Serra Negra do Norte, no Seridó potiguar, volta a ser o centro das atenções da indústria de bonés personalizados com a realização da segunda edição da Feira Boné Brasil, entre os dias 6 e 8 de agosto. O evento reúne representantes de toda a cadeia produtiva do segmento e busca consolidar o Rio Grande do Norte como referência nacional na fabricação de bonés personalizados.
O município abriga o maior polo boneleiro do estado, setor que movimenta a economia da região e gera cerca de 4 mil empregos, entre diretos e indiretos. A produção mensal é estimada em 2 milhões de bonés, abastecendo mercados em diferentes estados do país.
A programação da feira foi estruturada para aproximar fabricantes, compradores, fornecedores, investidores, instituições financeiras e entidades de apoio empresarial, criando um ambiente voltado à geração de negócios, ao intercâmbio de experiências e à expansão do setor.
Segundo Flávio Júnior, CEO da F7 Produções e idealizador da Boné Brasil, a proposta é ampliar a visibilidade de uma atividade que já se consolidou como uma das principais vocações econômicas do Seridó.
“Nosso desejo é ampliar a visibilidade desse ecossistema, com foco em negócios, inovação, qualificação profissional e ainda maior projeção nacional, promovendo o intercâmbio de experiências e oportunidades de crescimento para toda a cadeia produtiva. O Seridó é o berço da bonelaria e Serra Negra seu principal polo. O evento só reforça essa vocação econômica, atraindo gente de todo o país”, afirmou.
A força econômica da bonelaria no Seridó vai além da produção. Atualmente, cerca de 500 vendedores atuam no segmento, responsável por movimentar mais de R$ 190 milhões por ano. A cadeia produtiva reúne aproximadamente 50 empreendimentos, incluindo fábricas de bonés, empresas de serigrafia, bordados e fabricantes de componentes como abas, viseiras, bicos e outros insumos.
Além de fortalecer esses negócios, a Feira Boné Brasil busca valorizar a identidade produtiva e cultural da região, reconhecida nacionalmente pela tradição na fabricação de bonés personalizados.
Programação reúne palestras, oficinas e atrações culturais
Programação da feira busca criar um ambiente voltado à geração de negócios e à expansão do setor – Foto: Reprodução
Durante os três dias de evento, o público terá acesso gratuito a uma programação voltada tanto à qualificação profissional quanto ao entretenimento. Estão previstas palestras, oficinas, desfiles e exposição de equipamentos industriais, além de apresentações culturais e shows musicais.
Entre as atrações estão a Filarmônica Doutor Ruy Pereira dos Santos, Cleiton Pinheiro, Arnaldinho Neto, Áureo Demi, Deixe de Brincadeira e DJ TMF. A programação também inclui um Encontro de Carros Antigos.
Um dos destaques da feira será o Boné Brasil Summit, espaço dedicado ao desenvolvimento empresarial, que reunirá especialistas para debater temas ligados à competitividade da indústria.
Entre os palestrantes confirmados estão Thiago Reis, referência nacional em vendas no mercado B2B; Jean Valério, presidente do LIDE RN e CEO do Fórum Negócios; e Igor Freire, CEO da empresa Seu Boné.
As palestras abordarão assuntos como gestão e liderança, estratégias de vendas, marketing digital, inteligência artificial aplicada aos negócios, tecnologia, inovação, reforma tributária, acesso a crédito, exportação e competitividade, temas considerados estratégicos para o fortalecimento das empresas do setor.
Com entrada gratuita, a Feira Boné Brasil será realizada na Praça Senador Dinarte de Medeiros Mariz, em Serra Negra do Norte, reunindo empresários, profissionais e visitantes de diversas regiões do país em torno de uma das atividades econômicas mais representativas do Seridó potiguar.
O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, dedicada à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Representada pela cor dourada, em referência ao “padrão ouro” de qualidade do leite humano, a mobilização reforça a recomendação de que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, mantendo a amamentação, junto à introdução alimentar, até os dois anos ou mais. A campanha também chama a atenção para a importância da doação de leite humano, um gesto capaz de salvar a vida de recém-nascidos internados e prematuros.
Para muitas mulheres, no entanto, a amamentação vai muito além da orientação médica. É um processo cercado por desafios físicos e emocionais, mas também de vínculo e afeto. A jornalista Heloísa Guimarães, de 37 anos, conhece bem essa realidade. Mãe de Apolo e Aurora, ela amamentou os dois filhos por quase uma década e descreve a experiência como uma das mais marcantes da maternidade.
Antes mesmo do nascimento do primeiro filho, Heloísa buscou informações sobre amamentação, mas descobriu que a prática é diferente de qualquer preparação.
“Quando eu engravidei de Apolo comecei a pesquisar muito sobre amamentação. Eu não tinha contato com esse universo e fui aprendendo aos poucos. Quando ele nasceu, eu estava superdisposta a amamentar, mas lembro que senti dor durante um mês inteiro. Além da dor física, existe uma dor emocional, porque você quer muito conseguir alimentar seu bebê e sabe o quanto aquilo é importante”, relatou.
Apesar das dificuldades iniciais, ela afirma que a experiência transformou sua relação com os filhos.
“Depois daquele primeiro mês, foi maravilhoso. Eu amamentei meu filho mais velho por cinco anos e meio e minha filha até os três anos e meio. Costumo dizer que passei quase dez anos amamentando. Foi uma experiência muito feliz. A amamentação é sinônimo de entrega, de vínculo. É uma coisa difícil de explicar, mas muito especial”, afirmou.
Além da amamentação, Heloísa também teve a oportunidade de doar leite materno. Embora a quantidade fosse pequena, ela descobriu que cada mililitro faz diferença para um bebê que precisa.
“Na época eu doei cerca de 10 mililitros para uma bebê prematura. Achei que era muito pouco, mas a família ficou extremamente feliz. Foi quando entendi que qualquer quantidade pode fazer diferença.
Aquele leite poderia ajudar a salvar uma vida”, contou.
Ela explica que nunca produziu leite em excesso por longos períodos, mas defende que mulheres que possuem produção excedente procurem os bancos de leite.
“Se você tem leite sobrando, doe. É uma responsabilidade social. É um alimento que pode ser desperdiçado ou pode alimentar um bebê que realmente precisa. Hoje existem programas que recolhem o leite na casa da doadora, então ficou muito mais fácil ajudar”, argumentou.
Na avaliação da jornalista, ainda falta divulgação sobre a importância da doação.
“Eu sinto falta de mais campanhas das maternidades, dos bancos de leite e das instituições públicas. As pessoas ainda não têm dimensão do quanto a amamentação e a doação representam um investimento em saúde pública”, disse.
Leite materno protege mãe e bebê A enfermeira Veronica Feitosa, do Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN-HU), explica que o Agosto Dourado busca justamente ampliar esse conhecimento entre gestantes e familiares.
Segundo ela, o leite humano reúne todos os nutrientes necessários para o bebê nos primeiros seis meses de vida, além de oferecer proteção imunológica e favorecer o desenvolvimento infantil.
“O leite humano é o único alimento completo para o recém-nascido até o sexto mês de vida. Ele oferece benefícios para a imunidade, para o desenvolvimento neurológico e motor da criança e também para a saúde da mãe. Por isso, é fundamental divulgar essas informações para toda a população”, afirmou.
Quem pode doar?
Nem toda mulher que amamenta pode ser doadora. Veronica explica que é necessário estar saudável, alimentar o próprio bebê e possuir produção excedente de leite.
“A doadora precisa estar amamentando seu bebê, ter leite excedente e não apresentar condições ou fazer uso de medicamentos que impeçam a doação. Existem situações em que a mulher pode amamentar o próprio filho, mas não pode doar para o banco de leite”, esclareceu.
O Banco de Leite Humano da MEJC não atua apenas no processamento do leite doado. A unidade acompanha mães desde os primeiros dias após o parto, oferecendo orientações sobre amamentação, correção da pega, tratamento de intercorrências como mastite e apoio durante toda a jornada da lactação.
Além disso, o serviço mantém o projeto Amigo do Peito, em parceria com o Corpo de Bombeiros, que realiza a coleta do leite diretamente na residência das doadoras.
“O Banco de Leite acompanha as mães desde o início da amamentação, orienta sobre dificuldades, atende casos de intercorrências e também realiza a coleta domiciliar do leite por meio da parceria com o Corpo de Bombeiros. É um suporte que permanece durante toda a fase de amamentação”, destacou Veronica.
Projeto Amigo do Peito realiza coleta do leite na residência das doadoras – Foto: Reprodução
Mais doadoras são necessárias Coordenador do programa Amigo do Peito, o tenente Cleonicio, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, explica que o trabalho desenvolvido pela corporação contribui diretamente para reduzir a mortalidade infantil.
“O aleitamento materno oferece todos os nutrientes necessários para o bebê, fortalece a imunidade, melhora o desenvolvimento e reduz o risco de diversas doenças ao longo da vida. Por isso, incentivar a amamentação e a doação de leite é uma forma de salvar vidas”, afirmou.
Atualmente, cerca de 300 mães participam do programa como doadoras. Apesar disso, a quantidade ainda não atende à demanda dos bancos de leite do estado.
“Precisamos de mais mulheres doando leite para evitar o desabastecimento dos bancos de leite. Além disso, a população pode colaborar divulgando a importância da amamentação e doando frascos de vidro que serão utilizados para armazenar o leite humano”, concluiu o tenente.
A diminuição no número de doadoras afeta diretamente o atendimento aos recém-nascidos internados.
“Hoje processamos, em média, de 8 a 10 litros de leite por dia, quantidade suficiente apenas para abastecer a UTI neonatal da maternidade. Muitas vezes surgem outras demandas, mas não conseguimos atender nem mesmo a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru porque não temos volume suficiente. Vivemos constantemente buscando novas doadoras, já que muitas encerram o período de amamentação e deixam de doar”, explicou a enfermeira Veronica Feitosa.
