração. Teremos o peso dos programas em rádio e TV no afunilamento e outros fatores que vão determinar o que é mais palatável à massa-gente, ou seja, ao eleitor”, considerou.

Três estratégias diferentes
O maior acerto de Álvaro, conforme a análise de Saulo Spinelly, teria sido a intensificação das viagens e encontros políticos no interior do estado. “Seu principal acerto foi entender que a eleição estadual não se vence apenas na capital. Desde então, passou a intensificar viagens, reuniões regionais e encontros com prefeitos, vereadores e lideranças do interior”, afirmou.

Sobre os pontos positivos do caminho adotado por Álvaro até aqui, para ele, seriam o crescimento no interior do estado, um discurso mais definido ideologicamente, além de uma estrutura política em expansão e boa capilaridade junto aos prefeitos.

Com relação aos pontos negativos, Spinelly destacou que o pré-candidato “ainda carrega uma imagem de um candidato mais velho, precisa transformar apoios políticos em transferência efetiva de votos e tem, também o desafio de não ficar excessivamente dependente da polarização nacional.

“Hoje, a estratégia de Álvaro parece ser a mais tradicional: muito contato presencial, articulação política e fortalecimento de bases municipais”, destacou.

Allyson Bezera, para ele, seria o candidato com maior força digital e alto impacto de imagem.

“Se Álvaro apostou no municipalismo, Allyson apostou na comunicação. Sua pré-campanha tem sido marcada por forte presença digital, vídeos de grande alcance e uma estética de campanha moderna, muito próxima do universo do TikTok e das redes sociais. Foi uma estratégia eficiente para manter seu nome em evidência mesmo antes do período eleitoral”, enfatizou.

Os pontos positivos de Allyson estariam justamente na comunicação eficiente, no conhecimento do alto índice de conhecimento popular, forte identificação com o eleitor mais jovem e na capacidade de pautar o debate político.

Spinelly considera, no entanto, que, apesar da força digital, o ex-prefeito de Mossoró erra no que considera “excesso de centralização na imagem pessoal, dependência elevada das redes sociais, necessidade de ampliar discurso estadual e menor presença física em algumas regiões quando comparado ao ritmo municipalista de Álvaro.

“O principal desafio de Allyson será mostrar que sua candidatura representa mais do que uma comunicação moderna. Em algum momento, precisará aprofundar propostas e consolidar alianças fora do eixo Mossoró-redes sociais”, esclarece.

Sobre Cadu Xavier, Saulo acredita que o ex-secretário da Fazenda ainda busca um protagonismo.

“Entre os três, Cadu foi quem largou mais atrás. Por não possuir histórico eleitoral nem mandato, iniciou a pré-campanha praticamente desconhecido para grande parte do eleitorado. Seu crescimento nos últimos meses, entretanto, mostra que a estratégia do governo começou a surtir efeito. O petista passou a ocupar mais espaço nas redes, intensificou agendas pelo estado e começou a assumir o papel de defensor do legado da governadora”, considerou.

Os pontos positivos de Cadu, para Saulo, estariam no crescimento mostrado nas pesquisas, uma estrutura governista consolidada, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra, além do discurso técnico e preparado para debates.

Já os pontos negativos estariam no baixo conhecimento popular em parte do eleitorado, em carregar naturalmente o desgaste do governo estadual e comunicação ainda considerada tímida quando comparada aos adversários.

“A principal mudança observada recentemente foi o aumento do tom político. O Cadu técnico começa a dar lugar ao Cadu candidato, mais disposto ao enfrentamento e ao debate público”, avaliou.

As estratégias podem mudar?

Saulo Spinelly: “Nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva” – Foto: Reprodução

Spinelly, acredita que não apenas podem. Provavelmente vão: “A pré-campanha é uma fase de posicionamento. A campanha oficial costuma ser outra eleição. É possível que: Álvaro intensifique ainda mais o discurso municipalista e de gestão; Allyson reduza a pirotecnia digital e passe a apresentar mais propostas e conteúdo programático; Cadu assuma postura mais combativa e nacionalize parte do debate com a presença de Lula e do PT. O cenário atual sugere que nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva de candidato. E é justamente por isso que, apesar das pesquisas e dos movimentos já realizados, a disputa pelo Governo do RN continua aberta. Os próximos meses serão decisivos para saber quem conseguirá transformar visibilidade em voto, estrutura em mobilização e narrativa em liderança eleitoral”, pontuou.