Banco da MEJC processa de 8 a 10 litros de leite por dia e busca doadoras – Foto: Reprodução
As mulheres interessadas em doar podem entrar em contato com o Banco de Leite através do telefone 3342-5800 e pelo WhatsApp 84 99135-8217, realizam um cadastro, recebem orientações sobre coleta e armazenamento e contam, inclusive, com o fornecimento dos frascos necessários para armazenar o leite até a coleta domiciliar.
Única mulher na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026, Arinalda Medeiros (Unidade Popular) entra na campanha defendendo uma plataforma voltada à moradia popular, aos direitos da classe trabalhadora e a mudanças estruturais na economia e na segurança pública. Em entrevista ao Diário do RN, a candidata afirmou que pretende apresentar uma alternativa aos projetos tradicionais da política potiguar e sustenta que sua trajetória de vida é seu principal diferencial na disputa.
Ao falar sobre sua origem popular, Arinalda disse que a experiência adquirida nas periferias e nos movimentos sociais a credencia para governar um estado marcado por profundas desigualdades.
“Sou uma mulher negra, mãe e avó. Nascida e criada nas periferias, sofri na pele os preconceitos e as violências que a maioria das mulheres negras e pobres sofre. Sei exatamente como é a vida de quem trabalha, é pobre e tem seus direitos negados. Por isso sei o que precisa ser feito enquanto governadora: colocar as riquezas em benefício de quem as produz”, afirmou.
A candidata reafirmou que a política habitacional será prioridade em um eventual governo. Segundo ela, a principal medida será enfrentar a especulação imobiliária e dar função social a imóveis abandonados.
“São mais de 100 mil famílias sem moradia e vários prédios e terrenos abandonados. O governo negocia com empresários, mas vira as costas para quem luta pelo sonho da casa própria. Defendemos que esses imóveis sejam destinados à moradia”, declarou.
Ao comentar propostas da Unidade Popular frequentemente classificadas como radicais, como a desmilitarização da Polícia, Arinalda defendeu mudanças na segurança pública e afirmou que o partido governa a partir das necessidades da população.
“A polícia militar é treinada para a guerra e essa lógica precisa mudar. A valorização do SUS, da educação pública, o aumento dos salários, a reforma urbana e agrária não são apenas possíveis, são necessárias para garantir vida digna ao povo”, argumentou.
Questionada sobre a disputa com candidatos que contam com maior estrutura partidária e financeira, entre eles Cadu de Lula (PT), também do espectro da esquerda, a candidata afirmou que a UP aposta na mobilização popular e na atuação junto às comunidades.
“Não fazemos conchavos com a direita, nem queremos ser financiados pelos ricos. Nossa política é feita nas ruas, nas periferias, organizando a luta do povo trabalhador pelos seus direitos. Por isso acreditamos que a UP representa uma verdadeira esperança de mudança”, disse.
Sobre o legado que espera deixar, independentemente do resultado das urnas, Arinalda destacou o caráter simbólico da candidatura.
“A principal mensagem é que as pessoas do povo, trabalhadores, mulheres e o povo negro das periferias podem e devem disputar o poder. É a primeira vez na história do Brasil que uma trabalhadora diarista disputa o governo de um estado. Isso faz da UP uma mensagem de esperança e um chamado à luta da classe trabalhadora”, concluiu.
Aos 46 anos, Arinalda Medeiros disputa seu primeiro cargo eletivo. Mulher negra, mãe, avó, trabalhadora doméstica e moradora de uma ocupação urbana em Natal, construiu sua trajetória no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), atuando na defesa do direito à moradia. Além disso, a candidatura de Arinalda defende pautas como o fim da escala 6×1 e o aumento do salário mínimo em 100%.
Menos mulheres na disputa pelo Governo A candidatura de Arinalda também marca uma redução da participação feminina na corrida pelo Executivo estadual. Em 2022, três mulheres disputaram o Governo do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT), reeleita no primeiro turno, Clorisa Linhares (PMB) e Rosália Fernandes (PSTU).
Quatro anos depois, Arinalda é a única mulher na disputa. Com isso, o número de candidaturas femininas ao Governo caiu 66,7%, passando de três para apenas uma.
Samara Martins representa a UP na disputa ao Congresso Nacional No cenário nacional, a Unidade Popular também aposta em uma candidatura feminina à Presidência da República. O partido lançou Samara Martins, dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), mãe de dois filhos e moradora de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal.
Militante da UP e do Movimento Olga Benario, Samara defende o fortalecimento do SUS, dos direitos sociais e da participação popular. Em 2022, foi candidata a vice-presidente ao lado de Leo Péricles (UP), na única chapa formada exclusivamente por pessoas pretas. Agora, encabeça a candidatura presidencial da Unidade Popular em 2026.
O compromisso assumido pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, de implantar um sistema estadual de rastreabilidade de medicamentos e insumos ganhou um novo significado diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Mederi, que colocaram a gestão do ex-prefeito de Mossoró no centro das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos da assistência farmacêutica.
No Programa de Governo 2027–2030, apresentado à Justiça Eleitoral, Allyson incluiu a proposta nº 051, que prevê “implantar sistema de gestão e rastreabilidade de medicamentos e insumos, combatendo desabastecimento e desperdício e dando transparência ao gasto em saúde”. A medida integra o capítulo dedicado à saúde e tem como objetivo fortalecer o controle da cadeia de medicamentos no Estado.
A Operação Mederi investiga um suposto esquema de irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos, ampliando o foco das apurações sobre contratos da assistência farmacêutica durante a gestão municipal de Mossoró.
Entre os investigados na operação está o próprio Allyson Bezerra, apontado pela Polícia Federal como suposto operador político do esquema investigado. O candidato nega as acusações, não possui condenação relacionada aos fatos apurados e afirma que exercerá plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.
Nesse contexto, a promessa de implantar um sistema estadual de rastreabilidade poderá se transformar em um dos principais compromissos de campanha do candidato para a área da saúde. Caso eleito, Allyson terá o desafio de demonstrar que o mecanismo será capaz de acompanhar, em tempo real, a compra, o armazenamento, a distribuição e o consumo de medicamentos. Conforme previsto no próprio programa de governo, o sistema deverá atuar no combate ao desabastecimento, na redução do desperdício e na ampliação da transparência dos gastos públicos com a assistência farmacêutica, permitindo um acompanhamento mais rigoroso de toda a cadeia de aquisição e distribuição dos insumos.
A efetividade dessa promessa, contudo, inevitavelmente será confrontada com as investigações da Polícia Federal sobre a aquisição e distribuição de medicamentos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Embora Allyson negue qualquer irregularidade e não haja condenação judicial contra ele relacionada aos fatos investigados, o tema tende a ocupar espaço central no debate eleitoral por envolver justamente a área em que o candidato agora promete reforçar os mecanismos de controle, fiscalização e transparência.
Mais do que uma proposta administrativa, a implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos poderá se transformar em um teste de credibilidade para Allyson Bezerra. Ao prometer transparência, controle e fiscalização justamente na área que é alvo de investigações na Operação “Mederi” da Polícia Federal envolvendo sua gestão em Mossoró, o candidato coloca a assistência farmacêutica no centro do debate eleitoral. Caberá ao eleitor avaliar se o compromisso apresentado no programa de governo é suficiente para responder aos questionamentos levantados pelas apurações, que seguem em andamento e nas quais Allyson nega qualquer irregularidade.
Distribuição de moletom para enfrentar o calor potiguar
Entre as propostas apresentadas para a educação, o candidato Allyson Bezerra, promete fornecer aos estudantes da rede estadual kit de material escolar, fardamento novo, tênis, mochila e também moletom. A distribuição da peça chama atenção porque o Rio Grande do Norte possui um dos climas mais quentes do Brasil, com temperaturas acima dos 30°C durante boa parte do ano em praticamente todas as regiões do estado.
A proposta levanta questionamentos sobre a definição das prioridades da política educacional. Em um estado que ainda enfrenta desafios relacionados à aprendizagem, infraestrutura escolar e climatização das salas de aula, a inclusão de moletons entre os itens previstos para os estudantes tende a abrir espaço para o debate sobre a relação entre custo, necessidade e efetividade da medida, especialmente diante das características climáticas predominantes no território potiguar.
A divulgação das declarações de bens dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte registradas na Justiça Eleitoral motivou uma reação pública de Cadu de Lula (PT). Após repercutir o patrimônio declarado pelos principais concorrentes ao Executivo estadual, o candidato publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (4) para comentar os R$ 100 mil informados em seu registro de candidatura e rebater informações que, segundo ele, vêm sendo divulgadas de forma distorcida sobre seu patrimônio e sua renda.
Na gravação, Cadu afirmou que estaria preocupado apenas se seu patrimônio não fosse compatível com os rendimentos que possui como servidor público estadual e aproveitou para criticar práticas que, segundo ele, seriam comuns na política.
“Eu estaria muito preocupado se o meu patrimônio não fosse condizente com a minha renda, como é muito comum na classe política, inclusive aqui no Rio Grande do Norte”, declarou.
O candidato também afirmou que informações divulgadas sobre seu patrimônio e sua renda motivaram o esclarecimento publicado nas redes sociais.
“Alguns blogs publicaram hoje pela manhã informações sobre o meu patrimônio e a minha renda, que estão claramente distorcidas”, disse.
Na sequência, Cadu explicou que o patrimônio declarado decorre de uma decisão tomada durante a separação conjugal. Segundo ele, optou por deixar os bens construídos ao longo do casamento com a ex-esposa e os filhos.
“Eu tenho dois filhos. Fiz uma opção, ao me separar da minha ex-mulher, de deixar o patrimônio que nós construímos juntos em nome dela e deles. Tenho muito orgulho disso e faria isso novamente”, afirmou.
O candidato também rebateu informações sobre sua remuneração, ressaltando que, por ser servidor público estadual, está sujeito ao teto constitucional.
“A informação sobre a minha renda é totalmente mentirosa. Eu sou servidor público com muito orgulho e todo servidor público estadual se submete ao teto constitucional”, declarou.
Ao concluir o vídeo, Cadu classificou as críticas como ataques de natureza pessoal em meio ao período eleitoral.
“É lamentável que, num momento eleitoral, os meus adversários usem de ataques pessoais que, inclusive, atingem a minha família. Daqui do nosso lado, vou seguir como sempre segui: com transparência e com verdade”, afirmou.
Patrimônios dos demais candidatos Conforme os registros apresentados no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, Álvaro Dias (PL) declarou o maior patrimônio entre os candidatos ao Governo do Estado, com R$ 2.917.179,51. Em relação à eleição municipal de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal, houve um crescimento de aproximadamente 48% no valor declarado.
Allyson Bezerra (União Brasil) aparece em seguida, com patrimônio de R$ 748.869,84. O montante representa um aumento de cerca de 10,3% em comparação aos R$ 679.086,36 informados na disputa pela Prefeitura de Mossoró, em 2020.
Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas estabelecido pela Justiça Eleitoral para a campanha ao Governo do Estado: R$ 7.115.522,46 no primeiro turno e R$ 3.557.761,23 em eventual segundo turno.
A Prefeitura do Natal deu início formal ao processo de concessão do transporte público urbano com o lançamento do aguardado edital de licitação do sistema. Durante a apresentação, o prefeito Paulinho Freire ressaltou que a prioridade da gestão foi elaborar um documento sólido e juridicamente seguro, em vez de acelerar sua publicação. “Nosso compromisso nunca foi lançar um edital rapidamente. Nosso compromisso sempre foi lançar um edital consistente, moderno, juridicamente seguro e preparado para atender a cidade que Natal é hoje”, afirmou.
Paulinho destacou que o edital, esperado há 30 anos, foi elaborado ao longo de quatro anos, com apoio de consultorias especializadas e acompanhamento de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público.
“Diferente das outras, essa licitação foi discutida por mais de quatro, cinco anos. Contratamos a maior consultoria do Brasil, teve a participação do Tribunal de Contas, Ministério Público e foi feita por técnicos especializados para que não venhamos a sofrer sanções ou questionamentos jurídicos. Eu acho que é uma das licitações mais modernas do país”, declarou.
O prefeito também afirmou que a expectativa é que as mudanças comecem a ser implementadas no segundo semestre de 2027, após a conclusão do processo licitatório. Segundo ele, a tarifa atual deverá ser mantida até a entrada em funcionamento do novo modelo, enquanto a administração acompanha discussões nacionais sobre mecanismos de financiamento do transporte coletivo.
Na apresentação, Paulinho Freire fez um resgate histórico da elaboração do edital, destacando que a construção do novo modelo atravessou diferentes administrações municipais e foi marcada por sucessivas revisões técnicas e jurídicas.
Segundo o prefeito, as permissões que originaram o sistema atual remontam à década de 1980. Após o vencimento desses contratos, o Ministério Público levou o tema ao Judiciário em 1999, consolidando a necessidade da licitação. Desde então, três consultorias especializadas foram contratadas para estruturar e aperfeiçoar o projeto, que também passou por mudanças legislativas e enfrentou questionamentos judiciais.
Paulinho lembrou ainda que um edital chegou a ser publicado entre 2016 e 2017, mas acabou não prosperando. Posteriormente, em 2019, um novo lançamento estava previsto, porém a pandemia da Covid-19 alterou completamente a dinâmica da mobilidade urbana, exigindo a reformulação dos estudos de demanda e da modelagem operacional.
“Era preciso reconstruir praticamente toda a modelagem técnica do sistema”, afirmou, destacando que uma nova consultoria foi contratada para desenvolver estudos sobre demanda, equilíbrio econômico-financeiro, desenho da rede e planejamento da transição. O trabalho também incluiu 17 reuniões nos bairros e uma consulta pública que recebeu mais de 1.800 contribuições da população.
Modelo prevê renovação e ampliação da frota e aumento das viagens
Com a nova licitação, número diário de viagens deverá aumentar de 1.820 para 3.167, crescimento de 74% – Foto: ReproduçãoPontualidade, cumprimento das viagens, estado da frota e reclamações dos usuários serão avaliados mensalmente – Foto: Reprodução
Entre as mudanças previstas no edital está a ampliação da rede de transporte coletivo. O sistema passará de 54 para 85 linhas, com a criação de 31 novos itinerários. O número diário de viagens deverá aumentar de 1.820 para 3.167, crescimento de 74%.
O projeto também prevê intervalos médios de 12 minutos nas linhas de maior demanda, limite máximo de 30 minutos entre viagens, ampliação da cobertura territorial e renovação da frota. A idade média dos veículos cairá para seis anos e todos os ônibus deverão contar com ar-condicionado, além de acessibilidade, Wi-Fi, monitoramento por GPS e padrões ambientais mais rigorosos.
Outro ponto destacado pelo prefeito é a implantação de um sistema permanente de monitoramento da qualidade do serviço. Indicadores como pontualidade, cumprimento das viagens, estado da frota e reclamações dos usuários serão avaliados mensalmente. Empresas que atingirem as metas serão remuneradas conforme o desempenho, enquanto aquelas que descumprirem as obrigações estarão sujeitas a penalidades financeiras.
Apesar das mudanças previstas, Paulinho ponderou que o edital, sozinho, não solucionará todos os problemas da mobilidade urbana.
“Seria um erro dizer que esse edital resolve sozinho todos os problemas do transporte público. Nenhum edital faz isso. O que ele faz é criar as condições para que a cidade possa melhorar o transporte de forma permanente, com planejamento, fiscalização, investimentos e responsabilidade”, afirmou.
A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, classificou o lançamento como um momento histórico para Natal e afirmou que o edital representa um compromisso da gestão em colocar a população no centro das políticas públicas de mobilidade.
“A construção desse edital exigiu diálogo, responsabilidade e muito trabalho técnico, e agora entregamos à cidade um instrumento que cria as condições para transformar o transporte público e melhorar a mobilidade urbana”, disse.
O Presidente da comissão de transportes da Câmara Municipal, o vereador Leo Souza, destacou o desafio de conduzir os passageiros de volta ao transporte público em Natal.
“O maior desafio é a gente trazer o passageiro de volta para querer andar de ônibus. Hoje, só anda de ônibus em Natal, infelizmente, quem não tem outro meio. E a Prefeitura hoje cumpre um papel muito importante para que as próximas gerações possam dizer que teve um prefeito ali atrás que quis ousar, que quis enfrentar o óbvio e que quis fazer o que era mais difícil naquele momento”, classificou o vereador.
Conforme o cronograma apresentado pela Prefeitura, a assinatura dos contratos deverá ocorrer entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Em seguida, será iniciado um período de mobilização de até 180 dias para aquisição da nova frota, contratação de equipes, adequação das garagens e implantação gradual da nova rede de transporte.
A participação da governadora Fátima Bezerra (PT) na convenção nacional que homologou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste fim de semana, reforçou as especulações de que poderá integrar um eventual novo governo do PT. Ao lado de Cadu de Lula (PT), Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT), Fátima participou do ato realizado em São Paulo, que também confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.
Após a convenção, a governadora publicou uma postagem em colaboração com a primeira-dama Janja da Silva e perfis nacionais ligados ao PT, evidenciando sua sintonia com o projeto nacional liderado por Lula. O gesto foi interpretado, nos bastidores, como mais um sinal do prestígio político de Fátima junto ao núcleo do governo federal.
No vídeo compartilhado nas redes sociais, Janja destacou a atuação do presidente em defesa das mulheres e afirmou que elas terão papel decisivo na campanha pela reeleição.
“Tenho muito orgulho de você ter abraçado uma causa pela qual nós mulheres lutamos há tanto tempo, que é o combate à violência contra as mulheres. Tenho certeza absoluta de que somos nós mulheres que vamos eleger você novamente”, afirmou a primeira-dama.
A possibilidade de a governadora assumir um ministério já havia sido sinalizada durante a convenção estadual do PT, realizada no mês passado, quando integrantes do grupo governista chegaram a mencionar publicamente seu nome como um dos cotados para compor a equipe de um eventual novo mandato de Lula.
“Time de Lula” em São Paulo Além da presença de Fátima, a convenção reuniu lideranças petistas de todo o país e marcou a oficialização da chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial de 2026. A participação da comitiva potiguar reforçou a estratégia do PT de nacionalizar a campanha no Rio Grande do Norte, vinculando os candidatos locais à imagem do presidente, principal cabo eleitoral da legenda no Estado.
Durante o ato, Cadu de Lula e Samanda de Lula publicaram um vídeo conjunto comentando a homologação da candidatura presidencial. Ao destacar o momento, Cadu afirmou que Lula chega à disputa respaldado pelas realizações do atual mandato.
“Oficialmente, o presidente Lula é candidato à reeleição. Não tem outra opção. O presidente prestou contas do que fez e mostrou que ainda tem muito mais para fazer”, declarou.
Samanda também destacou a expectativa para a campanha e associou a reeleição à continuidade das políticas públicas defendidas pelo governo federal.
“É uma emoção muito grande. A gente tem vontade de fazer muito mais, principalmente pela educação, pela defesa da nossa esquerda e pelo nosso empoderamento”, afirmou.
Na legenda da publicação compartilhada em colaboração entre Cadu, Samanda e o diretório estadual do PT, o grupo classificou a convenção como um momento de reafirmação do projeto político.
“Mais do que um ato político, foi um momento de reafirmar o compromisso com quem acredita que é possível construir um país mais justo, com oportunidades, respeito e desenvolvimento para todos”, registrou a postagem.
A participação da comitiva potiguar em São Paulo consolida a estratégia eleitoral do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, aproximando as candidaturas de Cadu de Lula e Samanda de Lula da imagem do presidente e reforçando o protagonismo de Fátima Bezerra no cenário nacional do Partido dos Trabalhadores.
A decisão de trocar um carro a combustão por um modelo elétrico deixou de ser motivada apenas pela preocupação ambiental. Para muitos consumidores, a escolha tem sido guiada principalmente pela economia e pelo avanço tecnológico dos veículos. É o caso do advogado Rodolfo Braz, que há nove meses utiliza um carro elétrico e afirma que a mudança trouxe benefícios financeiros e de praticidade no dia a dia.
A escolha por um veículo elétrico é resultado de vários fatores: economia com combustível, menor custo de manutenção, vantagens tributárias e, principalmente, o preço cada vez mais competitivo das montadoras”, afirma.