Tendência para os próximos meses
Se a pré-campanha tem sido marcada por movimentos de posicionamento, a


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MARINHO ADMITE DESGASTE DE FLÁVIO APÓS REVELAÇÃO DE ÁUDIOS COM VORCARO

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Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, admitiu que o caso “Dark Horse” provocou desgaste político e afetou a trajetória do pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao jornal O Globo neste fim de semana, Marinho afirmou que o impacto poderia ter sido menor caso a relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro tivesse sido tornada pública anteriormente.

Ao comentar a repercussão do episódio, o senador reconheceu que houve falha na condução política do caso.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande”, afirmou.

A declaração chama atenção por representar um reconhecimento explícito de que a crise teve consequências eleitorais. Até então, aliados do pré-candidato vinham concentrando esforços em contestar as críticas e minimizar os efeitos da polêmica.

Marinho não negou o desgaste. Pelo contrário, admitiu que o episódio atingiu a campanha.
“Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, declarou.

Apesar disso, procurou relativizar os efeitos de longo prazo e defendeu que o cenário eleitoral ainda está em aberto.

“Uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, disse, ao argumentar que a disputa presidencial será definida ao longo dos próximos meses.

O senador também voltou a defender a legalidade da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Segundo ele, não houve qualquer favorecimento político ou atuação institucional em benefício do empresário.

“Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B”, afirmou.

Na mesma resposta da entrevista, Marinho comparou a repercussão do episódio envolvendo Flávio ao tratamento dado a encontros mantidos por Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, houve pesos diferentes na avaliação dos dois casos.

“Ele foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário. Não há perplexidade nem indignação”, argumentou.

Questionado sobre a promessa de divulgação da prestação de contas relacionada ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, Marinho disse esperar que o assunto seja encerrado após a apresentação dos documentos.

“Esperamos que após a prestação de contas, que será feita, as pessoas possam virar essa página e entender que nós temos um Brasil para discutir”, afirmou.

O senador também afastou qualquer possibilidade de substituição de Flávio na disputa presidencial, mesmo diante das turbulências provocadas pelo caso.

“Flávio é o nosso plano A, B, C e F”, resumiu.

A polêmica sobre o caso Dark Horse
A polêmica veio à tona após reportagens da The Intercept Brasil revelarem diálogos e mensagens que expuseram a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas tratavam do financiamento do projeto “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, estimada em mais de R$ 134 milhões. As reportagens levantaram questionamentos sobre a proximidade entre o pré-candidato e o banqueiro e sobre a transparência da captação de recursos para o filme.

A divulgação do material provocou forte repercussão política e ampliou as cobranças por explicações sobre a relação com Vorcaro e a origem dos recursos destinados ao projeto. Desde então, aliados de Flávio sustentam que se trata de uma relação privada, sem contrapartidas ou favorecimentos políticos, enquanto a campanha tenta conter os efeitos do episódio, que acabou refletindo nas pesquisas de intenção de voto.


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MOSSORÓ FESTEJA O SÃO JOÃO E MP PROCESSA PMM POR COLAPSO NA SAÚDE DE CRIANÇAS

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Enquanto milhares de pessoas lotavam as ruas de Mossoró para participar do Pingo da Mei Dia, evento que abriu oficialmente o Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas populares do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual levava à Justiça uma denúncia que expõe uma grave crise na saúde pública municipal. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Mossoró após identificar falhas graves e a interrupção de serviços essenciais no Ambulatório Materno Infantil (AMI), unidade responsável pelo atendimento especializado de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres de Mossoró e de municípios da região Oeste.

A ação foi protocolada em 3 de junho de 2026 pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais e tem origem no Inquérito Civil nº 04.23.2021.0000066/2026-72, instaurado após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público por meio da Manifestação nº 3509324012026-1. Durante a investigação, a equipe técnica do órgão elaborou o Relatório Técnico nº 002/2026, documento que descreve um cenário de “desassistência sistêmica” e “risco iminente de colapso” nos serviços prestados pelo AMI.

Os números indicam que o problema vinha se agravando há meses. Os atendimentos psicológicos realizados pelo AMI caíram de 192 em dezembro de 2025 para 142 em janeiro de 2026 e apenas 71 em fevereiro deste ano. Para o Ministério Público, a redução demonstra o progressivo esvaziamento operacional da unidade até o colapso dos serviços.

Durante inspeção ministerial realizada em 19 de maio de 2026, a própria direção do ambulatório confirmou que os serviços de Psicologia e Psicopedagogia estavam totalmente suspensos desde 15 de abril. A paralisação ocorreu após o encerramento dos contratos temporários dos profissionais que atuavam no local.

Como consequência, mais de 200 crianças com suspeita de transtornos mentais e do neurodesenvolvimento ficaram sem acompanhamento especializado, sem emissão de laudos diagnósticos e sem encaminhamento para serviços de referência, como o CAPS Infantil e o Centro Especializado em Reabilitação. Segundo a Promotoria, a interrupção dos atendimentos pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas crianças, gerando prejuízos muitas vezes irreversíveis.

Após nova vistoria e análise técnica, entretanto, a Promotoria concluiu que as medidas adotadas não foram suficientes para evitar a interrupção dos serviços. A ação destaca que o Município possuía concurso público vigente e candidatos aprovados em cadastro de reserva, mas não realizou a reposição imediata dos profissionais cujos contratos temporários foram encerrados.

Na ação judicial, o Ministério Público pede que a Justiça determine ao Município o restabelecimento integral dos atendimentos de Psicologia e Psicopedagogia do AMI no prazo máximo de 15 dias, mediante convocação imediata dos aprovados no concurso público ou, alternativamente, por contratação emergencial temporária. Em caso de descumprimento, o órgão requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao gestor municipal.

O processo já tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró. Em despacho assinado em 8 de junho de 2026, o juiz Pedro Cordeiro Júnior decidiu ouvir previamente o Município antes de analisar o pedido de tutela de urgência. O magistrado concedeu prazo de 72 horas para manifestação da Prefeitura e registrou que, diante das peculiaridades do caso, considerava prudente ouvir a parte contrária antes de decidir sobre a liminar. Encerrado o prazo, com ou sem resposta do Município, o processo deverá retornar para apreciação do pedido ministerial.

Até o fechamento desta edição, não havia decisão sobre a concessão da tutela de urgência requerida pelo Ministério Público.

O caso chama atenção pelo contraste entre a realização de um dos maiores eventos festivos do estado e a situação encontrada na principal unidade de atendimento materno-infantil da região. Embora a ação não atribua responsabilidade pessoal ao ex-prefeito Allyson Bezerra, os documentos do Ministério Público mostram que a redução dos atendimentos e a insuficiência de profissionais já vinham sendo registradas antes da suspensão total dos serviços, quadro que culminou na judicialização da questão.

Para a Promotoria, houve esgotamento das tentativas de solução administrativa e a intervenção do Poder Judiciário tornou-se necessária para garantir o direito à saúde de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres que dependem do AMI.


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JORNALISTA POTIGUAR VIVE BASTIDORES DA SELEÇÃO BRASILIERA NA COPA 2026

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Enquanto muitos potiguares se preparam para torcer pela Seleção Brasileira diante das telas, uma mossoroense está vivendo o sonho do hexacampeonato de um ângulo privilegiado. Atalija Lima, gerente de redes sociais da Uber para a América Latina, uma das empresas patrocinadoras da CBF, ganhou os gramados norte-americanos para coordenar a estratégia digital da marca, acompanhar influenciadores e produzir conteúdo exclusivo diretamente dos bastidores.

Para Atalija, estar em Nova York para o primeiro jogo da Seleção tem um significado que mistura o sucesso profissional com uma realização pessoal antiga. “Eu vivi a Copa de 2014 no Brasil, fui a dois jogos em Natal, mas não cheguei a ver a Seleção Brasileira. Essa vai ser a primeira vez que vou conseguir ver o Brasil jogando em uma Copa. É muito especial combinar o lado profissional com essa paixão pessoal”, revelou a jornalista em conversa com o Diário do RN.

Acesso aos ídolos
A rotina nos Estados Unidos tem sido intensa e gratificante. Durante a fase final de treinamentos nesta semana, Atalija teve acesso direto aos craques que buscam o título mundial. “Foi uma experiência surreal. Eu jamais imaginei que estaria em um lugar com poucas pessoas, tendo acesso a ídolos como Vini Júnior, Neymar, Endrick e ao próprio técnico Ancelotti. Ver o planejamento tático e depois poder interagir com eles foi algo que só o meu trabalho poderia proporcionar”, conta a jornalista.

Ela também revela que essa proximidade com a seleção tem feito o coração de torcedora bater diferente.

“Confesso que alguns meses atrás eu não estava com expectativa muito grande, mas não tem como você não se contagiar estando aqui, vendo a seleção, vendo a empolgação dos torcedores brasileiros. Então agora eu estou muito confiante. Eu não sei se o Hexa vem, mas eu tenho certeza já que a gente chega bem longe”.

Nova York dividida: Futebol vs. NBA
Apesar da presença brasileira, Atalija observa que o clima de “Copa do Mundo” nos Estados Unidos ainda é diferente da efervescência vivida no Brasil. Segundo ela, o foco dos nova-iorquinos no momento está dividido.