Na avaliação dele, a entrada de novas fabricantes, especialmente as chinesas, também contribuiu para ampliar a concorrência e tornar os veículos eletrificados mais acessíveis ao consumidor.
“Também é difícil ignorar a diferença entre as montadoras tradicionais e as novas fabricantes, em sua maioria chinesas. Hoje, é comum encontrar veículos que, nas marcas tradicionais, custam mais de R$ 150 mil, enquanto as montadoras chinesas oferecem modelos com ainda mais tecnologia, conforto e itens de série por cerca de R$ 120 mil. A tecnologia já supre as necessidades”, comenta.
A percepção do advogado acompanha um movimento registrado em todo o país. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que o Brasil emplacou 215.023 veículos leves eletrificados — entre modelos 100% elétricos e híbridos — no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 125% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da série histórica para os seis primeiros meses do ano.
Além da redução dos preços, o aumento da oferta de modelos e a ampliação da infraestrutura de recarga têm contribuído para a expansão desse mercado, que já começa a alterar a rotina de condomínios residenciais.
Instalação de carregadores em condomínios exige planejamento Embora a procura por veículos elétricos cresça, a instalação de carregadores em condomínios ainda exige planejamento e adequações técnicas. Segundo a administradora de condomínios Andressa Costa, a prioridade é garantir que qualquer intervenção ocorra de forma segura e dentro das normas vigentes.
“A principal preocupação da gestão é garantir que qualquer instalação seja realizada com total segurança e em conformidade com as normas técnicas. Não podemos autorizar a instalação de carregadores para veículos elétricos sem a certeza de que a infraestrutura elétrica do condomínio suporta essa demanda”, explica.
Ela destaca que a primeira etapa é a realização de um estudo de carga para verificar a capacidade da rede elétrica do empreendimento. Nos condomínios onde a análise aponta viabilidade, a proposta é levada para deliberação em assembleia, que define o modelo de implantação, o número de carregadores que poderão ser instalados e a forma de utilização do sistema.
Somente após a aprovação são exigidos documentos como projeto elétrico, ART ou RRT do responsável técnico, além da execução do serviço por empresa especializada.
Para Andressa, a adaptação dos condomínios deve ocorrer de forma gradual e responsável, sobretudo nos empreendimentos mais antigos.
“Muitos condomínios, principalmente os mais antigos, não foram projetados para suportar a demanda de carregamento de veículos elétricos. Por isso, todo o processo deve ser conduzido com planejamento, responsabilidade e respaldo técnico, sempre priorizando a segurança dos moradores e a preservação da infraestrutura do condomínio”, ressalta.
Nos empreendimentos onde os carregadores já foram instalados, ela explica que os moradores seguem as orientações fornecidas pelos fabricantes dos equipamentos, uma vez que todas as exigências técnicas e de segurança são verificadas ainda durante o processo de aprovação pelo condomínio.
O crescimento da frota eletrificada indica que a tendência deve se consolidar nos próximos anos. Ao mesmo tempo, o avanço desse mercado impõe novos desafios para a infraestrutura urbana e residencial, exigindo adaptações que acompanhem a mudança no perfil da mobilidade brasileira.
As declarações de bens apresentadas pelos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte à Justiça Eleitoral revelam diferenças significativas no patrimônio dos três principais concorrentes ao Executivo estadual. Conforme os registros do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Álvaro Dias (PL) lidera a lista, com patrimônio declarado de R$ 2.917.179,51, seguido por Allyson (União Brasil), com R$ 748.869,84. Em sua primeira disputa eleitoral, Cadu de Lula (PT) informou possuir patrimônio de R$ 100 mil.
Além dos valores absolutos, as declarações permitem comparar a evolução patrimonial de Álvaro e Allyson em relação às eleições municipais de 2020. No caso de Cadu, por se tratar da estreia em uma disputa eleitoral, não há base para comparação.
Álvaro lidera patrimônio declarado Candidato ao Governo pelo PL, na coligação Endireita RN, Álvaro Dias é quem declarou o maior patrimônio entre os concorrentes ao Executivo estadual. O ex-prefeito de Natal registrou bens que somam R$ 2.917.179,51, valor cerca de 48% superior ao informado nas eleições municipais de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal pelo PSDB.
Há seis anos, Álvaro declarou patrimônio de R$ 1.971.017,01. Na candidatura ao Governo do Estado, o montante aumentou R$ 946.162,50.
Grande parte dos bens permanece na declaração, com atualização de valores, como a propriedade Poço da Pedra, localizada entre Caicó e São João do Sabugi, além de um apartamento em Petrópolis, a Fazenda Refúgio, no Maranhão, e os veículos D20 e Toyota Hilux. A declaração de 2026 também inclui novos imóveis rurais em Jacaraú e Jardim de Piranhas, além de aplicações financeiras no Banco do Brasil.
Allyson amplia patrimônio em cerca de 10% Pela coligação Esperança e Trabalho, liderada pelo União Brasil, Allyson declarou patrimônio de R$ 748.869,84, o segundo maior entre os candidatos ao Governo. O valor representa um crescimento de R$ 69.783,48, ou aproximadamente 10,3%, em relação aos R$ 679.086,36 declarados quando disputou a Prefeitura de Mossoró, em 2020, pelo Solidariedade.
O apartamento financiado declarado na eleição anterior permanece na relação de bens, assim como um veículo Gol 2012. Em contrapartida, deixaram de constar aplicações em previdência privada, fundos de investimento e um veículo utilitário informados na campanha municipal.
Na nova declaração aparecem um trator agrícola adquirido por financiamento, uma casa em Tibau, quotas em pessoa jurídica, participação em cooperativa de crédito, títulos públicos e metade de um lote localizado em Mossoró.
Cadu estreia com patrimônio de R$ 100 mil Candidato pela coligação Time que Cuida, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT e PSB, Cadu de Lula declarou patrimônio de R$ 100 mil em sua primeira disputa eleitoral.
Segundo o registro apresentado ao TSE, o único bem informado é um veículo utilitário esportivo (SUV) avaliado nesse valor. Na declaração não constam imóveis, aplicações financeiras, participações societárias, depósitos bancários ou outros bens patrimoniais.
Gastos são iguais para os três candidatos Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas de campanha fixado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo do Estado. O teto é de R$ 7.115.522,46 para o primeiro turno e de R$ 3.557.761,23 em caso de segundo turno.
O patrimônio declarado pelo senador Stvenson Valentim à Justiça Eleitoral registrou um crescimento expressivo desde sua primeira disputa nas urnas. Em 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Senado, Styenson informou possuir bens no valor de R$ 73 mil. Oito anos depois, ao registrar candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 2.754.814,75.
Para 2026, candidato à reeleição, declarou mais de R$ 2,75 milhões em bens, incluindo imóveis, investimentos e créditos imobiliários – Foto: Reprodução
Em valores absolutos, o aumento foi de R$ 2.681.814,75. Em termos percentuais, o crescimento chega a aproximadamente 3.673%, fazendo com que o patrimônio declarado fique cerca de 37,7 vezes maior do que o informado na estreia política.
Na declaração apresentada em 2018, os bens resumiam-se a um veículo avaliado em R$ 9 mil, R$ 60 mil depositados em uma poupança destinada à aquisição de imóvel e R$ 4 mil em conta corrente.
Já em 2022, quando disputou a reeleição ao Senado, o patrimônio passou para R$ 137.912,72. A declaração era composta praticamente apenas por aplicações financeiras e poupança. Entre os itens constavam R$ 83.023,70 em caderneta de poupança, R$ 39.426,56 em aplicações de renda fixa, além de outros investimentos financeiros de menor valor. Naquele momento, não havia imóveis registrados na declaração.
A mudança mais significativa aparece no registro da candidatura de 2026. O senador declarou um apartamento no empreendimento AALTO, avaliado em R$ 1.071.703,58, um terreno em Pium (RN) no valor de R$ 269.999,92, aplicações financeiras que somam R$ 1.008.111,25 entre renda fixa, CRIs, CRAs e outros investimentos, além de dois créditos de R$ 155 mil cada decorrentes da venda de apartamentos, totalizando R$ 310 mil. Também declarou R$ 95 mil em dinheiro em espécie, mantidos em um cofre.
A composição patrimonial mudou completamente ao longo dos anos. Se em 2018 os bens eram formados por um automóvel, poupança e saldo bancário, em 2026 o patrimônio passou a ser concentrado em imóveis, investimentos financeiros, créditos imobiliários e dinheiro em espécie.
Desde que assumiu o mandato, em fevereiro de 2019, a remuneração dos senadores também foi reajustada. Na época da posse, o subsídio mensal era de R$ 33.763,00. Atualmente, o salário bruto de um senador é de R$ 46.366,19, um aumento nominal de aproximadamente 37,3% no período. No mesmo intervalo, o patrimônio declarado por Styenson cresceu cerca de 3.673%, percentual muito superior ao reajuste do subsídio parlamentar. As declarações de bens, entretanto, não detalham a origem dos recursos utilizados para a formação do patrimônio, que pode decorrer de salários, investimentos, valorização de ativos, operações imobiliárias ou outras fontes de renda lícitas.
Evolução patrimonial declarada à Justiça Eleitoral:
2018 – R$ 73.000,00
2022 – R$ 137.912,72
2026 – R$ 2.754.814,75 Os dados são públicos e constam nas declarações de bens apresentadas pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro de candidatura em cada eleição.
Um novo embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte marcou o debate político nesta segunda-feira (3). Após Allyson (União Brasil) criticar a gestão estadual, Cadu de Lula (PT) reagiu associando o adversário ao ex-governador Robinson Faria, que encerrou a gestão com quatro folhas em atraso. A troca de críticas ocorreu após o atraso no pagamento de parte dos aposentados e pensionistas do Estado. O Governo informou que 80% da folha já foi quitada e que o restante será pago até quarta-feira.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu afirmou que Allyson não teria legitimidade para criticar a situação por contar com o apoio político do deputado federal Robinson Faria, aliado da chapa do União Brasil.
“Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque. Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados nos tempos de Robinson Faria, que está no seu projeto. São as velhas elites querendo voltar ao comando do Rio Grande do Norte com uma roupa nova”, declarou.