“O pessoal aqui de Nova York ainda não entrou totalmente no clima, principalmente porque os New York Knicks estão nas finais da NBA. A Copa acaba sendo um assunto secundário para eles agora, mas nada que a chegada em massa dos brasileiros na cidade não resolva”, diverte-se.

Um papo de cinema: o encontro com Spike Lee

Entre os lances táticos e a produção de conteúdo, Atalija Lima viveu um momento que ela define como “completamente surreal”: um encontro descontraído com o lendário cineasta norte-americano Spike Lee.

Conhecido por ser um fervoroso torcedor e fã da cultura brasileira, Spike Lee estava acompanhando o treino da Seleção quando Atalija se aproximou. “Ele estava sendo super solícito. Cheguei para pedir uma foto e dizer que era fã, e ele simplesmente disse: ‘não, senta aqui do meu lado, vamos bater um papo’”, relata a potiguar.

O diálogo, que durou alguns minutos, teve até espaço para geografia e elogios. “Ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse Brasil, ele quis saber o local exato, pois o país é muito grande. Expliquei que era de Natal, no Nordeste. Ele ainda elogiou meu cabelo e me perguntou se eu iria ver o jogo dos Knicks”, conta Atalija, impressionada com a simplicidade do diretor. “Ele foi adorável e estava genuinamente interessado no que eu tinha para falar. Agradeço muito à Seleção por essa oportunidade”, finaliza


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GUAMARÉ PERDE MAIS DE R$ 45 MILHÕES DE ARRECADAÇÃO EM APENAS DOIS ANOS

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Guamaré vem registrando uma expressiva redução em seus cofres públicos. Os dados fiscais mostram que a arrecadação municipal caiu mais de R$ 45 milhões entre 2024 e 2025 e segue em trajetória de queda nos primeiros meses de 2026.

De acordo com os números dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO), a arrecadação total de Guamaré alcançou R$ 279.705.774,36 em 2024. No ano seguinte, o montante recuou para R$ 234.380.352,02, representando uma perda de R$ 45.325.422,34 em apenas um ano, o equivalente a uma redução de aproximadamente 16,2%.

A queda foi impulsionada principalmente pela redução das receitas de ICMS e ISS, duas das principais fontes de arrecadação do município. Os repasses de ICMS passaram de R$ 135.816.908,32 em 2024 para R$ 108.850.517,29 em 2025, uma diminuição de R$ 26.966.391,03, correspondente a quase 20%.

Já a arrecadação de ISS caiu de R$ 29.649.394,94 para R$ 22.193.004,11, uma perda de R$ 7.456.390,83, equivalente a 25,1%.

Na contramão da tendência de queda, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou crescimento. Os repasses federais passaram de R$ 30.461.556,62 em 2024 para R$ 33.717.341,83 em 2025, um aumento de R$ 3.255.785,21, ou 10,7%. Apesar disso, o incremento não foi suficiente para compensar as perdas registradas nas receitas ligadas à atividade econômica local.

A tendência de retração também é observada nos dados mais recentes. No primeiro bimestre de 2024, o município arrecadou R$ 106.782.397,21. Em 2025, no mesmo período, as receitas somaram R$ 76.244.854,01. Já em 2026, a arrecadação caiu para R$ 66.581.488,14.

A comparação entre os primeiros bimestres de 2024 e 2026 revela uma redução de R$ 40,2 milhões, correspondente a uma queda de 37,6%. Em relação ao primeiro bimestre de 2025, a perda foi de R$ 9,66 milhões, ou 12,7%.

Os números evidenciam uma crescente frustração de receitas em um município historicamente beneficiado por elevados repasses provenientes da atividade industrial e petrolífera. Embora Guamaré continue entre as cidades com maior capacidade de arrecadação do Estado, a diminuição dos recursos disponíveis reduz a margem financeira da administração municipal para investimentos, obras e ampliação de serviços públicos.

O cenário exige atenção da gestão municipal, uma vez que a manutenção da tendência de queda poderá impor desafios cada vez maiores ao equilíbrio fiscal e à execução de políticas públicas. A evolução da arrecadação nos próximos meses será determinante para avaliar se o município conseguirá recuperar parte das perdas registradas desde 2024 ou se enfrentará mais um ano de retração nas receitas.

Os dados também demonstram que, apesar da relevância econômica do setor petrolífero para Guamaré, a forte dependência dessas receitas torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado, da produção e dos repasses tributários. Com menos recursos entrando nos cofres públicos, cresce a necessidade de planejamento e de uma gestão cada vez mais eficiente dos gastos municipais.


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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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