O candidato petista também procurou tranquilizar os servidores estaduais, afirmando que o Governo já dialogou com entidades representativas da categoria e que a situação será normalizada nos próximos dias.
“Quero falar para os servidores e servidoras que o Governo do Estado já esteve reunido com os presidentes de associações e sindicatos e que, no máximo, até sexta-feira, os salários estarão rigorosamente em dia. Isso é compromisso, isso é trabalho de um governo que valoriza e prioriza o servidor público estadual”, afirmou.
A manifestação foi uma resposta ao vídeo divulgado por Allyson Bezerra, que criticou o atraso no pagamento dos aposentados e pensionistas e classificou a situação como um “calote” do Governo do Estado.
“O Governo do Estado dá um calote nos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte. Hoje, dia 3 de agosto, esses servidores ainda não receberam de forma completa os seus salários”, afirmou.
Ao comentar o protesto realizado por sindicatos em frente à Governadoria, Allyson disse que a reivindicação trata de um direito básico dos servidores.
“Não é um extra, não é um benefício a mais, não é um favor. É o salário de quem contribuiu durante décadas para o Estado, de quem precisa comprar remédio, pagar aluguel, colocar comida dentro de casa”, declarou.
Estado diz que 80% da folha de aposentados foi quitada Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), o Governo do Estado informou que realizou o pagamento dos aposentados vinculados à área da Saúde e que a quitação dos demais aposentados e pensionistas ocorrerá até quarta-feira. Segundo a administração estadual, 80% da folha de pagamento já foi quitada.
Ainda conforme o comunicado, o atraso decorre da frustração de receitas, especialmente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que impactou o fluxo financeiro do Estado.
“O Governo do Estado reafirma seu compromisso com os servidores públicos, aposentados e pensionistas, e segue adotando medidas de gestão fiscal responsáveis para assegurar a regularidade dos pagamentos e a sustentabilidade das contas públicas”, informou a Secretaria de Estado da Administração (Sead).
O colorido dos figurinos, a música nordestina e a tradição das quadrilhas juninas voltam a tomar conta do Palácio dos Esportes a partir desta sexta-feira (31), com a realização da 36ª edição do Festival de Quadrilhas Juninas da Cidade do Natal. Promovido pela Prefeitura do Natal, o evento segue até o dia 2 de agosto, sempre a partir das 18h, com entrada gratuita, encerrando a programação oficial do São João da capital.
A competição reunirá quadrilhas das categorias Tradicional e Estilizada, reunindo grupos de diversos bairros de Natal e de municípios do interior do Rio Grande do Norte.
“Manter viva a nossa cultura é também garantir que as nossas tradições continuem sendo vivenciadas e transmitidas para as novas gerações”, destacou o prefeito Paulinho Freire.
Neste ano, segundo o prefeito, a gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), assumiu integralmente os custos da realização do festival.
O investimento, de aproximadamente R$ 1 milhão, contempla estrutura, operação, premiação, ajuda de custo para as 12 quadrilhas habilitadas em edital, além de despesas com licenciamento, taxas, ambulâncias, comissão julgadora e demais serviços necessários para a realização do evento.
“A Prefeitura de Natal abraçou o Festival de Quadrilhas Juninas e assumiu o compromisso de custear integralmente o evento, garantindo que ele aconteça e continue crescendo”, explicou.
A secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, destaca que o festival vai além do espetáculo apresentado ao público, movimentando também o setor cultural e a economia criativa da cidade.
“É um investimento na nossa cultura, na nossa história, nos grupos e quadrilheiros que mantêm viva essa tradição e também na economia criativa da cidade.”
Programação
Quinta-feira (31/07) Encanto, Junina Arroxa Nó, Semeando Amor, Junina Sertão, Rei do Baião e Dança Nordeste.
Sexta-feira (01/08) Sonho Junino, Arraiá Esplendor, Pisa na Fulô, Brilho da Lua, Coração Matuto, Encanta São João, Matutos da Paixão e Balão Dourado.
Sábado (02/08) Arraiá da Roça, Arraiá Zé Matuto, Junino São João, Padre Pina, Brilho Matuto, Brejo de Ouro e Sangue Matuto.
São João de Natal
São João de Natal movimentou mais de R$ 200 milhões na economia – Foto: Reprodução
O São João de Natal movimentou R$ 210,5 milhões na economia da capital em 2026 e reuniu 945 mil pessoas. Os dados são da pesquisa do Instituto Fecomércio RN (IFC RN), divulgada nesta quinta-feira (30).
Os moradores de Natal representaram 62,9% do público. Já visitantes e turistas responderam por 37,1% dos participantes, percentual superior ao registrado em 2025.
O gasto médio diário por pessoa foi de R$ 222,70, alta de 10,8% em relação ao ano passado. Entre os moradores da capital, a média foi de R$ 182,43; entre turistas e visitantes, R$ 291,06.
Paulinho Freire afirmou que os resultados reforçam a importância de investir em grandes eventos. “É um investimento que beneficia quem empreende, quem trabalha e toda a cadeia produtiv
A tradicional Feirinha de Sant’Ana, realizada nesta quinta-feira (30), em Caicó, reuniu milhares de pessoas no largo da Catedral de Sant’Ana e voltou a servir de vitrine para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Os três principais candidatos ao Executivo estadual, Cadu de Lula (PT), Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União Brasil), circularam pelo evento ao lado de aliados políticos, cumprimentaram moradores, comerciantes e visitantes e disputaram a atenção do público em uma das principais celebrações religiosas e culturais do Estado.
O candidato do PT, Cadu de Lula, participou da programação acompanhado da governadora Fátima Bezerra, dos candidatos ao Senado Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), além de lideranças políticas do Seridó, como o vereador Artur Maynard, e candidatos às eleições proporcionais. Durante a caminhada, conversou com participantes da festa e destacou o reencontro com o eleitorado da região.
Cadu de Lula circulou ao lado de Fátima e dos companheiros de chapa, Samanda e Rafael – Foto: Reprodução
“A gente está aqui na Feirinha para celebrar Sant’Ana e também reencontrar o povo do Seridó, de Caicó, dessa terra muito acolhedora, muito querida, onde tenho muitos amigos”, afirmou.
O petista ressaltou ainda que a festa ganha um significado especial por ocorrer em ano eleitoral e reforçou a importância do contato direto com a população.
“Este ano é mais especial ainda, é um ano de eleição, em que a gente vai decidir os rumos do Rio Grande do Norte e do Brasil, e nós temos que estar aqui na Feirinha de Sant’Ana conversando com o povo, ouvindo suas demandas e falando do nosso projeto”, declarou.
Natural de Caicó, o candidato do PL, Álvaro Dias, também marcou presença na Feirinha de Sant’Ana.
Ao lado do candidato a vice-governador, Babá Pereira, e de lideranças políticas da região, o ex-prefeito de Natal percorreu o evento cumprimentando participantes da festa e reencontrando apoiadores. A presença faz parte da agenda que Álvaro tradicionalmente mantém durante os festejos da padroeira de Caicó, uma das celebrações mais tradicionais do Rio Grande do Norte.
Filho de Caicó, o candidato Álvaro Dias participou da Feirinha de Sant’ana com o vice Babá – Foto: Reprodução
Para Álvaro, a Feirinha de Sant’Ana representa um momento de reencontro e valorização das tradições seridoenses.
“A Feirinha de Sant’Ana faz parte da nossa história, da nossa vida. Faz parte do cotidiano da cidade de Caicó, principalmente durante a Festa de Sant’Ana, quando renovamos a nossa fé, revemos amigos, reencontramos pessoas queridas que há muito tempo não víamos, reencontramos familiares e participamos de uma grande confraternização nesse momento tão especial para todos nós”, afirmou.
Também presente ao evento, Allyson Bezerra percorreu a Feirinha ao lado do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, uma das principais lideranças políticas do Seridó e coordenador de sua campanha na região. O candidato caminhou entre os estandes, cumprimentou comerciantes e visitantes e conversou com o público durante a programação.
Ao lado da esposa, que concorre à Assembleia, Allyson Bezerra foi recepcionado pelo prefeito de Caicó, Dr. Tadeu – Foto: Reprodução
Para Allyson, a participação em um dos eventos mais tradicionais do calendário potiguar representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo com os potiguares.
“É uma alegria imensa participar de uma festa tão tradicional e importante para o Rio Grande do Norte. A Feirinha de Sant’Ana representa a fé, a cultura e a força do povo seridoense. Ao lado do prefeito Dr. Tadeu, fui recebido com muito carinho pela população. Esse acolhimento aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de construir um Rio Grande do Norte presente em todas as regiões e que valorize as suas tradições”, afirmou.
A Feirinha de Sant’Ana é considerada um dos principais momentos da programação religiosa e cultural do município e, em anos eleitorais, torna-se também um importante espaço de visibilidade política. A grande concentração de público transforma o evento em ponto de encontro entre candidatos, lideranças e eleitores, fazendo da festa um dos primeiros grandes palcos da campanha ao Governo do Estado no interior potiguar.
O cumprimento dos compromissos de campanha da governadora Fátima Bezerra (PT) aponta avanços da segunda gestão do Governo do Rio Grande do Norte principalmente nas áreas de educação, infraestrutura rodoviária, segurança hídrica e segurança pública. A análise, que considera o período entre janeiro de 2023 e junho de 2026, mostra que cinco dos 17 compromissos avaliados foram integralmente cumpridos, nove estão parcialmente executados e três ainda não foram atendidos, segundo balanço divulgado recentemente pelo G1.
Entre os avanços identificados estão a expansão da educação em tempo integral, a implantação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), a recuperação da malha rodoviária estadual, o avanço de obras estruturantes para ampliar a segurança hídrica e a melhora dos indicadores da segurança pública.
Em entrevista ao Diário do RN, a governadora afirmou que os dados demonstram uma gestão que conseguiu recuperar a capacidade de investimento e transformar compromissos assumidos em ações concretas.
“Esse levantamento demonstra que o Rio Grande do Norte voltou a planejar, investir e entregar resultados para a população. Recuperamos a capacidade de investimento do Estado e estamos transformando compromissos em ações concretas”, afirmou.
Estado saltou de 90 para 248 escolas de tempo integral Na área da educação, os dados mostram alguns dos principais avanços da gestão. Embora a meta de transformar metade da rede estadual em escolas de tempo integral ainda não tenha sido alcançada, o Estado ampliou significativamente a oferta dessa modalidade de ensino.
Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 248 escolas estaduais em tempo integral, o equivalente a cerca de 42% das 585 unidades da rede. Em 2023, eram 148 escolas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (SEEC), o número de escolas em tempo integral cresceu 227,5% durante a gestão da governadora, atendendo mais de 34 mil estudantes. Quando Fátima Bezerra assumiu o governo, em 2019, o Estado contava com apenas 90 escolas nesse formato.
Outro destaque é a implantação dos IERNs. Das 12 unidades previstas inicialmente, sete já estão em funcionamento, distribuídas entre Natal, Campo Grande, Jardim de Piranhas, Alexandria, Tangará, Santana do Matos e Areia Branca. Três unidades passaram para a rede federal de ensino e outras duas seguem em fase de conclusão.
Ao comentar os avanços da educação ao Diário do RN, Fátima destacou a expansão da rede de tempo integral e a criação dos institutos de educação profissional.
“Avançamos fortemente na educação, com a expansão das escolas de tempo integral e a criação dos IERNs, que representam um novo modelo de ensino profissional para a juventude potiguar”, destacou.
Estradas recuperadas e segurança hídrica Na infraestrutura, um dos principais resultados é a execução do Programa de Restauração de Rodovias, responsável pela recuperação de importantes trechos da malha viária estadual, representando um investimento de R$ 1 bilhão em recursos próprios do Estado. Entre as estradas restauradas estão a RN-063, entre Nísia Floresta e Barra de Tabatinga; a RN-177, ligando municípios do Alto Oeste ao Ceará; a RN-003, entre Goianinha e Pipa; além das RNs 093, 269, 263 e 288.
“Estamos recuperando mais de 2 mil quilômetros de rodovias, melhorando a infraestrutura e integrando regiões”, afirmou Fátima.
Na área de recursos hídricos, o balanço inclui a entrega da nova adutora de Dix-Sept Rosado, a renovação da adutora que abastece Nova Cruz e Montanhas, além das obras em andamento para implantação do Sistema Adutor Apodi-Mossoró e da perfuração de poços em Mossoró e Dix-Sept Rosado.
Outro marco citado é a inauguração, em 2025, da Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório hídrico do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 300 mil pessoas em 22 municípios. O governo também firmou contrato para construção da Adutora do Agreste, enquanto o Sistema Adutor Seridó Norte está em fase final de execução e a Adutora Costa Branca encontra-se em processo de licitação.
Segurança coloca RN em destaque nacional A segurança pública também aparece entre as áreas de maior evolução da gestão. Entre os resultados apresentados estão os investimentos em efetivo, equipamentos, inteligência, tecnologia e valorização dos profissionais, refletidos nos indicadores recentes do setor.
Em 2025, o Rio Grande do Norte alcançou o primeiro lugar entre os estados do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No cenário nacional, passou a ocupar a quarta colocação.
“Esse reconhecimento confirma que o Rio Grande do Norte está no caminho certo ao tratar a segurança pública como uma prioridade permanente de governo. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para a população”, afirmou a governadora.
Ao comentar o balanço publicado pelo G1, Fátima Bezerra afirmou que os dados refletem a mudança na capacidade de investimento do Estado desde o início da gestão.
“Quando assumimos o Governo, o Rio Grande do Norte enfrentava enormes dificuldades financeiras e tinha sua capacidade de investimento praticamente comprometida. Hoje estamos entregando obras, ampliando políticas públicas e executando projetos estruturantes em todas as regiões do Estado. Ver que mais de 80% dos compromissos já foram concluídos ou estão em execução confirma que estamos no caminho certo, trabalhando com responsabilidade fiscal, planejamento e compromisso para melhorar a vida do povo potiguar”, concluiu.
A execução orçamentária da Prefeitura de Mossoró na área da educação começou 2026 em ritmo inferior ao observado nos últimos anos. Dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do primeiro semestre apontam que o município aplicou 20,92% da receita de impostos em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), percentual abaixo dos 25% exigidos pelo artigo 212 da Constituição Federal.
Pelos cálculos do demonstrativo fiscal, a administração municipal deveria ter destinado R$ 104.378.909,82 à educação até o encerramento do semestre. No entanto, o valor efetivamente considerado para o índice constitucional foi de R$ 87.326.982,81, uma diferença de R$ 17.051.927,01 em relação ao patamar mínimo.
O indicador representa o pior desempenho da gestão nos últimos anos. Em 2025, Mossoró fechou o exercício aplicando 25,17% das receitas de impostos na educação. Em 2024, o percentual foi de 25,13%.
No ano de 2023, a aplicação chegou a 30,26%, o melhor resultado da série recente, enquanto em 2022 o índice atingiu 27,86%. Apenas em 2021, quando o município registrou 19,16%, o percentual foi inferior ao observado agora no balanço semestral.
Os dados revelam uma mudança de trajetória. Depois de quatro exercícios consecutivos encerrados acima do mínimo constitucional, o primeiro semestre de 2026 mostra a administração municipal distante da meta exigida pela Constituição, aumentando a necessidade de acelerar os investimentos na segunda metade do ano.
Outro dado que chama atenção é a execução do orçamento da própria Secretaria Municipal de Educação. Para 2026, a dotação atualizada da pasta alcança R$ 311.939.822,26. Apesar do volume expressivo de recursos previstos, até junho haviam sido liquidados R$ 122.395.994,69, o equivalente a apenas 39,24% do orçamento autorizado.
Na prática, isso significa que R$ 189.543.827,57, ou 60,76% dos recursos destinados à educação, permaneciam sem execução ao final do primeiro semestre, indicando que a maior parte dos investimentos planejados ainda dependerá da execução orçamentária dos últimos seis meses do ano.
Embora a despesa liquidada da função Educação seja superior ao valor considerado para o cálculo constitucional, já que nem todos os gastos da área podem ser contabilizados como MDE, o RREO evidencia que o município ainda terá de ampliar significativamente os investimentos para alcançar o percentual mínimo de 25% até o encerramento do exercício financeiro.
O relatório fiscal transforma a educação em um dos principais pontos de atenção da gestão municipal.
Além de revelar uma execução orçamentária abaixo da metade do orçamento disponível, o documento mostra que Mossoró inicia 2026 com o menor índice de aplicação em ensino desde 2021, interrompendo a sequência de resultados acima do mínimo constitucional registrada entre 2022 e 2025.
Caso o ritmo de execução não seja intensificado no segundo semestre, a administração terá de fazer um esforço concentrado para cumprir a exigência constitucional e evitar encerrar o exercício abaixo do piso destinado ao financiamento da educação pública.
As eleições estaduais de 1986 produziram um dos capítulos mais emocionantes da política do Rio Grande do Norte. De um lado estava João Faustino Ferreira Neto (PFL), apoiado pelo então governador José Agripino Maia, pela maioria dos prefeitos potiguares e por uma estrutura política que o colocava como favorito. Do outro, Geraldo Melo (PMDB), que começou a campanha desacreditado, percorreu o interior e venceu por apenas 14.071 votos.
O pleito, realizado em 15 de novembro, ocorreu em meio ao processo de redemocratização do país e à ascensão nacional do PMDB, impulsionada pelo Plano Cruzado. No Rio Grande do Norte, os eleitores escolheram governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.
Relatos de pesquisas da época apontam que João Faustino chegou a reunir cerca de 62% das intenções de voto, enquanto Geraldo Melo aparecia com apenas 2% ou 3%. Além de liderar as pesquisas, o candidato do PFL contava com o apoio da maioria dos prefeitos. A vitória parecia encaminhada, mas a campanha tomou outro rumo.
Geraldo ganhou força à medida que ampliava sua presença nos municípios. Com uma oratória marcante e forte aproximação com o eleitor, transformou uma candidatura desacreditada em uma onda política que surpreendeu até lideranças experientes.
Nas urnas, Geraldo Melo e o vice Garibaldi Alves obtiveram 464.559 votos (50,11%). João Faustino, que teve Antônio Florêncio como vice, recebeu 450.488 votos (48,60%). A diferença de pouco mais de 14 mil votos tornou a disputa uma das mais apertadas da história do estado.
A vitória marcou o retorno do grupo liderado por Aluízio Alves ao Executivo estadual. Geraldo tomou posse em março de 1987 e governou o Rio Grande do Norte até 1991.
Senadores eleitos pela chapa derrotada Um dos fatos mais curiosos daquela eleição foi que, embora Geraldo Melo tenha sido eleito governador, nenhum dos candidatos ao Senado de sua coligação conseguiu vencer.
As duas vagas ficaram com a Aliança Popular (PDS/PFL/PTB), justamente a chapa derrotada para o Executivo. José Agripino Maia (PFL) foi o mais votado, com 426.869 votos (25,24%), seguido por Lavoisier Maia (PDS), com 408.510 votos (24,16%).
Pela Aliança Democrática (PMDB/PCB/PCdoB), Martins Filho terminou em terceiro lugar, com 395.449 votos (23,38%), e Wanderley Mariz ficou em quarto, com 393.754 (23,28%). A diferença entre os quatro primeiros evidenciou o equilíbrio do eleitorado também na disputa pelo Senado.
“A marca dessa campanha é que, normalmente, o governador e os senadores que o acompanham se elegem juntos, ou pelo menos um dos senadores. Naquela eleição, o governador ganhou sem nenhum dos senadores, e os dois senadores, eu e Lavoisier, ganhamos com a chapa que perdeu a eleição de governador”, afirmou o ex-senador José Agripino ao Diário do RN.
Para disputar o Senado, José Agripino deixou o Governo do Estado antes do fim do mandato. O vice-governador Radir Pereira assumiu interinamente o Executivo até a posse de Geraldo Melo.
No Legislativo, o PMDB conquistou quatro das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, contra três do PFL e uma do PDS. Wilma Maia foi a deputada federal mais votada, seguida por Henrique Eduardo Alves.
Na Assembleia Legislativa, o PMDB também conquistou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PFL, com nove, e pelo PDS, com cinco. Laíre Rosado foi o deputado estadual mais votado, à frente de Valério Mesquita e Carlos Eduardo Alves, em uma legislatura que revelou diversos nomes que marcariam a política potiguar nas décadas seguintes.
“O homem chamado Geraldo Melo” Reeleito deputado federal naquele mesmo ano, Henrique Eduardo Alves acompanhou de perto a campanha de Geraldo. Mais do que um aliado, tornou-se testemunha da transformação de uma candidatura improvável em uma vitória histórica.
Segundo Henrique, o avanço de Geraldo não foi produzido apenas pela estrutura partidária ou pelas lideranças que o apoiavam, mas principalmente pelo desempenho pessoal do candidato.
“Foi uma campanha em que a vitória foi praticamente feita por ele. Não foi liderança, não foi partido. Foi o homem chamado Geraldo Melo, o seu talento para convencer e a sua palavra para emocionar”, afirmou, em entrevista ao Diário do RN.
Henrique recorda que sua própria campanha para a Câmara estava em situação confortável, o que lhe permitia acompanhar Geraldo em viagens pelo estado. “Eu não ficava preocupado com a minha eleição, que era tranquila. Ficava ao lado dele, encantado com o que ele produzia, com a maneira como falava e emocionava”, relatou.
“Novos ventos, novos tempos” A identidade da campanha foi construída com elementos que atravessaram o tempo. O slogan “Novos ventos, novos tempos” sintetizava a proposta de mudança defendida por Geraldo Melo e acabou se tornando uma das marcas daquele pleito.
Ao lado dele, o jingle iniciado pelos versos “Sopra o vento forte no Rio Grande do Norte…” reforçou a identificação da candidatura com o eleitor e permanece, décadas depois, como uma das músicas eleitorais mais marcantes da história do estado.
“A música do candidato é o que gera a identificação com o eleitor, e Geraldo conseguiu eternizar muito bem isso. A música de Geraldo se tornou imortal”, resumiu Henrique.
O tamborete que virou símbolo Outro símbolo nasceu de forma improvisada durante uma passagem por Macau. Henrique conta que acompanhava Geraldo em uma agenda que começou com poucas pessoas, mas ganhou público durante o percurso pela zona rural.
“Era pouca gente no começo. Depois, a multidão foi aumentando. Geraldo era pequenininho, e quem estava atrás já não conseguia vê-lo”, recordou.
Foi então que Henrique avistou um pequeno tamborete e pediu que o entregassem ao candidato.
“Ninguém entendeu, mas pegaram o tamborete e deram a ele. Geraldo subiu, começou a falar e todo mundo conseguiu vê-lo e ouvi-lo. A partir daí, o tamborete virou símbolo. Onde Geraldo chegava, havia um tamborete para ele subir e falar à multidão”, contou.
A imagem de Geraldo discursando sobre o pequeno banco acabou incorporada à campanha e ao próprio personagem político. Para Henrique, o adversário João Faustino era respeitado, tinha trajetória ligada à educação e não despertava rejeição pessoal. A diferença estaria na capacidade de Geraldo de ultrapassar o respeito e produzir uma conexão emocional.
“João Faustino era um homem respeitado, de bom coração, um homem da educação, que não tinha inimigos. Eu mesmo era admirador dele. Mas Geraldo encantava. João tinha o respeito, e Geraldo fazia além. Era o respeito e o encanto”, avaliou.
“Criava o contraste e emocionava”
Santinho da campanha vitoriosa e um dos comícios de Geraldo, que contou com a presença de Ulysses Guimarães, ao lado de Henrique Alves – Foto: Reprodução
Henrique também guarda na memória um comício realizado na Avenida Deodoro, em Natal, com a presença de Ulysses Guimarães. Durante o discurso, Geraldo pediu um minuto de silêncio e conseguiu fazer a multidão permanecer completamente calada. Em seguida, pediu um minuto de aplausos.
“Doutor Ulysses ficou surpreso. De repente, houve um silêncio absoluto. Depois, Geraldo pediu um minuto de aplausos. Ele fazia essas coisas, criava o contraste e emocionava”, relembrou Henrique, com a voz embargada.
“Eu fui um apaixonado por Geraldo. É difícil aparecer de novo alguém perto do que ele fazia”, completou.
A campanha de 1986 entrou para a história não apenas pela diferença mínima nas urnas, mas pela virada construída com presença, palavra, música e símbolos que atravessaram gerações. Geraldo Melo, que morreu em 2022, aos 86 anos, ainda seria senador da República (1995-2002) e vice-presidente do Senado (1995-1997).
As eleições estaduais de 1986 produziram um dos capítulos mais emocionantes da política do Rio Grande do Norte. De um lado estava João Faustino Ferreira Neto (PFL), apoiado pelo então governador José Agripino Maia, pela maioria dos prefeitos potiguares e por uma estrutura política que o colocava como favorito. Do outro, Geraldo Melo (PMDB), que começou a campanha desacreditado, percorreu o interior e venceu por apenas 14.071 votos.
O pleito, realizado em 15 de novembro, ocorreu em meio ao processo de redemocratização do país e à ascensão nacional do PMDB, impulsionada pelo Plano Cruzado. No Rio Grande do Norte, os eleitores escolheram governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.
Relatos de pesquisas da época apontam que João Faustino chegou a reunir cerca de 62% das intenções de voto, enquanto Geraldo Melo aparecia com apenas 2% ou 3%. Além de liderar as pesquisas, o candidato do PFL contava com o apoio da maioria dos prefeitos. A vitória parecia encaminhada, mas a campanha tomou outro rumo.
Geraldo ganhou força à medida que ampliava sua presença nos municípios. Com uma oratória marcante e forte aproximação com o eleitor, transformou uma candidatura desacreditada em uma onda política que surpreendeu até lideranças experientes.
Nas urnas, Geraldo Melo e o vice Garibaldi Alves obtiveram 464.559 votos (50,11%). João Faustino, que teve Antônio Florêncio como vice, recebeu 450.488 votos (48,60%). A diferença de pouco mais de 14 mil votos tornou a disputa uma das mais apertadas da história do estado.
A vitória marcou o retorno do grupo liderado por Aluízio Alves ao Executivo estadual. Geraldo tomou posse em março de 1987 e governou o Rio Grande do Norte até 1991.
Senadores eleitos pela chapa derrotada Um dos fatos mais curiosos daquela eleição foi que, embora Geraldo Melo tenha sido eleito governador, nenhum dos candidatos ao Senado de sua coligação conseguiu vencer.
As duas vagas ficaram com a Aliança Popular (PDS/PFL/PTB), justamente a chapa derrotada para o Executivo. José Agripino Maia (PFL) foi o mais votado, com 426.869 votos (25,24%), seguido por Lavoisier Maia (PDS), com 408.510 votos (24,16%).
Pela Aliança Democrática (PMDB/PCB/PCdoB), Martins Filho terminou em terceiro lugar, com 395.449 votos (23,38%), e Wanderley Mariz ficou em quarto, com 393.754 (23,28%). A diferença entre os quatro primeiros evidenciou o equilíbrio do eleitorado também na disputa pelo Senado.
“A marca dessa campanha é que, normalmente, o governador e os senadores que o acompanham se elegem juntos, ou pelo menos um dos senadores. Naquela eleição, o governador ganhou sem nenhum dos senadores, e os dois senadores, eu e Lavoisier, ganhamos com a chapa que perdeu a eleição de governador”, afirmou o ex-senador José Agripino ao Diário do RN.
Para disputar o Senado, José Agripino deixou o Governo do Estado antes do fim do mandato. O vice-governador Radir Pereira assumiu interinamente o Executivo até a posse de Geraldo Melo.
No Legislativo, o PMDB conquistou quatro das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, contra três do PFL e uma do PDS. Wilma Maia foi a deputada federal mais votada, seguida por Henrique Eduardo Alves.
Na Assembleia Legislativa, o PMDB também conquistou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PFL, com nove, e pelo PDS, com cinco. Laíre Rosado foi o deputado estadual mais votado, à frente de Valério Mesquita e Carlos Eduardo Alves, em uma legislatura que revelou diversos nomes que marcariam a política potiguar nas décadas seguintes.
“O homem chamado Geraldo Melo” Reeleito deputado federal naquele mesmo ano, Henrique Eduardo Alves acompanhou de perto a campanha de Geraldo. Mais do que um aliado, tornou-se testemunha da transformação de uma candidatura improvável em uma vitória histórica.
Segundo Henrique, o avanço de Geraldo não foi produzido apenas pela estrutura partidária ou pelas lideranças que o apoiavam, mas principalmente pelo desempenho pessoal do candidato.
“Foi uma campanha em que a vitória foi praticamente feita por ele. Não foi liderança, não foi partido. Foi o homem chamado Geraldo Melo, o seu talento para convencer e a sua palavra para emocionar”, afirmou, em entrevista ao Diário do RN.
Henrique recorda que sua própria campanha para a Câmara estava em situação confortável, o que lhe permitia acompanhar Geraldo em viagens pelo estado. “Eu não ficava preocupado com a minha eleição, que era tranquila. Ficava ao lado dele, encantado com o que ele produzia, com a maneira como falava e emocionava”, relatou.
“Novos ventos, novos tempos” A identidade da campanha foi construída com elementos que atravessaram o tempo. O slogan “Novos ventos, novos tempos” sintetizava a proposta de mudança defendida por Geraldo Melo e acabou se tornando uma das marcas daquele pleito.
Ao lado dele, o jingle iniciado pelos versos “Sopra o vento forte no Rio Grande do Norte…” reforçou a identificação da candidatura com o eleitor e permanece, décadas depois, como uma das músicas eleitorais mais marcantes da história do estado.
“A música do candidato é o que gera a identificação com o eleitor, e Geraldo conseguiu eternizar muito bem isso. A música de Geraldo se tornou imortal”, resumiu Henrique.
O tamborete que virou símbolo Outro símbolo nasceu de forma improvisada durante uma passagem por Macau. Henrique conta que acompanhava Geraldo em uma agenda que começou com poucas pessoas, mas ganhou público durante o percurso pela zona rural.
“Era pouca gente no começo. Depois, a multidão foi aumentando. Geraldo era pequenininho, e quem estava atrás já não conseguia vê-lo”, recordou.
Foi então que Henrique avistou um pequeno tamborete e pediu que o entregassem ao candidato.
“Ninguém entendeu, mas pegaram o tamborete e deram a ele. Geraldo subiu, começou a falar e todo mundo conseguiu vê-lo e ouvi-lo. A partir daí, o tamborete virou símbolo. Onde Geraldo chegava, havia um tamborete para ele subir e falar à multidão”, contou.
A imagem de Geraldo discursando sobre o pequeno banco acabou incorporada à campanha e ao próprio personagem político. Para Henrique, o adversário João Faustino era respeitado, tinha trajetória ligada à educação e não despertava rejeição pessoal. A diferença estaria na capacidade de Geraldo de ultrapassar o respeito e produzir uma conexão emocional.
“João Faustino era um homem respeitado, de bom coração, um homem da educação, que não tinha inimigos. Eu mesmo era admirador dele. Mas Geraldo encantava. João tinha o respeito, e Geraldo fazia além. Era o respeito e o encanto”, avaliou.
“Criava o contraste e emocionava”
Santinho da campanha vitoriosa e um dos comícios de Geraldo, que contou com a presença de Ulysses Guimarães, ao lado de Henrique Alves – Foto: Reprodução
Henrique também guarda na memória um comício realizado na Avenida Deodoro, em Natal, com a presença de Ulysses Guimarães. Durante o discurso, Geraldo pediu um minuto de silêncio e conseguiu fazer a multidão permanecer completamente calada. Em seguida, pediu um minuto de aplausos.
“Doutor Ulysses ficou surpreso. De repente, houve um silêncio absoluto. Depois, Geraldo pediu um minuto de aplausos. Ele fazia essas coisas, criava o contraste e emocionava”, relembrou Henrique, com a voz embargada.
“Eu fui um apaixonado por Geraldo. É difícil aparecer de novo alguém perto do que ele fazia”, completou.
A campanha de 1986 entrou para a história não apenas pela diferença mínima nas urnas, mas pela virada construída com presença, palavra, música e símbolos que atravessaram gerações. Geraldo Melo, que morreu em 2022, aos 86 anos, ainda seria senador da República (1995-2002) e vice-presidente do Senado (1995-1997).
Com a candidatura homologada em convenção, o Coronel Hélio (PL) acredita ter iniciado uma nova fase da corrida pelo Senado. Em entrevista ao Diário do RN, o candidato afirmou que a oficialização amplia sua visibilidade na disputa e cria um ambiente favorável para o crescimento da campanha.
Na avaliação de Hélio, a caminhada iniciada ainda na pré-campanha alcançou um novo patamar após a convenção do PL e dos partidos aliados, realizada no último fim de semana.
“Essa minha caminhada me deu musculatura e me deu credibilidade junto ao povo potiguar. Ela veio numa crescente e possibilitou que eu tivesse viabilidade para ser candidato. Agora, com a candidatura homologada, a direita potiguar enxerga o Coronel Hélio como um verdadeiro candidato da direita do Estado”, afirmou.
O otimismo, segundo ele, também é reforçado pelo aumento das adesões políticas. Hélio afirma contar atualmente com o apoio de cerca de 40 prefeitos e mais de 150 vereadores em diferentes regiões do Estado, estrutura que considera importante para ampliar sua presença durante a campanha eleitoral.
“Hoje já estamos com 40 prefeitos e mais de 150 vereadores. Esse crescimento acontece porque o campo da direita hoje se apresenta com apenas dois candidatos. Isso faz com que muitas lideranças se aproximem do nosso projeto”, avaliou.
Para o candidato, outro fator que fortaleceu sua candidatura foi a consolidação da chapa majoritária, liderada por Rogério Marinho (PL) e composta por nomes como Álvaro Dias (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), além do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
“Essa legitimidade foi dada primeiro pelo povo e agora pelo partido, pelo senador Rogério e pela chapa majoritária. O povo olhou para essa chapa homologada e disse: realmente o Coronel Hélio é o candidato da direita, é o candidato de Bolsonaro, de Flávio, do PL, de Rogério, de Álvaro, de Babá e de Styvenson”, declarou.
Na avaliação de Hélio, esse conjunto de fatores amplia o potencial de crescimento da candidatura e fortalece sua apresentação ao eleitorado.
“Essa etapa nos consolida e nos apresenta como candidato ao povo do Rio Grande do Norte. Ela me dá musculatura e me credencia para que o povo possa conhecer melhor quem é o Coronel Hélio e o que ele representa”, disse.
Crescimento e debates Ao comentar o avanço de seu nome nas pesquisas de intenção de voto, Coronel Hélio classificou o movimento como consequência natural da trajetória construída nos últimos meses.
“Foi uma crescente natural. A caminhada foi dando viabilidade à candidatura e agora a homologação fortalece ainda mais esse projeto”, afirmou.
Com a candidatura oficializada, Hélio afirma que a próxima etapa será intensificar o contato com o eleitorado por meio das caminhadas e dos debates, espaços que considera fundamentais para apresentar suas propostas.
“Tenho uma expectativa muito grande para os debates e para as caminhadas que começam a partir do dia dezesseis de agosto. Vamos discutir aquilo que realmente interessa ao povo: saúde, educação, segurança e infraestrutura. O Coronel Hélio tem conteúdo para apresentar e tem história. É isso que queremos mostrar durante a campanha”, afirmou.
Na avaliação do candidato, uma parcela significativa do eleitorado ainda aguarda o início efetivo da campanha para conhecer melhor os concorrentes antes de definir o voto. “Há uma parcela importante da população esperando ouvir as propostas e os debates para decidir quem realmente representa seus valores e tem condições de ajudar o Rio Grande do Norte”, concluiu.
O deputado federal Fernando Mineiro (PT), candidato à reeleição, classificou como “cinismo político” a crítica feita pelo deputado federal General Girão (PL) ao uso da bandeira do Brasil pela governadora Fátima Bezerra (PT). Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro reagiu à polêmica que ganhou as redes sociais e afirmou que o símbolo nacional pertence a todos os brasileiros, independentemente de posição política.
“É de um cinismo político que o povo já não cai nesse tipo de ideia, o povo já não cai nesse tipo de cinismo político. A bandeira do Brasil é de quem defende o Brasil”, afirmou.
Mineiro ampliou a reação e criticou o bolsonarismo, contrapondo a fala de Girão à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos.
“Ao contrário dos bolsonaristas, dessa raça que bate continência para a bandeira americana, que se subordina aos interesses dos Estados Unidos. Na verdade, quem não deveria usar e abusar da bandeira do Brasil é essa turma”, disparou.
O deputado também associou seu argumento às articulações políticas feitas nos Estados Unidos e às medidas comerciais contra o Brasil. “É essa turma que vai lá nos Estados Unidos, que articulou a taxação contra o Brasil, que está prejudicando a economia, que quis dar o golpe, que o único programa de governo é livrar a cara do chefe maior”, afirmou.
Ao defender a utilização do símbolo nacional por Fátima, Mineiro resumiu: “Quem põe a bandeira brasileira são os brasileiros e as brasileiras que valorizam o Brasil”. E voltou a provocar os adversários: “Eles é que deveriam parar de usar a bandeira brasileira, porque eles batem continência para a bandeira americana”.
Girão questiona bandeira e web reage A declaração de Mineiro repercute um comentário feito por General Girão em uma publicação do Diário do RN. O vídeo mostra um trecho do discurso de Cadu Xavier (PT), durante a convenção que homologou sua candidatura ao Governo do Estado, no último sábado (25), em Natal. Ao lado do candidato, Fátima aparece com a bandeira brasileira sobre o corpo, como uma espécie de capa.
A imagem chamou a atenção de Girão. “Eu não posso acreditar no que eu estou vendo e ouvindo: o PT usando a Bandeira do Brasil enrolada no corpo?”, escreveu.
O questionamento rapidamente provocou uma sequência de respostas. “E qual é o problema? A bandeira é de todos os brasileiros. Nunca foi nem será de nenhum partido político”, rebateu um internauta. Outra usuária ironizou: “E a NOSSA bandeira agora foi patenteada por vocês?”. Um terceiro foi mais direto: “Ué, e o Brasil é teu?”.
Houve ainda quem relacionasse o episódio à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos, assim como fez o deputado Fernando Mineiro: “A bandeira do país é de todos nós, se enrolem na bandeira dos EUA, já que vocês fazem tanta questão de entregar nosso país pra eles!”, escreveu uma internauta.
Bandeira desvia foco da publicação A discussão em torno da bandeira acabou desviando o foco original da publicação. O vídeo destacava uma declaração de Cadu sobre sua passagem pela equipe econômica do Governo Fátima e sua relação com os recursos públicos.
“Eu cuidei, ao longo desses sete anos e quatro meses, do dinheiro do povo do Rio Grande do Norte. E nunca tirei um centavo para mim ou para minha família. Porque o que nos move é o compromisso com o povo do nosso Estado”, declarou o candidato.
A presença de Fátima com a bandeira, no entanto, levou o debate para outro terreno: a disputa política em torno do verde e amarelo, primeiro com a crítica de Girão, depois com a reação dos internautas e, agora, com a resposta de Mineiro.
Neste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.
Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.
Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.
“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.
Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.
“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.
O despertar da vocação As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.
“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.
Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.
“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.
A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.
“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.
Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.
Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.
Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.
“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.
Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução
Fé e longevidade Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.
“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.
A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.
“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.
O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.
Livro e documentário preservam legado
Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução
Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.
Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de NatalNeste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.
Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.
Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.
“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.
Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.
“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.
O despertar da vocação As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.
“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.
Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.
“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.
A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.
“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.
Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.
Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.
Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.
“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.
Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução
Fé e longevidade Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.
“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.
A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.
“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.
O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.
Livro e documentário preservam legado
Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução
Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.
Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de Natal